História Por você - Camren - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 679
Palavras 1.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


4/5

Capítulo 30 - Capítulo 30


Lauren. Era Lauren que ficava voltando à mente. Onde ela estava? O que estava fazendo? Estaria pensando em mim?
Eu mandei uma mensagem de confirmação para Shawn e caminhei pelo meu apartamento tentando decidir a melhor maneira de tirar o meu ex amante da cabeça. Eu precisava participar de um grupo de terapia. Checando o site, pude me certificar de que ainda havia uma sessão dos Viciados Anônimos agendada para segunda-feira à tarde. Isso era bom, mas eu tinha muito tempo antes de a sessão começar. Poderia correr. Com Jordan me levando de carro para cima e para baixo, um pouco de atividade aeróbica seria bom para mim. Vesti um short e um top, coloquei meus tênis de corrida e saí.

A corrida ajudou a limpar minha mente, as endorfinas fluindo pelo meu corpo fizeram me sentir melhor e mais confiante. E invencível. Foi por isso que, quando descobri que a minha rota me levava ao prédio das Indústrias Jauregui, eu me convenci de que aquilo não queria dizer absolutamente nada. Não era um problema estar lá. Especialmente porque só entraria para usar o banheiro no saguão, antes de retomar a minha corrida.

Eu me senti tão bem com o exercício que decidi pular a sessão de terapia totalmente e continuar com a minha corrida por mais algum tempo, continuando até o túnel Lincoln antes de voltar. Passei pelo prédio das Indústrias Jauregui de novo no meu caminho para casa. E, como sabia que havia um bebedouro lá dentro, entrei novamente no saguão, dessa vez demorando-me um pouco mais no lobby, vasculhando os elevadores à procura de algum sinal de Lauren no prédio. Eu consegui me obrigar a sair de lá antes que entrasse em um elevador e apertasse o botão para a cobertura.

No dia seguinte, não tive tanta força de vontade. Não só voltei ao prédio três vezes, mas, em cada vez, entrei no elevador. Eu disse a mim mesma que aquilo não podia ser chamado de perseguição, na verdade, porque Lauren estava fora da cidade, embora eu ainda tivesse dificuldade em aceitar isso como verdade, e porque nunca apertei o botão para o último andar. Em vez disso, deixei que o destino me levasse para qualquer lugar, viajando com quem entrasse no elevador até qualquer andar para onde fossem, e depois me obrigando a voltar para o lobby. Parecia uma roleta-russa de elevador: se ele me levasse até o andar mais alto, então, eu deveria entrar no escritório de Lauren. Mas, a cada vez, desviava-me da bala, porque os outros ocupantes nunca escolhiam o andar dela. Até quarta-feira.

Muito embora o meu turno na noite anterior tivesse me feito chegar em casa quase às seis da manhã, eu estava acordada e de volta ao prédio da Jauregui antes de uma da tarde. Minha primeira viagem me levou apenas até o quinto andar. Quando o ocupante saiu e as portas se fecharam, eu me encostei na parede de trás do elevador e suspirei, sabendo que ele iria voltar para o lobby se eu não apertasse algum botão. Mas, em vez de descer, o elevador subiu. Alguém devia ter chamado de um andar superior. Eu prendi a respiração enquanto observava a marcação dos andares, no painel, subir cada vez mais. Então, ele parou no último andar. Não no último andar secreto que exigia um código e me levaria para o loft, mas para o andar onde o escritório de Lauren estava localizado. Eu me preparei para o que veria quando as portas se abrissem, esperando poder descobrir algo ao espreitar qualquer um que entrasse no elevador comigo.

Mas não estava preparada para a visão que se mostrou a mim. Três homens de terno estavam rindo e brincando quando as portas se separaram. E com eles estava Lauren.

– Camila. – Sua voz estava contida como sempre, com apenas um toque de surpresa em seu tom.

Eu congelei no lugar, meu corpo incapaz de se mover, a minha boca incapaz de falar. Uma onda de emoções confusas correu através de mim: eu estava feliz em vê-la, embora petrificada. E enfurecida por descobrir que ela estava na cidade, afinal de contas, e, de certa forma, contente porque as minhas suspeitas estavam certas.

Lauren estendeu a mão para mim. Automaticamente, meu braço moveu-se para pegá-la, e ela me puxou para ficar ao lado dela. Então, se virou para os homens que a acompanhavam.

– Senhores, a minha namorada decidiu me surpreender com uma visita ao meu escritório.

Eu consegui sorrir, antes de prender o meu olhar nos meus tênis cinza.

– Isso nunca é bom – disse um dos outros homens e todos riram. – Bem, vamos deixá-la com ela então. Obrigado mais uma vez pela reunião.

Mal ouvi as despedidas que os homens trocaram com Lauren, antes de eles tomarem o meu lugar no elevador, e mal notei que percorri a pequena distância até o escritório dela. Eu estava entorpecida, minha mente consumida pelo fato de que eu estava em um lugar em que não deveria estar. As portas do escritório fecharam-se atrás de nós. Lauren deve ter segurado a minha mão durante todo o caminho até lá, mas não percebi até que ela a soltou e se afastou de mim.

– O que você está fazendo aqui, Camila?

Eu não consegui me obrigar a olhar para ela, mas a ausência de raiva em seu tom de voz me tirou de meu entorpecimento. Eu conseguiria passar por isso. Tinha sido boa em falar sobre as coisas em meus dias obsessivos. Eu explicaria, ela acreditaria em mim e tudo ficaria bem. Mas eu não queria mais ser aquela garota. Foi então que percebi a gravidade do que estava fazendo: eu estive perseguindo obsessivamente essa mulher. Pela primeira vez em anos. Eu tinha recaído na minha obsessão por assediar e, provavelmente, com a pior pessoa com quem eu poderia ter tido uma recaída. Se achava que as ordens de restrição e os processos judiciais tinham sido um pesadelo quando expedidas a pedido de Ian, meu último objeto de assédio, então imagina o que seriam com uma mulher poderoso como Lauren. Mas ainda mais do que isso... Recuperar-me de meu problema com Ian tinha sido difícil, mas possível. Lauren, no entanto... Eu nem sequer conseguia suportar o pensamento de não estar perto dela, de uma forma ou de outra, não importando qual fosse o contexto.

Lauren estava esperando pela minha resposta. Podia sentir que ela estava me estudando. Cruzei meus braços e respirei profundamente.

– Eu, ãh, eu queria ver se você estava de volta.

Eu quase choraminguei com a honestidade da minha declaração, mas, se Lauren notou, não deixou transparecer.

– Eu voltei ontem à noite. Você poderia ter ligado. Ou mandado uma mensagem.

Minha mente alcançou os passos que aprendi a usar quando passava por esses comportamentos pouco saudáveis. Eu aprendi isso na terapia: comunicar seus medos aberta e honestamente. Fechando meus olhos para bloquear as minhas lágrimas, repliquei:

– Você não responde às minhas mensagens.

– Eu não respondi a uma mensagem.

Abri meus olhos e a vi me olhando atentamente enquanto se inclinava contra a mesa. Eu afastei para longe uma lágrima que havia caído pelo meu rosto e encontrei seu olhar.

– Foi a minha única mensagem.

Ouvi como aquilo soou. Ridículo, uma reação exagerada. Nós não estávamos juntas, afinal. Por que ela deveria responder às minhas mensagens? Lauren devia, agora, estar lamentando a sua escolha da namorada de mentira. Agora que presenciava a extensão da minha loucura. Nossos olhos permaneceram paralisados, mas eu não conseguia ler nada na expressão dela. Pareceu uma eternidade antes que seu rosto suavizasse e Lauren falasse:

– Não sabia que era tão importante para você. Vou fazer um esforço para responder no futuro.

Minha boca se abriu.

Ela endireitou-se e ficou em pé.

– Mas você não pode simplesmente vir aqui assim. O que você acha que parece se a minha namorada fica vagando pelo saguão, subindo pelos elevadores quando nem mesmo estou na cidade?

– Como é que você...?

– Eu pago às pessoas para saberem das coisas, Camila.

Ela sabia. Claro que ela sabia. Eu tinha decidido comunicar-me honestamente, mas agora esperava não ter tanta honestidade assim. Lauren sabia que eu tinha estado pelo seu escritório várias vezes, que eu tinha percorrido o prédio... Estava me sentindo humilhada. Mais lágrimas caíram.

– Eu... eu sinto muito. Não pude me controlar.

– Por favor, não faça isso de novo. – Ela foi severa, mas havia ali uma nota de compaixão?

A reação dela estava toda errada. Ela devia ter ficado mais puta da vida, mais assustada.

– Por que você está agindo assim?

Sua testa enrugou.

– Assim como?

– Eu fodi tudo, Lauren! Você deveria estar ligando para a sua segurança para escoltar-me para fora do prédio. Estou me sentindo uma merda e você está levando tudo na esportiva. – As lágrimas caíam rápido agora. Não havia como pará-las.

Seu rosto abrandou e ela deu um passo em minha direção.

– Não – disse ela suavemente, seu tom me acolhia, embora seus braços não fizessem isso. – Isso foi o que eu quis dizer sobre estar perto de alguém que entenda. Eu sei tudo sobre compulsão. Eu sei sobre como é ter que fazer as coisas que você sabe que não deve.

Lauren enxugou uma lágrima do meu rosto com o polegar, sua mão descansou ali por mais tempo do que o necessário.

– Quando você achar que não consegue evitar, fale comigo primeiro.



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