História Por você - Camren - Capítulo 44


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Camren, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Exibições 546
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 44 - Capítulo 44


Eu quis esbofeteá-la e empurrá-la na piscina, ela merecia de verdade as duas coisas. Mas o nosso confronto foi interrompido por Chris e outros quatro adolescentes vestidos com calção de banho e carregando toalhas, que entraram ruidosamente na área da piscina.

– Mãe? – disse Chris ao ver as costas de sua mãe. Clara se afastou e ele encontrou meus olhos. – Mila? – exclamou surpreso ao me ver, ou, talvez, por reconhecer o olhar aflito que eu devia exibir. – Eu não sabia que havia mais alguém aqui fora.

– Camila e eu estávamos nos conhecendo melhor. – Clara mudava rapidamente de atitude, e tão facilmente quanto Lauren.

Chris levantou uma sobrancelha com ceticismo. Eu usei a intrusão dos meninos para fugir dali.

– A piscina é toda sua. Já estou indo.

Sem olhar para trás, corri para dentro da casa pela cozinha, até a ala leste, e não parei até que estivesse junto às portas do nosso quarto. Então, as lágrimas caíram grossas e pesadas. Eu me encostei contra a parede e deslizei para baixo, sentando-me, incapaz de ficar em pé com o peso da minha dor. Tantas emoções e pensamentos lutaram para ficar em primeiro lugar na minha mente. Os insultos de Clara tinham magoado, mas o que mais me doeu foi a possibilidade de que ela estivesse certa. O que eu tinha vivido que pudesse me mostrar o contrário? Nós tínhamos tido momentos, Lauren e eu, nos quais eu acreditava que ela realmente se importava comigo, que ela sentia mais por mim do que apenas atração física, mas e se eu os tivesse imaginado? Eu tinha a minha própria história, de fazer com que momentos sem sentido tivessem mais importância do que eles de fato tinham. E a descrição dela de uma sociopata encaixava-se perfeitamente em Lauren. Eu não precisava pesquisar a definição, porque estive em sessões de terapia de grupo o suficiente para estar familiarizada com os sinais. Mas nunca tinha associado Lauren com essa definição até que Clara a destacou. Eu tinha propositadamente ignorado essa conexão? Ou Clara estava errada?

Eu passei por terapeutas que haviam me diagnosticado equivocadamente, no começo da minha terapia. E a compreensão de Brian dos meus problemas era bem errada. E se Lauren acreditasse no pior de si mesmo porque Clara tinha acreditado? Talvez ela nunca tivesse tido uma chance de provar que Clara estava errada. Talvez eu fosse isso para Lauren: uma chance. A possibilidade me acalmou, embora eu fosse inteligente o suficiente para perceber o quanto parecia improvável. Limpei meu rosto com a toalha úmida e me levantei. Respirando fundo, abri a porta tão silenciosamente quanto fui capaz.

– Camila? – Ouvi Lauren alcançar o interruptor da lâmpada de cabeceira. – É você?

– Sim. – Virei-me em direção à porta enquanto a fechava, dando-me um minuto para me recompor. – Eu não estava cansada, então fui dar um mergulho. – Inspirei profundamente, e então estampei um sorriso no meu rosto antes de encará-la.

– Que bom, estou contente por você... – Ela se inclinou para a frente, seu corpo tenso. – Ei, o que há de errado?

– Nada.

Eu era tão transparente assim? Não podia falar com ela, não agora.

– Seus olhos estão vermelhos. Você esteve chorando.

– Não, não. O cloro. Incomoda meus olhos. – Esfreguei os meus olhos inchados, esperando acentuar a minha desculpa.

Lauren inclinou a cabeça, como se estivesse decidindo se eu estava sendo honesta com ela. Eu não conseguiria suportar seu escrutínio. Se ela me pressionasse, eu quebraria, e precisava acalmar minhas emoções sobre ela e sobre as alegações de sua mãe antes de conversar sobre isso. O que ela diria, porém? Ou ela negaria, ou não negaria. Se ela negasse, eu poderia confiar nela? Se ela não negasse, também poderia acreditar nisso?

Procurando uma fuga, disse:

– Hum, vou pular no chuveiro.

– Eu vou acompanhá-la.

Não discuti. Mas não conversamos quando entramos no banheiro e nos despimos. Lauren me ajudou a desamarrar a parte de cima do meu biquíni antes de ela tirar suas roupas. Eu pendurei a minha roupa molhada na borda da banheira e entrei no chuveiro, ajustando a temperatura até que estivesse perto de escaldante. Quando Lauren se juntou a mim, seu pênis já semi-ereto, o desejo me dominou. Eu não sabia toda a verdade sobre Lauren e sabia muitas verdades contundentes sobre mim, mas, confrontada com seu forte corpo nu e a consciência de que, ela me amando ou não, poderia me sentir melhor, pelo menos por um momento, eu a puxei contra mim com urgência, reivindicando sua boca com uma fome que nunca tinha experimentado antes.

– Camila? – Ela se afastou, suas mãos firmemente agarradas em meus ombros. – Alguma coisa está errada. Diga-me o que é.

– Eu estou bem. Eu só...

Eu a amava. Era por isso que estava tão destroçada pelo que Clara disse. Eu a amava e queria... e precisava... acreditar que Lauren poderia me amar também. Incapaz de dizer aquelas palavras, não ainda pelo menos, eu me conformei com outra versão da verdade.

– Eu preciso de você.

Lauren sabia que eu estava escondendo alguma coisa, mas concordou.

– Eu estou aqui, princesa. – Então, ela assumiu, dando-me prazer da maneira que só ela podia fazer, satisfazendo-me tão profundamente quanto ela era capaz.

Eu me deixei abandonar naquilo, esquecendo que ela não poderia ser capaz de me amar de outra maneira além dessa: com a sua boca, sua língua e seu pênis.

Talvez isso pudesse ser o suficiente.

 

(...)

 

Acordei cedo, ciente de Lauren atrás de mim, na cama, trabalhando em seu laptop. Mas não demonstrei que estava acordada, permitindo-me processar os acontecimentos da noite anterior. Talvez porque fosse um novo dia, ou talvez porque já não estivesse cara a cara com Clara, os fatos não pareciam agora tão assustadores como tinham sido. A verdade era que, qualquer que fosse a realidade do nosso relacionamento, nada mudava o fato de que eu estava apaixonada por Lauren Jauregui. E estar apaixonada por Lauren Jauregui me colocava do lado dela, fosse ela capaz de retribuir os meus sentimentos ou não. Ficar do lado dela significava provar a Clara que sua filha não era a sociopata insensível que ela acreditava que fosse, uma tarefa que podia muito bem ser impossível, mas resolvi dar o meu melhor. Afinal, esse era o trabalho para o qual eu tinha sido contratada.
E, se eu jogasse bem, o trabalho poderia até ser agradável. Determinada, espreguicei, sentei-me contra a cabeceira da cama e me inclinei para Lauren. Eu precisava tirá-la de seu computador.

– Bom-dia, princesa. – Ela olhou para mim, parando em meus seios nus antes de voltar seu foco para a tela com um brilho nos olhos. – Você dormiu o suficiente?

– Sim.

O despertador na mesa de cabeceira marcava alguns minutos depois das oito horas. Era cedo para mim, mas eu me sentia descansada, adaptando-me de algum jeito ao seu horário tradicional de dormir. Lauren na cama, àquela hora da manhã, era de certa forma surpreendente, mesmo acordada e trabalhando como estava. Eu tinha descoberto, durante o nosso jogo “vamos nos conhecer uma a outra”, que ela geralmente acordava por volta das seis. Eu suspeitei de que, nesta manhã, ela tinha decidido ficar por aqui por causa de meu comportamento na noite anterior. Ela percebeu a minha angústia e se importou por eu ter me sentido daquele jeito. Aquilo não mostrava capacidade de amar? Agora, porém, não era o momento de analisar. Eu arquivei o assunto para refletir mais tarde.

Rocei o ombro dela com meus lábios, correndo os dedos pelo cabelo macio na base de seu pescoço.

– Lauren? Você vai trabalhar o dia todo?

Ela parou de digitar e roçou o queixo áspero contra a lateral da minha testa.

– O meu trabalho incomoda você?

– Não é isso. Mas eu estava pensando... – Inspirei profundamente; em seguida, desembuchei logo de uma vez: – Eu não vi sua mãe ontem. Nós não deveríamos tentar passar algum tempo com ela hoje?

Ela ficou tensa.

– Não sei se isso é necessário.

Eu tinha imaginado que ela estava nos mantendo, sua mãe e eu, longe uma da outra de propósito, que ela pretendia, assim, controlar a animosidade entre nós. Embora apreciasse o gesto, avaliei que era contraproducente. Nós tínhamos ido a Hampton por causa dela.

– Clara não é a pessoa que nós precisamos impressionar com o nosso fabuloso relacionamento de mentira?

– Estarmos aqui juntas é o suficiente.

Lauren ergueu a cabeça e a voltou para sua tela, o assunto resolvido em sua mente.


Notas Finais


Então...Camila não contou pra Lauren sobre Clara, AINDA.


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