História Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dimensões, Fantasia, Interativa, Originais, Original, Poderes, Portal
Visualizações 24
Palavras 1.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yooo
Mais um capítulo
Foi difícil, achei que não conseguiria terminar a tempo...
Lembrando que como estou com problemas para escrever, pode ser que um dos capítulos atrase, mas vou me esforçar para que isso não aconteça. ^^
Boa Leitura.

Capítulo 16 - XV - Awil o Trapaceiro


Fanfic / Fanfiction Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 16 - XV - Awil o Trapaceiro

As ruas noturnas que deveriam ser silenciosas estavam preenchidas com o som irritante de metal se chocando contra superfícies sólidas. A lâmina da espada passou sobre sua cabeça, atingindo e deixando um profundo corte na parede atrás dele. A raiva no olhar de seu adversário o assustava, mas por fora um sorriso forçado dançava em seus lábios.

-AWIL! – O homem gritou irado ao seu antigo amigo que mais cedo ou mais tarde sofreria as consequências pelo que fez. – DEVOLVA!

-Não faço ideia do que você está falando, Morwyn!

-Não sabe?! Eu ia tirar minha família da miséria com aquela joia! – Novamente a espada do homem foi em direção aquele que um dia já foi seu parceiro de bebidas, atingindo sua perna de raspão e rasgando um pedaço de sua calça.

-Você a perdeu? – Awil exclamou incrédulo.

-NÃO SE FAÇA DE BOBO! MINHA CRIADA VIU VOCÊ SAINDO COM A PEDRA EM MÃOS!

-E você prefere confiar na sua criada do que no seu amigo?! – Ele gritou de volta fazendo o homem recuar um pouco.

-ENTÃO QUEM FOI?! Me diga quem foi que... roubou... – Morwyn se acalmou enquanto implorava.

-Yuheim! – Awil o respondeu. – Não acha que ela estava se comportando de forma estranha, desde que viu a pedra?

-Minha esposa? Mas... porque? – O mais alto largou a espada confuso.

-Agora que perguntou, eu a vi saindo da casa do coronel ontem a noite, talvez tenha um caso com ele e tenha entregado a pedra para que ambos possam fugir com o dinheiro! – Ele continuou falando, vendo seu amigo cerrar o punho de raiva.

-Então ela estava indo para a casa do coronel? Ela me disse que ia visitar a mãe... entendo... foi Yuheim... aquela desgraçada! – Morwyn xingou a mulher disferindo um soco fraco ao chão. – A criada foi escolhida por ela... realmente, tudo faz sentido. Desculpe por duvidar de você Awil.

-Está tudo bem, pode confiar em mim. Nós somos amigos, não somos? – A conversa foi interrompida pelo barulho de algo caindo no chão.

Um bolso rasgado pelo golpe dado com a espada anteriormente, uma grande pedra vermelha e bem polida quicando no chão, Awil por fim expressou pânico, enquanto seu amigo encarava a pedra com os olhos arregalados. O mais baixo agarrou a pedra e saiu correndo enquanto Morwyn que ele havia tentado enganar pegou do chão sua espada e correu na direção dele com a lâmina em mãos.

-DESGRAÇADO! EU ACREDITEI EM VOCÊ! – O homem que corria atrás gritou enquanto agitava de um lado para o outro a arma que segurava.

-Se não tivesse rasgado meu bolso continuaria acreditando. – Awil continuou correndo, atiçando mais ainda a raiva daquele que o perseguia.

Correram e correram, nenhum dos dois estava disposto a se cansar, a joia que aquele trapaceiro havia roubado tinha um valor excepcional, ao ponto de dar ao homem mais pobre uma vida inteira sem dificuldades. Enquanto ambos se aproximavam da ponte que cruzava o rio que abastecia grande parte da água da cidade Awil sorriu, guardou a pedra no outro bolso e gritou:

-Manak!! Agora!!! – Em questão de segundos Morwyn pôde entender o porquê do grito, quando diversos cavaleiros cobriram ambo os lados da ponte o encurralando ali e todas as espadas foram direcionadas ao pescoço do homem que fora enganado.

-Muito bem Awil. – Um outro homem com roupas que deveriam custar mais do que uma grande casa agradeceu enquanto se aproximava. – Esse é o ladrão.

-Lorde Manak? – Morwyn entrou em pânico, estava diante do verdadeiro dono da pedra e também, do nobre mais rico entre todos os nobres de Remmindorf.

-Morwyn, não é? Pertence a uma família de nobres fracassada e chegou ao ponto de roubar uma joia minha para recuperar sua fortuna. – Manak exclamou enquanto sacava sua própria espada e se aproximava dele. Awil aproveitou a distração de todos e tentou se espreitar para sair dali.

-Está com ele!!! – Morwyn gritou. – A pedra está com Awil!

-Comigo?! Quão ridículo você consegue ser? – O trapaceiro suou frio, mas o sorriso falso ainda estava lá.

-Se não me escutarem ele vai fugir com a pedra! Lorde Manak, não deixe que ele engane você também! – O homem alertou o nobre e o mesmo por fim direcionou o olhar para Awil.

-Não confie nele vossa excelência, é um ladrão! – O sorriso forçado não se desfez.

-Não se preocupe Awil, vamos apenas te revistar por precaução. – O lorde caminhou até o trapaceiro que ao notar que já não havia mais como sair com a pedra impune, bufou e saiu correndo.

Foi seguido pelos guardas, mas as armaduras pesadas e o fato de que eles passaram suas vidas apenas protegendo a mansão de Manak os impediam de acompanhar o ritmo de alguém que conhecia tão bem aquela cidade, um nobre que foi expulso da família após dormir com uma das esposas prometidas para um outro nobre de classe superior, a mulher foi executada e Awil perdeu seu título de nobreza, mas ele não se importou nem um pouco.

Se tornou famoso na cidade de Remmindorf por ser considerado um deus em jogos de sorte, mas a verdade era triste, dados viciados, cartas nas mangas e mais um monte de truques eram o segredo de sua sorte, ele era na verdade um ilusionista, que se aproveitava dos olhos cansados de seu adversário para roubar o seu dinheiro, dormir com sua mulher ou qualquer outra coisa que ele pudesse conseguir. Sim, Awil sempre foi um trapaceiro do pior tipo, desde pequeno quando vivia roubando coisas de seus amigos e incriminando os mesmos por suas próprias ações. A ironia do seu nome significar sinceridade era tanta, que as vezes seus pais se perguntavam se ele fazia de propósito por não gostar do nome.

Após despistar todos os guardas que corriam atrás de si, Awil correu para os estábulos próximos à entrada da cidade, lá ficavam os cavalos de vários viajantes que não tinham onde deixar seus animais enquanto dormiam em pousadas ou tavernas. Roubar um deles e fugir da cidade era a melhor escolha possível, ficar na cidade em que o homem mais influente quer sua cabeça era perigoso demais para alguém relaxado como ele. Por mais que o desejo de passar mais uma noite com Yuheim fosse grande, ele valorizava mais a sua vida do que qualquer coisa.

-Certo. – Ele murmurou enquanto se aproximava da fechadura do portão dos estábulos.

Dois pedaços finos e cilíndricos de ferro foram tirados de seu bolso e mais uma vez a trapaça começou. O barulho do portão destrancando foi música para seus ouvidos e logo ele abriu a porta e correu para dentro, enquanto caminhava naquela escuridão sem poder confiar em seus olhos Awil pôde sentir a respiração de um grande animal ao seu lado, crente de que era um cavalo ele se aproximou e tateou o queixo da criatura a procura das rédeas, mas não encontrou nenhuma, ao invés disso sentiu um pelo fofo que nunca havia sentido antes.

Subiu mais um pouco e encontrou um focinho parecido com o de um porco, que estranha criatura seria aquela? Subiu mais um pouco e sentiu enormes orelhas, mas isso durou pouco até um som estranho semelhante a um grito ser emitido pela boca do monstro e o mesmo avançasse em cima dele, destruindo a pequena porta de madeira de seu estábulo e o prendendo contra o chão com suas patas que mais pareciam fortes mãos humanas segurando seus ombros.

-Por favor... é um demônio? Afaste-o de mim! – Ele implorou aos céus, mas não obteve resposta. – Eu vou me redimir! Por favor me salve! – Ele gritou novamente, mesmo sabendo que não conseguiria cumprir essa promessa.

-Ora, Gamma, porque está em cima dessa pessoa? – Uma voz tranquila veio da entrada dos estábulos e quando olhou naquela direção, Awil pôde ver.

Iluminados pela luz de um lampião aceso, uma jovem e bela garota com cabelos vermelhos, a imagem do fogo aconchegante de uma lareira acesa veio em sua mente apenas em olhar para aqueles fios rubros. Uma velha senhora, com uma postura forte e por mais inusitado que fosse sua presença emanava energia. Um homem alto com uma barba longa, seus olhos calmos diziam por si só que ele não era apenas um mendigo, mesmo que estivesse vestido como um. E por fim, uma mulher com um corpo atraente, vestida com roupas aparentemente estrangeiras que diferente das roupas femininas que ele estava acostumado a ver, deixavam muito de seu corpo à mostra.

Quando olhou novamente para o "demônio" que o segurava viu que se tratava de um morcego com um rosto incrivelmente inocente e que o mesmo ao ouvir a voz da garota de cabelos de fogo caminhou até ela e abaixou a cabeça esperando pelo carinho que foi dado de imediato. Aqueles cabelos... sim, ela era sem dúvidas uma Croslomird e ao se dar conta disso Awil não pôde deixar de pensar: “Eles não são tão raros quanto eu pensava, mesmo depois do que houve”.

-É um prazer, meu nome é Emily C. Darknife. – A garota falou com um olhar alegre.

-Foi você quem arrombou a porta? Isso é contra a lei, sabia? – A velha arqueou uma sobrancelha irritada.

-Calma, calma, senhora Yadawera, devo lembra-la de que seu trabalho atual não possui relação alguma com prender ladrões? – O homem barbudo falou tranquilamente com uma voz rouca.

-Só eu não sabia desse “C” no nome da Emmy? – A mulher com roupas estranhas perguntou de forma curiosa.

-Croslomird, não é? – Awil se manifestou após se levantar e tirar a poeira das roupas. – Emily Croslomird Darknife.

-Sim... isso mesmo. – A ruiva respondeu posicionando levemente a mão no cabo de uma adaga, um ato simples, mas que poderia ser notado por qualquer um, era uma ameaça. – E você? Quem é?

-Delford, sou um camponês. – Foi a resposta do trapaceiro. – Estava cansado da minha vida monótona e como não tinha dinheiro para comprar um cavalo acabei tentando roubar um, por favor poupem minha vida. – Fingiu arrependimento.

-Ele diz a verdade Gaulard? – Emily perguntou ao homem vestido de mendigo.

-Está suado, correu muito antes de chegar aqui, a porta foi arrombada cuidadosamente por alguém que tem experiência em fazer isso, as roupas são novas e não tem remendas. Ele mente. – Foi a resposta do tal Gaulard.

-Ora, então ele se atreve a dar uma resposta não sincera para a Emily? – A velha denominada Yadawera estralou os dedos de forma ameaçadora.

-Homens mentirosos eram queimados vivos de onde eu venho. – A mulher de roupas estranhas sorriu de forma sádica.

-Não se precipite Nysmana, não vamos queimar ninguém vivo, por enquanto. – Emily direcionou a Awil um olhar ameaçador. – Agora, se valoriza sua vida, diga quem é e porque está aqui.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
O que acharam do Awil?
Quem são essas pessoas com a Emily?
Porquê ela começou a agir de forma ameaçadora quando Awil soube que ela era uma Croslomird?
O que é um Croslomird? Onde vivem? O que comem?
Hoje, no globo repórter.

Bye~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...