História Por você - Camren - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 670
Palavras 1.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um, pq sou um amor u,u

Capítulo 37 - Capítulo 37


Meu telefone vibrou novamente. Outra mensagem de Brian. Desta vez, dizendo que iria me ver bem cedo no dia seguinte. E eu não estaria lá. Acho que o bobão iria se dar mal. Sorri quando desliguei meu telefone e enfiei-o de volta no bolso.
Quando o meu foco voltou para Lauren, ela estava me olhando, a cabeça inclinada.

– Quem continua mandando mensagens para você?

Algo sobre seu ciúme me fez querer ronronar.

– É essa a sua pergunta?

– É.

Pensei em inventar algo, algo que de fato provocasse ciúmes nessa mulher, mas o jogo tratava-se de conseguirmos respostas honestas.

– Meu irmão. Ele é um idiota.

– Assim como eu? – perguntou, lembrando-se do que eu disse a ela minutos antes.

– Pior. Ele é um idiota que não sabe que é idiota...

Lauren sorriu.

– E você está ignorando Brian?

Ela sabia o nome de Brian. Isso me fez notar que ela já sabia que eu tinha um irmão. Fiquei me perguntando o que mais Lauren sabia sobre Brian. E sobre os meus pais. E sobre a minha vida inteira. Bem, se ela queria saber algo mais sobre meu irmão, teria que esperar até a vez dela.

– Você já fez a sua pergunta. É a minha vez. Eu perdi a minha virgindade quando tinha 16 anos.

Eu pretendia que essa revelação fosse um choque, ainda irritada com as mensagens constantes de Brian e com o conhecimento de Lauren sobre coisas que ela não deveria saber sobre mim, até que eu lhe dissesse.

– Dezesseis? Que foda, Camila. Eu não acho que gostaria de saber disso.

– Sinto muito. – Sorri em resposta.

Lauren balançou a cabeça, seus olhos semicerrados.

– Duvido seriamente que esse tipo de assunto vá surgir em uma conversa com a minha família.

– Nunca se sabe.

– Quem foi o cara?

Seu ciúme era seriamente excitante.

– Está usando a sua vez?

– Não.

Eu levantei minha cabeça, questionando a sua sinceridade. Ela mudou de ideia. Não pôde evitar.

– Sim.

Eu nem sequer tentei esconder o meu júbilo.

– Ele era um cara qualquer que conheci em uma festa. Achei que transar me ajudaria a me esquecer de que os meus pais tinham morrido. Não ajudou.

– Não, acho que não ajudaria.

Ela pareceu compreensiva e eu fiquei feliz porque não quis insistir no assunto. Foi uma época horrível na minha vida. O acidente de carro fatal dos meus pais tinha me levado a me comportar de maneiras das quais não  sentia orgulho. Sexo aleatório, beber em excesso, experimentar drogas. E, então, o vício que tinha permanecido: amar obsessivamente, coisa que não deveria ser chamada de amor de maneira nenhuma, mas sim de uma obsessão por querer ser amada. Se eu realmente estivesse com Lauren, quero dizer, se realmente fosse a sua namorada, então ela deveria conhecer todos os detalhes, e seria bom contar. Mas, por um momento estranho, fiquei excepcionalmente feliz por não ser a namorada de Lauren de verdade, portanto, não tinha que lhe contar nada... Opa. Espere um momento. Isso significava que houve outros momentos em que eu realmente queria ser a namorada dela. Quando isso tinha começado?

Lancei um olhar para Lauren, que parecia estar envolvida em seus próprios pensamentos. O que seria necessário para poder entrar ali? Eu tentei adivinhar com o que ela poderia estar tão absorta.

– O que você estava fazendo em Cincinnati?

– Negócios.

Belisquei a ponta do meu nariz. Era muito mais fácil fazer sexo com essa mulher do que fazê-la compartilhar qualquer coisa concreta.

– Isso não é bem uma resposta.

– Eu não conversaria sobre negócios com a minha namorada.

– Você não seria minha namorada se não fizesse isso. – Apesar de agora finalmente acreditar que Lauren estava realmente fora da cidade naquela semana, a insegurança ainda me incomodava. Eu insisti para conseguir mais informações. – A sua mãe e o seu pai não conversam sobre negócios um com o outro?

– Meus pais não conversam sobre nada. Se meu pai estiver em casa quando chegarmos lá, ele não vai dormir no mesmo quarto que a minha mãe. Casamento sem amor, lembra-se?

– Não é um bom exemplo, então. – Tentei uma tática diferente. – Olha. Eu sou formada em administração. Gosto de saber sobre essas coisas. – Lambi meus lábios propositalmente. – Meu cérebro inteligente não excita você?

– O seu cérebro inteligente, sim, o meu, não. – Mas ela estava escondendo um sorriso.

Eu deslizei minha mão na sua coxa.

– Vamos lá. Eu lhe mostrei o meu. Mostre-me o seu.

Ela não conseguia resistir a mim no modo flerte completo. E suspirou.

– Tem havido algum interesse na compra da Plexis, uma das minhas menores empresas. Mas não estou interessada em vender a este comprador em particular. Os outros membros do conselho pensam de forma diferente. – Lauren franziu a testa e eu pensei que ela tinha terminado, mas continuou.  – Na verdade, tem sido muito estressante, lutar para manter a Plexis inteira quando tantos se opõem. Muitos deles têm a ganhar um lucro considerável com a venda. Eu sei que esse comprador poria o lugar abaixo. A empresa seria dividida. As pessoas perderiam seus empregos.

Fiquei ali, sentada, hipnotizada. Em sua breve revelação, eu vi algo além de sua paixão por suas empresas e pelas pessoas que trabalhavam para elas. Eu a vi relaxar e talvez até mesmo desfrutar do ato de compartilhar algo que certamente pesava sobre ela. Ela tinha alguém com quem compartilhar essas coisas? Não parecia provável. Lauren me viu olhando para ela e se mexeu no banco do carro. Eu tinha certeza de que ela ficou perturbada ao perceber o quanto eu seria capaz de descobrir de uma conversa tão curta; portanto, mudei de assunto e aliviei o clima.

– Obrigada! E então, foi assim tão horrível?

Sua boca se apertou em uma linha reta, mas eu vi o brilho nos seus olhos.

– Não vou responder a isso. Não é a sua vez... – Lauren só fez uma pausa por um segundo antes de dizer: – Tudo bem. Não foi tão horrível. Isso é o que eu estou oferecendo na minha vez.

– Lauren? – chamei em voz baixa, esperando que ela não visse toda a extensão da minha adoração apenas ao falar o nome dela.

– Sim, princesa?

– Você não é realmente uma idiota.

Ela levou um dedo à boca.

– Shh. Você vai arruinar a minha reputação.

Nós continuamos com o jogo durante o jantar num restaurante de frutos do mar em Sayville e cobrimos uma variedade de tópicos, desde filmes favoritos a piores encontros e primeiros beijos. Lauren e eu tínhamos poucas coisas em comum, mas isso só me intrigava mais, e eu tive a nítida impressão de que ela sentia o mesmo. A maioria de nossas diferenças parecia ser proveniente das nossas origens, e não de nossas preferências. Eu não sabia se gostava de ópera, nunca tinha ido a uma. E o meu passatempo favorito, comprar um ingresso de cinema e me infiltrar em vários filmes depois, nasceu de uma falta de recursos que Lauren nunca tinha experimentado.

Por trás de tudo isso, nós duas sabíamos que compartilhávamos uma semelhança muito vital: nossos passados destrutivos. Embora raramente falássemos disso, era algo que obscurecia muitas das nossas confissões. Mas, ao contrário do que aconteceu com outras pessoas, quando comecei a falar de mim não senti que estivesse ocultando a verdade. Eu não estava mentindo, como tive que fazer com tantos outras. Isto fez com que a nossa troca de impressões tenha sido mais fácil e mais pungente. Nós não chegamos a conversar sobre estas mentiras, mas não foi um tema que tenha ficado adormecido nas nossas profundezas, ameaçando revelar-se de repente.



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