História Por você - Camren - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Visualizações 3.602
Palavras 1.547
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - Capítulo 34


Borrifei água gelada no meu rosto, tentando dominar a minha fúria. Em seguida, sequei minhas mãos e reuni-me novamente às mulheres Vives. Muito embora tivesse acabado de estar com ela, de repente eu não conseguia esperar para estar com Lauren novamente. Arrependi-me de tê- la afastado. Ela precisava de mim, percebia agora, e de uma forma tão profunda que não me sentia capaz de colocar em palavras. E eu precisava dela. Praticamente corri de volta para o camarote. Lauren pôs o braço em volta da minha cintura quando me aproximei e eu derreti, mas ela continuou sua conversa com o sr. Vives. Querendo ainda mais contato com ela, para partilhar fisicamente a epifania que senti no banheiro, deslizei minha mão sob seu vestido, desesperada para tocá-la, os meus dedos pararam ao longo da parte inferior de suas costas.

Ela endureceu o corpo.

Retirei a minha mão e ela relaxou. Eu tive que me concentrar para não deixar que a dor da sua rejeição ficasse estampada em meu rosto. Talvez ela não tivesse percebido o que eu estava tentando lhe dizer. Tentei novamente no escuro, quando a sinfônica começou a tocar novamente, colocando minha mão em seu joelho. Então, deslizei-a mais para cima ao longo de sua coxa. Ela me deteve, pegando a minha mão na sua e segurando-a, assim, pelo resto do espetáculo, e, embora ainda detivesse calor e força, parecia que aquela mão prendendo a minha era mais uma restrição do que um conforto.

A decepção me envolveu com um calafrio. Era tarde demais. Eu a tinha afastado e agora o convite não existia mais. Estava agradecida pela escuridão. Lauren não teria como notar meus olhos se enchendo de lágrimas. Depois que o concerto terminou, nós saímos com os Vives em direção à garagem, em vez de irmos para o hall, na frente.

– Eu vim guiando – disse Lauren, respondendo à minha sobrancelha levantada.

Ela manteve seu braço em volta de mim enquanto caminhávamos. Seu toque era constante, mas era tudo fingimento. A pressão e a paixão que ela tinha me mostrado em particular desapareceu. E seus olhos também tinham desaparecido. Antes, quando estava com ela, seus olhos nunca saíam do meu corpo, do meu rosto. Agora, ela não fez contato visual comigo nenhuma vez e quase não falou comigo. Em vez disso, ficou conversando confortavelmente com Lucy, partilhando piadas particulares. A cada passo que nós dávamos, eu me sentia cada vez mais perturbada. Soluços formaram-se na minha garganta e me concentrei em forçá-los de volta para baixo. Nós nos despedimos de nossos acompanhantes ao lado da Mercedes. Lucy me deu um abraço ligeiro enquanto Lauren apertava a mão de Carlos e beijava Herlinda na bochecha. Assenti com a cabeça para os Vives e, em seguida, Lauren abriu a porta para mim enquanto eu me sentava no banco do carona.

Antes de ela entrar no carro, Lauren foi se despedir de Lucy. Observei pela janela, meu estômago se enrolou. Ela a abraçou e sussurrou algo em seu ouvido que a fez rir. Limpei a lágrima perdida que passou por minhas defesas. Além de me destruir, o ato de observá-las me deixou louca, louca varrida, louca de raiva como o inferno. Lauren não deveria estar provando que ela e Lucy não deviam ficar juntas? E depois daquilo que eu tinha descoberto, quer dizer, os verdadeiros pensamentos de Lucy sobre Lauren, sabia que ambos não deviam ficar juntas. Ela era completamente errada para Lauren .

A inveja espalhou-se por minhas veias como fogo líquido. Lucy podia não ter um romance com Lauren, mas eu tampouco tinha. E ela tinha amizade com ela. No momento, parecia que eu não tinha nada, nem amizade...
Nós não conversamos enquanto ela manobrava através da longa fila de carros que saia da garagem, Lauren cantarolava fragmentos da sinfonia de Brahms enquanto dirigia. Eu era a única a sentir a espessa e pesada tensão entre nós? A tensão que parecia ficar mais espessa a cada minuto? No momento em que estávamos na rua, já não conseguia reprimir meus sentimentos de frustração e desgosto por mais tempo.

– Então, você sabia que Lucy estaria lá hoje à noite.

Não era uma pergunta. Eu já sabia a resposta, mas queria que ela dissesse isso em voz alta. Seus olhos arregalaram-se, como se estivesse surpresa com o meu tom de voz áspero.

– Eu sabia que Lucy estaria lá com seus pais, sim. – Ela olhou para mim de lado. – Os pais dela, aqueles que são amigos dos meus pais, lembre-se. Certo. Enganá-los era tão essencial como enganar Clara Jauregui.

Qual era o meu problema? Cruzei meus braços e bati com a cabeça de leve contra o vidro da porta uma, duas e três vezes. Eu não devia ter ficado com raiva, ela tinha dito que seria um fingimento comigo. Não devia ter ficado com ciúmes, Lucy a tinha como amiga muito antes de eu aparecer. E ela não tinha mais do que isso. E nem eu. Não desde que eu tinha terminado as coisas com ela, quatro dias antes. Engraçado como eu estive com medo de que ficar com Lauren  me faria mergulhar em padrões ruins de comportamento. Em vez disso, não estar com ela tinha sido o que desencadeava a minha ansiedade nesta semana e me fazia sentir tão mal neste momento. Outra lágrima escorreu pelo meu rosto. Eu a enxuguei com as costas da mão.

– O que há de errado? – perguntou Lauren, com um tom de preocupação em sua voz. Ou talvez fosse simplesmente perplexidade, não sei...

Avaliei o que poderia responder. Poderia manter a barreira entre nós e fugir da questão. Ou mentir. Ou poderia confessar a minha inveja. Ou podia ser honesta. Incapaz de passar mais um minuto convivendo com a solidão que se instalou no meu peito, a honestidade venceu.

Eu quero você – sussurrei, meu rosto pressionado contra o vidro do carro, com vergonha demais de olhar para ela.

– Camila? – Senti seus olhos em cima de mim.

– Eu sei o que disse a você... – Limpei meus olhos, determinada a manter o resto das minhas lágrimas sem rolarem pelo rosto. – Mas talvez eu estivesse errada. Quero dizer, não sei se você está certa, se isso de passar tempo com você pode me fazer melhorar. Mas eu sei que, desde que nos separamos, eu fiquei pior. – Minha respiração estava irregular, mas tomei coragem para olhar para Lauren. – Eu senti a sua falta. – Um riso nervoso escapou da minha garganta. – Eu lhe disse que me apegava...

A sombra de um sorriso cruzou os lábios dela.

– Para onde você acha que a estou levando?

Eu olhei pela janela, não tinha prestado atenção ao nosso destino. Lincoln. Indo para o leste. Estávamos a quadras de distâncias das Indústrias Jauregui. O loft.

Eu me endireitei no banco do carro, um rubor rastejou em minhas bochechas.

– Ah – foi tudo que pude dizer, aquela pequena dor solitária interna queimou com a chama do desejo. Então, a irritação tomou conta de mim. – Eu lhe disse que era sem mais sexo, e você estava me levando para o loft sem me perguntar se eu queria?

– Camila... – Ela suspirou com frustração. – Você é uma mistura de sinais confusos. No concerto você pareceu indicar...

– E você me ignorou totalmente – interrompi. – E não venha me falar de sinais confusos!

Ela colocou a mão no meu joelho.

– Eu estava tentando evitar misturar negócios com prazer. Uma tarefa difícil com você por perto, princesa. – Sua voz ficou baixa. – Especialmente com suas mãos errantes na minha coxa, e gostosa do jeito como está nesse vestido.

Eu pisquei rapidamente.

– Ah – disse novamente.

Como ela fazia isso? Como ela conseguia compartimentar as coisas, separando o fingimento da realidade, nunca que os dois se cruzavam, enquanto eu me confundia toda, me enredava nos nós?

– Se você quiser que eu pergunte, farei isso, mas você sabe que não é o meu estilo. – Ela entendeu o meu olhar silencioso como um sim, apesar de ser simplesmente eu processando as informações. – Posso levá-la para a cama, Camila?

Essa pergunta veio como um estrondo que fez meus botões de paixão explodirem como fogos de artifício.

– Sim. – Eu meio que gemi quando o carro parou no sinal vermelho.

Sua mão moveu-se até a minha cabeça, puxando-me para ela. Sua boca estava ansiosa e cheia de necessidade, sua língua com sabor profundo de luxúria e de Amaretto que ela bebeu no intervalo. Minha calcinha estava escorregadia, e os laços do espartilho do meu vestido estavam apertados contra meus seios. O som de uma buzina a trouxe de volta para o volante. Ela se ajeitou no assento e meus olhos fixaram-se no volume entre suas pernas. Minha boca encheu-se de água, querendo-a dentro de mim.

Lauren se mexeu novamente.

– Seus olhares famintos não estão ajudando em nada nesta situação.

E então nós estávamos lá. Parando na área dos manobristas das Indústrias Jauregui. Eu estava alheia aos movimentos que Lauren fazia ao saudar o manobrista, entregar-lhe as chaves e ao andar atrás de mim em direção aos elevadores, com a mão firme na minha bunda. No elevador, nós estávamos sozinhas. Lauren inseriu o código para a cobertura e, assim que as portas se fecharam, ela me apertou contra a parede de metal. Parado a centímetros dos meus lábios, sua respiração misturou-se com a minha.

– Você é tão linda, Camila.

– Então, me beije.


Notas Finais


Camila é toda coisada né gnt?


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