História Porquê Preconceito? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bissexualidade, Drama, Homossexualidade, Lesbicas
Visualizações 24
Palavras 1.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! 😄
A história não acabou, continuem a acompanhar. Eu só tive um tempo sem escrever porque estive de férias! Não deixem de acompanhar a história, por favor 😊
Boa leitura 😘

Capítulo 17 - Como?


*POV Joey*

Hoje não tinha combinado nada com a Sasha, ela tinha dito que ia passar o fim de semana fora com os pais, então não dava para combinar nada. Que saudades que eu já tinha da minha princesa. Minha... Ah ah... Quem me dera, talvez um dia ela seja minha e eu dela...

Aproveitei que os meus pais estavam em casa e passei o dia com eles. Fui até à cozinha onde eles estavam sentados a tomar o pequeno-almoço.

Eu: Bom dia mãe. Bom dia pai.

Disse e cumprimentei-os.

Pai e Mãe: Bom dia filha, dormiste bem?

Eu: Sim

Pai: Ainda bem, então hoje combinaste alguma coisa com a tua amiga?

Eu: Não... Ela foi passar o fim de semana fora com os pais.

Pai: Ainda bem, eu tenho uma surpresa para ti

Eu: O que é?

Pai: Lembras-te que tu sempre quiseste ir para uma equipa de futebol? Bem aqui em Orlando há uma equipa de futebol feminino e eu inscrevi-te.

Eu: A sério? Estás a brincar!

Pai: Muito a sério! O primeiro treino é agora à 11 horas por isso é melhor despachares-te

Eu: Pai...mas eu não tenho chuteiras nem o equipamento.

Pai: Estão na primeira gaveta do teu roupeiro.

Eu: Obrigado pai, és o melhor pai do mundo.

Subi as escadas a correr para me despachar. Jogar futebol sempre foi um dos meus maiores sonhos, eu sempre joguei muito futebol. Na escola, em casa, com os meus primos, onde podia eu jogava, mas nunca tinha ido para uma equipa de futebol e agora eu ia concretizar o meu sonho. Quando me despachei, desci as escadas, despedi-me da minha e entrei no carro. O treino foi uma coisa básica, apresentação, treino não muito pesado e fizemos um jogo pequeno. Quando cheguei a casa eram 13:00, então fui almoçar. O que tinha restado era macarrão com queijo. Assim que acabei de comer fui ter com os meus pais à sala onde passava um filme LGBT. 

Pai: Esta gente não tem juízo, são mesmo gays. Desde quando é que rapazes andam com rapazes e raparigas andam com raparigas?!

Eu: Desde que eles se amam...

Devo ter apanhado o meu pai de surpresa, porque ele de repente olhou para mim assustado.

Pai: Mas não faz sentido nenhum!! Já viste se todas as raparigas e todos os rapazes começassem a ser gays e lésbicas?!?! Não nasciam crianças no mundo...

Eu: Mas pai, o amor não escolhe idades, nem género, nem religião, nem nacionalidade, não escolhe nada. Simplesmente acontece!!!!

Pai: Baixa a voz menina Joey!!!

Eu: Não baixo, não estás a ser justo com as pessoas!!! Agora há problema em as pessoas serem felizes com querem e bem gostam?!?!

Pai: Há, desde que isso influencia o crescimento da população!!! 

Eu: Isso não é razão!!! Hoje em dia, já se pode adotar ou fazer inseminação artificial!!! Ah e também não há problema porque há sempre alguma hétero preconceitoso como tu!!!

Pai: Não me faltes ao respeito!!

Eu: Tu também estás a faltar ao respeito a estas pessoas!!!

Mãe: CHEGA!!! PAREM DE BRIGAR!!! JOEY VAI PARA O TEU QUARTO!!

Eu: Vou e de boa vontade!!! 

Fui para o quarto a bater os pés. Quando cheguei ao quarto entrei e tranquei a porta. Como é que eu hei-de dizer aos meus pais que sou lésbica se eles pensam isso... Cada vez estou mais perdida... Agarro no telemóvel e ligo à Mary...

*Chamada ON*

Mary: Oii!!

Eu: Oi...

Mary: O que se passou?

Eu: Briguei com o meu pai, uma briga bem feia...

Mary: Porquê?

Eu: Lésbicas e Gays...

Mary: Oh... Já lhes disses-te?

Eu: Achas, claro que não. E cada vez penso menos em dizer... Posso dormir em tua casa hoje?

Mary: Claro, aparece quando quiseres

Eu: Obrigada... Até logo...

Mary: Até logo...

*Chamada OFF*

Assim que desliguei o telefonema, deitei-me a olhar para o teto... 1 hora depois ouço alguém bater à porta...

Eu: Quem é??

Mãe: Sou eu, posso entrar?

Eu: Desde que não seja para falares mal como o pai...

Mãe: Não...mas é sobre isso...

Eu: Pois...só podia...

Ela entrou no quarto e trancou a porta. Sentou-se na minha cama e começou a falar comigo.

Mãe: Desculpa o teu pai por ter dito aquelas coisas... Ele deve ter falado sem pensar...

Eu: Sem pensar?! A minha família é toda preconceituosa e ele por acaso agiu sem pensar?! Oh mãe isso não me convence!!

Mãe: Todos não... Eu não sou contra, eu aceito esse relacionamentos. Claro que não acho muito certo, mas é o que disseste ao teu pai, o amor não escolhe...

Eu: Eu pensei...que..tu... Desculpa mãe... Não queria falar mal para ti...

Mãe: Não tens culpa, eu é que tenho... Quando se tocava neste assunto eu ficava sempre do lado deles e nunca do teu, mesmo sabendo que tu és alvo desse preconceito...

Eu: Obrigada mãe... Espera o quê?!?! Como é que tu sabes?!?!

Mãe: Um dia quando limpava o teu quarto encontrei o teu diário aberto numa página que falava o quanto sofridas por não poder contar a ninguém o que sentias...

Eu: Oh... E não estás chateada...?

Mãe: Porque é que havia de estar? Eu quero que sejas feliz filha, não que andes a sofrer por aí. 

Eu: Obrigada mãe...

Disse e abracei-me a ela.

Mãe: Agora temos um contra, não podemos dizer ao teu pai...

Eu: Não há problema... Posso te dizer mais uma coisa sobre este assunto...?

Mãe: Claro, podes falar comigo sobre o que quiseres

Eu: Eu gosto da Sasha da minha turma, ela é muito querida comigo, mãe... Ela preocupa-se comigo como nunca ninguém se preocupou... E não ela não sabe que eu sou lésbica...

Mãe: Vocês gostam uma da outra, nota-se quando vocês estão juntas. Parece que se fecham na vossa bolha e que ninguém vos pode incomodar...

Eu: Obrigada mãe, mesmo muito... Olha eu hoje vou para casa da Mary, para não ficar um clima desconfortável mais logo...

Mãe: Tudo bem, vai lá filha...

Eu: Até logo mãe...

Ela saiu do quarto, deixando me sozinha. Nunca pensei que ela reagi-se desta maneira. Sempre pensei que quando soubessem, me mandariam para fora de casa. Pelo menos é menos um problema na cabeça. Acabei de arrumar a mala com a roupa e fui para casa da Mary. Chegando lá contei-lhe tudo desde a briga até a minha mãe saber e ela, tal como eu, concordou que sempre pensou que eles me mandassem fora de casa. Quando acabamos de jantar fomo-nos deitar porque eu estava super cansada.



Notas Finais


E esta, hein? Por esta ninguém esperava! 😉
Não deixem de acompanhar a história, eu gosto de ver que vocês gostam e de ler os vossos comentários!
Espero que estejam a gostar! 😄
Beijinhos 😘


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