História Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 16


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dimensões, Fantasia, Interativa, Originais, Original, Poderes, Portal
Exibições 35
Palavras 2.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Atenção, o capítulo a seguir será extremamente confuso, pelo menos no começo.
Escrevi ele em cima da hora então me perdoem se tiver erros ou se não ficou tão bem escrito.
Se eu conseguir postar hoje, acredite, foi por muito pouco.
Mas os próximos provavelmente vão ser mais rápidos.

Enfim, Boa Leitura!

Capítulo 16 - XVI - A Prisão dos Pesadelos


Fanfic / Fanfiction Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 16 - XVI - A Prisão dos Pesadelos

Matt caminhava na escuridão, estava acabado, seu cansaço o havia consumido por completo, estava cansado de tanto correr... correr! Mas afinal, porque ele corria? Havia se esquecido completamente do motivo. Não fazia sentido, porque correr tanto quando no fim acabaria no mesmo lugar? Sim, nada ali fazia sentido. Onde estava afinal? Se esforçou para tentar lembrar da última coisa que havia feito, sim... ele tinha ligado para uma ambulância após dar um jeito no sangramento da ferida de seu professor, os dois, tanto sua tia quanto William Cliff foram levados para o hospital.

Porém, nada disso explicava o lugar escuro no qual ele se encontrava. O que veio depois? Sim, depois que eles foram levados ele tomou um copo de água para se acalmar e então um sono intenso surgiu, um sono incontrolavelmente absurdo. Então isso tudo era um sonho? Sim, agora tudo fazia sentido... sentido... o que fazia sentido? Ele tinha acabado de chegar em uma conclusão? Qual era? Havia se esquecido completamente. Não fazia sentido, como chegar a uma conclusão em um lugar tão absurdo? Sim, nada fazia sentido.

Depois de alguns segundos, ou talvez alguns anos, ele não sabia, havia perdido a noção de quanto tempo continuou com aquele conflito interno já que sempre acabava com a mesma conclusão: Nada fazia sentido. Um choro de criança o atraiu, a escuridão que o cercava se moldou e logo se tornou um corredor familiar, ou será que era um corredor todo esse tempo? Porque ele estava se perguntando isso? Sim, ele sempre esteve em um corredor, não conseguia se lembrar de nenhum outro lugar. O choro foi ficando cada vez mais alto conforme Matt avançava.

Uma porta entreaberta surgiu repentinamente no momento que ele tocou uma das paredes... surgiu? O que surgiu? A porta esteve lá o tempo todo, sempre que tentava se lembrar de segundos atrás, ele via nitidamente a porta do seu lado. Sacudiu a cabeça, estava cansado de tanto se esforçar para pensar... se esforçar? Mas ele nem se quer tinha pensado sobre alguma coisa. Tocou a porta e a empurrou abrindo-a por completo e vendo o pequeno menino responsável pelo choro.

-Está tudo bem? – Matt perguntou, mas quando olhou melhor o menino, percebeu que ele era idêntico ao menino que aparecia nos quadros de família.

Aquele garoto era Matthew Knight aos seus sete anos de idade, mas se o garoto era Matthew quem era ele? Afinal ele passou todo aquele tempo acreditando ser Matthew Knight, mas estar na frente de si mesmo era impossível, então quem era ele? As lembranças que tinha eram falsas? Ele era um experimento secreto do governo? Governo? O que o governo tinha a ver com isso? Realmente, o governo deveria providenciar um pouco de sentido para essa cidade, porque até agora, ele não o encontrou em lugar nenhum. Ao notar que o garoto a sua frente ainda chorava ele decidiu se aproximar, não reconhecia o garoto, mas o mesmo não parecia uma ameaça.

-Porque você está chorando? – Matt perguntou tentando ser simpático.

-Meu gatinho... meu gatinho... – Foi tudo o que ele conseguiu discernir entre os soluços incessáveis do pequeno.

-O que houve com seu gatinho? – O jovem de cabelos escuros perguntou enquanto afagava os cabelos escuros do pequenino com a intenção de acalmá-lo.

Como resposta, o pequeno apenas apontou para uma caixa vermelha presa com uma fita preta, como um presente, oh, tão adorável... ele estava chorando de emoção por ter ganhado um gatinho? Sim, Matthew se lembrava de ter chorado também quando ganhou o Jimmy. Aliviado e um pouco alegre Matt voltou o rosto para o garoto e tentou tocá-lo, mas quando o contato aconteceu ele sentiu como se tivessem trocado de lugar, agora era ele quem chorava desesperadamente sem motivo algum, não tinha ninguém na sala, ninguém além dele e daquela caixa. Matt respirou fundo tentando se acalmar, e quando conseguiu foi até a caixa, abrindo-a e se deparando com Jimmy, inexpressivo, coberto de sangue.

Gritou, se afastou rapidamente, sentindo uma dor horrível no peito seguida do refluxo pela visão que teve. E então voltou a chorar, e chorar e chorar sem parar. Chorou alto, com todas as forças que tinha, e então uma voz estranha de um homem também estranho surgiu.

-Está tudo bem? – Perguntou o homem de cabelos escuros e uma barba malfeita. Seu rosto era familiar de alguma forma.

Matthew o ignorou, não conseguia parar de chorar, nem se fosse para responde-lo. A dor de ver Jimmy naquele estado seria imensa, mas de alguma forma era como se essa dor estivesse sendo ampliada para fazê-lo sofrer ainda mais.

-Porque está chorando? – O homem insistiu em falar com ele.

-Meu gatinho... meu gatinho... – Foi tudo o que conseguiu falar entre soluços.

-O que houve com seu gatinho? – Perguntou o homem, aparentemente preocupado.

Sem saber o que responder, ele apenas apontou em direção a caixa que agora estava com o laço atado novamente, o homem ficou um tempo em silêncio e depois se voltou para ele com um sorriso alegre, ele se aproximou lentamente e tentou tocá-lo, Matt não recuou, não tinha forças para isso, mas quando sentiu a palma tocando a si mesmo ele desapareceu. Agora estava em outro lugar. Outro lugar? Ele sempre esteve ali, não se lembrava de nenhum outro lugar. Sua cabeça doía incondicionalmente, o que estava acontecendo? Uma risada então surgiu, era a risada de uma criança, uma menina para ser mais exato, e de alguma forma aquela voz lhe era familiar.

-Está confuso? – A voz perguntou e toda a escuridão se tornou um imenso chão e céu brancos.

-Sim... – Matt respondeu, procurando com os olhos a pessoa com quem falava.

-Bom, eu cansei de brincar com você. Já fazem dois dias e eu estou sem ideias de como te torturar. – Ele a viu, uma garota pequena que vestia uma capa de chuva vermelha.

-Torturar? – Ele pareceu confuso.

-Sim, não se lembra? Você viu sua tia e seu melhor amigo sendo decapitados umas dez vezes seguidas, sua expressão foi tão engraçada que eu tive que fazer você esquecer e repetir o acontecido. Depois eu e você brincamos de pega-pega, mas você é muito bom no pega-pega, correu durante quinze horas seguidas! Eu não consegui te alcançar. – Conforme a garota ia falando Matt ia se lembrando de tudo, do quanto ficou confuso, das chances de isso ser um sonho, de Nick e Agatha sendo decapitados pela lâmina da guilhotina, tudo.

-O-o que está... acontecendo? – Ele tapou os ouvidos, tinha vontade de chorar, mas não tinha forças e sabia que se tentasse gritar nenhum som sairia.

-Se quiser culpar alguém, culpe Ravaror, se ele não tivesse se intrometido você não estaria aqui. – Respondeu com um sorriso calmo.

-Quem diabos é Ravaror? Porque eu estou aqui? – Matt já não compreendia mais nada.

-Está aqui porque viu mais do que devia e não posso deixar que interfira no nosso plano, visto que você não sabe quem é Ravaror seria desvantajoso para mim explicar quem é, já que o problema é justamente as coisas que você já sabe.

-Você... foi você quem atirou a flecha no Cliff!

-Bingo! Exatamente por saber disso é que você está aqui. – Uma risada aguda e assustadora ecoou pela sala branca.

-E o que esse Ravaror tem a ver com isso? – Perguntou ainda confuso, mas a garota fez um “x” com os dedos na frente de seus próprios lábios, indicando que não podia falar.

-Enfim, o fato é: Nós precisamos de você, mas existe o risco de você arruinar tudo, enquanto os superiores pensavam em alguma coisa eu decidi dar um jeito de te “silenciar por um tempo” então se quiser voltar a acordar algum dia vai ter que seguir as minhas instruções.

(...)

-Há quanto tempo tem esse anel? – Abraham perguntou curioso.

-Desde que Emily me deu por causa do meu acordo com ela. – Nick respondeu de forma tranquila.

-Hmmm, e que acordo era esse? – Novamente, mais uma pergunta.

-Eu deveria divertir ela enquanto estava aqui enquanto ela me ensinava a acreditar em magia. – A resposta foi mais rápida do que o comum.

-E funcionou?

-Não subestime minha melhor amiga. – Nick falou com um sorriso, como se fosse óbvia a resposta. – Mas, sabe... uma vez eu perdi o anel... ele simplesmente desapareceu, por uns quatro dias e depois apareceu no portão da minha casa... foi estranho.

-Espera, voltando a investigação! Na aula do Cliff sobre a fundação da escola ele disse que Cecilia era prometida a um duque inglês, mas ele morreu antes dos dois se casarem oficialmente e por isso ela permaneceu com o nome de solteira, correto?

-Sim. – O garoto de olhos verdes assentiu, um pouco surpreso pela mudança de assunto repentina.

-Mas se o sobrenome desse duque era mesmo Morrow porque quando eu pesquisei na internet os únicos resultados que encontrei foram de uma família local da cidade? Não faz sentido, primeiro que deveria ter aparecido esse tal duque entre os resultados, segundo que a família é originalmente daqui, não da Inglaterra. – Abraham afirmou, fazendo Nickollas perceber que realmente, não se encaixava nem um pouco.

-Mas eu me lembro perfeitamente dele dizendo esse nome, não tive tempo ontem de procurar nas minhas memórias, mas hoje cedo quando você me mostrou as anotações eu assisti a aula novamente e com certeza era esse nome!

-Não entendi nada, você não teve aula do Cliff hoje... – Al parecia confuso. – Mas nós confirmamos nos nossos cadernos e em ambos, esse nome fora anotado. Eu não achei familiar a princípio, mas não presto muita atenção quando estou copiando.

-Então a história da santa Cecilia, que transformou o convento onde foi criada no melhor colégio que o país tinha na época, história essa que é contada até hoje pelos professores... está errada? – Nick perguntou.

-Talvez não completamente, mas pelo menos algo de errado, tem. – Abraham o corrigiu, tendo certeza de anotar todo o progresso em seu pequeno caderno. – Sem contar que na internet também não encontrei nenhuma relação com a Cecilia.

-Bom, porque não perguntamos ao Cliff? Talvez ele possa explicar. – Nick sugeriu, vendo o amigo assentir.

-Vamos fazer isso depois da aula? – Al perguntou.

-Não, eu vou ver o Matt depois da aula, ele faltou dois dias seguidos e a tia dele tinha sumido... estou preocupado... mas é melhor alguém ver isso logo, só semana que vem vamos poder voltar a investigar.

-Certo, então eu cuido disso, pode ir ver o seu amigo. Te ligo depois para falar se consegui algo útil. – Abraham sorriu.

(...)

Miguel estava segurando o aparelho confuso, não entendia como aquilo poderia ajudar, e muito menos como fora parar naquela situação... de alguma forma inexplicável, uma das pessoas que Cliff conseguiu convencer de ajudar com o trabalho de guiar os alunos pela trilha e monitorar para que ninguém se perca, simplesmente desapareceu. Haviam inclusive alguns boatos de que ele foi assassinado, justo agora! Quatro dias antes do passeio! “E quem vai ter que substituir o garoto, mesmo sem nunca ter visitado as ruínas de Wollatrop? Isso mesmo! Eu! ” Miguel pensou consigo mesmo, arrependido. Talvez se ele apenas tivesse admitido que foi ele quem deu o soco no ‘irmão’, passaria por menos problemas do que estava passando.

-Você entendeu, não é? – Cliff perguntou enquanto anotava com cuidado alguns papéis.

-Seis grupos de cinco pessoas, quatro desses cinco são alunos e um é o guia, o primeiro grupo vai subir a trilha na frente o segundo vai esperar dez minutos e vai subir também e de dez em dez minutos um grupo subirá a trilha para facilitar a monitoração e garantir que ninguém se perca. – Miguel explicou como resposta.

-Muito bem, e se alguém sair da trilha, o que você como guia deve fazer? – William não parecia completamente convencido de que o garoto a sua frente tinha mesmo entendido a tarefa.

-Devo pedir para os outros esperarem o grupo seguinte enquanto vou atrás da pessoa, quando encontrar, eu devo retornar a trilha com ela e caso eu não encontre o caminho de volta usarei esse GPS que me mostra em que direção o seu celular está. Correto? – O Jepsen aguardou a resposta do professor enquanto segurava o aparelho que lhe fora dado.

-Correto. – Foi tudo o que o mais velho disse.

-Ué, que estranho...

-O que foi? – Cliff o encarou confuso.

-Nunca reparei que o senhor tinha essa tatuagem de “S” na mão...


Notas Finais


Well Well, eu sei, eu sei, "Nós não estamos entendendo nada"
A verdade é que a história está um pouco corrida já que eu enrolei demais em uma semana só.
Mas depois do passeio vai dar tempo de explicar, ok? Calma.
O capítulo tem acontecimentos importantes e alguns detalhes para que seja possível entender melhor os próximos capítulos, eu deveria ter dedicado o capítulo a investigação novamente, mas o que está acontecendo ao matt é extremamente importante então acabei só citando a conclusão na qual eles chegaram.
Muita calma ao tirar conclusões quanto ao Cliff, só digo uma coisa: Nem tudo é o que parece ser.

Por fim, gostaria de fazer uma pergunta a vocês meus leitores, para o futuro da fanfic.
Vocês preferem capítulos focando no que está acontecendo com os estudantes (O que pode acabar sendo meio sem graça as vezes) Ou preferem os capítulos focando na fantasia, tipo os capítulos acompanhando a Emily?
Em resumo, o que vocês mais querem que eu resolva primeiro: As dúvidas sobre esses personagens novos, sobre a Emily e sobre o portal, ou o desenvolvimento das relações entre os personagens?


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