História Por você - Camren - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 503
Palavras 1.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu amo esse capítulo u.u ♥

Capítulo 36 - Capítulo 36


Tudo bem, Lolo, precisamos ter uma conversa séria. – Nós estávamos na estrada, indo para Hampton havia menos de dez minutos, mas eu estava muito ansiosa para adiar ainda mais esta conversa. Girei no banco da frente da Mercedes e levantei meus óculos de sol até a minha cabeça, para que eu pudesse ver Lauren claramente. Ela olhou de soslaio para mim, seus olhos escondidos atrás de seus óculos escuros Ray-Ban.

– Estou curiosa.

Respirei fundo.

– Eu tenho algumas queixas sobre a noite passada.

A sobrancelha dela ergueu-se acima de seus óculos de sol, mostrando que Lauren estava cética, mas ela manteve os olhos na estrada.

– Não desta parte da noite passada – soquei o braço dela de brincadeira.

– A primeira parte da noite. A última parte foi boa.

Ela franziu a testa ainda mais.

– Apenas boa?

– Está bem, mais do que boa – ri. – Foi espetacular. Incrivelmente espetacular. – Minhas coxas ficaram tensas só de pensar no deleite sensual que tínhamos experimentado na noite anterior, no loft. Uma semente de insegurança arrastou-se sob meu elogio, fazendo-me querer saber se ela sentia o mesmo que eu. Preparando-me, perguntei: – Como você acha que foi?

– Bom. – Seu sorriso maroto me avisou que ela estava brincando, mas eu belisquei levemente a sua coxa. Outra desculpa para tocá-la. Ela tirou uma das mãos do volante e agarrou a mão com a qual eu a tinha beliscado.

– Cuidado! Estou dirigindo. – Depois, levou minha mão à boca e mordeu meu dedo antes de soltá-la. – Mas você tem queixas, é isso?

Afastei os pensamentos que a sua boca na minha pele tinha incitado.

– Sim, tenho. Eu não estava preparada para a situação na qual você me colocou. Eu preciso saber mais daqui para frente. Eu não sabia nada sobre os Vives e sobre eles estarem no concerto na noite passada. Você não podia ter, pelo menos, me avisado?

Lauren tirou os óculos escuros e me observou, como se estivesse tentando avaliar se eu estava falando sério. Eu estava muito séria. Estava cansada de estar sempre sem informações sobre ela e sobre o mundo no qual ela me atirava para dentro e para fora tão levianamente. Lauren colocou seus óculos escuros no compartimento acima do seu espelho, não precisava mais deles já que o sol se pôs e nós nos dirigíamos para leste.

– Exceto por sua predileção em colocar as mãos em cima de mim...

– Ah, não exagere.

– ... Você foi magnífica. – Ela também estava séria, o que me chocou. Eu me sentia tudo, menos magnífica. – Por isso, não sei como alguma informação que eu pudesse ter-lhe dado de antemão mudaria a forma como você representou seu papel.

Eu abri minha boca, mas descobri que não tinha uma resposta certa.

– Eu teria ficado mais à vontade porque estaria preparada. – Isso foi o melhor que pude responder. – O mesmo vale para o dia do desfile de moda. Eu poderia ter lidado com a sua mãe, com Lucy... – Parei de falar, querendo indicar que eu tinha descoberto sobre o seu passado sem realmente mencionar isso. – Eu acho que o dia todo teria sido melhor se eu estivesse preparada.

– Pois eu repito: achei que você foi brilhante.

– Mas não por dentro. E é a sensação interna que me faz fazer coisas malucas. Como persegui-la em edifícios de escritórios. – Estremeci quando mencionei o comportamento embaraçoso que gostaria de poder esquecer. Mas, se eu queria ficar bem, precisava enfrentar as minhas inseguranças, e não saber muita coisa sobre Lauren provocava muitas delas. – De qualquer forma, eu tenho você aqui, preso em um carro por mais de duas horas...

– Você tem certeza de que não fui eu que a prendi?

– Você está dirigindo. E eu estou oferecendo o entretenimento.

Mas achei aquela jovialidade incomum de Lauren bastante divertida também.

– Gostei disso que você falou. – Ela sorriu, dando uma espiada nas minhas pernas nuas.

Eu resisti à vontade de puxar o meu short preto para baixo, um dos meus prêmios por comprar na loja de Taylor. Eu gostava que ela apreciasse olhar para meu corpo, mas seu olhar me excitava à enésima potência e eu queria manter a concentração.

– Pare de interromper. Estamos jogando o jogo do “vamos conhecer um ao outro”. – Levantei minha mão como que para calá-la. – Nem pense em falar o que quer que esteja prestes a dizer. Se nós temos alguma esperança de enganar a sua família quando estivermos com eles por vinte e quatro horas, sete dias da semana, então precisamos saber mais uma sobre a outro.

– Eu já sei um bocado de coisas sobre você.

Desta vez, seu olhar foi para o busto em meu top superapertado.

– Não, não sabe. – Estalei meus dedos perto do meu rosto para fazer a sua atenção mover-se para cima. – Alguma vez você já chegou a conhecer uma mulher não sexualmente? Conhecer além de fazer uma verificação rápida de seus antecedentes?

– Não intencionalmente.

Sua resposta foi rápida e honesta. E isso me deixou puta da vida.

– Lauren, você é mesmo uma idiota...

– Foi o que me disseram. – Ela olhou para meu rosto furioso. – Tudo bem. Como é que se joga esse seu jogo?

O triunfo afastou a minha irritação.

– Nós vamos nos revezar. Na sua vez, você pode fazer uma pergunta ou dizer uma verdade sobre si mesmo. Você escolhe. Nada muito pesado. Coisas básicas. Eu começo primeiro. Não gosto de cogumelos.

Os olhos de Lauren se arregalaram.

– Você não gosta de cogumelos? O que há de errado com você?

– Eles são nojentos. Têm gosto de azeitonas podres.

– Não têm gosto de azeitonas podres nada.

– Eles têm gosto de azeitonas podres. Não suporto. – Fiz uma careta para mostrar o meu desgosto, mas, por dentro, estava em êxtase porque ela mostrava interesse naquilo que eu tinha compartilhado. Não estive muito certa de que Lauren faria isso, especialmente com um assunto tão banal como gostos alimentares.

Lauren balançou a cabeça, parecendo espantada com a minha confissão.

– Esta é uma terrível inconveniência. E, sem dúvida, deve dificultar suas experiências com refeições mais requintadas.

– Nem me fale. – Por alguma razão, os cogumelos parecem estar em uma grande quantidade de receitas mais sofisticadas. – Imagine o meu horror quando o meu par do baile de formatura fez o jantar para mim e era frango Marsala.

Seus olhos se contraíram, quase imperceptivelmente.

– Seu par do baile de formatura? Era um relacionamento sério? – A voz de Lauren também tinha ficado ligeiramente tensa.

Eu estreitei meus olhos. Lauren estava com ciúmes?

– Você está fazendo essa pergunta na sua vez?

– Hã, sim, acho que sim.

Ela estava com ciúmes. De um acompanhante do baile do colégio. Eu fiquei lisonjeada.

– Foi um relacionamento sério para mim. Não para Joe.

– Joe? Parece terrível. – O sorriso tinha retornado.

– Obrigada, era mesmo... – Lauren seguiu pela Interestadual e coloquei meus óculos de sol na bolsa. – Minha vez. – Eu me endireitei no banco do carro, mordendo o lábio. Eu tinha facilitado nosso começo do jogo, mas agora queria algumas respostas. Alguma coisa que fosse boa. – Por que você nunca chama as pessoas pelos seus apelidos?

Ela gemeu.

– Porque apelidos são de muito mau gosto. Chame a pessoa pelo seu nome. É por isso que elas receberam esses nomes.

Revirei os olhos. Ela era tão formal. Às vezes, eu não tinha certeza se gostava mesmo dessa mulher. Isso era parte da razão pela qual eu queria jogar este jogo. Eu tinha que saber se o que eu sentia por Lauren ia além da atração física. E eu realmente queria que ela me chamasse por um apelido.

– Mas os apelidos mostram um grau de familiaridade.

– Você diz a todos para chamá-la de Mila. Mesmo as pessoas que acabou de conhecer.

Porque responder por Camila, quando me chamavam, era estranho. As únicas pessoas que realmente haviam me chamado de Camila foram os meus pais.

– Talvez porque eu me sinta familiarizada com todos que conheço. – Fiz um esforço para pronunciar as minhas próximas palavras casualmente, como se o fato, na verdade, não me incomodasse. – E você chama Lucy por um apelido.

– Sério? – Ela soube então que isso me incomodava. Acho que não tinha disfarçado muito bem... – Ela é a única pessoa na terra, Camila. Eu a conheço durante toda a minha vida. E nem sequer sabia que o nome dela era de fato Lucy até que estivesse com quase 10 anos.

Cruzei as pernas, satisfeita quando ela olhou para elas quando fiz isso, e sacudi meu pé com irritação.

– Se você está tentando convencer as pessoas de que se importa mais comigo do que com Lucy, então devia ter um apelido para mim. Isso iria mostrar carinho. – E eu realmente queria seu carinho.

– Me chamar de Lolo mostra carinho?

Meu celular vibrou em meu bolso. Eu levantei meus quadris para que pudesse puxá-lo, e Lauren -me olhou enquanto eu fazia isso.

– Sim. Eu não gosto daquelas palavras melosas que todo mundo fala, como benzinho e querida. E Lauren é formal demais.

– Eu gosto do formal.

– E eu gosto de pirulitos com chicle de bola no fim, de sabor de cereja. Isto não os torna adequados para todas as situações.

– Pirulitos?

– É... Pirulitos. – Planejei responder com uma réplica sexy, mas estava distraída com a leitura da mensagem no meu celular.

Era de Brian, me pedindo para ligar para ele. Eu tinha ignorado todas as mensagens que ele me enviou ao longo da última semana e não estava a fim de começar a responder agora. Joguei o telefone no meu colo, frustrada. Ele não sabia que eu já tinha encontrado uma solução para os meus problemas financeiros, e ainda esperava que eu cedesse a suas condições. Isso não ia acontecer.

– Você não gostou de 'baby'? – A pergunta de Lauren me puxou de volta para o carro.

Minha resposta conteve a tensão que eu destinava a Brian.

– Não muito – porque não era original e nem sincero. Não era um apelido que Lauren tivesse escolhido especificamente para mim.

– Eu vou ficar com Camila.

Virei-me para ela e a encarei.

– Vamos lá. Você poderia me chamar de princesa de vez em quando, na frente de outras pessoas.

– De jeito nenhum – murmurou ela.

– Por quê? Você já me chama assim às vezes.

A voz soou como um rosnado baixo, pacífico e sério.

– Isso é particular.

Eu tremi. Mesmo que o seu tom não tivesse indicado que o assunto estava encerrado, teria deixado para lá. Sua resposta foi perfeita, sensual e até um pouco romântica. Não que eu estivesse tendo alguma esperança de algo romântico, é que foi doce e amável.
Hum. Lauren nunca deixava de me surpreender. Eu balancei minha cabeça.

– Agora é a sua vez.


Notas Finais


Qualquer erro, sorry...


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