História Por você - Camren - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 603
Palavras 1.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello baby's, sinto muito não ter aparecido mais cedo, ando mt ocupada </3

Capítulo 38 - Capítulo 38


Depois do jantar, quando voltamos para a estrada, nós jogamos o jogo em um ritmo mais relaxado, deixando longos momentos de confortável silêncio preencherem os espaços entre as falas de cada uma. Finalmente, Lauren saiu da rodovia Old Montauk para uma estrada particular. No portão, a meio caminho da entrada, ela digitou um código que abriu as portas de madeira e nos permitiu continuar além da cerca alta até a entrada circular dos carros. Lauren parou o carro em frente a um casarão tradicional de dois andares.

– Chegamos – disse, em uma voz cantante que não era típica de Lauren  Jauregui.

Fiquei de boca aberta quando olhei para a mansão, iluminada exageradamente com tochas, assim como a fonte no centro do caminho circular para veículos. Eu tinha tentado não pensar muito sobre o dinheiro de Lauren, não queria que isso fosse o foco da minha atração por ela, mas, se houve uma hora em que eu ficava impressionada pela sua riqueza, era essa. A casa de pedra era de tirar o fôlego extravagante, o tipo de coisa que eu só tinha visto em filmes.

– É... Uau.

Lauren riu.

– Vamos lá. Você vai adorar o interior.

Abri a porta do carro, imediatamente invadida pelo aroma do mar misturado com uma variedade de flores desabrochando no início do verão. As portas da frente da casa se abriram e um senhor careca de terno cinza claro se aproximou de nós.

– Boa-noite, Martin – disse Lauren, colocando o braço em volta da minha cintura. – Esta é a minha namorada, Camila Cabello. Martin é o nosso assistente na casa.

– É um prazer conhecê-la, srta. Cabello – disse Martin, pegando minha mão. Depois de soltá-la, falou com Lauren: – Srta. Jauregui, vou pôr suas malas no quarto de hóspedes na ala oeste.

Lauren franziu a testa enquanto entregava as chaves do carro para Martin.

– Todo mundo está na ala oeste?

– Sim, senhor.

– Então, ponha-nos na suíte principal da ala leste.

Com sua mão ainda nas minhas costas, Lauren me escoltou pelas portas duplas da entrada da casa. A entrada estava vazia, exceto por uma mesa decorada colocada sob a curva da ampla escadaria.

– Lauren, nós estamos na cozinha. – A voz de Taylor chamou dos fundos da casa.

– Eu sei que é tarde – disse Lauren a mim, com um tom cheio de desculpas. – Mas devemos, pelo menos, dizer olá. Você se importa?

Eu não estava nem um pouco cansada. Esta era a minha hora do dia. Se nós não tivéssemos saído da cidade, teria acabado de começar o meu turno na casa noturna.

– Não é muito tarde para mim.

Por alguma razão, isso fez Lauren sorrir.

– Certo.

A promessa sensual em seu tom de voz fez minhas coxas ficarem tensas. Com sua paquera sem fim no carro e a intimidade do nosso jogo do “vamos conhecer uma a outra”, eu estava mais do que seduzida. Tudo do que eu precisava, agora, era de uma cama e de Lauren. E a cama era opcional. Lauren me levou pelo corredor que se seguia à entrada, em direção à parte de trás da casa, seus dedos no meu quadril não forneciam contato suficiente. Na cozinha, ela soltou a mão e eu suspirei pela perda. Felizmente, fui capaz de disfarçar o suspiro com um outro, de admiração pelo cômodo onde nós tínhamos entrado. A cozinha era maior do que o meu apartamento inteiro. Na verdade, a entrada da casa era maior do que o meu apartamento. As paredes eram de um creme amarelado claro, e os balcões, de granito salpicado de marrom e branco. Todos os aparelhos da cozinha eram de aço inoxidável, um contraste impressionante com o piso de madeira. Mesmo sendo alguém sem interesse algum por cozinhas, eu admirei a sua beleza.

Encontramos Adam e Tay inclinando-se sobre a ilha central, raspando o que pareciam ser as migalhas finais de um prato de torta.

– Eu estou grávida – disse Tay antes que alguém pudesse perguntar. – Mas não sei qual é a desculpa de Adam.

– Era uma das tortas de Millie? – perguntou Lauren.

Tay assentiu.

– Então, aí está a desculpa dele. Ninguém faz tortas melhores do que Millie. E não posso acreditar que você não tenha guardado nenhum pedaço para nós.

– Há mais para amanhã – retrucou Adam. – Estamos terminantemente proibidos de tocar as próximas. Millie é a nossa cozinheira – explicou ele em meu benefício. – Ela é incrível.

– Agora que o pequenino foi alimentado – disse Tay, esfregando a barriga –, já posso cumprimentá-la de forma adequada. Camila! – Ela colocou os braços em volta de mim. – Estou tão feliz que você veio!

– Obrigada – respondi, atordoada por sua exuberância.

– Como foi a viagem? Vocês comeram alguma coisa?

– Você está se oferecendo para cozinhar algo para elas? – Adam colocou a mão perto da sua boca e soletrou as palavras “Tay não cozinha”.

Ela estreitou os olhos para ele, brincando.

– Eu sei como usar o micro-ondas muito bem!

– Você não precisa se incomodar. Nós paramos em Sayville – tranquilizou Lauren.

– O restaurante de frutos do mar? Ah, eu estou com inveja. – Tay foi até a sua irmã e abraçou-a, dando-lhe um beijo de leve na bochecha. – Eu estou feliz por você estar aqui. Faz décadas desde que você veio pela última vez.

Lauren saiu de seu alcance, mas sorriu.

– Eu também. Papai veio?

Tay levou o prato de torta vazio até a pia e encheu-o com água para deixá-lo de molho.

– Sim, ele já foi para a cama. Ou está se escondendo de mamãe. Ele está na casa de hóspedes.

Eu troquei olhares com Lauren, lembrando-me da nossa conversa anterior sobre o casamento sem amor de seus pais.

– Onde está a mamãe? E Chris?

– Eu estou aqui. – Olhei para trás para ver Clara Jauregui encostada na porta em arco. Ela usava um roupão e tinha um copo com algo marrom e gelo. – Chris saiu com a garota Gardiner. Deve voltar muito tarde.

– Oi, mãe. – Lauren andou até ela e beijou cada uma de suas bochechas.

– Então, você veio. – Clara olhou para mim. – As duas vieram.

– Camila e eu raramente ficamos separadas – mentiu Lauren, puxando-me para ela.

– Boa-noite, sra. Jauregui. – Estava relutante em vê-la novamente, mas fiz a minha saudação ser tão calorosa quanto possível. O braço de Lauren em volta de mim ajudou. – Obrigada pelo convite. Sua casa é linda.

Ela assentiu com a cabeça.

– Tenho certeza de que vocês querem se instalar. Eu escolhi um quarto para vocês na ala oeste.

Lauren se endireitou.

– Eu disse a Martin para arrumar a suíte principal na ala leste.

Formigamentos elétricos espalharam-se desde o meu ventre por todo o resto do meu corpo. Lauren e eu compartilhando a suíte principal... O pensamento fez me contorcer por dentro. Tinha tentado não pensar em como iríamos passar as noites em Hampton, se elas seriam preenchidas com sexo ou consideradas apenas como horas de trabalho, eu não sabia. Mas, agora que a ideia tinha sido firmemente plantada em mim, já não conseguia parar de pensar nas possibilidades carnais. Clara, obviamente, não se sentia da mesma maneira sobre sua filha e eu partilharmos a mesma cama.

– Lauren, isso é muito longe do resto de nós.

Sua ira era evidente. Assim como Lauren, tive a sensação de que ela também raramente tinha alguém se opondo à sua vontade. Eu imaginei que esse traço em comum deixava as refeições familiares bem desconfortáveis. E eu estava prestes a testemunhar várias delas antes de a viagem ter terminado. Que sorte a minha...

Lauren sabia como lidar com a mãe.

– Nós precisamos de distância, mãe. – Seu tom de voz era decisivo.

– Por quê? Nós não mordemos.

– Camila morde. – E sorriu maliciosamente. – E ela pode ser muito barulhenta.

Eu fiquei dez tons mais fortes de escarlate. Ela realmente acreditava que toda namorada de mentira gostaria de ver a vida sexual delas sendo discutida com sua mãe? No entanto, eu realmente podia ser bastante barulhenta.
Foi a expressão chocada de Clara que respondeu a Lauren, provavelmente Lauren alcançou o resultado pretendido com seu escandaloso comentário.

– Ah, mãe, não me olhe assim. Camila e eu não somos virgens desde que tínhamos 16 anos.

Clara apertou os lábios e passou por nós, terminando sua bebida antes de colocar o copo na pia. Lauren se inclinou para sussurrar no meu ouvido, o calor de sua respiração enviou um arrepio à minha espinha.

– Bem, está vendo? Aquele fato da virgindade veio a calhar.

Eu lhe dei uma cotovelada nas costelas, exasperada por ser a vítima de sua provocação para com sua mãe.

– Não fique irritada, Camila – disse ela, e me puxou passando os braços em volta de mim, minhas costas em seus seios. – Confie em mim, vamos adorar um quarto longe deles.

Suspirei com seu toque, consciente de que estávamos representando, mas apreciando o contato mesmo assim. E talvez ela gostasse do contato também. Ou simplesmente quisesse ficar longe de sua mãe, porque pediu licença em seguida.

– Nós nos veremos pela manhã. É tarde e gostaríamos de ir para a cama agora.

Ou talvez ela realmente quisesse apenas ir para a cama. Deus sabia que eu queria.


Notas Finais


Amanhã volto, bjos ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...