História Portas da Alma - Capítulo 32


Escrita por: ~ e ~manucaximenes

Postado
Categorias As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Clace, Malec, Sizzy, Tid, Tmi
Exibições 152
Palavras 2.783
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 32 - Capitulo 32


Fanfic / Fanfiction Portas da Alma - Capítulo 32 - Capitulo 32

Idris - casa de Luke e Jocelyn. 

 

— Clary! Clary, onde você está?! 

Clary que até então chorava nos braços de Simon, levantou a cabeça assustada pelo tom histérico da mãe. A ruiva entrou como um furacão no quarto e assim que a viu soltou um gemido abafado. 

— Clary, você precisa sair daqui, Robert quer que você passe pela espada outra vez, agora que você se recuperou ele acha que pode estar escondendo algo  e  . . . Você está chorando? - Perguntou franzindo o cenho. 

— Mamãe e-eu . . . 

— Não Clary, não quero saber, quanto menos eu souber, menos poderei revelar a espada quando me interrogarem. 

— E por que vão te interrogar? - Perguntou Simon confuso. 

— Porque Clary vai fugir daqui, vocês não ouviram nada do que eu disse? Se apresse Clary, arrume logo tudo o que precisar, tem algum lugar para onde poderá ficar segura? 

Clary encarou a mãe, não tinha para onde ir, nem ao menos sabia onde Jace estava, assim como Alec e Magnus, não havia lugar para onde ir. 

— Não tenho para onde ir. - Disse baixo. 

— Eu já sei, vá para a Londres, abra um portal para lá, tenho certeza de que Tessa vai acolhê-la e lhe arrumar um lugar para ir. - Disse Jocelyn, enquanto arrumava uma mala com as coisas da filha apressada. 

Clary, no entanto não estava raciocinando com clareza, a morte de Caterina fora um baque muito grande, aprendera a gostar da feiticeira desde que a conhecera no hospital quando sua mãe estava em coma. Ficou ali parada olhando sem realmente ver Jocelyn e Simon colocando algumas de suas roupas em uma mala. 

— Clary acorde! Você precisa se apressar! - Disse Jocelyn impaciente enquanto empurrava a garota para a parede e lhe entregava sua estela. 

Clary pensou por um momento em Londres, porém outra imagem lhe veio a cabeça, uma cabana abandonada nos arredores de Idris, uma cabana que ela só vira uma unica vez. Sem dizer uma palavra a sua mãe sobre seu destino a garota começou a desenhar as runas que a levariam até lá. 

— Pronto, vocês irão ficar seguros aqui? - Perguntou com um fio de voz, ela vira o que fizeram com Jace, tinha medo que fizessem o mesmo com sua mãe e Simon. 

— Clary meu amor, eu te amo não se esqueça, vai ficar tudo bem, se cuida. - Disse Jocelyn a abraçando com os olhos marejados. 

— O que está dizendo? Acha mesmo que vou te abandonar? Eu vou também Clary e nem adianta discutir. - Disse Simon. 

— Mas Simon e Izzy? Ela precisa de você. 

— Izzy está mais segura agora do que qualquer um de nós, enquanto ela estiver desacordada nada de ruim vai lhe acontecer. - Dizendo isso Simon pegou a mala de Clary e empurrou a garota que estava parada em frente ao portal para dentro.

Quando chegaram ao destino Simon arregalou os olhos para o lugar e ficou paralisado, nem ao menos percebeu o portal se fechando atras de si. 

— Mas onde diabos você nos trouxe Clary?! - Perguntou espantado.

 

 

                                       * * * 

Arredores de Idris - Cabana de Ragnor Fells 

 

Clary olhava para a cabana com o cenho franzido, ela não era habita desde a morte de Ragnor, porém não estava em um estado deplorável como ela esperava, muito pelo contrario, parecia que alguém estava habitando ali. Sacou sua lamina serafim e fez um gesto de silêncio para Simon, aproximou-se cautelosamente da porta e lhe deu um leve empurrão. 

O que aconteceu a seguir foi muito rápido para a garota assimilar, num segundo estava abrindo a porta e no outro estava jogada no chão com os braços presos acima da cabeça encarando um par de olhos extremamente azuis, que a fitavam assustados. 

— C-Clary?! 

— Alec? O que está fazendo aqui? 

— Alexander está tudo bem? - Gritou Magnus correndo para fora da cabana. - Você disse que tinha sentido que havia alguém e saiu correndo o que está acontecend . . . 

O bruxo interrompeu a frase pela metade ao ver a peculiar cena, Simon com os olhos arregalados e sem ação alguma olhando para Clary e Alec, que tinha o corpo por cima do da ruiva e prensava suas mãos no chão acima da cabeça. Ambos se encaravam como se não acreditassem no que via. 

— Espero que tenha uma boa explicação para isso, Alexander! - Disse o bruxo com a cara fechada. 

— E-eu senti uma presença, sei lá um sexto sentido, sabia que havia alguém aqui, e vim conferir, a porta estava se abrindo, então, aproveitei e agi primeiro e só depois percebi que era Clary. - Disse o garoto visivelmente confuso. 

— Legal Alec, muito bom mesmo seu tempo de reação está muito melhor, está voltando ao ritmo de um caçador. Porém acho que já pode soltar a minha namorada! 

Todos olharam para a cabana ao ouvirem a voz sarcástica e viram Jace com uma expressão de poucos amigos encarando a cena. Só então, Alec e Clary perceberam que ainda estavam na mesma pose constrangedora, corando o menino se afastou rapidamente e logo se levantou, ajudando a pequena ruiva que também estava corada a se levantar. 

— D-desculpe. - Murmurou tímido. 

— Você sabe quem eu sou? Quero dizer eu de verdade? - Perguntou Clary curiosa. 

— Sim, eu meio que estou recuperando a minha memória, você realmente é a namorada do Jace e eu não gostava de você. - Disse o menino corando mais ainda ao perceber o que havia dito. - Q-quero dizer, antes, n-no começo, e-eu não e-estou falando d-de agora, eu nem a conheço direito. 

Clary levantou uma sobrancelha para o menino que estava se atrapalhando nas falas, Simon e Magnus tentavam conter o riso e Jace soltou uma sonora gargalhada. 

— Agora sim, agora está parecendo meu parabatai, sempre com as mãos longe da minha garota. E você, ruiva, como não vem cumprimentar seu namorado? Eu poderia estar morto, você só ficaria sabendo das minhas cinzas. - Disse Jace de forma dramática e com a mão no coração, fazendo os demais revirarem os olhos.

Clary revirou os olhos, ela quis correr para seus braços desde que o vira, porém a surpresa de ser reconhecida por Alec a desconcertou por um momento.  A ruiva abriu um sorriso gigantesco e se jogou nos braços do namorado, Jace a agarrou pela cintura e colou seus lábios em um beijo urgente. 

— Ih! Já começou, vão para um quarto vocês! - Disse Simon com implicância. 

— Vem cá, quem chamou o mundano?- Perguntou Jace sarcástico enquanto ofegava pelo beijo. 

— Engraçadinho, sua namorada que não vive sem o nerd gostosão aqui. 

Jace ia retrucar quando Magnus passou a frente. 

— O que vocês estão fazendo aqui? 

— Nós poderíamos fazer a mesma pergunta. - Retrucou Clary. 

—Não podíamos ficar mais por lá, não com Alec recuperando a memória gradativamente e suas runas voltando. Também não podíamos te avisar, seria perigoso demais. 

— A claro e por isso nos deixaram no escuro? Quase fomos mortos sabiam?- Disse Simon irritado. 

— O quê? O que você disse Simon? Por onde andou Clary? Era para Catarina te deixar longe de problemas! - Disse Jace nervoso enquanto segurava a garota pelos ombros e a analisava em busca de ferimentos.

— Jace, eu estou bem! Nós fomos até a corte Seelie, fomos investigar até que ponto o povo das fadas estão envolvidos. - Disse Clary impaciente enquanto se desvencilhava das mãos de Jace. 

— Você enlouqueceu Clary?! Quer me matar mesmo?! Por que acha que eu te deixei no escuro por meses? Por que acha que não fui contra você tomar a poção de Magnus? Para que ficasse segura Clary! E o que você faz? Na primeira chance vai até território inimigo? Qual o seu problema? Você poderia ter morrido! Simon poderia ter morrido! Você poderia estar morta agora Clary, morta!- Gritou Jace fora de si. 

— Jace, acalme-se e deixe Clary explicar o que aconteceu, mas lá dentro, não aqui. - Disse Magnus sério. 

O bruxo chegou perto do namorado que olhava para Jace assustado e o puxou pelo braço, Alec estava pálido e isso o deixou preocupado, a explosão de Jace parecia ter reavivado alguma lembrança no moreno. 

Jace fechou os olhos tentando se acalmar, respirou fundo e olhou para Clary esperando a explosão que viria, porém para a sua surpresa os olhos verdes da garota se encheram de água, Clary parecia prestes a desabar na sua frente. O loiro deu um passo frente e a abraçou amaldiçoando a si mesmo por seu descontrole. 

— Clary,sinto muito, não quis magoa-la. 

— Tudo bem Jace, não foi você foi eu, e-eu tenho algo para lhes contar. Porém preciso falar  a sós com Magnus, é importante. 

Magnus arqueou uma sobrancelha para a ruiva e concordou com a cabeça, Jace abriu a boca como quem ia protestar, porém Clary o cortou. 

— Jace por favor, é importante. Simon vai deixa-los a par de tudo, mas eu preciso contar ao Magnus pessoalmente e em particular.

O loiro soltou um suspiro derrotado e concordou com a cabeça dando um selinho na garota.

— Tudo bem, vamos estar na sala. 

— Vamos Clary, o escritório de Ragnor é bem aconchegante e lá poderemos conversar. - Disse o bruxo visivelmente curioso. 

 

 

                                                * * * 

 

Clary fechou os olhos com força quando ouviu Magnus fechando a porta atrás de si, ela sabia que Simon diria à Jace e Alec o que acontecera, porém era um dever dela contar a Magnus o que houve, devia isso ao bruxo assim como a Catarina. 

— Então, admito que estou curioso, o que é tão importante? - Disse Magnus se sentando em uma poltrona e indicando a que estava à sua frente para a menina.

— Magnus, quando eu despertei após tomar o antídoto, que você gentilmente não me disse que me daria uma ressaca terrível, eu e Catarina conversamos e decidimos que avançaríamos nas investigações por conta, vocês estavam incomunicáveis e não tínhamos mais o que fazer. Bolamos um plano de ir até a Corte Seelie escondidos, Simon também quis ir então fomos nós três. 

Magnus deixou escapar uma arfar, Clary não podia estar falando sério, entrar no reino das fadas sem o consentimento era praticamente suicídio, a garota podia não saber por ser muito nova no mundo das sombras, porém Catarina como a grande feiticeira que era sabia! 

— Encontramos Mark Brackthorn e ele nos passou informações valiosas, as fadas declararam guerra contra os caçadores, além de serem realmente culpadas pelo sequestro de Alec, a mando de alguém de dentro da Clave, uma pessoa com muita influência, porém parece que não se trata de Robert.

Clary viu o bruxo arregalar os olhos e respirou fundo tentando se acalmar, estava chegando à pior parte. 

— Tudo ia bem, sairíamos despercebidos se a rainha não tivesse nos encontrado.  - Clary viu o bruxo engolir em seco. - Nós lutamos muito, mas eles eram muitos, o que estou tentando lhe dizer Magnus é que a luta cobrou seu preço, Catarina não resistiu, ela foi uma heroína, uma grande mulher até o fim. 

Clary viu por entre as lagrimas que escoriam por seu rosto, Magnus que parecia em choque, o bruxo a olhava sem realmente lhe enxergar. 

— Cat . . . Cat está morta? - Perguntou num sussurro.

— Sinto muito, Magnus. A culpa é minha, sinto muito. 

O bruxo ficou olhando para ela com uma expressão vazia, Clary começou a se preocupar, nunca o havia visto assim antes.

— Magnus, as ultima palavras dela foram para lhe dizer que você foi o irmão que ela nunca teve, que ela te amava Magnus. 

Clary viu quando a primeira lagrima escorreu solitária pelo rosto do bruxo, logo um soluço escapou e Clary viu uma cena que nunca pensou que veria, Magnus Bane o Alto Bruxo do Brooklyn desmoronar na sua frente. 

— Não pode ser, ela era a ultima coisa do meu passado que havia restado, minha melhor amiga, minha irmã! - Disse o bruxo chorando. 

Clary se aproximou e abraçou o bruxo, que chorava desconsolado, logo a porta se abriu e um Alec preocupado entrou, olhou para a cena e hesitou, com aceno de cabeça Clary pediu a ele que ficasse, soltou o bruxo de seus braços que caiu de joelhos sem se importar se havia ou não mais alguém na sala, foi até Alec e sussurrou.

— Ele precisa mais de você do que de mim, não o deixe nesse momento difícil. 

— Nunca. Nunca vou deixa-lo.- Disse Alec baixinho indo até o bruxo o puxando para seus braços e o acalentando como se confortasse uma criança. 

Clary lançou um ultimo olhar e saiu da sala, as lagrimas caiam por seu rosto e a culpa a assolava, afinal se não houvesse convencido Catarina a ir a Corte Seelie ela estaria viva agora. 

— Não gosto de te ver chorar. 

A ruiva levou um susto e olhou em direção a voz, Jace estava escorado na parede do corredor, sem pensar duas vezes correu e se atirou em seus braços, escondeu o rosto em seu ombro e chorou como uma criança. 

— Xiii, vai ficar tudo bem, eu estou aqui com você. - Disse Jace afagando seus cabelos e apertando os braços ao seu redor. - Sempre estou. 

 

                           ****

 

Alec nunca viu Magnus tão devastado, ele chorava e ofegava, agarrado ao seu braço, como se tudo dependesse disso, como a vida dele dependesse disso.

Beijando os cabelos de Magnus, ele o sentiu ofegar mais e se agarrar ainda mais forte ao seu braço.

-Eu vou ficar sozinho, Alexander. –Murmura tremulamente. –Eu já perdi o Ragnor, agora vou perder a Catarina, daqui a alguns anos eu vou perder você. –Revela olhando-o nos olhos. –Eu não consigo mais perder as pessoas que eu amo, Alexander. –Declara tremulo.

-Magnus, você nunca os perde realmente. –Revela forçando-o a encara-lo. –Nós sofremos, nós choramos e nós nos despedimos da matéria e sempre vai haver um buraco na sua vida aonde aquela pessoa deveria estar, deveria ocupar, mas no final das contas, mesmo que não materialmente eles sempre vão estar conosco, meu amor. –Murmura beijando a testa de Magnus.

-Alexander, eu... Eu não envelheço, eu vivo neste ciclo vicioso, dia após dia, ano após ano, mas sempre existem aquelas pessoas, aquela pessoa que mesmo com tudo em volta mudando, sempre permanece o mesmo, sempre está ali para lhe estender a mão. Eu não tive família, Alexander, Catarina e Ragnor eram a minha família. –Garante categórico.

Alec o analisou por um momento, alisou o seu rosto, ele nunca se vira vivendo eternamente ao lado de Magnus, ele nunca se viu vendo aqueles que ama e se importa morrerem ano após anos, mas Magnus já passou por isso, passou mais vezes do que ele poderia aguentar e talvez... Talvez por ele, ele também possa aguentar.

O choro de Magnus se intensificou quando o bruxo alisou o rosto de Alec e encostou a sua testa na dele.

-Não pense nisso. –Pede, tendo uma ideia do que ele estava pensando.

Magnus estava imaginando num mundo sem Alec e o caçador sabia que se aquilo viesse a acontecer, dadas às circunstancias, Magnus com toda a certeza iria petrificar ou se transformar em algo ruim, muito ruim.

-Não tem como não pensar nisso. –Garante e Alec suspira. –Eu nunca pensei em lhe mudar, eu nunca pensei em lhe transformar em imortal, mas... Confesso que desde que aconteceu o atentado eu só consigo pensar em conseguir um jeito de me transformar mortal. A vida é pequena, frágil e mesmo você sendo imortal, eu... –Sussurra desviando o olhar. –Estou pensando sinceramente em arriscar um feitiço de mortalidade. –Revela, enquanto Alec seca as suas lágrimas.

-Se eu não enlouquecer... E quando tudo isso acabar, nós voltamos a conversar, está bem? –Pede suspirando. –Mas desde já posso adiantar, se você não consegui um jeito de ser mortal, eu me transformo em imortal. –Afirma categórico. –Eu amo ser quem eu sou, fazer o que eu faço, mas... Eu amo muito mais você, abandonei a minha carreira como líder instituto por você, largaria mil vezes se fosse possível e continuaria fazendo o trabalho que faço com Lily e Maia, porque essa é minha vida e eu a amo. –Declara suspirando.

-Alexander, eu... Eu não posso te pedir isso. –Afirma, negando com a cabeça, enquanto ofega.

-Você não está me pedindo, como eu não estou lhe pedindo para se tornar mortal. –Afirma taxativo. –Vamos passar por tudo o que tivermos que passar e depois voltamos a esta conversa, está bem? –Pede e Magnus concorda com a cabeça.

Alec aconchega Magnus em seus braços, sentindo-o suspirar, sentindo-o se deixar ser consolado, receber carinho.

-Eu vou sentir muito a falta dela. –Confessa ofegante, enterrando o seu rosto no peito de Alec e voltando a chorar.

-Estou aqui... Não vou lhe deixar. –Garante, beijando os cabelos de Magnus, que concorda com a cabeça.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!
Bjss até o próximo!!!


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