História Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dimensões, Fantasia, Interativa, Originais, Original, Poderes, Portal
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Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por fim, finalmente, eles entraram no portal!
Ah, eu gostaria de fazer uma recomendação. (nunca faria isso, mas eu vou fazer pq é importante.) Tem um filme chamado Kimi no na wa, que pode ser assistido na net mesmo. Sério, todo mundo deveria ver esse filme. Ele é perfeito, sério, não tem nenhum filme melhor do que ele... é anime, mas sério, assistam. É muito bom.

e.e

Propaganda terminada. Vamos ao capítulo.
Dedicado à minha amiga, que faz niver hj, mesmo que a vacilona não esteja lendo tem um bom tempo e só vai descobrir que dediquei o capítulo pra ela ano que vem! Yaya <3

Capítulo 23 - XXII - Os Oito Alunos Desaparecidos


Fanfic / Fanfiction Portal To The Happiness - Interativa - Capítulo 23 - XXII - Os Oito Alunos Desaparecidos

A loira de cabelos cacheados caminhava pelos corredores do hospital com uma tesoura, sangue pingava da lâmina prateada do objeto, porém não era o sangue dela. As enfermeiras, médicos e pacientes que andavam por lá desviavam instintivamente da mesma, mesmo que não pudessem vê-la. Sem se preocupar, abriu a porta de um dos quartos, onde com uma expressão de dor e pânico, repousava William Cliff. Com a tesoura, a mulher se aproximou lentamente da bolsa de soro ligada ao braço do professor cortando-o em seguida, com o tempo, o aparelho que media os batimentos cardíacos do homem foi diminuindo aos poucos. O coração que antes estava acelerado, diminuiu tão rápido que qualquer um que o visse teria certeza de que era a última vez que o veria com vida. Mas o homem levantou bruscamente.

-DIAGRORN! – Ele gritou, mas não havia ninguém ali. – Você está aqui não está?

-Não. – A mulher respondeu.

-Imaginei. O que houve? – Cliff perguntou, levantando da cama.

-Conseguimos chegar há tempo, mas algo deu errado. Eu fui pega, e colocaram você para dormir com aquela poção bem diluída no seu soro. – Diagrorn sussurrou. Como se fosse o vento falando.

-Entendo... e a chave? – O homem continuou com perguntas.

-Desapareceu, o portal já deve ter sido despertado à essa altura. – A mulher cruzou os braços, mesmo que não pudesse ser vista. – A guardiã do outro lado é uma novata...

-Mas não tem como os alvos deles irem a Wollatrop sem mim. – Ele murmurou.

-Também pensei assim, considerando como agem, nunca arriscariam aparecer para algum deles, não aqui. Mas... e se eles tiverem um metamorfo do lado deles? Dessa forma poderiam tomar o seu lugar. – A loira sugeriu.

-Difícil. Primeiro, um metamorfo não pode se transformar em qualquer coisa ou pessoa, somente naqueles cujo a vida foi tirada pelo mesmo. Segundo, metamorfos são extremamente raros, não é como se eles fossem achar um tão fácil, ainda mais aqui! - O homem bufou.

-Difícil, mas não impossível. Você não sabe qual efeito o selo de sangue tem em um metamorfo, talvez o torne capaz de se transformar em qualquer ser, independente se foi ou não ele quem matou. E você sabe que havia uma tribo que deu origem as lendas de lobisomens, aqui deste lado. Mesmo que tenham sido dizimados, continuam sendo metamorfose nativa daqui. – Diagrorn respondeu, vendo o homem apertar os punhos. – Vamos com calma Rav, temos que ser racionais.

(...)

Sentiu-se mal, uma leve, porém profunda dor, um sofrimento que permanece marcado no peito por dias, e então viu essa dor rasgando-o em dois, não, em milhões de pedaços. Não existia mais Matthew, não existia mais corpo, era apenas sua consciência no meio do vazio. Era uma sensação estranha, mesmo sem existir ele ainda sentia a mão de Manuella segurando a sua. Foi quando aconteceu. Ele voltou a ver o seu corpo, o mesmo ia se formando novamente aos poucos enquanto a mão de Manuella ia se desmanchando como se fosse feita de areia até escapar completamente pelos dedos do rapaz.

Ele não era mais ele. Era outra pessoa. Sentia isso. Sentia-se diferente. Sentia-se livre. Sentia como se nada pudesse lhe parar. Estava em um estado completo de confusão interior, não entendia de maneira alguma aquela situação, mas aos poucos... ah! Aos poucos, sua visão lhe permitiu ver as ruas que lhe rodeavam, as casas rústicas que estavam construídas de forma tão bela e ao mesmo tempo, tão modestas em espaço e qualidade, como se apenas servir de moradia fosse o suficiente. Aos poucos, seu olfato lhe permitiu sentir o cheiro azedo do metal quente, o cheiro de algum tipo de pão sendo recém-tirado do forno a lenha. Aos poucos, o seu paladar lhe permitiu sentir pela primeira vez o gosto de um novo Oxigênio, um levemente adocicado. Sua audição, lhe permitiu ouvir as vozes e as músicas tocadas por artistas itinerantes. E por fim, seu tato lhe permitiu sentir o vento que soprava tão agradavelmente diferente do outro mundo.

Sim, não lhe restavam dúvidas. Ele estava em outro mundo.

(...)

Manuella se apoiou em uma árvore enquanto tentava se recuperar do mal-estar, era horrível, tinha acabado de sentir como se fosse rasgada em milhões de pedaços, mas aquele ar diferente tornava a função de respirar tão mais fácil e espontânea, era tão refrescante, tão satisfatório, que nem mesmo ela sabia mais se estava ou não sóbria. Onde diabos estava agora? Porque o tronco da árvore na qual estava apoiada era tão diferente dos troncos que estava acostumava a ver? “Será que me apagaram e me largaram em algum país exótico no fim do mundo? É a única explicação lógica... ” foi o que ela pensou, mas... havia mesmo alguma lógica naquilo?

(...)

A informação o guiava. Em todas as suas decisões ele consultava antes tudo o que leu a respeito do assunto, não tinha a capacidade de ser completamente original, era impossível para ele. Até mesmo para não se perder no labirinto de arvores usou a mitologia grega como sua guia, o fio que foi dado por Ariadne a Teseu antes do mesmo adentrar o labirinto. Ele já não tinha mais a função de imaginar. Foi então, enquanto pensava de maneira triste nesse fato, que avistou em pedaços algo que lembrava uma casa, apenas um pedaço da parede da frente estava intacto onde o buraco da porta se encontrava bem conservado. A cidade que foi queimada, o castelo sobre a montanha, lhe surpreendia que o lugar não fosse um ponto turístico famoso, porquê era tão pouco conhecido?

Amarrou o fio branco na árvore ao lado dele e olhou para trás satisfeito, vendo a trilha que guiaria Abraham para o local de reunião, ele era afastado, mas precisava ser, o local da floresta onde o desenho de lampião estava seria muito difícil de se encontrar, poderiam passar horas procurando, podia ser um fracasso total. Não sabiam nem qual era a forma da tal porta dos dois mundos... não tinha nada para fazer senão esperar pelo seu amigo.

O tempo passou aos poucos, sentia que estava sendo observado por alguém, aquilo o incomodava, também estava com aquele sentimento estranho por culpa de uma certa loira que lhe causava noites de insônia. Para se distrair, decidiu voltar em suas memórias. Não memórias tão nostálgicas, e sim algo bem mais recente. Talvez tentasse descobrir o motivo de ser tão odiado pelo Kalifa, porque mesmo que tenha achado seu nome familiar, já tinha procurado em várias memórias e em nenhuma delas o encontrou. Isso era raro, normalmente quando achava algo familiar a lembrança lhe vinha à cabeça no mesmo momento.

Deu de ombros. E então, fechou os olhos. Terça-feira passada, não costumava voltar para lembranças tão recentes para admirá-las, mas não é como se ele estivesse muito interessado no que ia ver. Seu eu de seis dias caminhava lado a lado com Alice e Matt, mas pararam ao notar os dois jovens de pé na frente do portão, era um casal e pareciam estar tendo uma discussão. Mesmo a um quarteirão de distância os gritos da garota podiam ser ouvidos. Naquele momento, o Nick do presente caminhou lentamente em direção aos dois, apenas buscando um pouco de entretenimento na memória sem graça.

-Já chega Anne! Pare de gritar! Você sabe muito bem o que fez para que eu terminasse com você! – O Miguel de seis dias atrás gritou e Nick arregalou os olhos.

-Anne?! – Ele murmurou boquiaberto. Como não tinha percebido isso antes? Não, não podia ser ela, era algum engano, com certeza.

E com esse pensamento ele se apressou e correu até o casal, a garota já tinha entrado na escola, mas ele não parou de segui-la. Foi realmente um trabalho difícil achar a jovem, mas quando aconteceu, não houve dúvidas. Os flashes de memórias lhe atingiram com tudo. Anne, a garota mais disputada do ensino fundamental, que estranhamente se apaixonou por Matthew de uma hora para outra. A garota que jurou vingança depois de provar do próprio veneno... então ela estava estudando com eles? O quadro negro coma a mensagem enfim fizera sentido, e pela segunda vez ele se deu conta que por culpa de Anne, o mesmo tinha feito alguém inocente sofrer...

Um som, estranho, como um estalo, um estrondo o interrompeu. E então algo como muitos sussurros embaralhados com o som de vento forte, era um barulho indescritível, a porta da casa em ruínas agora emanava algo semelhante a fogo... algo familiar. Uma imagem lhe veio à mente. Cabelos ruivos se distanciando e entrando no meio daquela estranha matéria azul, uma dor de cabeça tomou conta de si.
Aquilo era do último dia que passou com Emily, sim, tinha certeza disso. Agarrou o caderno da sua mochila, arrancou folhas, fita adesiva e uma caneta com um tanto de pressa.

Ele estava nervoso, com medo, mas não podia deixar essa chance passar. Prendeu a folha na parede escrevendo com pressa uma mensagem para o outro detetive. E então, saltou para dentro do portal. Ouvindo a voz de Al pouco antes de desaparecer. Sentiu uma dor estranha em seu corpo, o mesmo se fragmentava aos poucos, até não sobrar nem mesmo o pó, e a partir do nada foi se formando novamente. Foi doloroso, mas ele estava pensando em muitas coisas para se dar conta disso.

(...)

-Droga! Para onde ele foi? O que diabos é aquilo?! – Abraham murmurava incrédulo enquanto corria para a parede de pedra. Mateus o seguia assustado.

-Aquele era o Nickollas? – Perguntou irritado.

-Sim, e... Hey! Eu falei para você continuar na trilha! – Abraham gritou ao notar que seu amigo o estava seguindo.

-Até parece que eu ia, você entrou na floresta atrás dessa cordinha! Sou curioso, sabia? – O garoto com óculos escuros o respondeu apontando para o barbante.

-Tanto faz, se continuar, a partir de agora é por sua conta e risco. – Al disse enquanto lia o recado deixado por Nick. – Aqui, segura minha mochila.

Mateus o obedeceu por extinto, mas se arrependeu ao ver o jovem saltar para dentro das chamas azuis com tanta empolgação que parecia ir encontrar a felicidade. O Kalifa permaneceu ali, assustado, e então decidiu dar a volta na construção para socorrer seu amigo que provavelmente estava rolando no chão com o corpo em chamas, mas não havia nada lá. O jovem cogitou estar sonhando, muitas e muitas vezes. Leu o recado deixado pelo garoto que ele mais odiava “Emily está do outro lado disso, eu vou na frente” mesmo sem entender, o jovem cego de um olho bufou, indo atrás dos dois.

Alice, que estava observando a cena atrás de uma das árvores, olhava confusa para o portal, havia uma história com algo assim... uma história que era contada a ela quando a mesma era bem pequena... quem lhe contava mesmo aquela história? Como ela era mesmo? Não se lembrava. Só lembrava de uma voz doce descrevendo uma construção de pedra cujo interior era preenchido com estranhas chamas azuis...

A jovem caminhou com o olhar perdido, instintivamente, até o lugar. Naquele momento ela não controlava seu corpo, era como se houvesse um imã nas chamas azuis e ela estivesse sendo arrastada em direção a ele, a jovem demonstrava pouca resistência também, não estava tão consciente naquele momento para agir com precisão, apenas foi engolida por aquela energia mágica que envolvia os tijolos de pedra.

(...)

-Ah cara! Deveria ter uma lei que proibisse o seu ex de te perseguir quando você entra na floresta! – Anne bufou.

-Cala a boca, eu também não queria estar aqui, entendeu? Mas eu sou o guia, fui instruído para fazer isso. Só não te deixei apodrecendo perdida na floresta porque quem ia ser responsabilizado sou eu! – Miguel cruzou os braços enquanto era guiado pelo aparelho dado por Cliff.

-Bom, eu preferia apodrecer sozinha do que com você, porque é o que vai acabar acontecendo desse jeito. Você está mais perdido aqui do que um antissocial na balada. – Ela riu com a comparação.

-Isso vai me levar para o celular do Cliff, está bem? Não tem como dar... – Ele parou a fala ao ver o aparelho celular jogado no chão, pouco à frente de um arco de tijolos de pedra. Era estranho, parecia uma porta, mas não haviam indícios de parede. Uma estranha chama azul emanava entre aquela construção estranha. – O que diabos....

-Puts, eu tinha certeza que estava sóbria, mas é sério isso? Primeiro vejo a Clarie e agora esse negócio azul... eu devo ter bebido ou fumado algo que não lembro... – A jovem começou a esfregar a cabeça, como se quisesse lembrar de algo.

-Se fosse assim eu também teria que ter consumido alguma coisa! E faz um bom tempo que parei com isso! – Ele a interrompeu.

-Ah, então você está vendo também... – Anne se acalmou. – Nesse caso, eu acho que eu vou pular nesse negócio, ele está me parecendo muito tentador.

-O que? Você é louca? Nem sabemos o que é isso! – Miguel perguntou, assustado.

-Primeiro: Sim, eu sou louca. Segundo: Se ninguém experimentasse, a humanidade não seria o que é hoje! E terceiro: É melhor entrar nessa merda do que ficar perdida na floresta com um dos meus ex. – Ela explicou.

-Eu vejo duas possibilidades, ou você morre na hora, ou você vai atravessar sem sofrer danos aparentes, mas na verdade a sua estimativa de vida foi reduzida pela metade. – Ele sorriu.

-Como pode me querer morta só porque eu pulei a cerca com todo mundo? – A jovem bufou.

-Ninguém disse que te quero morta! São só as possibilidades. – Deu de ombros irônico.

-Eu vejo duas também, se eu morrer você comete suicídio junto com metade da cidade porque as pessoas que eu peguei nunca esquecem de mim e se eu atravessar e ter minha vida reduzida, vou te empurrar duas vezes nessa merda. – Não haveria um sorriso mais simpático que o dela, antes de entrar no portal.

Continua......


Notas Finais


Miguel ainda não entrou porque vai ter toda uma história com ele. Foi meio corrido? Acho que foi, mas todo mundo precisava entrar no portal nesse capítulo e ainda tinha que detalhar a sensação, lembrem dela.
Acho que a maioria já notou que algo errado não está certo, não é?
Quero teorias \o/
ASAUSYHAUSHAUSHAUHS ;-; brincadeira, não precisa fazer. Mas ia ser lecal :v

Até a próxima sexta, acho que vou demorar um pouco para parar.
Quando eu parar vou postar um jornal avisando, ok?

Acho que é só isso.

Bye~




Sério, assistam kimi no na wa...
É o melhor filme já feito pela humanidade.


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