História Portas da Alma - Capítulo 28


Escrita por: ~ e ~manucaximenes

Postado
Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Clace, Malec, Sizzy, Tid, Tmi
Exibições 159
Palavras 2.025
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leituraaaaaaaa

Capítulo 28 - Capitulo 28


Fanfic / Fanfiction Portas da Alma - Capítulo 28 - Capitulo 28

Idris - Gard.

 

Robert chegou feito um louco no quarto em que estava Isabelle, Maryse olhou um pouco surpresa pela preocupação que estava estampada no rosto de seu ex-marido. O caçador havia parado na entrada da porta como se não acreditassem em que seus olhos viam. 

—O que aconteceu com minha pequena? O que fizeram com ela? - Sussurrou. 

— Ela foi encontrada assim, tem um corte horrível no peito, perdeu muito sangue e tinha veneno de demônio no corpo, os irmãos a examinaram e disseram que logo o corpo dela se recupera, pois eles tiraram o veneno de seu organismo, porém ela não acorda, segundo eles o subconsciente dela não quer acordar. - Respondeu a mulher olhando para a filha deitada na cama. 

Isabelle estava pálida e se remexia inquieta no sono, algumas vezes dizia coisas sem sentido. 

— O que ela estava fazendo lá? Era para ela ter ficado aqui, onde estava protegida! - Disse Robert angustiado.

Maryse lançou lhe um olhar de puro ódio, que fez com que o poderoso Inquisidor desse um passo para atrás. 

— O que ela fazia lá? Você sabe muito bem o que ela fazia, ela foi procurar pelos irmãos! Coisa que você como pai, não fez! Você sabe que se nossa família hoje está destruída a culpa é sua e não estou dizendo isso porque você me traiu, isso eu poderia superar e seguir em frente, mas você cometeu a pior traição que poderia existir, você traiu seus próprios filhos, por sua causa Alec está sabe-se lá Deus onde, Jace foi torturado por aquela maldita espada e Isabelle está machucada, a culpa é sua Robert! - Gritou Maryse. 

— Minha culpa? Tudo o que fiz foi pensando no bem dos meus filhos! Se Jace não tivesse mentido, se houvesse colaborado a espada não teria o machucado, acha que fiquei feliz em o ver ser torturado? Acha que não me angustiou? - Gritou o caçador de volta. 

— Você queria que ele entregasse o próprio parabatai, entenda Robert, meus filhos são homens de bem, Jace não é como você, ele não abandonou Alec por descobrir que ele era gay, ele sim foi um homem de verdade, coisa que você não foi! 

— Eu nunca vou apoiar essa safadeza! Principalmente embaixo do meu teto! Você é a mãe dele, deveria sentir vergonha por ter um filho que gosta de homens e ainda por cima sai com um maldito submundano! Meu nome virou motivo de chacota, sinceramente eu preferia ter um filho morto, a um filho gay! - Gritou Robert descontrolado. 

Maryse abriu a boca chocada, não podia acreditar no que seus ouvidos ouviam, não era possível que o homem que amou um dia pudesse ser tão cruel com o próprio filho, aproximou-se dele e lhe desferiu um sonoro tapa no rosto. 

— Nunca mais diga uma coisa dessas, ouviu-me bem? Como pode desejar a morte de seu próprio filho? Logo você que conheceu a dor de perdeu um, como pode desejar que isso ocorra outra vez? Você é um monstro muito pior que Valentim, ele ao menos cuidou e protegeu seus os dois filhos que criou, mas você, você diz que Alec envergonhou seu nome, mas você mesmo o faz. - Disse a mulher com voz tremula. - Suma daqui Robert, me deixe cuidar das minhas crianças em paz! Você não merece os filhos que tem!

— Olhe para você, me dá pena, onde está aquela mulher decidida com quem eu casei? Virou uma sobra patética, além disso, a lei é dura, mas é a lei, Jace errou quando mentiu e teve uma lição, Isabelle por mais que me doa não deveria ter saído sem permissão e quanto aquela escória, nada sobre ele me diz respeito! 

Dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei. - Sussurrou a Maryse. - Tem razão, a lei é muito dura, mas ela deveria ser mais severa ainda com quem trai os próprios filhos. - Dizendo isso Maryse se aproximou de Robert e sem que o homem esperasse lhe deu um soco no rosto. 

Aproveitando da surpresa do ex-marido, agarrou o chicote de Isabelle que estava sobre a cama e começou a açoita-lo.

— Você está louca mulher?! - Gritou Robert tentando se desviar das chibatadas sem sucesso. 

— Louca? Não, eu disse para deixar minhas crianças em paz! 

Maryse estava fora de si, descontando em cada chibatada toda a dor, raiva, angustia e ódio que aquele homem já havia lhe feito passar, cada vez que lembrava de que seu filho em algum lugar sozinho a ira a tomava e ela aumentava os açoites, a cada vez que lembrava que Jace estava ferido em algum lugar sua mão aumentava os açoites, a cada vez que via Isabelle desacordada ela batia com mais raiva. 

A morena só parou de bater quando viu que Robert iria perder a consciência, aproximou-se dele e abaixou-se a seu lado, pegou seu rosto entre as mãos sem delicadeza alguma e pode ver que havia muitos cortes onde os açoites haviam pegado. 

— Encare isso como um, se machucar ou magoar algum dos meus filhos outra vez, eu mato você. Já percebeu agora do que sou capaz de fazer por minhas crianças e não se esqueça que sou uma caçadora tão boa quanto você! - Sibilou friamente. - Agora suma daqui e me deixe cuidar de minha filha.

Robert levantou com dificuldade, lançou um ultimo olhar de medo para Maryse e saiu apressado, a morena soltou um suspiro tremulo e voltou a se sentar ao lado de Isabelle, que se remexia inquieta na cama. 

— Mamãe está aqui meu amor, não vou deixar que te machuquem. - Sussurrou enquanto passava a mão nos cabelos negros da filha. 

Isabelle se remexeu outra vez, porém dessa vez um nome saiu de seus lábios. 

— Phoenix. 

Maryse arregalou os olhos, enquanto via a filha se debater na cama e repetir esse nome sem parar. 

                                                 * * * 

Phoenix- Apartamento de Alec.

 

 

-Ele é meu pai! –Afirma, levantando-se e colocando uma calça, fazendo Magnus fazer a mesma coisa.

-Nós desconfiamos, não temos certeza, Alexander. –Afirma, olhando-o nos olhos.

Uma coisa era Alec entender que era diferente, talvez porque essa seja uma possibilidade melhor do que está com graves problemas psiquiátricos, mas estar afastado de sua família, não tê-la por perto, estava correndo o rapaz.

Ele queria ter gritado com Magnus, ter dito que ele não poderia, simplesmente, abandonar a sua família, mas o olhar do namorado, naquele momento, era devastado, mas agora, pensando friamente, a única coisa que ele conseguia pensar era que se Magnus estava sofrendo, a sua família também estaria sofrendo.

- Como pode me afastar deles? Como a pode fazer a minha mãe sofrer? –Pergunta, com lágrimas nos olhos.

-Alexander, você tem que entender que... Eu não queria magoar ninguém, mas também não me arrependo do que fiz. –Garante negando com a cabeça.

-O que disse a minha família? –Pergunta, nervosamente.

-Jace disse. Ele disse que você estava magoado e que precisava de um tempo. –Responde calmamente.

-Magoado com o quê? –Pergunta nervoso.

-Eles pararam de te procurar, Alexander. –Responde engolindo em seco. –Enquanto eu e Jace não paramos um só segundo de tentar encontrar você, a clave mandou que as buscas parassem, alegaram que depois de três meses você estaria morto e o seu pai apoiou a decisão, como Inquisidor, ele reconheceu que eles estavam certos. –Revela, chocando Alec.

-Eles... Eles me abandonaram? –Pergunta, confuso.

-Sua mãe e irmã não, mas também não fizeram nada para lhe encontrar, ficaram imersas na dor, enquanto eu e Jace agíamos na clandestinidade, achando suspeito todo o seu desaparecimento. –Responde sincero. –Existi um traidor entre os nefelins e esse traidor quer a sua cabeça e matará quaisquer pessoas que ficarem ao seu redor. –Afirma olhando-o nos olhos. –Suspeitamos que seja o seu pai, infelizmente, pelo que ele está fazendo. Ele machucou o Jace. –Revela pesadamente.

Tudo o que estava ao redor de Alec estava desmoronando, ele não conseguia ver o seu pai como ruim, as poucas lembranças e sensações que ele tinha sobre o homem eram boas, mas Alec suspeitava que elas eram falsas, que eram da vida fictícia que Magnus lhe dera e isso o estava deixando com dor de cabeça.

-O meu pai, ele? –Pergunta, ofegando.

Imagens começam a pular na mente de Alec, fazendo-o gritar de dor.

Lembranças de sua mãe, irmã, irmão, pai, enquanto ele gritava, ele podia observar Magnus tentando ajuda-lo, mas havia pânico em seus olhos, havia algo que ele não conseguia entender.

Num segundo ele estava no quarto com Magnus, no outro ele estava em outro lugar.

Os seus braços estavam presos, a sua visão estava nublada, mas ele podia vislumbrar a figura de seu pai, cercando-o.

-Vamos ver o quanto você gosta de gritar, seu viadinho de merda. –Afirma, apunhalando o filho, várias e várias vezes.

Outras tantas imagens do pai saltavam na sua cabeça, deles quando Alec era criança, do seu treinamento e depois ofensas e olhares tortos por ele ser quem era, por amar quem ele amava.

Ofegante, Alec volta à realidade com os olhos marejados, ele entendia o fato de Magnus tê-lo protegido, ele entendia o fato dele estar desconfiado do pai, mas o seu lado emocional estava gritando, enlouquecendo-o.

-Alexander. –Chama Magnus, colocando as mãos no rosto do namorado.

-Eles usaram as pessoas que eu amo. –Murmura, balançando-se de um lado para o outro. –Izzy, minha mãe, meu pai, Max, Jace, Clary, até mesmo Simon. Eles usaram, eles me fizeram... Magnus, você. –Afirma tocando no rosto do namorado.

-Você precisa descansar, Alexander, senão... –Magnus interrompe-se, quando Jace entra no apartamento sangrando.

-Eu... Eu preciso... –Diz, desmaiando logo em seguida.

Magnus correu para ajudar Jace, colocando-o deitando no sofá, passou a sua mão sobre o peito do loiro, enquanto Alec fechava a porta e num impulso, pegara algo da bota do loiro, desenhando algo no braço do mesmo.

-Alexander. –Chama Magnus intrigado.

-O que eu fiz? –Pergunta, algo parecido com uma caneta, com uma pedra na ponta.

-Isso é uma estela, você acaba de fazer uma runa de cura no seu parabatai. –Responde suspirando.

-Estela? Runa? –Pergunta, nervosamente.

-Acalme-se. –Pedetranquilo, enquanto tudo o que Alec queria era sair correndo. –Olhe para mim. –Manda forçando o moreno a encara-lo. –Você tem muito que lembrar, querido, e pode me odiar o quanto quiser, mas saiba que eu amo você e farei o que for possível e o impossível para que seja feliz, mesmo que o que eu tenha feito possa te afastar para sempre. –Afirma e Alec nega com a cabeça.

-Eu estou com medo, assustado, irritado, confuso, revoltado, mas... Não sai de perto de mim. –Implora, agarrando a mão do homem. –Nunca. –Manda suspirando.

-Ok. –Sussurra suspirando. –Agora... Temo que a sua runa não será tudo o que ele necessite agora. –Revela encarando Jace. -Tenho que fazer alguma coisa aqui. –Revela suspirando.

-Posso te ajudar? –Pergunta, analisando a expressão pensativa de Magnus, que estala os dedos e o apartamento muda, completamente, de aparência, havia coisas que não havia anteriormente, como armários cheio de frascos, peças estranhas e um caldeirão.

-Estou contando com isso, gostosinho. –Afirma, levantando-se.

                                    * * * 

Phoenix - Desert Botanical Gardens .

 

— Já acharam Alexander Lightwood? 

Kaelie que estava de costas para o portal não viu que a figura esguia já havia chegado.

— Sabemos que está aqui, mas não conseguimos encontra-lo, aquele maldito bruxo fez um ótimo trabalho! 

— Chega de desculpas, achem logo aquele caçador! 

— Desculpe, mas eu só obedeço a minha Rainha e você está longe de se rela. - Disse Kaelie com desdém.

— Caso tenha se esquecido sua Rainha me deu carta branca, você tem que me obedecer, então, sugiro que comessem logo, arrumem um jeito de atrair aquele maldito garoto de sua toca! 

Kaelie viu a figura desaparecendo e o portal se fechando atrás de si, quando percebeu que estava sozinha deixou escapar um grito de ódio e frustração, odiava ter que obedecer à um nefilim, mas os dias de soberanias dos anjos estavam contados. 

Sem outra opção começou a fazer o ritual para invocar mais demônios e por seu plano em pratica para atrair o maldito garoto Lightwood, ou seria a sua cabeça que iria rolar.


Notas Finais


Espero que tenham, gostado!!!!!
Bjss até o próximo!!!

PS: A Maryse me vingou! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


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