História Por você - Camren - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 653
Palavras 1.791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 40 - Capítulo 40


 

– Eu não sou... – fiquei buscando a pergunta que eu queria fazer, e já precisando da resposta, mesmo que ainda não conseguisse arrumar as palavras – ... intrigante o suficiente para jogar esse jogo comigo?

Com as minhas mãos ainda presas, ela se apoiou com o outro braço para que pudesse me encarar.

– Por favor, Camila, você quer que eu faça isso com você? Dispor de você? Eu iria esmagá-la. Eu iria destruí-la. – Seu tom de voz era sombrio, mas também honestamente curioso. – É isso que você quer?

Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu odiava a verdade da resposta.

– Não, mas, um pouco, sim... É assim que o meu cérebro estúpido funciona. Se você não fizer comigo o que normalmente faz com as outras garotas, fico imaginando que deve haver algo de errado comigo.

Ela riu quando se deitou na cama ao meu lado.

– Ah, então é tudo sobre você, hein? Não é que haja algo de errado comigo? Como você é egocêntrica.

Livre para me movimentar, eu rolei para o meu lado e me virei na direção dela.

– Eu sou muito egocêntrica, sim. Quero ser especial. E receio que não seja.

– Pois você é. – As palavras dela foram enfáticas. – Muito mais do que você poderia imaginar. – Ela virou o corpo para que pudesse me olhar. – Porque não quero destruí-la mais do que quero possuí-la. Isso é um progresso para mim.

Nós duas estávamos vulneráveis agora. Duas almas machucadas despejando nossa tristeza em uma sessão de terapia privada. Era isso que ela tinha desejado que acontecesse entre nós? Compartilhar assim, sem julgamento, sem vergonha? Era... legal.
Parei de me preocupar em estar me expondo e falei do fundo do coração.

– Então, vou tentar não me fixar no que significa ser diferente para você. Isso será um progresso para mim.

Lauren assentiu, o peso das minhas palavras entrava em sua mente.

– Você sabe por que faz isso?

– Por que eu me torno obsessiva em relação as pessoas?

– É.

– Os terapeutas e os que me aconselharam nas sessões disseram que provavelmente foi por não me sentir amada quando era criança. Agravado pela morte precoce de meus pais. Portanto, estou constantemente à procura de carinho e duvido quando o recebo, porque não sei realmente como é ser amada.

– Como conseguiu superar isso?

Não era nada parecido com o que eu tinha pensado que ela iria perguntar, e senti que Lauren estava perguntando isso tanto por mim quanto por si mesmo. Como já tinha chegado tão longe nas profundezas da sinceridade, eu podia muito bem mergulhar lá dentro.

– Não consegui. É uma batalha constante. Muita autoafirmação. Muitos pequenos truques bobos, como usar elásticos para me lembrar.

Ela assentiu, entendendo a minha manobra do elástico.

– Você ainda cai em velhos hábitos.

– Isso mesmo.

– E comigo, também?

– Você sabe a resposta para isso. – Minha voz saiu num sussurro. Eu queria desviar o olhar, mas nossos olhos estavam presos um no outro e, na suavidade de seu olhar, encontrei a coragem para falar mais. – Eu não acreditei que você estava numa viagem de negócios. Achei que não queria me ver mais. É por isso que fui ao seu prédio.

Seu rosto desmoronou, como se a minha honestidade a tivesse esmagado. Ela fechou os olhos brevemente. Quando os abriu de novo, estavam escuros e intensos. Lauren estendeu a mão para a minha nuca, garantindo que meu rosto ficasse fixo no dela.

– Camila, eu nunca vou mentir para você. – A voz estava rouca. – Não quando estivermos de folga em nosso esquema. Eu sempre vou lhe dizer a verdade. Eu juro.

Seu aperto afrouxou-se e seu polegar acariciou meu rosto.

– Você entendeu?

Assenti e cobri a mão dela com a minha.

– Lauren, esta... – engasguei, minha garganta estava apertada com a emoção –, esta foi a minha parte favorita.

Por um segundo fiquei preocupada em tê-la assustada com a minha intensidade, pensei que ela poderia se afastar. Mas Lauren não fez isso. Ao contrário, ela colocou a mão na minha bunda e me puxou para mais perto. Acariciou minha coxa, levando-a a descansar ao redor de sua cintura. Em seguida, ela deslizou dentro de mim, minha vagina já molhada dos orgasmos anteriores. Ela foi lenta e constante em seu ritmo, menos brusca do que normalmente tendia a ser, a sua habitual conversa durante o sexo estava ausente. Mas, por causa das coisas que nós tínhamos compartilhado, seus impulsos controlados dentro de mim pareciam implacáveis, com mais intenção de se conectar do que de me gratificar. O orgasmo veio rapidamente para nós duas, o meu explodiu em ondas que apertaram minha barriga, enrolaram meus dedos dos pés e fizeram fogos de artifício atravessarem a minha visão, o jorro quente e prolongado dela me encharcou enquanto Lauren gemia meu nome. Seus olhos não deixaram os meus, embora se fechassem com o gozo, e isso aprofundou nossa intimidade. Eu sabia que ela tinha dito a verdade, eu confiava nela.

Em suas palavras, em suas ações, senti-me corrigida, reparada. Eu tinha encontrado algo que não tinha nada a ver com amor. Era cura. E era amor também, se eu pudesse admitir isso para mim mesma. Amor era exatamente o que era.

(...)

 

Os raios do Sol se infiltravam através das janelas, me aquecendo e me acordando mais cedo do que eu faria no meu horário habitual. Antes de olhar, senti que estava sozinha. Quando me virei, apertei os olhos para enxergar o relógio na mesa de cabeceira ao lado de onde Lauren deveria estar dormindo. Eram 9:27.
Pisquei várias vezes, ajustando os olhos, enquanto considerava se queria me levantar, para procurar a minha amante, ou rolar na cama e voltar a dormir. Eu ainda não tinha tomado uma decisão quando as portas do quarto se abriram e Lauren apareceu carregando uma bandeja com o café da manhã e vestindo nada além da calça do pijama de seda preta e um top preto.

– Que bom, você está acordada – disse ela, enquanto eu me sentava, o cheiro do café me mandando para longe do sono. – Estou mostrando à minha família que namorada maravilhosa eu sou ao lhe trazer café da manhã na cama. Omelete. Sem cogumelos, é claro. Nenhum pirulito sabor cereja. – E piscou quando colocou a bandeja em cima da mesa no vestíbulo que dava para o quarto.

– Bem, este é um daqueles momentos inadequados para um pirulito, de qualquer forma. E você deveria ter dito namorada incrivelmente maravilhosa. Café da manhã na cama é o melhor. – No entanto, a coisa que estava dando água na minha boca era a visão de Lauren descalça e só com aquele top, da qual eu nunca me cansava.

– Não sou tão maravilhosa assim. – Ela depositou a bandeja e desamarrou o cordão da calça de seu pijama, deixando-a cair no chão, expondo seu pênis bem ereto. Então, deslizou para baixo das cobertas e subiu em mim. – Eu vou fazer você comer tudo isso frio.

Antes que seu beijo me impedisse de falar ou pensar, murmurei:

– Café da manhã frio me parece perfeito.

Era quase meio-dia quando estávamos prontos para nos vestir. Lauren  tinha se oferecido para me preparar uma banheira, para pôr de molho as minhas pernas doloridas pelo sexo, mas escolhi uma ducha compartilhada, querendo estender nossa intimidade pelo maior tempo possível antes que estivéssemos fingindo para toda a família novamente. Depois que tínhamos nos secado e nos vestido, Lauren em calça cáqui e camisa polo, eu em um vestido creme, de verão, ela saiu para levar os nossos pratos sujos para a cozinha enquanto eu terminava de me arrumar. Decidi prender o cabelo em um rabo de cavalo, uma opção fácil e rápida, para que pudesse segui-la rapidamente, embora a ideia de me esconder no quarto pelo máximo de tempo tivesse passado pela minha cabeça. A verdade era que, por mais que eu não quisesse enfrentar Clara, queria muito mais estar ao lado de Lauren.

Sem saber como me movimentar pela casa ainda, eu segui primeiro para a cozinha, na esperança de que ela ainda estivesse lá. Parei do lado de fora da porta da cozinha quando ouvi vozes, de Lauren e de Clara.

– Não convidei vocês para que ficassem no quarto durante o dia todo transando como coelhos – Clara estava dizendo.

Sim, eu não ia entrar ainda. Pressionei meu ouvido contra a porta, escutando.

– Então por que você nos convidou?

A voz de Lauren estava calma, a sua capacidade de dominar suavemente a sua mãe me impressionou. Clara era a primeira mulher que Lauren tinha manipulado? Teria Lauren praticado suas habilidades de manipulação com ela? O nosso esquema elaborado para enganá-la era agora um substituto para os jogos que Lauren tinha praticado com outras mulheres?

Eu não a estava julgando por nada daquilo. Estava apenas curiosa.

– Convidei vocês porque acho que ela, ou qualquer mulher com quem você se envolva, falando nisso, tem o direito de ser protegida. Tem o direito de saber.

– O nome dela é Camila, mãe. – Ela me surpreendeu com a limpidez de sua voz. – E ela já sabe – disse, rindo bruscamente. – Eu adoro como você acredita que ninguém poderia sentir algo por mim por causa do que fui no passado.

Meu peito apertou, doendo por aquilo que eu sabia que Lauren devia estar sentindo. Brian tinha usado os meus erros para me controlar também, sempre duvidando de que eu pudesse melhorar. A falta de apoio familiar tornava a cura ainda mais difícil. Talvez Lauren e eu pudéssemos ser fortes uma para a outro. Era um pensamento perigoso esse, de colocar muita importância em nosso relacionamento puramente físico, mas a quem eu estava enganando? Eu tinha passado fazia tempo do ponto em que as minhas emoções tinham entrado em cena. Qual era a razão de combatê-las por mais tempo?

Talvez pudéssemos ser... mais.

Eu tinha perdido parte da conversa, absorta nos meus próprios pensamentos, mas a voz mais alta de Clara me chamou de volta.

– Não consigo entender como você pôde contar isso a ela. E se ela expuser você? Expuser a nós? Nossa família não precisa desse tipo de escândalo.

– Minha vida é mais do que um escândalo esperando para acontecer, mãe.

– Sua vida é uma série contínua de escândalos. Escândalos que seu pai e eu estamos continuamente limpando. Sua prostituta atendente de bar é apenas o próximo escândalo da lista.

Muito embora eu tivesse prometido a mim mesma que não deixaria Clara me atingir, seu insulto foi como um soco no estômago. Meus olhos arderam, mas, antes que as lágrimas pudessem se formar, a defesa de Lauren suavizou o golpe.

– Não se atreva a falar sobre Camila assim novamente. Se você fizer isso, eu...

– Descobrindo alguma coisa boa?

Eu pulei para longe da porta, a voz desconhecida de homem, atrás de mim, tanto me surpreendeu como me envergonhou por ser pega bisbilhotando desse jeito.

 


Notas Finais


Como sou uma pessoa legal, não vou revelar quem é que pegou Camila no flagra nesse cap u,u
Descubram hahaha


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