História Por você - Camren - Capítulo 39


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 625
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 39 - Capítulo 39


Enquanto subíamos a escada para a ala leste, o nervosismo tomava conta de mim. Eu tinha aprendido que Lauren estava bastante determinada em separar o falso do verdadeiro, e isso me deixou questionando o que aconteceria entre nós duas, à noite, quando estivéssemos sozinhas em nosso quarto. Fazia sentido imaginar que nós faríamos sexo, e ela tinha se certificado de que o nosso quarto ficasse bem longe dos outros. Mas Lauren queria privacidade para que pudéssemos desfrutar de nossa intimidade, ou para que sua família não soubesse que não estávamos desfrutando dessa intimidade?

Era tudo tão confuso. Ela compartimentava as coisas tão facilmente, mas, para mim, fazer isso era impossível. Tudo o que eu sabia e sentia por ela se enrolava fortemente em torno de mim em todos os momentos. Não havia separação entre o que era fingimento e o que era real, exceto pela forma como ela reagia a mim. Silenciosamente, enquanto me preocupava com a situação iminente, eu a segui através das portas duplas para dentro de uma bela suíte. O quarto tinha dois armários em mogno decorado e uma cama queen size com dossel combinando. Nossas bagagens estavam ao pé da cama, em frente a uma pequena área de estar com duas poltronas e uma mesa de mogno. Uma lareira se alinhava à parede interna e o piso de madeira estava quase que totalmente coberto por um tapete espesso. Embora fosse uma decoração mais do que tradicional, uma TV de tela plana estava centralizada na parede em frente à cama.

Enquanto eu ficava ali parada, em pé, admirando o quarto, preocupando-me sobre a nossa situação, Lauren tirou o blazer, cantarolando enquanto fazia isso, obviamente inconsciente da minha ansiedade. Em seguida, virou-se para mim enquanto desabotoava a camisa e parou, percebendo que eu não tinha me mexido desde que entrei no quarto. Antes que ela pudesse perguntar, deixei escapar o que estava me afligindo.

– Eu estou de folga ou em serviço?

Um pequeno sorriso cruzou-lhe os lábios.

– Minha família não está por perto. – Sim, ela tinha se certificado disso. – Está de folga. Além disso, já lhe falei que nunca usaria o sexo como parte da farsa que montamos... E eu tenho a intenção de fazer sexo com você agora.

O arrepio que passou por mim fez todos os pelos do meu corpo ficarem em pé.

– Sério? –Ela continuou a me prender com o seu olhar quando voltou a desabotoar a camisa, movendo-se mais lentamente do que antes. Inspirei rapidamente. – Nós nunca passamos a noite juntas.

– É, não passamos. – Lauren deu um passo em minha direção, seu sorriso maroto se ampliou. – Você está nervosa com isso?

Sim.

– Não.

Sua sobrancelha subiu como se ela percebesse a minha mentira.

– Pois deveria. Você estará ao meu alcance a noite toda. E espero que esteja toda dolorida amanhã.

Meu nervosismo se dissipou, substituído pela excitação intensa.

– Hum. Parece delicioso.

– Ótimo. Vá se preparar para dormir. – Ela apontou com a cabeça em direção à porta do banheiro da suíte. – Não demore muito. Estou ansiosa para lamber você absurdamente.

Eu não hesitei, agarrei a necessaire que continha os meus produtos de higiene pessoal enquanto me apressava para o banheiro. Depois que fechei a porta atrás de mim, meu dedo demorou-se na maçaneta enquanto eu considerava passar a chave. Mas por que faria isso? Qualquer invasão que Lauren planejasse seria bem-vinda. Depois de lavar o rosto e escovar os dentes, parei novamente para pensar. O que eu deveria vestir? Eu tinha trazido uma camisola sexy, sem muita certeza se deveria usá-la ou não. Camisolas pareciam sugerir um clima romântico, não é? Mas isso não importava agora, porque eu tinha deixado a minha mala no quarto. Deveria sair do banheiro vestida? Ou nua? Eu decidi me despir e ficar de lingerie, grata por ter vestido um bonito sutiã preto de renda e uma calcinha boxer de renda combinando. Dobrei minhas roupas e as deixei sobre a bancada e saí calmamente do banheiro. Lauren tinha apagado as luzes do teto e acendido as luzes de cabeceira. Ela estava de costas para mim, e pude ver que ela tinha tirado a camisa, e seus pés estavam descalços e sensuais. Pés não tinham o direito de sê-lo, mas os dela eram.

Ela se virou e a minha respiração travou. Nosso relacionamento sexual era ainda tão novo. Ver seus seios nus ainda me excitava de um modo sem fim... Eu não achava que um dia pudesse me cansar de olhar para ela. Finalmente, meus olhos flutuaram para seu rosto, onde encontrei seus olhos verdes me devorando onde eu estava.

– Boa escolha – disse, apontando com a cabeça para a lingerie, e minha pele se arrepiou com a sua aprovação. – Venha aqui.

Seu rosnado baixo me atraiu para ela de forma tão eficaz como se tivesse me amarrado em uma corda e ficasse me puxando. Parei ao seu alcance, mas ela não me tocou. Lauren andou ao meu redor, ficando tão perto de mim que eu podia sentir o calor do corpo irradiando-se dela, aumentando a minha própria temperatura corporal que já estava elevada. Ela parou atrás de mim, e eu a senti no meu pescoço, sua respiração acariciou a minha pele.

– Tão linda – murmurou, antes que seus lábios beliscassem a minha orelha. – Eu preciso fazer você gozar. – Pulei no lugar quando suas mãos deslizaram para baixo em meus braços. – Muitas vezes. – Ela lambeu ao longo do meu lóbulo. – Você acha que pode suportar isso?

Fiquei sem palavras. Respondi com um gemido incoerente, inclinando meu corpo contra o dela, deixando seu calor me envolver. Ela soltou uma risada perversa; em seguida, virou-me para para que eu pudesse encará-la, sua boca parada a centímetros acima da minha.

– Você não sabe se pode lidar com isso, não é, princesa? Vamos descobrir.

Ela me pegou com sua boca, consumindo meu fôlego com seu beijo devastador, levando-me a sucumbir ao seu controle. Eu não lutei contra isso, entreguei-me a ela de todas as formas que ela exigia. E a cada exigência, enquanto Lauren ensinava ao meu corpo como ser adorado e venerado, como ser possuído e dominado, perdia mais de mim para ela. Como se eu tivesse sido simplesmente feita para seu prazer, e, pelo mesmo princípio, como se ela tivesse sido feito para o meu. Ela de fato me lambeu até quase eu perder os sentidos, e ela de fato me fez gozar muitas vezes. E, em vários momentos, fiquei com medo de que não pudesse lidar com isso. Mas ela me impeliu para cada clímax, tanto os que aconteceram lentamente quanto aqueles que se rasgaram violentamente dentro de mim, com a experiência e a confiança de uma amante que parecia me conhecer intimamente por muito mais tempo do que ela conhecia.

Depois que vários orgasmos aconteceram entre nós, Lauren deitou-se pesadamente sobre a cama ao meu lado com seu ombro tocando o meu, fosse exausto pela noite, fosse fazendo uma pausa, eu não tinha certeza. Meu próprio corpo estava mole, cada músculo de meu corpo frouxo. O sono ameaçava me invadir das bordas da minha consciência, mas empurrei aquilo para longe, não queria terminar a nossa noite ainda. Eu virei a minha cabeça para ela e a peguei me olhando, um sorriso satisfeito no rosto. Retribuindo o sorriso, suspirei.

– Isso foi... incrível.

Num piscar de olhos, ela já estava em cima de mim, seu corpo cobrindo o meu. Ela entrelaçou as mãos nas minhas e levantou-as sobre a minha cabeça.

– Qual foi a sua parte favorita?

Tudo. Cada minuto. Mas essa resposta parecia capenga e eu sabia que ela queria algo mais concreto. Vários momentos incríveis me vieram à mente, cada um fazendo-me corar simplesmente por pensar neles, como quando ela tinha se arrastado para cima de mim e se espalhado sobre meu pescoço, silenciosamente me mandando pegar o seu pênis com a minha boca. Isso tinha sido muito excitante. E também quando ela tinha mandado eu me tocar enquanto ela chupava e acariciava o meu peito. Mais uma vez, isso foi muito excitante. Além disso, um pouco estranho. Mas só até eu começar a gostar. Incapaz de expressar todas essas lembranças, devolvi a pergunta para ela:

– Qual foi a sua parte favorita?

Ela arrastou seu nariz ao longo da minha mandíbula.

– A maneira como você responde a qualquer coisa... a tudo... O que eu faço com você. – Lauren lambeu o meu lábio inferior e eu abri a boca para beijá-la, mas ela se afastou. – Sua vez.

Seu humor estava invulgarmente brincalhona e inspirou-me a me juntar a ela.

– Eu nunca vou contar. – Sorri.

– Conte-me. – Lauren prendeu as minhas mãos juntas e segurou-as com uma das suas. Sua outra mão desceu para descansar levemente sobre meu quadril. Meu tórax exposto fez com que eu me sentisse vulnerável. Ela poderia me fazer cócegas sem piedade. Mas a provoquei assim mesmo.

– Pois me obrigue.

– Eu não posso obrigar você a fazer nada. – Sua mão esfregou levemente o meu lado sensível e eu estremeci.

– Acho que pode, sim. – E me preparei para seu ataque. – Ouvi dizer que você é muito boa em obrigar as mulheres a fazerem certas coisas.

E, de repente, eu já não estava mais brincando, mas insinuando significados mais profundos. Eu não tinha a intenção de ir até lá, mas a sua confissão sobre ser capaz de manipular as mulheres como passatempo sempre permaneceu logo abaixo da superfície durante o tempo que passávamos juntas. Deitada nua debaixo dela, agora, completamente destituída dos sentidos por causa dos orgasmos múltiplos, isto borbulhou dentro de mim e emergiu, escapando por meus lábios. Seus olhos se contraíram, a única indicação que ela deu de que a minha verdadeira intenção ao dizer isso a afetou.

– Eu sou boa em obrigar as mulheres a fazerem coisas.

Eu não pude evitar. E cutuquei para continuar a conversa.

– Mas não a mim.

– Não. – Lauren baixou a voz, a brincadeira terminando. – Não a você.


Notas Finais


Mais tarde voltoo ♥


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