História Por Você - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "T3ddy" Olioti
Exibições 7
Palavras 2.874
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Moça morena


Fanfic / Fanfiction Por Você - Capítulo 22 - Moça morena

A puxo para longe do sofá, para que se Lucas acorde não escute, e paramos perto da varanda.

— Eu não tenho certeza mãe... Mas não briga comigo por favor, aconteceu e a gente não teve culpa, a camisinha estourou e... — antes que terminasse ela me interrompeu.

— Você ta grávida Amanda? — sua boca se abre surpresa e sua expressão é indescritível.

— Eu não sei... Por isso to falando com a senhora! Minha menstruação não tem descido e eu to com medo por que... Acho que um bebê não suporta as químios. — meus olhos se enchem de lágrimas enquanto olho para meus dedos esperando seu sermão e a ouço apenas suspirar.

— Amanda minha filha você não tem juízo nenhum! — ela suspira pesado mais uma vez mas com voz controlada, e não diz mais nada. Droga... Desde o dia em que transamos na casa dele eu tenho tido esse medo até hoje! Mas eu creio que não esteja grávida, e eu não posso estar. Não enquanto tiver essa doença.

— Desculpa. — mordo os lábios segurando o choro que quer vir e eu não sei o por que. Eu sou tão sensível, fico abismada com isso! Choro atoa, e com tudo o que me dizem, e ainda mais se forem grossos demais!

— Eu vou na farmácia comprar um teste. E por favor não diga isso à Lucas... Se você estiver mesmo grávida será uma pena minha filha, mas esse bebê não irá resistir. — sua voz é fria, e com certa indelicadeza ela sai de perto de mim, e me viro para a porta de vidro avistando o belo bairro e lágrimas invadem meus olhos.

Meus sonhos não podem se realizar por conta desse maldito tumor que cresce cada vez mais dentro de mim! Não é por nada, mas a cada dia que passa me sinto menos esperançosa de viver.

Sem perceber deixo as lágrimas cairem, mas as limpo com rapidez, e volto a me deitar perto de Lucas. E acabo pegando no sono junto a ele. [...]

— Amanda. — ouço a voz de minha mãe em um sussurro e abro os olhos — Vem. — ela diz me dando as costas com uma sacola na mão, e levanto indo atrás dela.

Ao chegar na suíte dela, ela me estende a sacola e a pego ainda um pouco sonolenta. Há quatro caixas. Duas caixa de teste de uma marca, e duas de outra. Vamos lá.

— Você sabe usar? — ela diz e assinto indo para o banheiro. Tiro dois testes diferentes, e faço o que se manda no rótulo. Saio do banheiro e entrego as faixas que indicam negativo ou positivo a minha mãe, e sento na cama impaciente.

Não estou preocupada com isso, vai ser melhor se eu não estiver. E também não tive nenhum sintoma de gravidez.

— Acho que não. — minha mãe diz após de um tempo observando as faixinhas e suspira indo para o banheiro. Logo ela volta e senta ao meu lado pegando em minhas mãos — Minha filha, você ta muito nova... E não ta em condições de ter um filho. Eu amaria ter uma netinho correndo pela casa a fora, mas em uma situação feliz. A sua relação com esse rapaz não é nada séria, você mesma sempre diz isso! Um filho à esta etapa não seria legal. — sua vo soa compreensiva e assinto a abraçando — Espere você melhorar, ter certeza que vocês dois irão dar certo, e depois pensem em formar uma família, Ok?

— Ok. — a aperto agradecendo mentalmente por suas palavras, e logo estamos na sala esperando Lucas acordar. Disse à ela sobre meu cabelo, ela ficou igual a Lucas, mas entendeu meu lado. Confesso que estou com medo. Medo de ver meus cabelos caindo de minha cabeça até o chão, e ter que sentir a dor de perdê-los novamente. Ah Deus! Me ajude por favor.

— Psiu. — escuto, e automaticamente olho para Lucas. Ele está me olhando com uma carinha sapeca, com jeito de quem quer aprontar, e sorri se sentando. Estou no sofá ao lado dele, e quando percebo ele se levanta e se senta ao meu lado — Vamo pro meu apê hoje? — ele sussurra no meu ouvido e em resposta arrepio por completo dando um sorriso. Olho para ele que morde os lábios com o rosto amassado e me dá um selinho em seguida — Quero fazer com você o que eu fiz no sonho. — sussurra mais uma vez em meu ouvido, e dá um mordiscada no meu lóbulo. Ele é um safado! Transamos muitas vezes desde que nos conhecemos, e todas as vezes ele se mostrou um pouco pervertido. E confesso que eu amo isso!

Ele continua com seus métodos de me fazer derreter até que caio em mim, e sorrio o afastando.

— Depois que a gente for em um salão. — dou um selinho em sua boca e me levanto.

— Você não precisa disso. — ele me acompanha e me abraça na cintura. Olho para ele cortando o assunto e ele assente entortando a boca.

Me separo dele, e vou vestir uma roupa para irmos logo. Me olho no espelho do banheiro, e passo as mãos em meus cabelos soltos. Muitos fios saem em minhas mãos, me fazendo engolir seco e encher meus olhos de lágrimas. Ta certo... Eu vou cortar por que não quero ficar sofrendo por isso. Saio do quarto e encontro com Lucas e minha mãe conversando na sala, e vamos para o tal cabeleireiro. [...]

Assim que Lucas para o carro em frente um salão muito chique, saímos do carro, e ele segura forte uma mão minha, e minha mãe a outra. Até parece algo sério assim?!

— Oi Lucas — um cara com um topete quase igual ao de Lucas, o avista e vem andando muito rápido em sua direção. Ele é gay? — Quanto tempo rapaz! Está um charme viu? E essa menina? Sua namorada? Que linda! — ele dispara a fazer perguntas olhando para mim e Lucas ri enquanto começo a avermelhar.

— É minha essa moça Felipe. — Lucas aperta minha mão e o rapaz sorri dando um cutuque no ombro dele.

— É sua, mas é o que? — Felipe afina a voz e Lucas me abraça rindo.

— Ela não quer ser minha namorada.

— Ah para! Um bofe desse e ela não quer? Olha lá hein mocinha, se você não pegar eu pego! — ele ri, e eu rio junto e olho para Lucas que nega vergonhoso. Assim que já estamos todos conhecidos, minha mãe começa a conversar com ele como se fosse íntimos, e ficam longos minutos conversando.

— Sua mãe não quer que eu faça o que fiz no sonho. Ela ta tagarelando muito. — Lucas sussurra em meu ouvido enquanto está abraçado em mim por trás, e sorrio virando o rosto para olhá-lo. Essa carinha de neném me fascina tanto! Como pode uma pessoa causar o efeito que Lucas causa em mim, Deus?!

— Fala que ta com pressa. — pisco um olho, e ele ri descendo a cabeça até a minha, e me dando um selinho forte. Em seguida ele sai de meus braços e vai até Felipe e minha mãe que riem em alto e bom som.

Ele fala algo com os dois, que assim que Lucas caminha até mim, eles o acompanham.

— O que a moça sortuda vai querer fazer hoje? Repicar ou pintar? — Felipe para em minha frente e me estende as mãos. Seguro as mãos dele, que mais parecem mãos de dondoca! Sorrio de lado pelo jeito que ele fala comigo, e confesso que agora estou me arrependendo de ter feito essa escolha.

— Eu quero raspar. — olho fundo em seus olhos e com a expressão séria. Ele me olha e junta as sombrancelhas de um modo divertido.

— Pare de brincadeira menina! Um cabelo tao lindo desse e quer raspar? Posso fazer um ótimo corte nele e um... — o interrompo já com a alma doendo.

— Eu tenho câncer, e quero raspar pra não ter que ver ele caindo aos poucos. — digo o olhando muito séria e sua expressão muda completamente. Seu olhar é incrédulo, e ele assente devagar. Olho para Lucas que está ao meu lado, e ele sorri torto para mim enquanto Felipe me leva até uma cadeira giratória.

— Você quer isso mesmo? — Lucas me pergunta se ajoelhando ao meu lado e segurando minha mão. Assinto sorrindo e ele a beija e modo carinhoso.

Felipe coloca em mim um pano branco para não deixar fios entrarem em minhas roupas, e o mais devagar que pode, arruma a máquina de cabelo. Fecho os olhos enquanto sinto Lucas massagear minha mão, e aos poucos abro os olhos, e através do espelho vejo minha mãe sentada olhando para nós dois.

— Não quer fazer cortes, e fotografar antes de fazer isso? — Felipe para atrás de mim me olhando o pelo espelho e nego. Ele dá de ombros negando enquanto estala, e liga a máquina.

— Amor não faz isso. — Lucas diz se levantando e tirando a máquina da mao de Felipe.

— Lucas, a gente já conversou poxa! — me viro na cadeira para eles e Felipe toma a máquina de sua mão — Quando eu melhorar, vai crescer de novo, e eu prefiro ver ele raspado, do que caindo a todo momento. — tento me controlar para não me alterar, e ele bufa voltando a se ajoelhar ao meu lado. Dou sinal a Felipe para continuar. Ele assente, e quando percebo está posicionando a maquina na lateral de minha cabeça.

Uma dor invade meu peito ao lembrar da cena de anos atras.

A mesma coisa se repetindo com meu pai ajoelhado ao meu lado, e eu com lagrimas nos olhos pedindo para não fazerem isso comigo.

Foi uma dor muito grande para mim, com apenas nove anos ter que tirar todo o meu cabelo por causa dessa doença terrível. Mas logo eles cresceram e ficaram lindos novamente. Assim espero que fique de novo!

Olho para Lucas através do espelho, que me olha com as sombrancelhas arqueadas e juntas, e com dor no olhar. A máquina passa na lateral descendo até a nuca, e por impulso olho para o lugar que já está completamente pelado. Lágrimas invadem meus olhos e os fecho impedindo-as de cair, e mordo os lábios tentando esconder minha dor.

Mais uma vez sinto a máquina deslizar em minha cabeça levando com si mais uma parte de meu cabelo. Abro os olhos e avisto minha mãe de cabeça baixa fungando o nariz. Olho para Lucas que alisa meu braço com uma mão, e minha mão com outra, enquanto me olha fixamente com o seu lindos olhos castanho claro.

Olho para mim que já tenho toda a lateral direita raspada, e imediatamente lágrimas vem aos meus olhos, e sem esforço nenhum tremo o queixo e as deixo cair livremente pelo meu rosto. Fazendo Felipe parar, Lucas se levanta me abraçando.

— Promete que não vai chorar? — ele me aperta quando envolvo meus braços em sua cintura fina, e chorando assinto em seu peito. Ele se separa de mim, e volta o seu olhar a mim, me fazendo ver que há lágrimas em seus lindos olhos, muitas lágrimas. Seus olhos estão todos vermelhos, e ele morde o canto da boca. Já percebi que quando ele faz isso é para não chorar. Com uma mão ele limpa meu rosto e volta a segurar minha mão, e Felipe volta ao seu trabalho.

Pouco a pouco, vejo meus lindos cabelos escorregarem de sua raiz até o chão branco do estiloso salão. Com eles, vão junto um pouco de peso das minhas costas. Segurando para não chorar, observo atentamente meus cabelos saindo de mim, e a cada passada de máquina uma dor diferente bate dentro de mim, trazendo mais vontade de chorar.

Fecho os olhos e sem querer as deixo cair. Não vou abrir até terminar. Não quero ver mais! Pense em algo bom, algo bom! Não tem como...

O jeito é ficar de olhos fechados com lagrimas escorrendo pelos olhos e sentindo a maquina passar por toda extensão de minha cabeça.

Aperto a mão de Lucas que está enroscada na minha de um modo que é incapaz de eu me soltar, e seus lábios tocam minha mão.

— Temos vários estilos de cabelos que combinam com você, te darei uma se quiser. — ouço a voz de Felipe empolgada, e sorrio assentindo enquanto a máquina desliza mais algumas vezes por minha cabeça. Sinto as mãos delicadas dele tocarem meus ombros, e sinto sua respiração perto do mesmo — Nem assim deixou de ser linda! — ele diz e no mesmo instante abro os olhos dando de cara com minha cabeça sem nenhum fio de cabelo sequer.

— Ah meu Deus. — digo quase em um sussurro, e ponho a cabeça entre as mãos deixando as lágrimas fluírem.

— Você ta linda assim amor. — Lucas diz virando a cadeira e olho para ele através do buraco de minhas mãos negando — Eu vejo você linda de qualquer jeito, de cabelo, sem cabelo... — ele sorri com o olhar triste e retiro minhas mãos do rosto o avançando em um abraço — Te amo ta bom?

— Eu também te amo. — digo embargada e ele beija minha bochecha. Logo desfazemos o abraço, e Felipe me limpa.

Assim que estou pronta para ir embora, e conformada de que é assim que eu devo estar, Felipe cisma que eu tenho que olhar algumas perucas.

— Eu prefiro usar lenços Felipe, é bonito também não é? — digo abraçada com ele e ele ri.

— Eu gostei de você, tem que voltar mais vezes aqui. A senhora também hein! — ele se volta para a minha mãe que da um sorriso e assente. Ele não cobrou isso, deve ser por que é amigo de Lucas. Mas enfim... Despedimos dele, e antes de sairmos, tiro o lenço verde florido que coloquei no bolso para não sair por ai careca, e logo estamos dentro do carro para ir embora.

— Vamo lá pra casa? — Lucas diz dando partida no carro — Bom que a senhora conhece minha família dona Marize.

— Se você quiser a gente vai sim. — ela solta uma risadinha, e ele afirma pisando fundo no acelerador. [...]

Assim que Lucas para frente sua casa, olho para a janela de seu quarto onde tivemos uma transa daquelas muito preocupantes. Entramos nós três de mãos dadas, e percebo minha mãe um pouco nervosa. Lucas abre a porta e de cara vemos Luis, Clara, Luba e uma moça morena muito bonita.

Ao vê-la, Lucas muda sua expressão totalmente de calmo para extremamente nervoso. 

- Quem é ela? - pergunto quando o sinto apertar minha mão e ele me olha bufando.

Ele não responde nada, apenas sorri para sua família, e apresenta minha mãe a eles, que se enturma rapidamente.

A presença da moça morena e bonita, mexe comigo pelo jeito que Lucas está. Ele ficou distante e pensativo, e enquanto nossas mães conversam, ele somente olha para baixo sentado longe de mim.

— Gostei do lenço Amanda, por que ta com ele? — sou despertada por Luba me perguntando e o olho perdida.

— Hã... Eu raspei o cabelo. — digo e em seguida mordo os lábios, e todos os olhares da sala se voltam para mim.

— Raspou? — a moça bonita me pergunta, e assinto a olhando. Sua boca se abre em um O e em seguida ela dá um sorriso.

— Mas eu já te disse que você fica linda de qualquer jeito. — Lucas diz se levantando e quando vejo ele está sentado ao meu lado — Né amor? — diz dando ênfase no 'amor', e em seguida me dá um demorado selinho.

— É... — sorrio sem graça enquanto todos ainda me olham. Não quero ficar aqui com esse pessoal me olhando desse jeito. E não é por nada, mas eu não me sinto bem entre a família de Lucas — Mãe eu não to me sentindo bem, vamo pra casa?

— Claro filha. — ela se levanta deslocada, e eu em seguida.

— Mas você acabou de chegar. — Lucas se levanta junto à mim segurando minha mão.

— Eu não to me sentindo bem. — sem querer olho para a garota que me olha em um tom desafiador e odioso. Ela é afim de Lucas? É o que tá aparecendo!

— Eu levo vocês. — ele segura firme em minha mão, e despesso de sua família, e da moça. Enquanto caminhamos até a porta, percebo que eles começam a sussurrar, e confesso que isso é o que mais machuca: a mania das pessoas de falar as coisas pelas costas. Isso dói muito!

[LucasOn]

Assim que paramos em frente ao seu prédio, Marize sai do carro as pressas, percebendo também que Amanda está muito estranha.

— O que foi linda? — viro meu corpo de lado e coloco o braço encostado em cima do banco ao meu lado, e mexo em sua orelha. Ela encosta a cabeça no mesmo, e me olha com o olhar muito triste e morde os lábios.

— Nada. — ela dá um leve sorriso, e tira o cinto de segurança — Eu só não gostei do jeito que você ficou pela presença daquela moça.

- Ta com ciumes? - dou um sorriso e ela me olha seria, e bufa. Ela ta falando serio? Que gracinha, ela ta com ciumes de mim!




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