História Portas da Alma - Capítulo 29


Escrita por: ~ e ~manucaximenes

Postado
Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Clace, Malec, Sizzy, Tid, Tmi
Exibições 237
Palavras 2.059
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leituraaaaaaaa

Capítulo 29 - Capitulo 29


Fanfic / Fanfiction Portas da Alma - Capítulo 29 - Capitulo 29

Phoenix- Apartamento de Magnus Bane.

 

Alec engolia em seco, todo o apartamento do namorado, havia tantos símbolos, tantas coisas novas, que o estava fascinando, enquanto Jace estava adormecido no seu quarto.

Ele encarava a lamina serafim em suas mãos, a lamina estava acesa e ele a analisava curioso, ele sabia como usa-la, de alguma forma ele sabia, mas ele não tinha familiaridade com ela.

-A sua arma é esta. –Revela Magnus, abrindo um baú. –Quando você foi levado... Eu fiquei com o seu arco e sua aljava. –Sussurra, entregando-as a Alec que sente familiaridade com as peças, tanto que ele as analisou como se nunca tivesse sido afastado delas.

O rapaz abre um enorme sorriso em direção a Magnus que o analisa com curiosidade, Alec aproxima-se dele e lhe rouba um selinho, roçando o seu nariz no dele, até que Magnus fica tenso.

-O que foi? –Pergunta confuso, olhando-o nos olhos.

-Alguém invadiu o prédio. –Responde alarmado.

Alec coloca a sua aljava nas costas, praticamente instintivamente, chamando a atenção de Magnus, que nega com a cabeça.

-Não me olhe assim, você vai precisar de ajuda. –Revela e Magnus suspira.

-Alexander, você não se lembra de nada. –Lembra, nervoso.

-Nós não temos opção. –Afirma olhando-o nos olhos. –Temos? –Pergunta, no segundo que Magnus deixa escapar algumas faíscas azuis nos seus dedos.

-Por favor. –Implora nervoso, mas no segundo seguinte ele estava jogando bolas azuis em direção ao janela e matando algumas criaturas grotescas.

-O que são isso? –Pergunta com os olhos arregalados.

-Demônios, Alexander. –Responde, saindo pela janela. –Tome cuidado. –Implora, nervoso.

Alec observa Magnus descendo as escadas de incêndio, o rapaz ouve um bater de portas e sem ao menos perceber, ele pega a lamina serafim e coloca o arco pendurado em seu ombro e sai do apartamento encontrando a porta de Mary escancarada.

No próprio corredor, Alec teve que derrubar mais de três seres grotescos, que tentavam alcança-lo de qualquer maneira, ele golpeava as criaturas com a lamina, era como se ele estivesse andando, como se estivesse respirando.

A espada ou até mesmo o seu arco eram como uma extensão do seu braço, quando Alec invadiu o apartamento de Mary, uma das criaturas rasgava o pescoço da senhora, fazendo Alec atirar uma de suas flechas na cabeça do demônio.

Alec corre em direção a Mary, amparando-a e tentando de todas as maneiras que ele conhecia estancar o sangue do pescoço da senhora, ela tentava falar, mas a cada vez que ela tentava mais se engasgava com o seu próprio sangue.

-Calma, vai ficar bem. –Afirma apertando mais a ferida, mas já era tarde demais, ela já não estava mais ali com ele.

                                        * * * 

Idris - Gard.

 

Simon andava apressado nos calcanhares do irmão do silêncio, ficara sabendo ao acaso que Isabelle havia sido ferida junto com a Consuela, logo o desespero tomou conta e o garoto fugiu da academia, precisava saber como estava sua morena, não ficaria tranquilo, enquanto não soubesse.

Quase trombou no irmão quando este parou em frente a uma porta.

É aqui que Isabelle Lightwood está, porém ela não está acordada e sua mãe a protege vorazmente.

Simon engoliu em seco, será que Maryse o deixaria ver Isabelle? Ele sabia o quanto a mais velha era super protetora com seus filhos. Bateu na porta e esperou que a morena abrisse, quando esta o fez levantou uma sobrancelha para ele surpresa.

— Simon? O que faz aqui?

— E-eu vim ver a Isabelle, precisava saber como ela está. 

— Ainda não acordou. - Disse a mulher ainda sem lhe dar passagem.

— E-eu poderia vê-la? 

-Não sei se é uma boa ideia, Simon. 

— Por favor, assim você pode descansar um pouco, eu vou cuidar dela, eu a amo, não deixaria que nada e nem ninguém a machucasse. 

— Nem mesmo o pai dela? - Perguntou a mulher friamente, fazendo o garoto arregalar os olhos.

— C-como? 

— Eu preciso conversar com o irmão sobre o estado de Isabelle, mas só farei isso se você me garantir que não deixará Robert pisar os pés aqui! 

— M-mas ele é o Inquisidor e pai dela! 

— Essa é a condição, Simon!

— Tudo bem, faço tudo pela Izzy! 

Com isso a mulher deu passagem para que ele entrasse e saiu logo em seguida seguindo o irmão. Simon olhou para a cama e seu coração se apertou, Isabelle estava tão pálida e parecia tão vulnerável, não estava acostumado a ver aquela garota tão forte e corajosa vulnerável.

— Izzy, olha só pra você, poderia fazer a Branca de Neve, pele clara e cabelos negros, perfeita, muito melhor que a Kristen Stewart, qual é ela perderia feio pra você, tudo o que você tem que fazer é abrir esse lindos olhos. - Sussurrou o garoto pegando na mão da menina.

— Tanta coisa acontecendo com você e eu naquela maldita academia! Se você tivesse me chamado eu viria Izzy, sempre, mas você é tão super independente que às vezes esqueço que você precisa de ajuda também, como qualquer pessoa normal. Por favor, abra os olhos Izzy, fala comigo, nem que seja para me chamar de nerd gostoso! 

Simon sentiu seus olhos se enxerem de lagrimas, lhe doía ver a garota assim, sentia falta da Isabelle forte e independente. Ficou pelo menos umas duas horas ali conversando bobagens, mas com a esperança que a garota abrisse os olhos e o mandasse calar a boca, porém isso não aconteceu, ouviu a porta se abrir e logo Maryse entrar.

— Alguma novidade? - Perguntou à mulher ansiosa, no fim ela tinha esperança que a menina abrisse os olhos quando ouvisse a voz de Simon.

— Nada, continua dormindo como um anjo. E eu não sei se isso é bom ou ruim. - Sussurrou o garoto indo em direção à porta.

— Simon? Você deveria ir ver a Clary, ela não está muito bem da cabeça e eu não posso sair daqui para ajudar a Jocelyn. 

— Clary? O que ela tem?! - Perguntou o menino virando -se  outra vez para a mulher.

— Ela está estranha desde o interrogatório. - Suspirou Maryse. 

— Certo vou vê-la, obrigado por me avisar. - Disse Simon saindo da sala.

                                * * * 

Phoenix- Hall de entrada do prédio.

 

Magnus via mais um demônio ser morto a sua frente, as cinzas dele estava se espalhando pelo ar, quando ouve a porta do prédio ser aberta. Ele sai do mesmo e observa um ser com um capuz negro sair correndo pela rua.

O bruxo sai correndo e dispara diversas bolas azuis em direção ao ser, que entra num portal, mas antes deu a certeza para Magnus que havia sido atingido no ombro, fazendo-o semicerrar os olhos e manda uma mensagem para Catarina.

Verifique o ombro esquerdo de Robert, veja se foi atingido por magia.

Ao enviar a mensagem, Magnus segue para o seu apartamento e encontra a porta de Mary aberta, ele observa Alec melado de sangue, com a cabeça de Mary apoiada em suas pernas.

Lágrimas escorrem dos olhos de Alec e quando os olhos azuis do arqueiro se encontraram com os de Magnus, o bruxo viu tanta dor neles, que fez com que o bruxo ofegasse.

-Isso é minha culpa. –Afirma ofegando. –Todas essas mortes são minha culpa. –Garante desesperado. –Logan? –Pergunta e Magnus concorda com a cabeça, deixando o namorado mais arrasado, mas Magnus nunca mentiria para Alec, senão fosse essencial e se ele mentisse agora, tudo iria por água a baixo.

-Não, querido, não. –Afirma, agachando-se ao lado de Alec, alisando as costas do arqueiro e ouvindo-o ofegar e o abraçar apertado, enterrando o seu rosto na curva do pescoço do bruxo. –Nada disso é culpa sua. –Garante, beijando a testa do mais novo.

                                * * * 

Idris - Casa de Luke e Jocelyn.

 

Idris estava um caos, a Consuela havia sido ferida, assim como a filha do Inquisidor, Jocelyn andava inquieta pela casa, Luke fora até o Gard, embora não fosse mais o líder oficial da matilha de lobisomens sua opinião era sempre ouvida e respeitada, lodo o Conselho sempre o chamava para saber o que ele achava. 

Seu coração estava inquieto, queria ir até Maryse e a confortar, sabia que a mulher deveria estar desesperada, fora uma verdadeira tragédia o que acontecera aquela família, mas não podia ir e deixar Clary sozinha no estado em que se encontrava, assim como não podia leva-la, tudo o que Maryse menos precisava era de uma garota completamente fora de seu juízo lhe amolando. 

Com um suspiro frustrado resolveu ir ao quarto da filha e ver o que está estava aprontando, Clary parecia ter cinco anos outra vez, fazia as coisas sem noção alguma, alias ela dava mais trabalho que uma criança. Chegou no quarto da filha e abriu a porta cuidadosamente, Clary estava sentada em sua cama em frente a janela desenhando, uma coisa não havia mudado, ela ainda amava desenhar e isso era a única coisa que a mantinha quieta por um tempo. 

— Clary? Tudo bem? - Perguntou se sentando ao lado da menina. 

— Sim, mamãe eu quero um unicórnio, eles são tão fofinhos! 

Jocelyn olhou para a filha com visível espanto, realmente o cérebro de sua menina parecia ter desaparecido. 

— Clary meu amor, que tal deixarmos os unicórnios com a família deles por enquanto? 

— Ah. Está bem, mas depois eu quero um, amarelo, pra lembrar-me do Jace! - Disse a menina sorrindo. 

— Claro, como quiser. . . Clary . . . Você realmente não sabe onde Jace está? - Perguntou cuidadosamente.

— Eu já disse que sei, ele está com Alec! - Disse a garota olhando para a mãe indignada.

— Verdade, como eu pude me esquecer? E onde está Alec? 

— Sério mamãe, a senhora é muito esquecida! Alec está com Magnus onde mais estaria? Dã! 

— E onde Magnus está? 

— Ah! Isso eu sei também, mas não lembro. - Disse a menina dando de ombros e voltando sua atenção para o desenho. 

Jocelyn olhou por sobre o ombro da filha para poder ver o desenho, seus olhos se arregalaram, no desenho Magnus entregava algo a Clary e esta bebia o seu conteúdo. Jocelyn começou a ligar os fatos, Magnus havia dado alguma poção a Clary e esta bebeu de boa vontade! 

Jocelyn saiu apressada do quarto deixando Clary confusa, quando chegou em seu próprio quarto pegou seu telefone e discou um numero que ela já estava aprendendo de cor. Começou a bater o pé impaciente, no quinto toque a pessoa atendeu. 

— Alo? 

— Catarina? Espero não atrapalha, mas é urgente! 

— Jocelyn?! Desculpe, querida, mas não posso falar no momento, preciso resolver algo urgente. 

Jocelyn notou que esta parecia preocupada e ofegante como se andasse muito rápido ou corresse. 

— Catarina é urgente, acho que sei o que aconteceu com Clary! 

Houve um silêncio do outro lado e Jocelyn por um momento pensou que a mulher houvesse desligado, mas logo esta se manifestou.

— Como assim? A Clary se recuperou? 

— Não, mas acho que quem fez isso foi Magnus, Clary fez uns desenhos, eu sempre os ignoro, mas algo me diz que neles estão tudo o que pode ter acontecido, a real historia por trás disso, em um dos desenhos tem Magnus lhe entregando um pequeno frasco e ela o bebendo. Acho que é alguma poção. 

—Você está certa, Clary foi realmente enfeitiçada e realmente foi por Magnus, ele me entregou um frasco com o antídoto, ele fez isso para que Clary pudesse passar ilesa do interrogatório e não fosse considerada culpada de traição. - Respondeu a feiticeira com um suspiro cansado.

— Você sabia! Como pode esconder isso, Catarina? Pensei que fossemos amigas! 

— E somos, mas eu não podia lhe contar nada, muita coisa está em jogo Jocelyn, mas o importante é que eu tenho o antídoto e vou lhe levar assim que resolver algo de extrema importância. 

A feiticeira desligou sem ao menos dar chance a caçadora de retrucar. Irritada Jocelyn joga o telefone na cama e sai pisando duro até o quarto da filha, quando chegou lá porém, não havia sinal de Clary, com o coração disparado começou a procurar pelos outros cômodos, Clary gostava de brincar de se esconder, mas nunca sem a avisar antes, soltou um gemido angustiado quando não a encontrou, voltou correndo para seu quarto e pegou seu telefone, com as mãos tremulas e os olhos lagrimejando em desespero começou a discar para Luke, no terceiro toque o marido atendeu.

— Luke, a Clary sumiu! - Gritou a mulher desesperada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! Bjss até o próximo!!


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