História Por Você - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "T3ddy" Olioti
Exibições 11
Palavras 2.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - Sobreviverei Por Você


Fanfic / Fanfiction Por Você - Capítulo 18 - Sobreviverei Por Você

— Eu não sei. — o olho e passo as mãos no cabelo. E poucos fios saem em minha mão — Não tá sendo como da primeira vez. — dou de ombros e o olho.

— Quando você vai sair daqui? — me pergunta afundando na poltrona, mas sem soltar minha mão. Encosto a cabeça na poltrona, e fecho os olhos novamente.

— Só amanhã a tarde. — digo e ele não responde — Se quiser pode ir embora...

— Não eu vou ficar aqui... Vou mandar alguém trazer minhas roupas

— Tudo bem, pode ir então, eu te espero. — solto sua mão, e ouço ele levantar, e sou surpreendida quando sinto seus lábios tocar os meus, e com muita delicadeza e calma, sua língua apossa de minha boca. Devolvo o beijo tranquilo que ele me dá, e suas mãos quentes tocam meu rosto o acariciando enquanto nos beijamos. Mas logo ele cessa o beijo e deposita um selinho demorado em mim. Sorrio quando ele se afasta e abro os olhos e o vejo fechando a porta. Ele é um sonho! Mas será que posso mesmo ter algo com ele sem me machucar? Ele é famoso, sai com muitas mulheres... Eu fico meia indecisa em relação à isso. Mas vamos ver no que dá.

[...]

Ouço a barulho da porta se abrindo, e abro os olhos que estão pesados por conta do sono que peguei, e da quimio que fiz horas atrás. Acho que já são quase dez horas da noite! A janela está escura.

— Amanda. — escuto Lucas dizer e giro a cabeça pra olhá-lo — Você tá bem? — assinto devagar e volto a fechar os olhos — Vêm, vou te deitar na cama. — ele diz e em uma fração de segundos, estou em seu colo sendo levada para a cama.

— Eu quero vomitar. — digo com o estômago embrulhando e ele para me olhando. Ele roda o olho na sala avistando a portinha do banheiro, e o mais rápido me leva para lá, e com todo cuidado me põe no chão perto do vaso sanitário — Pode ir embora. — digo quase em um sussurro levando minha cabeça até o vaso, e ele junta meus cabelos.

— Eu vou ficar aqui cuidado de você. — diz e no mesmo instante sinto o líquido quente rasgar minha garganta.

Por conta de não ter comido quase nada hoje, somente uns biscoitos pela manhã, vomito somente água e restos de biscoito.

— Droga. — digo limpando minha boca grosseiramente com a mão e sem querer libero minhas lágrimas — Pega uma toalha pra mim. — peço mole à Lucas que me olha com o olhar caído, e me ajuda a levantar.

— Sua mãe mandou roupas. Vou pegar pra você. — ele diz me sentando em cima do vaso de tampa fechada, dá descarga, e logo sai do quarto.

Coloco a cabeça entre as mãos e limpo as lágrimas que caem em meu rosto, e respiro fundo. Ele não deve estar gostando nada de me ver assim! E é ruim pra mim também vê-lo me olhar com cara de pena e dó... Eu não quero isso! Se for pra ser assim eu prefiro ficar sozinha aqui dentro.

— Vêm vou te ajudar. — Lucas me desperta pegando em minha mão, e me levanto a segurando enquanto ele me olha daquele jeito piedoso.

— Para de me olhar assim. — digo com lágrimas preenchendo meus olhos e suas sombrancelhas se arqueiam.

— Assim como? — suas mãos pairam em minha cintura me segurando e engulo as lágrimas.

— Com dó... Pena! — digo dura apesar de estar mole e ele sorri e se aproxima me dando um selinho.

— Eu não estou te olhando assim, só estou triste por que eu nunca imaginei que iria ver uma pessoa que gosto passando por isso. — ele levanta os olhos e assinto enquanto ele começa a subir minha blusa, mas imediatamente seguro suas mãos. Aqui não!

— O que tá fazendo? — arregalo os olhos e ele ri.

— Vou te ajudar no banho! — diz divertido e retira as mãos. Sorrio fraco olhando para ele, e assinto. Suas mãos voltam para a bainha de minha blusa bege, e ele a sobe mostrando minha barriga, meus seios, e logo passa pela minha cabeça me deixando semi-nua na parte de cima.

Cuidadosamente ele se abaixa, e seguro em seu ombro para não cair.

— Amanhã assim que a gente sair daqui vamos pra casa dos meus pais. Já falei com eles e com sua mãe. — ele sorri um sorriso bem mais que sapequinha e sorrio negando por sua levadeza.

Ele desce minha calça, e levanto um pé de cada vez e estou livre da calça. Eu estou de langerie em sua frente. Do mesmo jeito que estive em sua cama duas semanas atrás. E como foi bom viu? Meu Deus...

— Por que tá mordendo os lábios? — ele diz me despertando e passa o dedo em meu lábio inferior o tirando de meus dentes, e abaixo a cabeça sentindo um rubor tomar conta de meu rosto.

— Nada... — o olho e ele sorri pegando em minha mão, e me leva para o box. Ele não está incomodado por me ver desse jeito! Deve ser por que já viu sem nada né?

Lentamente ele me guia para o pequeno box, por conta de eu ainda estar meia mal, e liga o chuveiro fazendo a água cair no chão enquanto prendo meu cabelo. Olho para ele esperando que ele saia e ele não entende meu olhar.

— Eu posso tomar sozinha. — sorrio envergonhada e mole e ele nega.

— Eu vou ficar aqui! — cruza os braços me desafiando e o olho tombando a cabeça — Já te vi sem, não precisa ter vergonha. — ele diz e no mesmo instante a maior vergonha que já senti me vêm. Insisto que ele saia somente com um olhar, e ele sai se sentando em cima do vaso. Ignoro sua presença extrovertida ali, e tomo um banho tranquilo tirando todo aquele cansaço e enjôos de mim.

Estendo a mão pedindo uma toalha e ele me a entrega, e o mais rápido me seco, e visto a roupa que ele me estende. Um pijama do tamanho do mundo! Saio do box de vidro embaçado e assim que seu olhar bate em mim, ele solta uma gargalhada alta e engraçada.

Ele ri por uns longos minutos enquanto o olho séria.

— Acabou? — digo quando ele enxuga as lágrimas que derramou por rir e ele assente se levantando e me abraçando pela cintura. Passo meus braços em seu pescoço, e deito a cabeça em seu peito enquanto ele ri baixinho. Ele é um besta!

— Quer dormir? — ele diz e assinto lhe dando a mão e saindo do banheiro.

— Você vai dormir onde? — pergunto me deitando na cama e ele dá de ombros — Pode ir pra casa, amanhã cedo minha mãe vem me buscar, e você vem junto.

— Vou dormir do seu lado, nessa poltrona. — Lucas se senta ao meu lado com cara de teimoso e deito na cama enquanto o analiso. Ficamos em silêncio por alguns minutos, apenas trocando olhares, e sem querer deixo uma lágrima rolar enquanto imagino o pior.

— Será que eu vou aguentar? — digo o olhando e seu olhar cai completamente. Ele aperta minha mão e a beija fechando os olhos — Eu tenho medo... Vou ficar frágil, e qualquer vírus que se apossar de mim pode me matar.

— Você não vai morrer Amanda. — ele diz duro e rápido e percebo ele apertar o braço da poltrona com a outra mão.

— Você não pode ver o futuro Lucas. — aperto sua mão de volta e ele suspira pesado e abre os olhos para me olhar.

— Você não deve ficar se colocando pra baixo! Se você tá assim, você tem que pensar o melhor pra ter forças pra lutar e conseguir recuperar a sua vida. — sua voz é confiante e abaixo a cabeça após seu mini-sermão — Amanda, pelo pouco que eu conheço de você, eu percebi que você é uma mulher que gosta de ser perseverante e confia muito nas coisas! — sinto suas mãos em meu rosto e lentamente ele o sobe, e encontro com o seu rosto muito perto do meu — Eu quero poder te ajudar a conseguir passar por cima disso e ter tudo o que quiser... Mas com você se colocando nessa escala fica difícil meu anjo. Você é linda, jovem, tem uma vida toda pela frente e tem que lutar pra conseguir o que quer. — a essa altura eu já estou me debulhando em lágrimas e nem percebi. Ele me envolve em seus braços e deposita um leve beijo no topo de minha cabeça, e me aperta em seu corpo.

— Pensa nas pessoas que você pode fazer sofrer com esses pensamentos ruins, e isso pode fazer mal à você mesmo... Isso te põe pra baixo e te faz ver que com essas doenças que você tem a vida já não tem mais sentido e não vale nada! — ele me faz olhar para ele novamente e limpa minhas lágrimas com o polegar — Mas não é assim...

— É sim Lucas. — digo embargada e vendo tudo embaçado por conta das lágrimas e ele nega estalando a língua — Não é fácil ir dormir com incerteza se aquele vai ser o seu último dia, não saber o que virá pela frente... Eu... — suspiro e mordo os lábios — Eu tenho tanto medo. — coloco as mãos no meu rosto e choro feito uma criança, liberando todo o sentimento de angústia que há intalado dentro de mim.

— Eu também estou com medo. — ele diz se sentando na cama, e saio debaixo da coberta ficando de joelhos dobrados e o abraçando no pescoço.

— Eu quero viver... Tento ao máximo não pensar nessas coisas, mas é inevitável não pensar no meu futuro. — soluço em seu pescoço, e ele me faz sentar em seu colo.

— Promete uma coisa pra mim amor? — ele diz com uma pontada de dor em sua voz, e dou que um meio sorriso pelo "amor", e assentindo rápido — Promete continuar com os tratamentos, seja quantos for, não importa o quanto eles te façam ficar fraca, você vai melhorar depois... — assinto encostando a testa na sua.

— Prometo. — ponho as mãos em seu rosto e ele continua.

— Promete que vai sobreviver, e que vai ser feliz depois disso... — ele põe uma mexa caída do coque de meu cabelo, e o vejo passar a língua nos lábios — Eu quero ter algo com você, e pra isso você tem que estar aqui, e tem que estar bem. Então promete pra mim, que vai sobreviver por mim? — vejo uma lágrima rolar em seu rosto e começo a chorar. Beijo suas lágrimas e as limpo, e depois afasto meu rosto para olhá-lo. Sorrio de leve olhando em seus lindos olhos castanhos, que se avermelham instantaneamente, e ele morde os lábios para impedir o choro que quer vir.

— Eu prometo que sobrevivei por você Lucas... — digo assentindo e ele deixa as lágrimas rolarem, e o mais depressa o tomo em um beijo que limpa sua lágrimas.

Nossas salgadas de lágrimas se misturam com o beijo o deixando com um gosto diferente, e logo o paro com um selinho longo e demorado. Olho para seu lindo rosto, e o abraço confiante de cumprir minha promessa a ele. Eu irei sobreviver por Lucas!

— Chega de chororô. — ele limpa minhas lágrimas com um sorriso divertido e sorrio saindo de cima dele — Você precisa dormir. — assinto e ele volta para a poltrona, e me deito embaixo da coberta novamente.

— Certeza que não quer ir pra casa? — pergunto mais uma vez e ele nega com a cabeça segurando minha mão.

— Boa noite. — ele diz, e se curva dando um beijo carinhoso em minha testa. Devolvo nas mesmas palavras, e fecho os olhos. E logo o cansaço me domina por completo.

[LucasOn]

Vê-la dizer aquelas coisas ruins em minha frente, me doeu! Me doeu de verdade! Sei o quanto isso é difícil pra ela, mas doeu mais em mim quando ela disse sobre morte. Eu não quero perdê-lá antes de termos algo pra valer! Eu quero conhecê-la mais, quero que nos divirtamos mais! Não quero ter que ficar somente em um hospital com ela... Mas eu sei que essa é a vida dela daqui pra frente, e se eu tenho a certeza que a amo, vou estar aqui para o que der e vier!

 Diana sua amiga, mandou uma mensagem para ela, dizendo que amanhã a noite estará chegando em sua casa para vê-la, bom que já fico ciente de quem são seus amigos! E sem duvida nenhuma, irei levá-la para conhecer minha família quando sairmos daqui.

[...]

Acordo com uma baita dor na coluna, e olho para Amanda que desfruta de seu sono. Lhe dou um beijo na testa, e vou até minha bolsa pegando minha escova de dente, e faço minhas higienes matinais.

Volto para o pequeno quarto, e chamo um taxi para vir nos buscar. Já são quase meio dia, e ela irá sair daqui a pouco, eu espero.

— Bom dia. — ouço sua voz sonolenta do mesmo jeito em que ela disse em meu apartamento, e me viro com um sorriso no rosto vendo seu rostinho inchado.

Vou até ela, e me sento a seu lado enquanto ela permanece deitada e imóvel.

— Bom dia. — digo lhe dando um selinho e ela sorri.

— Sonhei com você. — ela diz de olhos fechados com um lindo sorriso no rosto e pergunto como foi — Foi lindo. — sua voz soa apaixonada e rio lhe dando mais um selinho. Logo ela se levanta e vai se arrumar para sair. Fernando entra no quarto alguns minutos depois e me olha surpreso quando me nota no quarto — O que faz aqui? — ele pergunta olhando o quarto.

— Eu fiquei com a Amanda esta noite. — dou de ombros e ele assente com um falso sorriso no rosto. Ok... Outra pessoa que gosta da Amanda— Ela tá no banho. — digo e ele assente.

— Ela tá bem? — ele pergunta olhando a cama.

— Sim... Só na hora mesmo ela ficou muito enjoada, vomitou e não tinha forças pra quase nada. Mas eu ajudei ela no que precisava. — sorrio de lado pra ele que logo abre um sorriso imenso e olha por cima de meu ombro.

— Oi querida. — ele diz ignorando tudo o que eu falei e se dirige até Amanda que está muito bem vestida com um vestido rosa bebê folgado de alça fina e nos joelhos. Ela sorri de volta para ele que a abraça muito apertado.

— Estou feliz que esteja bem. — ele passa as mãos em seus cabelos molhados como se fossem muito íntimos.

— Lucas cuidou de mim, por isso estou bem. — Amanda me olha com um lindo sorriso no rosto e ele me olha retirando o dele e logo olha pra ela sorrindo novamente.

— Amor vamos, minha mãe tá esperando a gente. — digo e ele me olha arqueando as sombrancelhas. O amor saiu sem querer!

— Estão juntos? — ele olha para ela e depois para mim de novo, e eu assinto o olhando desafiador. Ela é minha! — Bem... Felicidades ao casal. — Amanda sorri para ele que se afasta, e me cumprimenta com um aperto muito forte de mão, e logo sai do quarto. Olho para Amanda que foi para a bolsa dela, e guarda suas coisas.

[...]

Assim que o taxi para na porta de casa, Amanda sorri nervosa e aperta minha mão que está entrelaçada com a dela. Abro a porta e Toby vem correndo pra sala. Ele sempre faz isso quando alguém chega.

— Ei garotão. — coloco minha mochila no chão e o pego no colo.




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