História Por Você - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "T3ddy" Olioti
Exibições 12
Palavras 2.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Sangue


Fanfic / Fanfiction Por Você - Capítulo 20 - Sangue

Eu sou tão sensível! Limpo-as antes que ele possa perceber, e me viro para sair do quarto e acabar com o assunto. Suas mãos seguram meus braços e quando percebo estamos abraçados um no outro.O aperto forte contra mim enquanto tudo o que ele disse flue em minha mente, me fazendo perceber que ele pode me ajudar a me fazer ficar melhor, e me fazendo lembrar também da promessa que fiz a ele ontem.

— Não precisa me responder nada, eu vou respeitar seu tempo. — ele diz colocando o queixo no topo de minha cabeça, e em seguida alisa meus cabelos. Assinto sem dizer nada e olho para ele, que faz o mesmo, e em seguida segura minha mandíbula e me dá um rápido beijo nos lábios.

Saímos do quarto, e voltamos para sala. Eles estão conversando distraidamente e quando nos notam se calam e nos olham.

Nos sentamos no sofá e logo nos entrosamos na conversa. A faculdade de Diana. E logo surge o cargo que eu queria seguir, mas que infelizmente não poderei fazer por agora...

Assim que Will e Diana vão embora, já são seis da tarde. Hoje Lucas pretende sair com os amigos, mas eu não vou... Balada não é pra mim! Se tem um lugar que eu não gosto é balada. Nos despedimos com mil desculpas um para o outro sobre mais cedo, e logo ele vai embora me deixando sozinha novamente.

— Filha, eu vou sair pra pegar o dinheiro no caixa, e depois vou na Laura, tá bem? — assinto sentando no sofá e ela sai.

Meu pai trabalhava na Marinha, e era Sargento, ganhava muito bem pelo seu cargo. E desde que morreu, recebemos de pensão uma quantia bem boa de seu salário, que dá praticamente para dois meses ou mais.

Deito no sofá e fecho os olhos. Peço perdão pelo o que fiz a Lucas hoje cedo, e sem querer acabo pegando no sono.

[LucasOn]

Assim que termino de me arrumar, desço e pego as chaves de meu carro. Ando até meu carro e um aperto no coração me bate, e penso em Amanda no mesmo instante.

Mando mensagem para ela em seguida avisando que estou indo e perguntando se ela está bem. Demorou um pouco mas ela respondeu dizendo que sim. Bem... Assim fico mais tranquilo. Vou para onde combinamos e chegando lá encontro Christian e Cocielo na porta com uma mulher mal vestida. Não por ser mulambenta, e sim por que está faltando roupa ali! Não sei se foi por que acostumei ver Amanda somente de calça, e por isso passei a ver mulheres com outros olhos.

— Iae. — cumprimento os dois, e a mulher, e em seguida entramos.

[...]

Depois de três doses de tequila, me sento e novamente o mal estar me vem.

[AmandaOn]

Eu estou me sentindo mal... Minha cabeça está girando muito! E meu estômago então! Nem se fala... Deve ser o efeito das químios, mas tanto tempo assim pra fazer efeito?

Minha mãe vai dormir na casa de uma amiga, e eu estou sozinha aqui... Confesso que me dá medo!

Assim que deito na cama e fecho os olhos, meu celular toca e o pego. É Lucas.

— Oi. — digo mole pelo mal estar.

— Você ta bem? — ele diz com a voz preocupada e concordo — Não parece! Você está bem Amanda?

— Eu to! Só to com dor de cabeça e enjoada.

— Se precisar de algo me liga ta bom? — concordo com ele e logo ele desliga e volta para a sua curtição.

Me deito novamente e uma vontade de vomitar me vem, e me levanto indo para o banheiro sem pressa. Mas ao chegar na porta, o líquido me sobe a garganta, e vomito um pouco no chão, e abro a tampa do vaso terminando ali dentro. Vomito até perder minhas forças e a chegar ao ponto de vomitar sangue. Começo a chorar vendo todo aquele sangue ralo sair de minha boca, e quando vejo que parou, ligo para minha mãe, que não atende. Eu estou preocupada! Isso nunca aconteceu antes!

Limpo o vômito do chão, e me levanto para lavar minha boca. Me olho no espelho e percebo que estou pálida! Meus olhos afundaram de uma forma impressionante!

A campainha toca, e muito rápido escovo meus dentes indo atender ao folgado que incomoda a uma hora dessas!

Meus braços e a região do pescoço começam a doer de uma forma incrível enquanto ando pela escura sala até chegar na porta, e atendo. O folgado é ele...

— Eu tive que vim ver se você está bem. — Lucas diz entrando exasperado e acende a luz da sala me fazendo por as mãos nos meus olhos que estão sensíveis — E você não tá né? — ele vem até mim, fecha a porta, e em seguida me leva para o sofá.

— Eu vomitei sangue e to com medo. — olho para ele piscando muito e ele arregala os olhos olhando para meu nariz. Passo a mão no mesmo e olho para meus dedos. Eu estou sangrando pelo nariz!

— A gente tem que ir no hospital. — ele se levanta pegando em minha mão e a puxo deitando a cabeça no sofá.

— Isso é efeito da químio, não tem problema algum. — digo calma e o ouço bufar enquanto vejo o teto branco de minha casa. Eu não faço a mínima ideia do que seja isto!

— Hã... Ta bem então... A gente vai deitar pra dormir e você vai descansar. — ele pega em meu braço e em minha cintura e me levanta do sofá.

— A gente? — pergunto com a ponta do meu pijama dentro meu nariz e ele assente — Não ia sair?

— Eu prefiro ficar do seu lado. — ele diz quando paramos em frente a meu quarto e ele me abraça. O aperto com um meio sorriso no rosto, e como se eu fosse uma criança ele me pega no colo e me conduz até a cama e me deita. Já estava pronta para dormir então somente enfio debaixo da coberta, e ele retira suas roupas ficando de cueca, e se deita ao meu lado. Minha cama não é de casal, mas é grande é o suficiente para caber duas pessoas.

— Obrigado. — digo o abraçando de lado e deitando a cabeça em seu peito nú — E desculpa por mais cedo.

— Já passou. — ele diz e afaga meu cabelos enquanto checo se ainda sangro. Negativo. Lhe dou um beijo no tórax e faço movimentos circulares com a ponta do indicador em seu peito.

Velho, as vezes acho que vou abrir os olhos e acordar desse sonho que estou tendo com esse famoso... Mas as vezes também me convenso de que ele quer mesmo ficar ao meu lado, e quer cuidar de mim! Seja o que for... Se for sonho eu não quero acordar, quero viver isso enquanto eu puder, e enquanto ele estiver perto de mim.

Olho para ele através de meus cílios que doem, por qual motivo não sei, e dou um meio sorriso quando ele me olha.

— O que foi? — sua voz soa brincalhona e nego rindo. Subo um pouco meu corpo dolorido e deposito um beijo em seu queixo, e logo arredo os beijos para sua boca, e quando percebo estamos em um beijo calmo e doce. Suas mãos seguram as minhas de uma forma carinhosa, e sua respiração começa a ficar descontrolada em minhas bochechas. Paro o beijo por falta de ar, e ele solta minha mão rapidamente e segura minha cabeça colando nossas bocas novamente.

— Te amo, ta bom? — Lucas diz com nossas bocas coladas e assinto dando um sorrisinho na mesma.

— Também te amo. — sussurro invadindo sua boca novamente e suas mãos em meus cabelos se apertam me causando uma dor, e gemo separando nossos lábios — Não puxa, tá doendo.

— Desculpa meu anjo. — ele diz com seu olhar caindo e ri me deitando em seu peito. Fico um tempo sentindo seu leve e doce cheiro e o sono começa a pesar em meus olhos — Amanda — ouço o dizer longe, e me desperto.

— Hm. — respondo muito sonolenta e ele me retira de cima dele, e abaixa seu corpo até dar de cara comigo.

— Promete uma coisa? — sua língua passa em seus lábios e assinto olhando o movimento de sua boca — Você é a primeira pessoa que eu começo a ter algo assim... Rápido demais entende? — assinto novamente e ele coloca uma mão em meu rosto — E eu já tenho tanto medo de ficar sem você, de acontecer algo e sua mãe me ligar avisando que... — ele para e tipo paralisa seu olhar no meu, me fazendo entender o resto de sua fala. Dou um sorriso e fecho os olhos esperando ele falar mais. Mas não é o que acontece. Abro os olhos novamente e seu olhar continua do mesmo jeito, só que com algumas lágrimas já derramadas. No mesmo instante meu coração se parte em um milhão e permaneço imóvel o olhando me liberando junto à ele.

O silêncio domina o quarto enquanto lágrimas escorrem de nossos olhos, e se ouve apenas a respiração ofegante de Lucas. Passo a mão em seu rosto retirando as lágrimas e ele a segura e dá um beijo no peito de minha mão.

Ele funga o nariz e fecha os olhos, mas em seguida os abre me mostrando o imenso brilho deles.

— Desculpa... — ele ri gostosamente e sorrio — Mas é difícil saber que a pessoa que eu amo tá numa situação tão difícil assim. — diz dando de ombros e abaixa a cabeça. Me sento na cama e cruzo as pernas, e ele no mesmo momento deita no meio de minhas pernas.

— Mas tem que lembrar também que ela te fez uma promessa, e que vai tentar sair dessa. — aliso seus cabelos e ele dá um sorriso de lado assentindo.

- Quero que você vá pra lá pro meu apartamento na quinta ta bom? — ele diz e assinto me abaixando e lhe dando um selinho — Olha Amanda, em hipótese alguma, eu quero que você pense que eu to aproveitando de você. Eu te amo e quero ficar do seu lado... Principalmente nesse momento sensível do tratamento.

— Você não precisa se preocupar com isso... Eu estou ciente disso desde quando ficamos lá naquele hospital.

— Eu quero estar aqui pra tudo o que você precisar... Mesmo que a gente não tenha nada sério por agora, e sei que isso de você não querer é por causa da mídia que vai cair em cima por você ter a doença que tem, mas eu quero assumir esse compromisso logo com você! — ele diz afundando seu rosto em minha barriga e sorrio com sua fala enquanto mexo em seus cabelos. Não respondo nada, apenas me imagino daqui uns anos se eu me curar dessa doença, e ao lado dele.

— Eu gostei da sua familia. — digo ainda alisando seu cabelo e ele vira o rosto para me olhar, e sorri. Uma leve dor na cabeça começa a surgir em mim, e levo a mão no lugar, o fazendo se levantar e senta em minha frente, exibindo duas lindas coxas brancas — É só uma dor. — rio e ele amolece dando um sorriso. O chamo com as mãos, e ele vem rastejando sobre os joelhos até ficar colado em mim, e abaixa seu corpo me fazendo deitar na cama com ele em cima de mim.

— Te amo... Te amo... Te amo... — ele diz e em cada te amo me dá um selinho forte e logo invade minha boca com um beijo calmo e excitante.

Assim que paramos, ele se deita ao meu lado e me acolhe em seu peito, fazendo o sono voltar em poucos segundos.

[...]

Acordo com um forte ar batendo em meu rosto, e percebo que a janela se abriu com o vento frio da manhã de sabado. Quatro de julho.

Olho para Lucas que dorme tranquilamente com uma mão no peito e outra em volta de meu ombro. Tiro devagar sua mão, e me levanto para fechar a janela, e em seguida vou fazer um café da manhã para nos dois.

Eu sou uma menina que gosta de muita besteira, e logo pelo café da manhã já começo com gordiçes.

Coloco em cima da mesa duas canecas e dois pratos para os omeletes que irei fazer. Coloco o leite e o toddy, e vou preparar os ovos.

Assim que viro o omelete para tirá-lo da panela, sinto as mãos quentes que me acariciaram ontem a noite em minha cintura e sorrio desligando o fogo, e me virando para ele.

Olho para seu rostinho amassado, sorrio fazendo biquinho, e lhe dou um selinho.

— Vo ficar gordo desse jeito quando a gente casar. — ele diz brincalhão quando olha a panela e rio me virando para pegar a mesma. A ponho em cima da mesa, e divido-o em dois e coloco em seu prato — Você ta melhor?

— To sim... Aquilo é só de momento mesmo. — digo pondo o leite e em seguida o toddy e ele assente fazendo o mesmo que eu — Amor... — ele me olha e abre um imenso sorriso, o sorriso que me encantou nessas últimas semanas e me causa um arrepio toda vez que o mostra! — Hã... Eu tenho um sonho. — minha voz soa baixinha e ele arqueia as sombrancelhas para continuar — E já que estamos tentando algo a mais, eu quero compartilhar meus sonhos e objetivos com você.

— Eu vou amar se fizer parte deles. — ele sorri e sorrio de volta — E ainda mais se eu estiver incluído... Por que também né, quem não quer uma coisa gostosa dessa num sonho? — ele estufa o peito e passa a mão no mesmo enquanto o olho rindo — Pode falar meu anjo.

— É que assim... Eu gosto muito de música. E tenho o sonho de um dia poder cantar pra um público. — sorrio e ele me olha surpreso e sorridente — Eu compus uma música e queria ver o que você acha dela.

— Já estou amando ela. — ele diz e ri, e rio junto a ele — Quer mostrar agora? — nego e ele dá de ombros e começa a comer — Então além de linda, dona de casa, de me amar... Gosta de cantar? Você canta bem?

— Eu queria que você me dissesse. — dou de ombros começando a ficar ansiosa e ele sorri arredando a cadeira para o lado da minha, a assim que o faz me dá um selinho.

— Então termina de comer logo que eu to ancioso... — sua mão cola na minha e ele começa a comer com a esquerda com rapidez.

Como o meu omelete com calma, e assim que acabo nos levantamos para ir ate meu quarto. E pela primeira vez vou mostrar minha musica para alguém, da até um frio na barriga.

Entro no quarto e ele senta na cama ainda desarrumada e abre uma das cortinas da janela trazendo mais luz para o quarto.

Pego meu violão dentro do guarda-roupas, e meu caderno de anotação. Sento-me ao seu lado e lhe entrego o violão para segurar.

— É coisa simples, mas eu fiz de coração ela. — sorrio nervosa e ele ri analisando meu violão.

— É pra alguém?

— Hã... Não... — digo indecisa e ele pressiona os lábios me olhando enquanto um frio me corrói por dentro.

[LucasOn]

Olho para ela que morde os lábios e me passa um pouco de nervosismo. Ela fica linda assim!

— Se quiser pode mostrar depois. — sorrio e ela nega estendendo a mão para pegar o violão, e a entrego.

— Seja sincero ta bom? — ela diz e assinto rindo dela que arruma alguns papéis sobre a cama.

— Quanto tempo demorou pra fazer?

— Uns quatro meses... — dá de ombros e me olha. Caraca! — E eu já to compondo outra, mas essa eu quero mostrar em uma ocasião especial. Ela sim é pra alguém. — seu lindo sorriso aparece me fazendo estremesser todo por dentro e põe uma mecha solta dos cabelos presos atrás da orelha.

— Pra mim? — digo sorrindo e ela sorri assentindo — Ai que linda! — arqueio meu corpo até ela e faço nossos lábios se encontrarem calmamente. Assim que separamos, ela se arruma na cama e posiciona o violão em seu colo. Fico atento a cada movimento seu, e ela me olha nervosa.

— Para de me olhar! — ela ri e tampa no rosto com as mãos. Sorrio me deitando na cama, e me envolvo no edredom rosa que ela tem.

— Pode demorar o tempo que quiser, eu não to com pressa.

— Eu to nervosa. — sinto ela sorrir e a olho.

— Você já fez aula? — me sento novamente cruzando as pernas e ela nega.

- Aprendi com meu Pai - ela da um leve sorriso enquanto olha para nada. Ela nunca me falou sobre o pai dela...

 



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