História Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dimensões, Fantasia, Interativa, Originais, Original, Poderes, Portal
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yoyo, ah! Eu to ficando muito ocupado com algumas coisas ultimamente Então é possível que eu dê uma pausa com a fic. Não agora, claro. Se eu parar, deve ser no mínimo depois de postar o próximo. Tá tudo bem com vocês? Comigo tá tudo ótimo, espero que estejam bem também ^^

Capítulo 23 - XXI - O Contato Com o Portal


A ruiva estava acorrentada, suas feridas ardiam como se estivessem queimando e o olhar dela ainda era de desespero. Seu irmão mais velho a encarava com um sorriso de desprezo enquanto um loiro girava seu machado na mão e a pequena garota com a capa de huva, brincava, correndo pela sala. O barulho dos carros que passavam lá fora era o único som constante no lugar. Emily tentou mais uma vez falar alguma coisa, mas a fita em sua boca não a ajudava.

-Senhor Edward... por favor, me deixe matar ela! – Amalgomek insistiu levantando-se com o machado.

-Não toque-a. – Foi tudo o que ele disse. Vendo o loiro lhe direcionar um olhar frustrado.

-Realmente, deste lado do portal é perigoso! – A pequenina explicou. – Além do mais a culpa não é dela de você ter falhado miseravelmente na missão de pegar a chave e acabou dando trabalho para mim! Pare de descontar sua raiva em tudo o que você vê pela frente!

-Não é como se eu tivesse perdido para eles! Droga! Você é tão irritante quanto Millea! – O loiro gritou.

-Amalgomek. Lembra do que eu te disse sobre esse tipo de comportamento? – O ruivo arqueou uma sobrancelha.

-“Manter seu orgulho, mesmo depois de cometer um erro te impedirá de corrigi-lo... ” não é? – Ele voltou a se sentar. – Me perdoe senhor.

-E então? Não podemos matá-la, mas também não podemos deixa-la viva ou ela pode dar problemas... – A garotinha começou a cutucar a face de Emily com um graveto. – Já sei! Vou cortar as pernas dela!

-Não. – Eddie falou sem pensar, fazendo ambos olharem para ele.

-O que foi tiozinho? Não me diga que ainda sente afeto pela sua irmã... – A de capa de chuva apertou os olhos.

-Exatamente. – Ele caminhou lentamente até a garota acorrentada. – E é por amar a minha querida irmã mais nova... que somente eu posso decidir e aplicar uma punição a ela.

-Humpt! Que seja! Vou ignorar a minha vontade de vê-la sem pernas, afinal eu entendo como você se sente. É a mesma coisa do que dar o seu brinquedo favorito para alguém! – A garotinha se sentou também, brincando de balançar as pernas. – Espero me Millea e Asghok deem conta do trabalho.

(...)

Matt caminhava pela trilha, não se sentia cansado, apenas nervoso. As instruções da invasora de sonhos eram claras, se quisesse que sua tia continuasse viva ele teria que fazer aquilo... por isso lhe deram aquele estranho objeto prateado... “Ela chamou de chave, não foi? Mas fala sério... sem chance de isso conseguir abrir alguma porta! ” Ele pensou, lembrando-se do tamanho e peso do objeto que estava, atualmente, em sua mochila. Miguel estava cuidando de guiar aquele grupo, mas Matthew não precisava se preocupar com ele, segundo o que lhe foi dito, tudo aconteceria no seu tempo...

Uma risada familiar interrompeu os seus pensamentos. O garoto arregalou os olhos, estava tão preocupado em cumprir com a ordem que recebeu que não tinha notado a presença da garota ao seu lado. Ela parecia estranhamente familiar, e não era de um jeito bom. Ele se aproximou mais, queria ter certeza de que não a estava confundindo com outra pessoa, a jovem de cabelos escuros conversava alegremente com outra garota que também era conhecida, Manuella May... Matt continuou encarando a jovem, ignorando a presença de Manuella, até que a garota familiar finalmente virou-se em sua direção.

-ANNE?! – Ele gritou indignado.

-Ah!! Puta que pariu Matt! Não grita desse jeito! O que foi? – Anne tentou se recuperar do susto que levou, ela mal havia virado o rosto e o jovem gritou o seu nome.

-Como assim “O que foi? ” O que diabos você está fazendo aqui? – O garoto que mesmo com o clima quente usava mangas compridas parecia completamente confuso.

-Não vai dizer que você só notou que eu estou na mesma escola que vocês agora! – Ela o encarou sarcástica, mas logo a expressão se desfez. – Está falando sério?

-Sim!! Você mudou muito! Como esperava que eu fosse te reconhecer? – Matt falou como se fosse óbvio. – Espera... se você está aqui então a mensagem no quadro negro foi...

-Sim, isso mesmo. Mas isso é entre o Nickollas e eu. Ele foi avisado que eu me vingaria e isso é só o começo. – Anne sorriu de forma sádica.

-Então esse tempo todo Alice... – O jovem murmurou perplexo, direcionando um olhar irritado para a garota de olhos azuis. – Como você ficou sabendo sobre o pai dele?

-Ouvi ele contando por aí. Me pergunto se ele ficou achando que foi a loirinha... – Ela sorria cada vez mais enquanto Matt apertava os olhos e os punhos, respirando fundo para se acalmar. – Ah, esse é o amigo do Nickollas. – Ela direcionou o olhar para a garota que até então estava sendo mantida de fora da conversa. – Só não falo que é o meu ex por que tenho tantos que ia te confundir.

-Ah, eu já conheço. – Manuella murmurou de braços cruzados.

-Eu não acredito nisso... – O jovem afundou as mãos no cabelo castanho-escuro com uma expressão arrependida. – Eu fiquei tão irritado com Alice! Ela não deve ter entendido nada... ainda por cima falei para ela ficar longe do Nick! Eu deveria ter notado!

-Eu só vou falar uma coisa. – Manuella interrompeu o garoto que falava consigo mesmo. – Mantenha o seu amigo longe da Alice, eu não sei quantas caíram no papinho dele, mas eu não vou deixar ele encostar um dedo nela.

-O que?! Olha, eu sei que o Nick pode passar dos limites as vezes e que ele brincava com os sentimentos de algumas garotas, mas eu posso falar isso, ele é o meu melhor amigo. Que direito você tem de falar mal dele sem conhece-lo? – Matt o defendeu, mesmo que não fosse da melhor maneira. – Além do mais, Nick me prometeu que não brincaria com Alice e ele nunca quebraria uma promessa comigo!

-Acha mesmo que eu vou arriscar? Se eu der mole Alice vai acabar sendo usada! Como Chloe! – Ela falou irritada e Matt que antes demonstrava seu ar vívido de sempre, ficou sério.

-Não fale do que você não sabe. – Foi tudo o que ele disse.

O silêncio se instalou entre os dois, tornando possível ouvir apenas o canto estranho de aves que não eram conhecidas, o quebrar de galhos e folhas secas conforme todos iam avançando na trilha e os outros dois garotos do grupo que conversavam sobre assuntos aleatórios. Manu e Matt eram os últimos da fila de seis pessoas, Anne ficava entre eles e os garotos, e Miguel que guiava a todos, ia na frente olhando para trás de vez em quando para se certificar de que estavam todos lá.
Repentinamente, Anne parou de andar, observando surpresa a floresta.

-O que foi? – Manu perguntou.

-Minha irmã... – Ela falou ainda surpresa. – Eu a vi correndo perto daquele riacho...

-Você deve estar alucinando, como ela estaria aqui? – Matt arqueou uma sobrancelha.

-Ainda estou sóbria, entendeu? E ela está desaparecida já tem um tempo... – Anne murmurou irritada começando a sair da trilha.

-Achei que você não gostasse dela. – Ele a interrompeu.

-O que me irrita é o jeito que meus pais idolatram ela, odeio admitir, mas a nanica não tem culpa. – A garota falou entrando na mata de uma vez por todas, mas é claro que a conversa chamou a atenção do guia que ao se virar deparou-se com a cena da garota entrando na selva.

-Ei, não é para sair da trilha! – Miguel gritou tentando fazê-la voltar, mas a garota o ignorou. – Anne! Ah, eu não acredito nisso... – Ele ficou parado por mais um tempo, desacreditando no que teria que fazer. – Certo. Fiquem aqui e esperem o próximo grupo... eu vou atrás dela. Aconteça o que acontecer... não saiam da trilha.

E com isso Miguel também deixou o grupo de alunos, que agora não possuía mais nenhum supervisor. “É agora! ” Matthew pensou, procurando ao redor a arvore que lhe foi descrita. Com o tronco branco como a neve e as folhas de um tom de verde azulado, ela claramente se distinguia com facilidade das outras árvores cuja a madeira era escura e as folhas nesta época do ano possuíam um tom alaranjado. Matt se certificou de que os outros não estavam olhando para ele antes de correr em direção à arvore, foi complicado, teve que tomar muito cuidado para não tropeçar em nenhuma raiz.

Porém, antes que ele pudesse alcançar o tronco branco, o som de algo tombando no chão, junto de um gemido de dor o impediram de continuar. Ele se virou assustado, vendo Manuella caída em meio as folhas alaranjadas, seu pé tinha enganchado em uma das raízes que saía para fora do solo. Ele olhou diversas vezes para a árvore e para a garota, bufando logo em seguida e caminhando até ela para ajudá-la.

-O que está fazendo aqui? – Ele perguntou enquanto a levantava.

-O que? Você simplesmente saiu correndo. No que está pensando? – Manu murmurou irritada.

-Volte para a trilha. Eu tenho que fazer algo aqui. – Matt explicou e a jovem logo fez uma careta.

-Precisa ir ao banheiro? – Ela perguntou assustada.

-Não! – O jovem negou rapidamente, mas logo se deu conta de que tinha desperdiçado uma ótima desculpa.

-Então o que?? – Manuella cruzou os braços.

-Ah... então... na verdade... – Sua cabeça começou a pensar em uma nova desculpa a toda velocidade. – Eu sou uma pessoa que gosta muito de... Árvores!

-Como assim? – Ela arqueou uma sobrancelha.

-Eu amo árvores! E sei tudo sobre elas! E essa arvore aqui é de uma espécie, muito, muito rara. Então eu vim pegar algumas folhas para levar de lembrança! – Matt apontou para a arvore branca enquanto falava.

(...)

Nick caminhava com as mãos no bolso. Já fazia um bom tempo desde que seu grupo tinha saído e de todas as pessoas, por que com ela? Alice Carter caminhava ao seu lado, de forma tímida. Nenhuma palavra tinha sido trocada entre eles e mesmo com a presença dela ali o jovem cumpriria com seu objetivo. Afinal, Abraham contava com ele. O guia de seu grupo era a professora de artes, Sasha Silver, e sem nenhuma ofensa, ela claramente não estava qualificada para aquilo. Os outros três alunos do grupo estavam tratando de ajudar ela a não se perder sozinha e isso tornava o trabalho de Nickollas bem mais simples.

Ele se desviou da trilha lentamente e tirou de sua mochila um barbante. Depois de desenrolar um pouco a ponta, Nick se aproximou de um dos troncos e o amarrou com a corda. A madeira que era escura destacava bem a cor branca do barbante. Depois daquilo, o jovem foi enrolando o fio em ouras árvores, e aos poucos foi caminhando para dentro da floresta. Alice encarava tudo confusa. Ela queria perguntar o porquê de ele estar irritado com ela, mas tinha medo de que ele o respondesse da mesma maneira que Matt... “Não se faça de boba! ” Aquelas palavras ainda doíam...

A loira espantou os pensamentos, Nick já tinha adentrado a selva e os outros já estavam muito à frente para alcança-los. Ela teria que escolher um dos dois, e estranhamente, preferiu ir atrás do amigo que misteriosamente começou a odiá-la, mesmo que adentrar a floresta fosse perigoso e a garota não fosse a fã número um de ficar em perigo “Deve ser porque quero devolver o relógio” ela pensou, sim, não haviam outros motivos, haviam? E assim ela começou a caminhar, seguindo o fio branco entre as arvores e folhas que se soltavam para serem carregadas pelo vento.

(...)

-E então, porque você odeia o Nick? – Abraham perguntou.

-É uma longa história. – Mateus bufou. – No começo só não ia com a cara dele.

-Então porque falou para a Manu que ele fica com várias garotas ao mesmo tempo? – O jovem cruzou os braços.

-Porque é o que eu sei sobre Nickollas Bowie. – Ele murmurou.

-Como assim? – Al arqueou uma sobrancelha.

-Ele estudava na mesma escola que a minha prima e ela gostava dele, então sempre que ela voltava do colégio ficava conversando comigo sobre o idiota. – Mateus explicou.

-Você já não disse ser ciumento em relação a sua prima? Não vai me dizer que só falou aquilo por ciúmes. – Ele perguntou.

-Não, eu vou te dar um exemplo do que acontecia. Ela vinha desesperada dizendo que ele tinha começado a namorar com uma garota e que tinha visto os dois se beijando não sei aonde. E então, no dia seguinte ela vinha desesperada dizendo que ele tinha começado a namorar com uma outra garota. – Ele falou enquanto se lembrava da prima vindo lhe visitar. – E quando eu perguntava se não era a mesma ela dizia: “Não, ele só ficou com ela aquele dia” e isso aconteceu várias vezes durante o ano.

-Entendi. Bom, eu não tenho como defende-lo, não sei como ele era no passado, mas não é muito precipitado falar isso dele agora? Você sabe como eu mudei em alguns anos, ele pode ter mudado, você nem se quer lhe deu uma chance! – Abraham anunciou.

-Não é só isso. É algo pessoal também. Ele chegou a namorar com minha prima e desde então ela tinha ficado estranha, passava dias falando que tinha que ajudá-lo com algum problema e outras coisas estranhas, dois meses depois desse namoro... a escola mandou uma intimação para os meus tios, dizendo que encontraram drogas na mochila dela. – Mateus falou com desprezo. – Claro que ninguém da minha família acreditou, mesmo que estivesse estranha, ela claramente ainda era a mesma, e se tinha uma coisa que Chloe não aprovava era o uso de drogas. Meus tios decidiram fazer um exame para inocentá-la e faltando dois dias para esse tal exame... adivinha? Ela sumiu. A encontramos na manhã seguinte, foi preciso chamar uma ambulância, ela quase teve uma overdose...

-Não estou entendendo, qual a relação dele com isso tudo? – Al perguntou.

-O problema que ela tinha que ajudá-lo a resolver; o fato de quando eu fui fuçar para saber mais do assunto descobri que foi ele, o próprio namorado dela a encontrar e contar para os professores sobre as drogas na mochila dela. – Ele fez uma pausa. – Foi aí que eu descobri o nome dele, ela nunca me contaria; O fato de que ela estava extremamente calma quando meus tios receberam a intimação e quando falaram do exame ela se desesperou e de uma hora para outra consumiu tantos entorpecentes que quase morreu! Olha, se ele não estiver envolvido nisso o meu nome não é Mateus Kalifa!

-Tem razão, é bem suspeito...

(...)

-Quer se explicar? – Manuella gritou. Enquanto descia as escadas em espiral.

-Eu disse que era uma espécie rara. A culpa é sua por não ter se contentado com isso e voltado para a trilha. – Matthew murmurou irritado, ele descia na frente dela.

-Que eu saiba, não importa quão rara seja uma árvore... ELA NÃO VAI ABRIR A PASSAGEM PARA UMA ESCADA SE VOCÊ PUXAR UM GALHO PARA BAIXO! – Manu falou, indignada por não receber nenhuma explicação sobre o que estava acontecendo.

-Olha, eu preciso fazer isso, a vida da minha tia está em jogo, então vá embora antes que a sua também esteja! – Ele tentou deixa-la com medo, mas não funcionou.

-Como assim a vida da sua tia está em jogo? Ela está presa aqui embaixo? – Manuella perguntou curiosa.

-NÃO! Ela não está aqui! Quem talvez esteja aqui são os caras que sequestraram ela! – Ele continuou.

-Entendi. Então você vai pagar uma quantia em dinheiro para eles soltarem ela? – A jovem continuou com as perguntas e Matt não conseguia entender como ela estava calma, provavelmente não o estava levando à sério.

Quando finalmente terminaram de descer, encontraram com um enorme salão de pedras, o local era claramente velho, todo em ruínas. Era um vasto corredor, imenso em altura em largura e em profundidade, porém ao fim era possível ver algo estranho. Uma porta de pedra estranhamente familiar, idêntica ao sonho do garoto, porém atrás dela uma pintura em azul de um lampião se encontrava bem conservada. Com aquela visão, Matt começou a se mover sozinho, abriu a mochila e não demorou para tirar a chave de lá.

Ele caminhava em meio aquelas paredes de pedra, a cada passo dado o solo produzia um barulho estranho. Um barulho que lembrava gotas pingando de uma estalactite e ecoando por toda a caverna. Mesmo assim, o jovem prosseguiu sem medo do que poderia haver na sua frente, rochas quebradas e algumas raízes começaram a surgir espalhadas pelo lugar, trazendo um ar de segurança que o agradava em parte.

A caminhada foi longa, tão longa que pareciam ter se passado anos e não minutos. Estranhamente, quanto mais o jovem se aproximava de seu destino, melhor se sentia. A um metro de distância a porta de pedra chamava por ele, depois de mais um passo, Matt parou de andar tocando-a com a mão que ainda estava livre e acariciando cuidadosamente a superfície gelada e áspera da rocha. E então ele acordou, como quando estava sonhando, porém, desta vez não acordou de um sonho e sim do transe em que se encontrava. A mão de Manuella estava em seu ombro.

-Fale a verdade agora, o que está acontecendo? – A garota perguntou tranquilamente, sua voz soou mais doce do que o comum.

-Não posso. – Matt se manteve firme.

-Porque? – A jovem questionou.

-Eles me ameaçaram porque eu sabia demais... se eu te contar, você também vai correr perigo. – O garoto explicou.

-Se é assim, acho que a partir do momento em que eu sei sobre a árvore, já estou correndo perigo. – Manu exclamou, confusa.

Foi então que a ficha caiu. Matt já havia envolvido ela nisso. Era tarde demais para voltar atrás e já estava quase na hora de fazer a última das três coisas que lhe foram ordenadas. Levar a chave ao passeio, entrar na passagem secreta da árvore branca e abrir o portal quando fossem exatas 14:30. Faltavam um minuto. O que ele podia fazer? Depois daquilo ele tinha que esperar até que fossem busca-lo... se encontrassem-na com ele o que poderia acontecer com ela? O relógio marcou o horário combinado antes mesmo dele poder pensar em algo.

Hesitante ele levou o objeto ao portal e ao tocá-lo algo semelhante a uma chama azul se acendeu. Foi repentino e assustador. Manuella saltou de susto, não conseguia acreditar no que estava vendo. Com medo de se queimar, Matt tentou retirar a joia das chamas, mas a mesma tinha ficado presa na parede de fogo. Além disso o jovem também pôde notar que aquelas estranhas labaredas não o queimavam, pelo contrário, emanavam uma temperatura levemente fria.

Ainda assustado, porém, hipnotizado com toda aquela magia Matt arriscou afundar a própria mão nas chamas azuis do portal, a sensação foi a mesma do que afundar a mão na água, porém, fora um pouco mais confortável, Manuella tinha uma expressão assustada no rosto, não, não era medo, era pânico. Uma arvore que abria um caminho para o subterrâneo já era algo fora do comum, por isso ela exigia de Matthew uma explicação lógica para aquilo. Mas o que exatamente estava acontecendo agora? Ele estava abrindo um portal para outra dimensão ou alguma outra loucura do tipo? Imediatamente a jovem se beliscou.

-Ai! – A mesma gritou ao sentir a dor que causou em si mesma.

-O que foi?! – Matt gritou assustado, tirando a mão da porta mágica e voltando sua atenção para o real problema.

-Eu senti dor! – Ela anunciou completamente incrédula.

-Você acabou de se beliscar?! Espera, acha que isso é um sonho ou algo do tipo? – Ele perguntou surpreso.

-E, não é? Seja como for eu quero acordar logo! – Manu começou a expressar nervosismo.

-Quem dera se eu pudesse acordar e soubesse que tudo é um pesadelo, mas infelizmente, não tenho tempo para isso, em breve eles virão me buscar e se você estiver aqui, sabe-se lá o que vão fazer! – Ele a sacudiu pelos ombros como tentando acordá-la do choque.

-Como aceita isso tão facilmente?! – Ela perguntou, ainda com os olhos arregalados.

-A memória do meu amigo, loucuras da minha tia, garotinhas demoníacas invadindo meus sonhos e me torturando até se sentirem satisfeitas... é, não é a primeira vez que tenho contato com coisas sobrenaturais. – Matt falou em um tom divertido. – Agora anda logo, foge ou se esconde!

-Fugir para onde? – Manuella perguntou, mas sua fala foi cortada pelo som de passos descendo as escadas em espiral.

-Droga, eles estão aqui! – Matthew bufou assustado.

Os passos iam ficando cada vez mais altos, cada vez ecoavam mais. Suor escorria pela testa do garoto de cabelos castanhos e sem mais nenhuma outra alternativa visível. Ele agarrou a mão da garota e atravessou as chamas do portal.


Notas Finais


Sem capa dessa vez, não deu tempo de fazer nenhuma.
Espero que tenham gostado.
Por favor comentem!!

Blog: http://ptthwiki.blogspot.com.br/


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