História Por você - Camren - Capítulo 42


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 542
Palavras 1.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sobre fazer maratona, acho q vou fazer no final da 1º temporada, quando tiver faltando uns 6 caps por aí, ok ? Se não me engano faltam uns 15 caps pra acabar a 1º temp...

Capítulo 42 - Capítulo 42


– Eu não gosto disso. - Lauren disse.

Mike riu, confirmando minha suspeita de que ele gostava de brincar com sua filha.

– Relaxe, Lauren. É apenas uma brincadeira.

Eu desenrolei minhas pernas do sofá e me inclinei para o lado de Lauren, secretamente emocionada com o show de ciúmes que ela havia desencadeado.

– Nós estamos bem, Lolo. Ele sabe que estou perdidamente apaixonada por você. Não é, Mike?

– Eu sei. – Ele fez uma pausa, olhando para Lauren. – Só me pergunto se a minha filha sabe.

Lauren não respondeu, não com palavras, pelo menos. Mas ela olhou para mim por alguns segundos, talvez tentando descobrir exatamente o que havia se passado entre mim e Mike. Ou talvez ela sentisse que seu pai sabia de algo que ela desconhecia, que minhas emoções estavam verdadeiramente ficando mais profundas. Que o meu carinho por ela era real. O que quer que tenha decidido, puxou-me para mais perto dela e roçou sua bochecha contra a minha cabeça. Ela tinha prometido que suas ações em público seriam todas para o benefício de nosso esquema, mas esta parecia diferente. Quase como se quisesse acreditar que o nosso relacionamento era de verdade também.

(...)

 

– O almoço está pronto. Eu deveria servi-lo aqui fora?

Eu me contorci nos braços de Lauren para ver quem tinha falado e vi uma mulher mais velha na porta da casa. Seu cabelo estava completamente branco, e seu rosto tinha mais rugas do que os de Mike ou Clara, mas eu suspeitava de que ela estivesse perto da idade deles. Ela limpou as mãos no avental branco que usava por cima do vestido azul simples.

– Millie, você é um anjo – disse Mike. – Aqui fora é uma ótima ideia.

– Eu vou avisar Adam e Chris que eles devem acompanhá-los. – Não era bem uma pergunta, mas entendi que a declaração dela deu-lhes a oportunidade de objetar, e eles não fizeram isso.

Pouco tempo depois, Adam e Chris se sentaram conosco na varanda, desfrutando um almoço composto de sanduíches de carnes frias, saladas de frutas e limonada. Mesmo que fosse simples, foi uma das melhores refeições que fiz em anos. Eu esperei até que minha curiosidade não pudesse ser contida por mais tempo para perguntar por que Clara e Tay não estavam comendo com a gente. Não que eu quisesse a companhia de Clara, mas teria gostado de passar mais tempo com a irmã de Lauren.

– Elas saíram para comprar coisas para o bebê – respondeu Adam entre mordidas do sanduíche de presunto. Ele tomou um gole de sua limonada. – Tay queria convidá-la. Ela procurou por você antes de sair, mas não conseguiu encontrá-la em lugar nenhum.

– Que pena... Deve ter sido quando estávamos passeando pelos jardins. Desculpe, Mila. – Mike não parecia ter nem um pingo de remorso.

Minha resposta à ideia saiu sem filtro.

– Dane-se. Como se eu quisesse ir a algum lugar com Clara, muito menos às compras. – E cobri minha boca com a mão. – Sinto muito!

Chris foi o primeiro a cair na gargalhada, acompanhado logo depois por Mike e Adam. Até Lauren deu uma risada.

– Estou totalmente com você nessa – disse Adam, assim que pôde falar.

– Eu acho que a mamãe sente o mesmo por você – replicou Chris, colocando os pés em cima da borda da mesa. – Ela pareceu ficar contente quando Tay não conseguiu encontrá-la.

– Chris. – O tom de Lauren foi um aviso.

– Está tudo bem, Lolo. – Coloquei a mão em sua coxa, tendo cuidado para não deixar todos verem o quanto eu gostava de sentir seus músculos rígidos através do material de sua calça. – Sua mãe e eu estamos muito longe de ser amigas. Não é segredo para ninguém.

Lauren assentiu com a cabeça, mas tinha a testa franzida. Ela realmente se importava tanto assim com a opinião de sua mãe? Mike estava certo, isso era péssimo.
Após o almoço, Adam e Chris me encurralaram para jogar X-Box 360 na sala de multimídia. Lauren espalhou-se no sofá perto de nós, seus grandes relatórios e pastas ocupavam a maior parte do sofá enquanto ela trabalhava em seu laptop. Finalmente, Mike arranjou um baralho e nós jogamos pôquer com pistache por fichas. Como eu tinha suspeitado, Mike ganhou várias vezes seguidas, porém Chris também demonstrou um talento surpreendente para o jogo.

Depois de perder todos os meus pistaches em um blefe para o qual Chris me atraiu, eu me estiquei e olhei para Lauren. Muito embora ela não tivesse participado dos nossos jogos, não me esquecia de que ela estava por perto, sua presença invadia cada parte do meu corpo como um pulso elétrico constante. Às vezes, quando olhava para ela, o que aconteceu muitas vezes, via que ela já estava me olhando. Era o nosso próprio jogo de preliminares secretas: um olhar para a outra, despir uma a outra com nossos olhos. Mais tarde, como pude comprovar, ela cumpriria bem as promessas de seu olhar sexy. Desta vez, seus lindos olhos verdes estavam grudados em sua tela, os óculos descansando baixo, em seu nariz, enquanto os dedos se moviam sobre o teclado em um ritmo que sugeria que ela estava pensando conforme digitava. Eu fui para trás dela e inclinei-me para descansar meu queixo na curva do seu pescoço, passando os braços ao seu redor. Ao meu toque, Lauren levantou a mão de seu computador e deu um tapinha no meu braço.

– Fim de jogo?

– Para mim, sim. – Fiquei em pé e esfreguei as mãos ao longo de seus ombros. – Uau, Lolo. Você está tensa. – Ela suspirou enquanto eu massageava com meus dedos os nós de suas costas. – O que a está deixando assim estressada?

Eu esperava que não fosse pelo nosso show de namoradas, muito embora seus músculos tensos pudessem ter sido atribuídos às atividades da noite anterior. A mulher havia feito alguns movimentos que deviam ter exigido uma grande dose de força.

– É essa a situação com a Plexis.

Lauren parou de falar, eu sabia que estava decidindo se iria dizer mais ou não. Não era de sua natureza compartilhar, mas pensei que a tivesse convencido sobre falar de negócios comigo. Eu continuei trabalhando em suas costas enquanto esperava, dando-lhe a oportunidade de continuar. Minha paciência foi recompensada.

– A diretoria está se movimentando para vendê-la. Eu preciso criar uma proposta atraente para convencê-los de que é mais rentável manter a empresa conosco.

Mesmo que ela não pudesse me ver, assenti. Eu estudei a tela sobre a sua cabeça, apreciando os gemidos calmos que escaparam de sua garganta enquanto eu a massageava para eliminar a tensão.

– Você está redistribuindo a produção? – perguntei. Mas não precisava da sua resposta. Eu podia ver, pelo que tinha digitado, que ela estava fazendo isso. – Você ganharia muito mais se transferisse as linhas da América do Norte para a sua fábrica na Indonésia. Você está longe de sua capacidade lá.

– Ah, você é um daqueles tipos que recorrem a demitir norte-americanos para cortar custos.

– Normalmente não – respondi, fechando minha mão em um punho para empurrar a omoplata de Lauren. – Mas você vai perder todas as vagas nos Estados Unidos se não fizer alguma coisa, certo? Perder um pouco é melhor do que perder tudo.

– Isso é – admitiu.

Sorri quando ela mudou seus dados para implementar a minha sugestão, contente por ter oferecido uma ideia que ela tinha aceitado. Massageando um pouco mais para trás, senti o músculo tenso de Lauren perto de relaxar.

– Respire fundo. – Ela fez isso e eu apertei mais uma vez aquele nó, sentindo-a se soltar enquanto eu empurrava.

– Obrigada – disse ela, um pouco impressionada, mexendo os ombros.

Eu sacudi as mãos.

– De nada.

Retornando meu foco para o trabalho de Lauren, notei a folha de especificações técnicas de um novo produto na pilha ao lado dela.

– Além disso... – comecei, estendendo a mão para pegar o pedaço de papel. – Se começar a produzir esta lâmpada mais eficiente na fábrica norte-americana que ficará vaga, você vai manter os postos de trabalho e economizar dinheiro com a nova lei fiscal. E vai ter uma redução de impostos por empregar norte-americanos.

Lauren balançou a cabeça.

– Essa lei só beneficia novas empresas.

– Não, beneficia qualquer produto que não tenha sido produzido antes nos Estados Unidos, sendo nova empresa ou não.

– Eu não acho que isso esteja correto.

Eu tinha ministrado um seminário inteiro sobre o novo código tributário no meu último semestre na Stern. E sabia do que estava falando. Sua oposição era um desafio.

– Você tem uma cópia do código tributário atual?

– No meu Kindle. Embaixo, em algum lugar.

Lauren apontou com a cabeça para as pilhas de relatórios ao lado dela. Dei a volta ao redor do sofá e comecei a vasculhar entre as pilhas de papel, em busca do aparelho.

– Você não ficaria mais confortável a uma mesa?

Sem olhar para mim, seus lábios se curvaram um pouco quando ela respondeu:

– Eu queria ficar perto de você.

Sua resposta me surpreendeu. Os homens na sala não estavam prestando atenção em nós. Ela não tinha dito isso para eles. Ela quis realmente dizer isso.

– Eu gosto de estar perto de você, também – repliquei, quando me recuperei o suficiente para falar.

Não olhei para ela, escondendo o rubor da minha confissão ao procurar o Kindle. Depois que o encontrei, procurei rapidamente a lei a qual estava me referindo e entreguei a prova para Lauren.

– Ora, ora – disse ela, depois de lê-la. – Parece que você está bem informada.

Ela começou a devolver o Kindle para mim, mas parou, estudando-me. Não consegui interpretar o significado daquele olhar, mas a sua intensidade fez o meu peito apertar e minhas coxas aquecerem.

– O que foi?

Lauren balançou a cabeça.

– Nada. – Passando o Kindle para mim, ela perguntou: – Você se importaria de partilhar as sugestões sobre o restante da minha proposta?

Meu coração acelerou, encantado com o convite. Pelo que eu tinha aprendido sobre Lauren, convidar a sua namorada (ou a mulher com quem ela estava dormindo, o que fosse) para trabalhar em um projeto de negócios não era seu jeito típico de agir. Era um território novo para ela, o que o tornava exatamente o território que eu mais gostava de explorar.



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