História Por Você - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "T3ddy" Olioti
Exibições 18
Palavras 1.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Leucemia


Fanfic / Fanfiction Por Você - Capítulo 17 - Leucemia

— Já fez sexo pelo telefone? — pergunto e ela fica calada, e logo dá um gargalhada gostosa e alta.

— Quer horror Lucas! — ela diz rindo e sorrio com seu jeitinho — Eu nunca fiz isso, e não quero fazer tá? Se a gente tiver que fazer algo vamos fazer corpo a corpo, e pessoalmente.

— Ta bem... Desculpa. — digo rindo enquanto ela se acalma.

— Olha, amanhã eu tenho uma consulta na parte da tarde, e se me ligar e eu não atender é por que eu to no consultório ta bem?

— Ta bom... Vou deixar você descansar ok?

— Ta bem, você também precisa, boa noite. Beijos.

— Beijos. — digo e espero ela encerrar, mas não é o que acontece — Desliga.

— Desliga você. — ela ri e rio junto.

— Vou esperar você desligar. — digo e ouço sua risadinha e espero ela desligar, mas de novo não é o que acontece — Te amo ta bom? Dorme bem.

— Você também... — ela diz, e em seguida encerra a ligação. Agora eu estou pronto para dormir... Desde o dia em que rolou algo entre nós, não consigo dormir sem ouvir sua voz me dando um boa noite. Acho que nunca estive tão bobado, e apaixonado como estou por essa menina...

[...]

Ligo para Marize que diz que elas já estão indo para o consultório, e que não irá dizer nada para Amanda, assim espero...

Passo em uma loja de brinquedos, e compro um lindo ursinho marrom, com um coração no meio, escrito "Te amo". Ele é uma graça! Compro também, uma caixa de trufas para ela, e sigo em direção ao hospital.

[AmandaOn]

Assim que eu e minha mãe entramos no consultório de Fernando, ele nos cumprimenta gentilmente, e nos sentamos para ouvir qualquer lorota sobre minha doença.

Ele checa mais alguns papéis e sua expressão não é nada agradável.

— Como tem passado Amanda? — ele me pergunta deixando os papéis de lado e passando a me olhar.

— Eu tô bem... Somente tive uns enjôos no dia da quimio, e perda de apetite, como de costume. Mas tirando isso foi tudo normal. — dou de ombros e ele entorta a boca.

— Não percebeu manchas roxas ou pretas em seu corpo, ou nódulos em alguns lugares? — nego e minha mãe aperta minha mão por debaixo da mesa — Querida, eu irei ser direto... O seu exame de sangue, nos revelou coisas não muito agradáveis.

— Como assim? — minha mãe se intromete e meu coração começa a acelerar enquanto penso em Lucas.

— Além do câncer na laringe, você também está com leucemia Amanda, e se não tratarmos disso o quanto antes, pode vir a acontecer algo pior. — ele soa com a voz extremamente embargada, e suas palavras entram em meus ouvidos como uma surra muito grande. Era só essa que me faltava! Eu estou toda estragada! — O seu câncer não está tão forte enquanto pensávamos, e ele será fácil de deter... E em relação à leucemia, você mesma pode escolher o tratamento.

— E quais são os tratamentos? — minha mãe diz na frente enquanto eu só escuto a conversa que me dói o corpo e a alma. Eu estou mal! Muito mal! Não achei que as coisas poderiam ficar piores do que estavam e ficou! Como vou dar essa notícia para Lucas e para Will? E principalmente para Diana, minha melhor amiga!

— Amanda você está escutando? — Fernando diz e o olho com os olhos marejados negando — Você pode opinar por hemodiálise, ou quimioterapia mesmo.

— Eu... — minha voz embarga e abaixo a cabeça mexendo nos dedos de minha mãe — Eu não quero fazer nenhum tratamento. — digo e minha mãe bufa.

— Amanda não começa com esse assunto novamente! Você vai fazer esses tratamentos sim! — ela diz dura, e não digo nada enquanto ela se levanta. Ela roda a sala impaciente enquanto troco olhares tristes com Fernando.

— Posso falar com ela sozinho dona Marize? — ele diz me olhando e sem dizer nada ela sai do consultório às pressas.

Olho para ele com os olhos marejados e ele estende sua mão para eu pegar, e assim faço.

— Eu sei que isso tudo deve doer em você, mas acredite, os tratamentos são pra te fazerem bem, pra te fazerem voltar ao normal. — ele diz calmo enquanto me olha e tento engolir o choro.

— E se eu não voltar ao normal?

— Mas é claro que vai, você já voltou uma vez, e pode voltar de novo... Olha pra você ver, eu tenho trinta anos e vi muitas pessoas passarem por isso mais de duas vezes, e elas estiveram em situações piores. — ele aperta minha mão de uma forma carinhosa, e sem querer começo a liberar minhas lágrimas de dor em sua frente, e abaixo a cabeça de vergonha — Pode chorar... — diz se levantando e se senta ao meu lado. Suas mãos pegam as minhas e quando vejo estou em seus braços igual a uma criança chorona.

— Eu vou fazer sim. — digo em seu peito e ele afaga meus cabelos — Pode marcar a químio o quanto antes. — ele assente e me retiro se seus braços.

— Tem uma vaga aberta hoje ainda... — o interrompo assentindo e ele concorda e assina alguns papéis.

[...]

Assim que saio da sala com o rosto meio inchado, avisto Lucas sentado ao lado de minha mãe conversando gentilmente. Quando Fernando fecha a porta, seu olhar se volta para mim e sem pensar em mais nada ando muito rápido até ele que se levanta e o tomo em um abraço repleto de lágrimas.

— O que foi? — ele diz com a voz embargada e o aperto contra mim chorando ainda mais. Como vou dizer pra ele da minha outra doença? Ele vai ficar mal assim como eu.

— Eu te amo tá? — sussurro baixinho perto de sua orelha pela primeira vez desde que nos conhecemos, e ele me aperta assentindo.

— Eu também... Eu também te amo. — sua voz me passa conforto e calma enquanto começo a me sentir sufocada pelo abraço. Lentamente desfaço o abraço e ele seca minhas lágrimas com muita paciência e calma — Agora me diz o que foi? — ele diz e nos sentamos no banco perto de minha mãe e eu assinto. Fernando à chama para conversar e os dois entram na sala.

Olho para Luan que esconde algo em suas costas, e o olho desconfiada.

— O que você tem ai? — perguntando tentando olhar e ele sorri negando e me afastando.

— Não muda de assunto. — diz e assinto lhe dando a mão.

— Além do câncer, eu to com leucemia. — digo sem rodeios o olhando e ele não diz e não faz nada, apenas me devolve um olhar de "Eu não gosto desse tipo de brincadeira". Aperto sua mão que no mesmo instante, ele aperta ainda mais forte e seus olhos se avermelham.

— Você corre risco? — ele diz depois de muito tempo parecendo atordoado e estar em outro mundo. Nego com a cabeça e sinto ele se aliviar.

— Mas pode acontecer de meu corpo rejeitar as químios. — dou de ombros e ele tampa o rosto com as mãos — Fernando disse que vai ficar tudo bem. Somente tenho que seguir com as recomendações.

— Você fala isso com tanta naturalidade! — Lucas diz ainda com as mãos no rosto, e lentamente as tiro dele — Eu não quero te perder justo agora que a gente ta se conhecendo Amanda. — ele segura meu rosto com as mãos e sorrio o tranquilizando.

— Eu estou bem Lucas, você não vai me perder. — dou uma risadinha e seu olhar cai de preocupação, e em uma fração de segundos estou em seus braços fortes — Vamo parar por que eu não quero chorar por isso mais. — o afasto rindo e ele assente pegando o que está atrás dele. Um lindo ursinho de pelúcia com um eu te amo num coração, e uma caixa em um embrulho vermelho. Ele sorri um triste sorriso ao me estender os presentes e sorrio lhe dando um selinho.

— Não imaginei que fosse nessa circunstância que iria te dar eles. — ele os põe em meu colo enquanto nossas rosto estão grudados. Sorrio lhe dando mais um selinho e ele abaixa a cabeça.

— Obrigado. — digo encantada analisando o ursinho e ele pega em minha mão, e a aperta devagar — É... Eu vou começar a fazer uma nova quimio hoje, quer ficar comigo?

— Claro... Mas e sua mãe? — ele diz e no mesmo instante ela abre a porta e limpa o nariz junto de Fernando. Me levanto e vou até Fernando que logo vai começar a preparar meu quarto, e minha mãe deixa Lucas ficar comigo.

Eu espero que Deus me ajude a sair dessa! Eu não quero partir cedo, eu quero ter uma vida sadia, e normal como todo jovem...E se possivel ao lado desse rapaz magnifico que conheci a duas semans, e que eu já posso dizer que amo!

Ao entrarmos no quarto que fiz as duas últimas quimioterapias, Lucas aperta minha mão e me abraça forte de lado.

— Boa tarde Amanda — Julia, a enfermeira diz sorridente vindo até mim, e sorrio para ela que olha para Lucas surpresa — E esse rapaz lindo? Seu namorado? — seu sorriso se aumenta um pouco mais e olho para Lucas percebendo minhas bochechas queimarem. Ele sorri um lindo sorriso tímido, e olho para ela negando.

— Estamos nos conhecendo. — digo e ela assente dando uma risadinha e nos joga um olhar desconfiado.

— Fernando me disse a sua situação querida... É uma pena uma moça tão jovem como você passar a maioria do tempo em um hospital. — ela diz me conduzindo para a poltrona e me sento chamando Lucas para se sentar ao meu lado, e ele vem meio receoso — Você quer comer algo antes? — nego com a cabeça enquanto ela prepara o catéter.

— O que ela vai fazer com isso? — Lucas pergunta baixinho me dando a mão na poltrona ao lado e olho para ele.

— Vai pôr aqui. — indico entre meu peito, e entre a costela com a mão livre e ele faz careta. Logo ela vem, e me finca o catéter, e o cabo na veia. Espero que a químio para leucemia não seja tão enjoativo como a quimio normal.

Lucas segura minha mão forte enquanto começa o procedimento, e logo Julia sai do quarto nos deixando a sós. Logo no começo já é muito enjoativo!

Encosto a cabeça na poltrona e fecho os olhos sentindo o cansaço me dominar antes do esperado.

Sinto os lábios de Lucas, tocarem minha mão, e ele passa a mão livre em meu cabelo.

— Qual tipo de químio você faz? — sua voz soa suave e preocupada.

— Branca... É a mais leve, mas em mim tem o efeito da vermelha que é mais forte um pouco. Eu não sei o por que disso. — dou de ombros ainda de olhos fechados e ele alisa meus cabelos novamente.

— Você vai perder os cabelos? — sua voz embarga e abro os olhos para olhá-lo. Ele me olha com atenção e com muito carinho enquanto segura minha mão.

Nos conhecemos a tão pouco tempo, e agora ele está em um lugar que nunca me imaginei trazendo algum garoto. E compartilhando coisas de extremo segredo para mim. Isso é um pouco estranho.



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