História Portland - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Cheerleader, Colegial, Romance
Visualizações 1
Palavras 1.668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Two


Fanfic / Fanfiction Portland - Capítulo 2 - Two

 Na hora do intervalo, como de praxe, Chase e Mike estavam sentados na minha mesa. Apesar de serem uns completos babacas, ainda eram filhos da minha tia mais querida – Tia Quinn -, irmã de minha mãe. E, claro, meus melhores amigos desde que eu me entendo por gente. Nunca me deixaram de lado e sempre foram excelentes para mim, mesmo quando se tornaram populares na escola – pelo time de futebol e pela beleza, claro. Apesar de gêmeos, não eram nada parecidos um com o outro.
 - Ih, por que essa cara amarrada, Gwen? – Mike perguntou, depois de sentar-se à mesa com uma bandeja em mãos: um muffin e um suco de maçã (como sempre).
 - Nada – eu sorri brevemente, mordiscando meu lanche. Chase me encarava com seus grandes olhos castanhos.
 - Nada mesmo? – Ele deu risada. – Até parece. Pode desembuchar.
 Bufei com notoriedade e abandonei meu lanche na bandeja novamente, pegando o suco de maçã de Mike para bebericar – o que fez o mesmo soltar um “hey!” afobado e indignado. Suguei o suco e encarei o teto, apreciando o gosto doce em minha boca.
 - Jonathan veio falar comigo hoje de manhã... – Eu comecei.
 Os dois se olharam brevemente, mas não disseram nada.
 - E o que ele queria? – Mike por fim falou, quando percebeu que eu não dei seqüência ao assunto.
 - Você já deve imaginar – eu ri sem humor, encarando a mesa. – Veio me falar que Will Richards está interessado por mim.
 - WILL? – Chase indagou completamente indignado. – Como...? – Então ele se tocou, e seu olhar pareceu clarear. – Ah... Nossa... A festa da Taylor.
 - Sim – eu balancei a cabeça em concordância, magoada. – Mas eu lembrei na hora de vocês me contando sobre o “tema” da festa desse ano, e falei que não estava interessada. Bom, pelo menos eu fui madura.
 - Foi – Mike concordou, sem animo nenhum. Ambos sabiam da minha paixonite por Jonathan, que era, por acaso, muito amigo deles. – Mas isso foi rude da parte dele e dos outros meninos, eles sabem que você é nossa prima.
 Eu sorri para Mike.
 - Isso seria rude com qualquer garota. É meio obvio que Taylor e as outras líderes vão zoar quem quer que vá de aleatório nessa festa. É o que sempre acontece, lembra do ano passado? – Me referi ao fato de eles terem chamado a turma do xadrez (que havia sido campeã nacional naquele ano) para comemorar, e acabaram tirando uma com a cara do pessoal. A escola inteira ficou sabendo, e foi um terror para os geeks. 
 Mike e Chase concordaram comigo, mas apesar de eu saber que meus primos não tinham um coração ruim, eles ainda pertenciam àquela turminha, o que os levaria direto para aquela festa no final de semana. Resolvi não aprofundar o assunto.
 - Não sei qual é a do Jonathan – Chase olhou para Mike e, em seguida, para mim. – A Gwen é uma gata! Tudo bem que essas roupas que ela usa não ajudam muito, nem os óculos, ou o cabelo... – Eu sabia que ele estava tirando uma com a minha cara, então eu gargalhei enquanto socava seu braço.
 - Isso tudo é genética, bebê – eu ri, enquanto Mike se juntava ao caos e algumas pessoas no refeitório nos olhavam como se fossemos aliens.

 Na tarde daquele mesmo dia, combinei com os meninos de jogarmos sinuca depois do treino de futebol deles. Era uma sina: duas vezes por semana eu ia para a casa dos gêmeos às quatro e meia da tarde, pontualmente. Tia Quinn deixava algumas cervejas e ices no freezer e ia para a aula de pilates – por isso que eu a amo tanto – enquanto nós jogávamos várias partidas. Eu acabava com a raça dos meninos e eles ficavam zangados. Fim. E eu tenho que confessar que eu sou boa demais no pool.
 Não foi diferente. Depois do almoço eu fiz a lição de casa, dei uma ajeitada no meu quarto e assisti um episodio da minha série favorita. Quando o relógio marcou quatro e quinze, peguei as chaves do Jeep, tranquei a casa e fui para a casa dos gêmeos, não muito longe da minha – mas longe o suficiente para eu não querer ir a pé. Estacionei na frente da fachada dos Dashin alguns minutos depois, tranquei o carro e vesti minha jaqueta de couro marrom, e, apesar do frio, eu estava de shorts e chinelo. Sempre uma “lady” para visitar meus priminhos. 
 - Gwen! – Tia Quinn sorriu ao abrir a porta para mim. – Eu estava imaginando mesmo se você viria hoje.
 - Lógico que sim. Todas as terças, praticamente – Eu a abracei.
 - Os meninos estão lá na casa da piscina já – ela abriu passagem e eu entrei na majestosa sala. Era digna de filmes.
 Minha família sempre foi muito bem de vida, mas o fato de Tia Quinn se casar com um magnata do ramo dos seguros do estado – Joshua Dashin – a fez ficar um pouquinho a cima da média das famílias da cidade, e, conseqüentemente, um membro oficial dos socialites do country clube municipal. O que não mudava em nada sua humildade e simpatia.
 Me despedi dela logo em seguida e rumei para os fundos da mansão. A parte de trás contava com um vasto jardim e uma piscina de tirar o fôlego, mais ao fundo estava à pequena casa de vidros – a casa da piscina. Andei até lá e abri a porta sem bater, apesar das cortinas estarem fechadas.
 - Gwen! – Mike sorriu a me ver. Ele usava uma bermuda preta e branca, e apenas isso. Estava com os cabelos molhados, como se estivesse acabado de sair do banho, o que era uma verdade, já que ele cheirava a sabonete quando veio me abraçar.
 Chase, que estava deitado no sofá de couro bege-claro, me encarou e sorriu.
 - Já estava mais do que na hora da senhorita chegar – ele desviou o olhar pra televisão de novo. Em suas mãos estava o controle do Playstation Quatro e ele matava alguma criatura na tela. – Achei que tínhamos te avisado que o treino iria acabar mais cedo hoje.
 - Uau, dez minutos mais cedo é realmente um tempão – eu debochei indo direto para a mesa de sinuca que ficava ali no meio.
 A casa da piscina era um único e grande cômodo – alem do banheiro e da sauna – que abrangia dois sofás, uma cama mais ao canto, uma televisão com os vídeos-game, a mesa de sinuca – alem de outras de outros jogos –, uma pequena cozinha com churrasqueira e tantas outras quinquilharias dos garotos e seu pai. Ali era o lugar preferido dos gêmeos, e confesso que meu também.
 Comecei uma partida com Mike enquanto Chase jogava seu vídeo-game. Ficamos empatados por um bom tempo, até eu finalmente conseguir derrubar a ultima bola que faltava para eu ganhar. Dei um pulinho de vitória para comemorar, enquanto Mike me acusava de roubar, mas logo fomos interrompidos pelo barulho do interfone.
 - Sim? – Chase atendeu – Ah, certo. Estamos na casa da piscina, chega aí. – Ele disse para quem quer que fosse e me olhou.
 - Quem é? – Mike perguntou, passando um giz na ponta do taco que usava.
 - Will e alguns outros rapazes do time – Chase coçou a cabeça. – Eu havia esquecido que nos tínhamos marcado na semana passada de jogar Call Of Duty na terça... E hoje é terça...
 Mike me encarou com as sobrancelhas arqueadas, como se perguntasse se aquilo era um problema. Eu sabia que ele não era muito fã dos jogos eletrônicos, então dei de ombros e alcancei meu taco novamente.
 - Nenhum problema para mim, contanto que o Mike continue sendo esse fracote no bilhar – sorri maliciosa.
 - Ah, garota, agora você me paga! – Ele riu, tentando me rebaixar, mas sabendo que estava falhando em sua missão.
 Antes que começássemos a partida – enquanto Mike ajustava as bolas no triângulo – ouvimos algumas batidinhas na porta e, em seguida, alguns meninos já adentravam a casa. Eu reconheci de cara Will Richards e Ed Wickham – o quaterback do time – mas havia outro rapaz completamente desconhecido a meu ver.
 - E aí, cara – Will cumprimentou Chase no sofá e depois se virou para Mike. Quando me viu, ele pareceu estático. Era claro que a brincadeira de hoje cedo era de conhecimento dele, e ele não esperava ter de me encarar. – Huh, oi.
 Eu cumprimentei com um leve aceno de cabeça, e assim os outros dois meninos que estavam no cômodo. Porém, um leve calafrio percorreu minha espinha até o topo de minha cabeça quando eu encarei o menino desconhecido. Ele tinha os olhos azuis mais profundos que eu jamais havia visto na vida, o cabelo loiro estava bagunçado despojadamente e ele usava um Ray-Ban preto pendurado na gola da camisa branca e lisa que combinava com a bermuda azul-marinho. Nunca havia visto aquele garoto na vida, mas ele parecia ter se interessado brevemente nessa questão, já que não desgrudou os olhos de mim, e eu pude reparar nisso.
 - Niall – Chase cumprimentou o garoto com um abraço. – Meu parceiro! Foi abduzido? Quanto tempo...
 - Quantos anos faz que você deu um perdido? Três? – Mike deu risada, também indo cumprimentar Niall.
 O garoto riu, dando de ombros.
 - Agora eu voltei pra valer, mano – ele falou. Sua voz era grave e bonita, o que me fez dar um sorrisinho.
 Me virei rapidamente para o quadro de anotações da sinuca, para não deixar com que meus primos reparassem nesse meu momento de fraqueza.
 Depois de mais algumas conversas jogadas fora, os meninos começaram suas batalhas virtuais e Mike voltou para a mesa.
 - Achei que ia me abandonar pra ficar conversando com seu amiguinho de longa data – eu desviei o olhar fingindo chateação, era obvio que eu estava brincando.
 - O Niall é um cara legal – ele deu de ombros. – Agora que voltou pra Portland então, pode ir se acostumando com ele.
 Eu dei uma risadinha, mas um pensamento sujo não deixou de passar em minha cabeça: “ah, eu me acostumo bem com essa visão”.



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