História Portas da Alma - Capítulo 31


Escrita por: ~ e ~manucaximenes

Postado
Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Clace, Malec, Sizzy, Tid, Tmi
Exibições 154
Palavras 2.611
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 31 - Capitulo 31


Fanfic / Fanfiction Portas da Alma - Capítulo 31 - Capitulo 31

Idris - Casa de Jocelyn e Luke.  –Três dias depois.

 

— Clary? E ai, já está tudo resolvido? Nós vamos mesmo? 

Clary foi tirada de seus pensamentos pela voz de Simon, o rapaz acabara de chegar, sua mãe havia saído assim como Luke, após Clary se recuperar eles passavam mais tempo no Gard que em qualquer outro lugar, o Consulado estava um caos, a Consuela não havia se recuperado ainda, estava em um coma profundo, assim como Isabelle, Robert assumiu por hora a liderança, porém os Enclave querem que seja eleito outro Consul já que Jia não estava apta ao caso. 

As investigações por Jace e Alec continuavam a todo o vapor, após a Consuela ser ferida os membros da Clave se convenceram que seja lá o que estivesse acontecendo tinha a ver com o sumiço dos garotos. O submundo também não ia bem, o povo das fadas estavam inquieto, assim como os vampiros e lobisomens, os feiticeiros só sabiam fazer maus presságios e também não colaboravam muito.

Clary estava esperando por Simon e Catarina, ambas havia explicado a situação toda à Simon e Clary deu a ideia de procurarem o verdadeiro traidor, já que pelo que Magnus havia dito, Robert não podia ser, porém mesmo não sendo o traidor o Inquisidor não facilitava a vida deles. 

Catarina havia dado a ideia de começarem pelo povo das fadas, já que ficara claro que eles estavam envolvidos no sequestro de Alec, além disso, precisavam descobrir quem estava por trás do controle de demônios, já que não tinha como um caçador ter esse tipo de poder. 

— Sim, Simon, mas você não precisa ir, isso vai ser perigoso, Catarina já está para chegar. 

Simon bufou irritado, não deixaria Clary ir atras do povo das fadas sozinha, nunca se perdoaria se algo lhe acontecesse, além disso, Jace provavelmente o mataria. 

— Não diga bobagens, claro que vou com você! 

— Desculpem a demora. 

Ambos se viraram para a porta ao ouvirem a voz de Catarina. 

— Acho que já podemos ir. - Disse Clary decidida. 

— Clary, você não vai mesmo avisar Jocelyn? - Perguntou Catarina preocupada.

— Se eu disser alguma coisa à ela, com certeza  vai surtar e me entregar à Clave para que eu não vá. 

Dizendo isso Clary sacou sua estela do bolso e começou a desenhar um portal, Simon e Catarina apenas a observavam encantados com sua facilidade.

— Está pronto. 

— Para onde isso vai nos levar? 

— Para a sala anexa à da Rainha Seelie, como da ultima vez.

— Isso vai ser perigoso, se eles realmente estão contra nós. - Disse Catarina.

— Jace vai me matar. - Gemeu Simon. 

— Deixe de ser medroso, sabe que eu nunca deixaria Jace te matar! - Disse Clary severa.

— Deixem de conversa crianças e vamos logo. - Disse Catarina entrando no portal.

                                       * * * 

Limites de Idris- Cabana de RagnorFell

 

Alec ficava mais agiu e mais forte a cada dia, enquanto as suas runas apareciam em seu corpo e as suas lembranças voltavam pouco a pouco.

Primeiros momentos de sua infância, depois a sua adolescência e um pouco da fase de pensar apaixonado por Jace, o que causou certo desconforto para o rapaz, principalmente, quando ele contou da lembrança a Magnus, que lhe garantiu que tudo havia sido esclarecido, e Alec lhe garantiu que os sentimentos não voltaram com as lembranças, mas havia alguma coisa no olhar de Magnus que deixou Alec desconfiado.

Ele conhecia Magnus bem... Ou melhor, ele acha que ele conhecia, ele sabia que Magnus estava lhe escondendo alguma coisa, mas devido à circunstancias, esperou que ele mesmo lhe contasse em vez de ficar perguntando.

A perda de Mary ainda era muito recente e com as lembranças da morte de Max, as coisas tenderam a piorar no emocional do rapaz, então, fazia sentido o que Magnus estava fazendo.

Treinar era a única coisa que mantinha o pensamento de Alec focado e com Jace tentando se reaproximar dele, o rapaz temia que tudo se transformasse em uma confusão sem fim.

-Você não acha que deveria estar com a Clary? –Pergunta encarando o loiro, que está realizando numa sequência de golpes com a sua espada.

Jace também precisava treinar, estava praticamente recuperado das queimaduras e bastante preocupado.

-Quanto mais longe ela estiver de mim melhor. –Responde dando chutes no ar, no segundo que Alec acerta mais uma vez o seu alvo. –Está de volta, arqueiro. –Afirma sarcástico.

-Não tanto  quanto eu queria. –Revela encarando Magnus andar de um lado para o outro na varanda. –Ele está tentando rastrear a sua própria magia desde que nós chegamos aqui. –Comenta cruzando os braços.

-As suas runas estão voltando, ele está com medo que a parabatai volte também. –Revela aproximando-se de Alec, que suspira. –E que atinjam mais a nossa família do que já atingiram. –Comenta suspirando.

-Estou começando a achar que deveria ter sido morto. –Resmunga sussurrando.

-Não fale isso. –Manda ameaçadoramente, apontando a sua espada em direção a Alec.

-É a verdade. –Afirma afastando-se de Jace. –As minhas memorias estão voltando, mesmo com todas as chances ao meu favor, eu ainda posso enlouquecer. –Lembra, olhando nos olhos de Jace. –Se isso acontecer, ele vai apagar as minhas memorias de novo e eu vou viver uma mentira, de novo. Não quero que ninguém mais fique preso a mim. –Revela negando com a cabeça.

-O que está tentando me dizer? –Pergunta com uma careta no rosto.

-Deixe-me ir, caso isso ocorra. Não se prenda mais por mim. –Manda olhando-o nos olhos. –Você tem uma vida, Clary, uma carreira, não é porque querem me matar que você vai morrer. –Afirma suspirando. –Pode ser duro o que eu vou dizer, mas depois que eu vi a Mary morrer, a única coisa que eu posso pensar é que eu só atraio morte e destruição e eu não quero isso. Eu quero que as pessoas que eu amo vivam as suas vidas, tenham a chance de serem felizes e se continuarem me protegendo... Ninguém será feliz. –Murmura desconcertado.

-Alexander, acha mesmo que algum de nós vai lhe deixar ir? Magnus é louco por você! –Afirma nervoso. –Eu sou seu parabatai, nós temos uma ligação mais forte do que irmãos. Sei que quando as suas memorias voltarem vai perceber a bobagem que está dizendo. –Acusa irritado.

-Eu me lembro do suficiente, Jace. Eu me lembro de não gostar de você, de achar que estava roubando o meu lugar quando chegou, lembro-me de achar que o amava, quando, na verdade, eu estava me escondendo, porque amar você era mais fácil do que me aceitar como eu sou, lembro-me da nossa amizade. Acredite, é por me lembrar disso, que estou afirmando, ou melhor, mandando você não se prender a mim. –Manda olhando-o nos olhos.

-Nunca fui muito bom em receber ordens. –Afirma sarcástico e Alec suspira.

-E eu sempre pagava o pato. –Afirma provocando Jace, que coloca uma careta no rosto. –Também me lembro do seu medo absurdo de patos. –Confessa, seguindo em direção à cabana e quando adentra a mesma, Magnus estava no meio da sala.

O caçador suspira, aproximando-se do bruxo e enlaçando a sua cintura, sentindo-o ficar tenso, para logo em seguida relaxar.

-Nós não vamos te abandonar nunca, Alexander. –Afirma passando as folhas do seu livro de feitiços.

-Valia a pena tentar. –Murmura, beijando as costas de Magnus.

-Os seus sentimentos por Jace não mudaram mesmo? –Pergunta tenso.

-Nem uma vírgula, ainda o acho folgado e narcisista, só que agora eu sei que eu gosto dele, que ele é meu irmão. –Responde virando o bruxo.

-Nada de corações palpitando, mãos suadas ou algo do gênero? –Pergunta analisando-o com cuidado.

-Não, na verdade, eu me lembrei do motivo de estar apaixonado por ele, então, foi fácil não confundir as coisas, fora que existi um bruxo, que eu amo muito, sabe? –Pergunta puxando Magnus para mais perto e o mais velho acaba rindo. –E que eu me apaixonaria todas as vezes que fosse possível, das maneiras mais imagináveis. Sabe por quê? –Pergunta e Magnus nega com a cabeça. –Porque ele é o amor da minha vida. –Declara, fazendo-o colocar um enorme sorriso nos lábios.

-Acho bom. –Diz convencido.

-Agora é que ele vai ficar insuportável. –Resmunga Jace, adentrando a cabana e Alec revira os olhos e ri. –E então, Magnus, conseguiu? –Pergunta encarando o bruxo, que nega com a cabeça.

-Infelizmente, não. –Responde e Alec o abraça e solta um suspiro.

-Então, em vez de se concentrar em quem quer me matar, que tal você reforçar o feitiço da runa parabatai de Jace? Quem sabe assim... Se ela estiver bastante inativa, a minha não é ativada. –Sugere Alec, recebendo um beijo no topo de sua cabeça.

-É o que eu pretendo fazer, gostosinho. –Sussurra no ouvido de Alec, deixando-o vermelho.

-Parem de querer se comer na minha frente! –Manda Jace irritado.

-Nós não somos que nem você e a Clary, que acabaram transando, enquanto estávamos em perigo de morte e o pior, Magnus estava em cativeiro, sendo drenado pelo pai maluco dele. –Acusa Alec, semicerrando os olhos.

-Meu pai. –Sussurra Magnus com os olhos arregalados. –Alexander, você é um gênio! –Afirma tomando os lábios do arqueiro, que arregala os olhos surpreso, mas que se deixa levar pelo beijo, passando os seus braços em volta do pescoço do bruxo e soltando um suspiro de satisfação.

                    * * * 

Corte Seelie.

 

Por um momento Clary ficou pasma, a sala estava muito mudada, nem parecia aquela que usaram certa vez para irem atrás de Sebastian, havia flores por todos os lados, e as cores claras e quentes davam um ar aconchegante. Viram um movimento atrás de uma das cortinas floridas e se prepararam para o combate, porém o que surgiu por atrás desta foi a figura de um menino, Clary reconheceria aqueles olhos bicolores em qualquer lugar, era Mark Brackthorn. 

— Mark! - Disse Catarina com evidente alívio. 

— Cat o que faz aqui? É muito perigoso, não devia ter vindo, as fadas estão em polvorosas. 

— O que está acontecendo, Mark? - Perguntou Clary.

— As fadas querem declarar guerra aos Caçadores. 

Simon deixou escapar um arfar de surpresa, Clary e Catarina estavam em choque, o povo das fadas só declarariam guerra se soubessem que realmente são capazes de vencer, ou acreditavam piamente que alguém poderia vencer por eles. 

— Mas isso é loucura! Eles não tem chances! - Exclamou Simon.

— Na verdade, eles fizeram algum tipo de acordo com alguém, não consegui entender quem, porém é alguém poderoso, poderoso o suficiente para dar o poder a um caçador de controlar demônios.   

— Temos que descobrir quem é esse caçador, achávamos que era Robert, mas ou ele é inocente ou ele arrumou um jeito muito rápido de se curar da magia de Magnus. - Disse Clary. 

— Não posso dizer se realmente é ele, porém a figura que vi era muito baixa para ser o Inquisidor parecia mais . . . 

— Ora ora, Clarissa Morgenster , o mundano e uma bruxa, nos meu domínios? Isso por acaso é algum presente divino? 

Clary e os demais se viraram para ver a dona da voz, parada na entrada da sala em uma pose relaxada estava à rainha da corte Seelie. Seu rosto tinha um sorriso convencido e seu olhar mostrava toda a sede de vingança que esta possuía. 

— Você estava por trás do sequestro de Alec não é? - Acusou Clary. 

— Eu apenas cumpri com minha parte da barganha. - Disse sem se abater. 

— Sua vadia! O que você ganha com isso? 

— Cuidado como fala filha de Valentim, você está sobre meus domínios e eu não sou muito hospitaleira com quem não convido. Além disso, meu assunto é com o garoto Lightwood, não tenho mais interesse em você. Talvez em Jonathan, ele seria uma boa aquisição para mim. - Disse a Seelie com um sorriso venenoso que obteve o resultado que queria. 

Fora de si Clary sacou sua espada Mogenstern e a atacou, a fada estalou os dedos e logo havia pelo menos uma dúzia de guerreiros fadas, todos armados e prontos para morrer por sua rainha. Clary tentou frear o ataque mais era tarde demais, um do guerreiros usou um escudo para proteger a rainha enquanto outro avançou contra Clary, que só não foi atingida porque Catarina criou uma barreira de ar para proteger a garota. 

Simon sacou o arcou e flecha que havia trazido e começou a fazer um massacre com sua flechas, ele era quase tão bom quanto Alec, Clary mais controlada começou a usar os ensinamentos de Jace, Catarina usava sua magica para liquidar algumas das fadas, Mark os ajudava discretamente e sem se deixar ser visto, porém a todo momento chegava mais e mais fadas, a rainha lançou um ultimo olhar debochado à Clary, sorriu sarcástica e saiu da sala. Clary tentou abrir caminho para ir atrás dela, porém sua tarefa era muito árdua, a garota recebeu um corte no ombro direito e vários arranhões pelo corpo, olhou para o lado de Simon e viu que o amigo agora usava uma espada e que este também tinha vários ferimentos pelo corpo, Catarina parecia estar ficando sem energia, sua magia estava cada vez mais fraca. 

— Temos que sair daqui! - Gritou Simon, com um olhar significativo para Clary, a ruiva correu até a parede mais próxima e começou a desenhar algumas runas para abrir o portal. 

Quando terminou Clary ouviu um grito agudo e percebeu que fora Catarina, olhou preocupada em direção à feiticeira e viu que esta fora ferida, seu sangue escorria solto pela ferida recém aberta no peito, uma ferida feia e grande, a ruiva sentiu o sangue gelar, só de olhar para aquela ferida já sabia que era mortal. Tentou chegar até ela assim como Simon, porém a feiticeira a olhou e fez um gesto negativo com a cabeça. 

— Vão, meu tempo já se esgotou. Vocês precisam informar à Magnus o que descobrimos, vão! 

— Não eu não vou deixa-la! - Gritou Clary tentado chegar até a feiticeira, porém sendo agarrada por Simon, que só de olhar para a feiticeira percebeu que nada mais podia ser feito.

— Simon me solte! Larga-me Simon, temos que ajudar Catarina, não vamos deixa-la para atrás! - Gritou a menina se debatendo, enquanto Simon a arrastava em direção ao portal.

— Não dá para ajuda-la mais Clary, infelizmente é muito tarde se demorarmos mais tempo aqui, vamos ser mortos também e não poderemos avisar Jace e Magnus! 

— Não Simon! Temos que ajuda-la, eu a trouxe até aqui! Vou leva-la de volta! 

— Clarissa, é a minha decisão, vá logo, diga o que descobrimos e também diga à Magnus que ele foi o irmão que eu nunca tive e que os momentos que passei com ele foram os melhores de toda a minha longa vida. Agora vá, vou bloquear o caminho para que eles não o sigam enquanto o portal estiver aberto. - Gritou Catarina para a ruiva. 

— Não, não, não. NÃO! - Gritou Clary fora de si, porém Simon arrastou para dentro do portal e a ultima coisa que Clary pode ver foi Catarina usando o que restara de sua magica para criar uma barreira de vento até que eles atravessassem, antes que o portal se fechasse por inteiro Clary ainda por ver um vislumbre das forças de Catarina se acabando e a barreira caindo, assim como a cabeça de Catarina que foi arrancada de seu pescoço pela espada da rainha Seelie que encarou Clary com um sorriso vitorioso, enquanto o portal acabava de se fechar. 

Clary percebeu que estava de volta a seu quarto, caiu de joelhos no chão e com a lagrimas escorrendo pelo rosto soltou um grito de dor, ira, frustração e ódio. Faria a rainha Seelie pagar, nem que fosse a ultima coisa que fizesse!


Notas Finais


Espero que tenham gostado, NÃO me matem, pq se matarem a mim ou a Manuca, não terá o próximo!! ( Sim sou chantagista! kkkkkkkkkkkkkkk )
Bjss até o próximo se eu estiver viva!!


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