História Por você - Camren - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 621
Palavras 1.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um xuxus <3

Capítulo 33 - Capítulo 33


Como Jordan havia dito, mesas de bufê forravam o lobby e garçons vagavam pelos salões com bandejas cheias de deliciosos petiscos e taças de champanhe. Eu não estava com muita fome, mas peguei um salgadinho de carne de caranguejo para que tivesse algo no meu estômago quando bebesse o champanhe que pedi, logo depois. Passei os 45 minutos seguintes bebericando a minha bebida e mordiscando legumes, meus olhos presos nas portas dianteiras, procurando o meu par.

Quando a multidão diluiu-se e as pessoas entraram, eu, relutantemente, andei até o assento escrito no meu ingresso. Camarote, claro. Meu ânimo melhorou quando notei alguns mecenas entrando no camarote antes de mim. Talvez Lauren tivesse conseguido esgueirar-se e eu não a tivesse notado. Mas quando o recepcionista mostrou-me o meu lugar, notei os assentos vazios de ambos os lados do meu. Três outros lugares do nosso camarote estavam tomados por um casal de meia-idade e uma mulher da minha idade, uma mulher que eu conhecia. Era Lucy.

– Camila! – Lucy exclamou enquanto se sentava. – Estou tão contente que você tenha vindo. Onde está aquela sua mulher bonitona? – Sua voz não era exatamente baixa, e percebi que ela queria que seus acompanhantes a ouvissem.

Meu peito apertou. Definitivamente, não era um encontro então.

– Eu não teria perdido esta noite por nada. Estava ansiosa para vê-la novamente. – Fiz o meu melhor para fingir que sabia que Lucy estaria lá, do mesmo modo como ela parecia saber que eu estaria presente. – Lauren  está atrasada com seu voo. Ela esteve fora da cidade, a negócios, na maior parte desta semana.

Vou admitir que esperei que a menção sobre Lauren estar fora da cidade fosse uma novidade para Lucy. Senti que precisava estar em vantagem de alguma forma e saber coisas sobre meu suposto amor que Lucy não saberia era a única carta que eu poderia jogar.

– Ah, sim. Ela me disse que estava viajando de novo quando falei com ela ontem. – Minha suposta vantagem foi por terra. – Deixe-me apresentá-la aos meus pais, sr. Carlos e sra. Herlinda Vives. Esta é Camila Cabello, a namorada de Lauren.

O sr. e a sra. Vives trocaram olhares antes de se inclinarem sobre seus lugares para apertar a minha mão.

– É bom finalmente conhecê-la – disse Herlinda. – Clara me falou muito sobre você.

Ah, claro... O que quer que Clara Jauregui possa ter dito à sua melhor amiga sobre mim não seria algo que eu gostaria de saber. Meu estômago deu um nó com o pensamento. Onde diabos estava Lauren? Como ela poderia me deixar sozinha aqui com essas pessoas?

– Clara é um encanto – respondi com tanta graça quanto pude reunir.

Na verdade, não foi difícil sorrir quando falei isso, era como se tivesse me contado uma piada sobre o monstro que era a mãe de Lauren.

– Só que não... – murmurou Lucy para que só eu pudesse ouvir. Sua ironia me fez sentir mais confortável.

Até que Herlinda começou a me pressionar.

– Onde foi mesmo que você conheceu Lauren?

Eu repeti a história, embelezando-a com todos os momentos românticos que pude, sem exagerar demais, o tempo todo verificando por cima do meu ombro e desejando que Lauren aparecesse.

– Cabello – disse Carlos, quando houve um período de calmaria. – Alguma relação com Joel e Patty?

– Não, sinto muito.

Se ele estava tentando descobrir os detalhes de minha família, receava que ele ficasse muito decepcionado. O alívio me inundou quando as luzes começaram a diminuir, encerrando a nossa conversa. Ao mesmo tempo, meu ressentimento por Lauren  cresceu. Rapidamente lhe enviei outra mensagem, algo que deveria ter feito uma hora antes.

“Onde você está?”

A resposta à minha mensagem veio com um sussurro em meu ouvido quando o maestro entrou no palco e o público começou a bater palmas.

– Bem ao seu lado.

Calafrios espalharam-se pelo meu corpo e olhei para cima para ver que Lauren tinha deslizado para o assento ao meu lado. Ela estava lá. Mesmo no teatro escuro, sabia que ela estava linda, vestindo um vestido clássico. Seu cabelo estava despenteado, como se ela tivesse se vestido rapidamente, e seu rosto com uma expressão leve, aumentando o fator sexy. Ela acenou com a cabeça para o sr. e a sra. Vives e, em seguida, pegou minha mão. A mão dela na minha, seu calor e força, não importava se era apenas para exibição, eu precisava daquilo e me agarrei nela até o intervalo, soltando-a apenas para que pudéssemos aplaudir. Enquanto o público ainda estava batendo palmas, ela se inclinou para mim.

– O que você achou?

– Adorei.

Nunca tinha ouvido a Filarmônica de Nova York, e Brahms nunca fora o meu compositor favorito, mas o desempenho foi de tirar o fôlego. E ter experimentado isso ao lado da mulher mais gostosa do planeta não doeu.

– Eu sabia que você adoraria. – Quando as luzes se acenderam, ela empurrou uma mecha de cabelo para trás da minha orelha e sussurrou, mandando arrepios pela minha espinha. – Hora do show.

Ela se levantou e pegou a minha mão para me ajudar a ficar em pé; em seguida, virou-se para encarar os Vives.

– Herlinda, Carlos. Gostaria de ter estado aqui para fazer as apresentações. Acho que vocês todos já se conhecem agora.

– Sim – disse Herlinda. – Lucy nos apresentou.

– Ótimo. Eu queria que as pessoas mais importantes na minha vida se conhecessem. – E então, com todos os olhares em nós, ela me envolveu em seus braços, fazendo meus joelhos virarem geleia. – Sinto muito por estar atrasada, querida. Você está deslumbrante. A mulher mais bonita aqui, nesta noite.

Ela tinha dito que eu estava deslumbrante quando nós tínhamos comprado o vestido, e eu sabia que foi um elogio, na ocasião. Mas, nesta noite, eu sabia que era para os Vives. Ela nunca me chamaria de querida se não fosse por isso. Olhei em seus olhos, sem disfarçar o meu olhar de adoração.

– Você não sabe disso. Você mal olhou para outras pessoas...

Ela esfregou o nariz contra o meu.

– Porque eu não consigo tirar meus olhos de você.

Nós podíamos escrever romances desses vendidos em bancas de jornal. Nós éramos boas. Ela era boa.

– Você esteve fora da cidade nesta semana? – perguntou Carlos, parecendo não se importar se interrompia um momento, mesmo que falso, entre nós. – Lucy disse que você estava numa viagem de negócios.

Disfarcei uma careta. Lucy não tinha dito isso. Eu tinha dito isso. Lauren beijou minha testa levemente antes de me soltar e dirigir a sua atenção a Carlos.

– Sim. Um desenvolvimento com a Plexis.

Carlos balançou a cabeça.

– Essa tem sido uma pedra em seu sapato já há algum tempo.

– Com licença – Herlinda interrompeu. – Enquanto vocês conversam esses assuntos chatos de negócios, nós, vamos nos refrescar.

Não tive certeza de que Herlinda quis me incluir como uma de “nós”, mas eu planejava ficar. Eu queria ouvir a conversa chata de negócios. Não queria sair de perto de Lauren. Mas Lucy pegou meu braço, obrigando-me a acompanhá-las, e Lauren parecia estar esperando até nós sairmos para continuar falando. Além disso, eu precisava fazer xixi.

Não perdi a encarada de aviso de Lauren para Lucy. Mesmo eu, que não tinha sido amiga de longa data da Lauren, percebi que aquele olhar disse a Lucy para ter cuidado com o que ela contaria para mim. Lucy não precisava se preocupar, porém. A conversa no caminho para o banheiro, e enquanto esperávamos na fila, foi banal e trivial. Herlinda fez, principalmente, comentários sarcásticos sobre o que as outras pessoas estavam usando e tentou descobrir o que e quanto Lauren já tinha comprado para mim.

Foi depois que fiz xixi que a conversa tornou-se interessante. Herlinda e Lucy estavam retocando a maquiagem no espelho lateral e não me viram sair da cabine. Eu fui até a pia para lavar as mãos e descobri que podia ouvir perfeitamente a conversa das duas.

– Ela é bonita – disse Herlinda. – Uma pena que ela seja tão bonita.

– Mãe – Lucy gemeu. – Pare.

– Eu tenho certeza de que é apenas uma aventura, doçura. Esta é a primeira namorada de verdade de Lauren. Ninguém nunca se fixa com o primeiro.

Lavei minhas mãos por um longo tempo, ouvindo.

– Mãe, não tenho mais esse sentimento por ela. Já lhe disse isso. Além do mais, ela é um psicopata de qualquer maneira. Você não gostaria que os nossos filhos tivessem esses genes.

– Ela tem genes melhores do que a maioria das pessoas. E eu sei que você diz que não está apaixonada por ela, lu, mas não precisa fingir comigo. Apenas certifique-se de que ela seja exaustivamente examinada e que faça todos os testes quando você pegá-la de volta.

– Mamãe!

Uma imensa onda de raiva passou por mim. Não só porque Herlinda tinha insinuado coisas muito terríveis sobre mim e sobre a minha vida sexual, embora isso tenha doído, mas também porque Lucy, a mulher que provavelmente era a melhor amiga de Lauren, a chamou de psicopata. Não é à toa que Lauren mantinha-se tão resguardado e afastada do mundo. Mesmo as pessoas que deveriam supostamente se importar com ela pareciam não ter compreensão ou nenhuma empatia em relação aos demônios interiores contra os quais ela lutava, provavelmente todos os dias.

Não era à toa que ela tinha vindo me procurar.



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