História Portas da Alma - Capítulo 30


Escrita por: ~ e ~manucaximenes

Postado
Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Clace, Malec, Sizzy, Tid, Tmi
Exibições 152
Palavras 2.509
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 30 - Capitulo 30


Fanfic / Fanfiction Portas da Alma - Capítulo 30 - Capitulo 30

Phoenix- Apartamento de Magnus Bane.

 

Alec podia perceber Jace e Magnus andando de um lado para outro, discutindo, ponderando o melhor lugar para se esconder, até que decidiram ir para uma cabana de um amigo de Magnus, Ragnor, que Alec nunca de fato conheceu.

Ele estranhou a sensação de conhecimento, era como se ele e Magnus tivessem conversando sobre o homem diversas vezes, mas a sensação foi substituída pela dor da perda de Mary.

O jovem observou Jace se agachar a sua frente e tocar na sua mão, ainda melada de sangue, lançando um olhar compassivo para o amigo.

-O quanto se lembra? –Pergunta analisando-o com cautela.

-O necessário para saber que é uma das pessoas mais folgadas que existem.  –Responde suspirando.

-Então, deixou de ter ciúmes de mim? –Pergunta brincando.

-Não estou para brincadeiras hoje, Jace. –Responde, levantando-se e seguindo em direção ao quarto de Magnus, porém Jace o puxa para um abraço apertado.

-Eu sei que está sofrendo... Eu sei que esse não é o melhor momento, mas... Eu senti a sua falta. –Confessa suspirando. –É bom ter você de volta. –Afirma olhando Alec nos olhos e alisando o seu rosto.

-Eu preciso... Preciso tirar esse sangue. –Afirma afastando-se de Jace e seguindo para o quarto de Magnus, aonde ele retira as suas roupas e começa a chorar compulsivamente, seu coração está sangrando, ele amava Mary e ela agora tinha ido e de fato, ela nunca mais voltaria.

O rapaz pode sentir braços familiares em volta da sua cintura e a cabeça de Magnus se aninhar contra o vão do seu pescoço.

-Vem comigo. Vamos tirar esse sangue. –Chama surrando.

Alec concorda com a cabeça e se deixa levar por Magnus. E eles tomaram um banho juntos, nada com conotação sexual, longe disso, Magnus o estava acalmando, tirou todo o sangue de seu corpo e se deixou ser abraçado em baixo da água, enquanto Alec se deixava levar pelas lágrimas.

-O que vai acontecer com ela? –Pergunta, ofegando.

-A família já foi notificada, para eles a causa da morte será por causas naturais, por conta da velhice. –Responde, suspirando. –Nada de sangue, nada de demônios, só uma morte simples e natural. –Garante beijando a testa de Alec.

-Obrigado. –Agradece sofridamente.–Eu quero me despedir. –Confessa murmurando.

-Alec, é... É muito perigoso... –Magnus interrompe-se, quando os olhos de Alec procuram o seu. –Ok querido, nós vamos nos despedir dela. –Afirma roçando o seu nariz no dele.

-Eu posso atrair mais problemas ficando aqui? –Pergunta murmurando.

-Sim. –Responde alisando o rosto do namorado. –Não precisamos ir ao enterro para se despedir de alguém, existem outras maneiras de se despedir. –Garante suspirando, até que Alec suspira e encara a sua mão, encontrando um desenho, encontrando uma runa. –Está é a runa da visão. –Revela encarando a mão de Alec. –Com a sua memoria voltando, elas vão aparecer gradativamente. –Murmura, beijando a mão de Alec. –Espero que a última seja a do parabatai. –Confessa, nervoso.

-Por quê? –Pergunta confuso.

-Se capturarem Jace, eles podem lhe localizar, como eu fiz para te encontrar. –Responde suspirando.

                  * * * 

Idris - Arredores do lago Lyn.

 

Simon caminhava apressado, precisava chegar à casa de Luke e Jocelyn antes que seus professores dessem sua falta na academia, estava preocupado com Clary, parando para pensar, era estranho que ela estivesse todo esse tempo em Idris e não o tivesse visitado. 

Chegou em um bosque florido, a beleza do lugar era magnifica, ficou encantado, olhou ao redor tentando se localizar, sabia que estava nos arredores do lago Lyn, porém não sabia onde exatamente. Uma pequena movimentação a alguns metros à frente lhe chamou a atenção, aproximando-se teve uma visão um tanto curiosa, por um momento achou que seus olhos o estivessem lhe pregando uma peça.

Clary estava sentada em meio às flores, usava uma camisola branca, tinha uma coroa de flores na cabeça, seus belos cachos ruivos voavam ao vento e a garota parecia conversar com alguém, chegando mais perto Simon pode perceber que ela conversava com uma borboleta, atônito o garoto ficou sem ação por um momento apenas observando a peculiar cena, uma coisa ele tinha certeza, Jace com certeza babaria na cena, chacoalhando a cabeça Simon se aproximou da garota.

— Clary? Tudo bem?

A ruiva virou-se para ele com um sorriso infantil e os olhos brilhando. 

— Simon! 

— O que está fazendo aqui Clary? E por que está conversando com uma borboleta? - Perguntou confuso, quando Maryse disse que Clary estava esquisita não disse exatamente em que. 

— Estou aproveitando o bosque, viu quantas flores lindas? Já desenhei várias delas! - Respondeu sorridente.

— É . . . e por que você estava conversando com uma borboleta. . . só pra saber.

— Porque ela é minha amiga Simon! E eu estava perguntando se por aqui havia patos, Jace não gosta de patos, então se tiver, ele não vem me buscar. Foi ele que te mandou vir me buscar? 

— Desculpe,Clary, mas não vejo Jace a um bom tempo. 

Os olhos verdes se encheram de lagrimas.

— Acho que ele me abandonou Simon, eu quero o Jace! Quero ele!!! - Disse a garota chorando.

— Clary, calma, Jace jamais te abandonaria, ele deve estar ocupado com Alec. - Disse o garoto tentando acalma-la.

No fundo Simon estava assustado, o que estaria acontecendo ali? Isabelle ferida, Jace e Alec desaparecidos e procurados pela Clave e agora Clary se comportando como uma criança sem controle emocional? Algo estava muito errado. 

— Claro que ele está, ele me trocou pelo Alec! Ele só sabe procurar pelo Alec e me deixa sozinha! Mas isso não vai ficar assim, ele vai ver vou troca-lo pelo Magnus! - Disse a garota subitamente decidida.

— Acho que o Magnus não vai querer a troca não, ele prefere cabelos negros e olhos azuis. - Disse Simon rindo, era engraçado ver sua amiga com o cérebro torrado. 

— Simon, quero comer alguma coisa, estou com fome! 

— Tudo bem vamos pra sua casa e lá te dou alguma coisa. 

— Não! Quero alguma coisa do Takis! 

— Clary, sua mãe sabe que você está aqui? 

— Claro que não bobinho, ela não me deixa sair, ela tranca as portas! - Disse a menina com os olhos arregalados e a expressão mais inocente do mundo. 

— Clary, se as portas são trancadas, por onde você saiu? - Perguntou o menino com certa preocupação.

Clary se aproximou dele e disse de um jeito conspiratório.

— Eu sai pela janela. - Disse satisfeita e orgulhosa de si mesma. 

— Clary! A janela do seu quarto fica no terceiro andar! Você poderia ter se machucado sua louca! - Gritou o menino.

— Claro que não Simon, sou uma caçadora e além disso, o Jace sempre escala a janela do meu quarto à noite! - Disse a menina como se fosse à coisa mais natural do mundo.

Simon arregalou os olhos e ficou vermelho, Clary só podia estar fora de seu juízo mesmo para dizer às coisas que ela e Jace fazem! Teria uma conversa séria com aquele loiro metido, quem ele pensava que Clary era? Alguma garota atoa para sair entrando no quarto dela a noite? E? como Jocelyn não via essas coisas? 

— Maldito Jace, só te ensina o que não presta! Clary da próxima vez que ele fizer isso, você fecha a janela nos dedos dele está bem? 

— Por quê? Assim ele vai se machucar e não vai conseguir entrar! - Disse a menina confusa. 

— Exatamente! - Disse Simon satisfeito. - Agora vamos, tenho que te levar de volta, você precisa por uma roupa decente. 

Dizendo isso Simon segurou a menina pela mão e começou a seguir com ela em direção ao que ele achava ser a casa de Jocelyn.

                                      * * * 

Phoenix- Necrotério de Phoenix.

 

Mesmo com todos os protestos de Jace, aqui estavam eles no necrotério de Phoenix, Alec estava se despedindo de Mary, enquanto Magnus e Jace vigiavam o portal e as entradas.

Não poderiam permitir que houvesse um ataque e eles não estivessem preparados.

Todas as evidências da estadia de Alec no prédio foram apagadas, já haviam aparecido mais três runas em Alec, a do seu pescoço, bloqueio e a de lealdade.

-Temos que ir Magnus. Ela é uma mundana. –Lembra Jace nervoso.

-Eu sei que temos... Mas ele... Ele precisa disso. –Revela seguro. –Foi à única pessoa que ele conseguiu ter uma conexão real no mundo que nós demos a ele. Ele a ama e se sente culpado pela sua morte, então, tenha um pouco de compaixão com ele. –Pede murmurando.

-Eu tenho, eu só não o quero morto. –Confessa nervoso, observando Alec vir em sua direção, enquanto limpava as lágrimas que teimavam em escorrer pelos seus olhos. –Catarina já lhe deu a confirmação? –Pergunta encarando Magnus.

-Não. –Responde, negando com a cabeça.

-Que confirmação? –Pergunta Alec ofegando.

-Vamos descobri se o seu pai está mesmo metido nisso tudo. –Responde Magnus secando as lágrimas de Alec. –Vamos? Não podemos mais ficar aqui. –Afirma, observando-o concordar com a cabeça e lançar um último olhar para o corpo de Mary, que estava intacto, Magnus o deixará intacto.

                                * * * 

Idris - Arredores do lago Lyn.

 

Catarina andava apressada pela clareira, tentando achar um maldito lugar onde seu celular tivesse sinal. Amaldiçoou até a décima geração de nefilins, como eles ainda viviam de passado sem antenas de celulares? Quando finalmente encontrou um lugar onde as barreiras eram mais fracas e seu celular deu sinal, discou rapidamente o numero de Jace, no primeiro toque o loiro atendeu.

— Catarina? Tem noticias? 

— Eu estou bem Jace obrigada por perguntar. - Disse irônica.

— Desculpe, mas esperei sua ligação o dia inteiro, Magnus também está aqui e não se cabe de curiosidade, você conseguiu chegar perto de Robert? - Catarina percebeu que o menino estava visivelmente ansioso.

— Quando cheguei lá Robert estava muito machucado, alias estava desacordado, por eu ser uma feiticeira me deram passe para examina-lo. 

A feiticeira ouviu um arfar duplo e logo deduziu que Jace estava no viva voz.

— E-então Robert realmente é culpado? — Dessa vez foi Magnus quem perguntou, confirmando a suspeita de que a ligação estava no viva voz.

— Eu não disse isso, disse que ele estava muito machucado, alias estava deplorável. 

— Droga Catarina, isso só comprova que meu pai quer a cabeça do próprio filho! — Desse vez ouviu a voz de Jace irritada.

— Não prova nada, nenhum dos machucados dele foi feito pela magica de Magnus, eu mesma examinei seus ombros, não havia sinal de sua magica nele Magnus. 

— Mas então o que houve com ele? - Perguntou o feiticeiro confuso. 

— Parece que ele acabou falando o que não devia, os guardas ouviram ele e Maryse discutindo e ele afirmando coisas horríveis sobre Alec e dizendo que Jace mereceu o castigo por ter mentido, Maryse perdeu a cabeça e o atacou com o chicote de Isabelle, ela estava com bastante raiva só pelo estado em que ele se encontra. 

A feiticeira pode ouvir as gargalhadas de Jace e Magnus, não conseguiu conter o sorriso que se formou em seus lábios, o caçador estava em um estado terrível, Maryse não negava a quão boa caçadora era. 

— Minha sogrinha sabe causar quando quer! - Disse Magnus em meio a risadas. 

— Catarina, como estão Clary e Izzy? — Quis saber Jace, pela voz estava ansioso. 

A feiticeira suspirou cansada sem realmente querer dar a noticia para o garoto. 

— Clary ainda está sob o efeito da poção de Magnus, alias eu estou indo a casa dela para lhe dar o antídoto, Jocelyn já percebeu que isso tem dedo seu Magnus, vou trazê-la ao normal. 

— Mas é seguro para ela? Quero dizer, eles me fizeram segurar aquela maldita espada tentando arrancar a verdade, como vamos saber se não farão isso com Clary? - Perguntou Jace preocupado.

— A clave tem outros assuntos para lidar no momento, acho que até esqueceram-se de Clarissa. Quanto a Isabelle, bem ela foi atacada em um beco no Brooklyn, junto com a Consulesa, seu estado não é muito bom. 

— Como assim? O que diabos ela estava fazendo no Brooklyn?! - Gritou Jace.

— Isso eu não sei, mas suspeito que ela estava tentando acha-los. 

— Cat, obrigado por sua ajuda, mas agora vou tentar acalmar Jace antes que ele acabe quebrando a cidade toda, além disso, ele pode acabar dizendo para Alec e isso não seria bom, ele já teve problemas emocionais suficiente por hoje, não sei se ele aguentaria mais um. Mantenha-me informado sobre o estado de Isabelle, além disso, estou indo para a cabana de Ragnor, vou levar Alexander e Jace para lá, com a memória de Alec voltando aos poucos não é seguro para ele ficar aqui. Além disso, os ataques chegaram muito perto dessa vez. 

— Tudo bem, cuide-se. Vou até a casa de Clary, precisamos trazê-la de volta. 

— Verdade, além disso, podemos precisar dos dons dela. Cuide-se, Cat.

Após desligar Catarina continuou seu caminho, porém uma cena muito curiosa lhe fez parar, Simon tentava puxar Clary que estava apenas de camisola, de perto de um formigueiro, a menina se debatia tentando chegar ao formigueiro.

—Solte-me, Simon! Eu quero ver a rainha das formigas! - Gritou a menina. 

— Clary não diga asneiras, você vai ser picada se chegar mais perto! 

— O que está acontecendo aqui? - O perguntou Catarina se aproximando. 

Clary arregalou os olhos quando viu os cabelos brancos e a pele azul da feiticeira. 

— Que linda! Simon quero ser azul também! 

— Clary, você não pode ser azul, apenas feiticeiros podem. - Disse cansado. - Catarina que bom te ver, não faço ideia do que houve com a Clary, porém ela está se comportando de forma completamente louca! 

— Tudo bem Simon, eu ia exatamente levar o antídoto para ela. 

A feiticeira se aproximou de Clary e lhe entregou um pequeno frasco com um liquido rosa. 

— Beba, meu anjo, isso é muito bom é docinho e vai te fazer muito bem. 

— Ebaaaaaaaa! Eu adoro doces!!! - Disse a menina sorridente bebendo todo o conteúdo. 

Não demorou muito para a ruiva se sentir tonta e perder os sentidos, Simon a amparou antes que ela fosse ao chão. 

— O que houve com ela? - Perguntou preocupado.

— Nada, é apenas o antídoto surtindo efeito, logo ela vai acordar, melhor esperarmos aqui. 

A bruxa estalou os dedos e dois tapetes macios apareceram, Simon depositou Clary ainda desacordada em um e se sentou ao lado dela, viu quando a feiticeira sentou no outro. 

— Então . . . Catarina, eu estou meio desatualizado, será que você poderia-me por apar da situação? 

Catarina passou as próximas duas horas narrado para Simon tudo o que houve enquanto ele estava na academia, ambos ouviram um leve gemido e logo focaram a atenção na ruiva que começava a acordar. A ruiva abriu os olhos verdes e tentou focar a visão, porém a claridade estava irritando seus olhos e sua cabeça doía como nunca.

— Mas que droga! - disse Clary fechando os olhos com força. 

— Clary tudo bem? - Perguntou Catarina.

— Não! Aquele maldito Magnus não me disse que essa droga de poção me daria uma sensação de ressaca. - Gemeu a menina, escondendo o rosto entre as mãos. - Vou mata-lo! 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!
Bjss até o próximo!!!!


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