História Porto da Rainha - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Exibições 4
Palavras 1.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Drogas, Incesto
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Vai tudo certo


- Velha horrorosa! – Camila reclamou, revirando os olhos, já do lado de fora do prédio.

- Eu avisei, que é melhor não a irritar, ela pode proibir a gente de entrar lá, novamente, se não for com a nossa cara – Alan ponderou, com bom senso.

- Eu sei, mas estou muito curiosa, não consigo descobrir nada sobre os meus pais. Deve ter algo errado nisso - Camila cogitou, aflita.

- Por que não vamos até a casa da sua tia Ágata e confirmamos o nome do seu pai e descobrimos se sua mãe morreu aqui nessa cidade? Porque ela pode, simplesmente, ter ido embora e ninguém quer contar isso para você – Alan sugeriu e uma pontinha de esperança surgiu no coração de Camila que, talvez, sua mãe ainda estivesse viva, vivendo em algum lugar longe dali.

Alguns minutos depois, tocaram a campainha da casa 23 da rua das Flores, esperaram até escutarem passos arrastados e a porta ser aberta.

- Desculpe, tia Ágata, termos aparecidos sem avisar! – Camila começou a falar, mas a senhora a fitava como não a reconhecesse, com o olhar perdido e confuso.

- O que vocês estão fazendo aqui, Sofia? – A tia indagou, surpresa, depois de algum tempo

- Não, tia. Sou eu, Camila – ela esclareceu, preocupada com o estado de confusão mental da tia.

- Camila? – A tia repetiu, piscou duas vezes – Camila! – Ela disse com mais vivacidade, como se acordasse de um sonho. – Entrem! – Convidou. – Quem é esse? – perguntou, ao perceber a presença de Alan.

- Um amigo da escola, Alan.

- Prazer – Alan a cumprimentou, com um sorriso cativante, mas a tia apenas olhava para ele, com um ar de preocupação.

- Entrem! Eu ia fazer um lanche agora – Ela repetiu o convite, abrindo a porta para eles entrarem, caminhou com passos lentos até a sala de jantar, onde a mesa estava posta – Sentem-se! – Apontou para as cadeiras vazias, foi até o armário e pegou xícaras e pratos.

- Não precisa se incomodar, tia. Não ficaremos muito tempo – Camila afirmou, mas a senhora continuava suas ações, sem se importar com isso e, finalmente, juntou-se a eles.

- Comam um pedaço de bolo! – Ofereceu, já servindo uma fatia para cada um. – Minhas irmãs me trouxeram biscoitos hoje – declarou, satisfeita, apontado o prato. – Querem experimentar? Estão muito bons. Uma antiga receita de família – Camila recusou estava muito aflita para comer, seu estômago se revirava, mas Alan pegou um e deu uma mordida.

- Está muito bom, mesmo - ele elogiou, mordendo-o, novamente, porém Camila não queria perder mais tempo.

- Tia, andei procurando pelos meus pais. Fomos até o cemitério e o único Henri Montserrat enterrado lá morreu a mais de cinquenta anos e não há nenhuma Suzanne enterrada ali. Também, não encontramos nada no registro da cidade – Camila falou, angustiada, e a velha senhora a fitava, sem demonstrar nenhuma emoção.

- Suzanne? Quem é Suzanne? – a tia questionou, piscando os olhos, como se não entendesse.

- Minha mãe, tia! – Camila revirou os olhos exasperada.

- Sua mãe? – ela repetiu a pergunta, estranhamente, parecia não reconhecer o nome. Camila desistiu dessa pergunta.

- Tia, Henri Montserrat? – insistiu. - Era esse mesmo o nome do meu pai? E onde eles estão enterrados?

- Sim, era esse o nome do seu pai e ele está enterrado no cemitério da colina – Ágata confirmou com segurança, mudando de atitude, levando a xícara a boca e tomando um gole de chá.

- Tem certeza? – Camila questionou.

- Absoluta. – Ela pegou um biscoito do prato e deu uma mordida.

- E minha mãe? Ela não está enterrada aqui, em Porto da Rainha? – Camila estava intrigada.

- Não – A tia foi direta, mas não deu detalhes.

- E aonde ela está?

- Isso eu não posso responder.

- Ela está viva? – Camila quis saber, ansiosa.

- Aqui, nessa cidade, nada é o que parece – Ágata respondeu de maneira enigmática. Achando que a tia estivesse um tanto senil, a pequena chama de esperança no coração de Camila se extinguiu. – Vocês estão namorando? – Ela foi direta, olhando para os dois.

- Não! – Camila negou, enfática.

- Ótimo, pois, para você dois, o amor pode ser a sua perdição – Ágata profetizou, de um modo sombrio e o olhar vago.

 

- Desculpa a minha tia, ela está ficando um pouco caduca – Camila se manifestou, assim que saíram da casa dela e caminhavam pela rua.

- Não faz mal, mas ainda estamos na estaca zero. O que quer fazer amanhã? – Ele perguntou, assim que pararam na frente da casa de Camila.

- Não sei, preciso pensar.

- Em uma coisa sua tia tem razão, o amor pode ser a minha perdição – Alan afirmou, inclinando-se para dar um beijo na boca de Camila, abraçando-a e a puxando para si. Pega de surpresa, ela retribuiu, o envolvendo nos seus braços, afastaram-se, lentamente.

- Desculpe, Camila, eu sei que você não queria isso agora, mas não resistir – Alan confessou, sem jeito.

- Não faz mal, não posso negar, que gostei – Camila respondeu, com um sorriso travesso, depois percebeu as gotas de suor na testa dele, apesar da temperatura agradável, ele parecia mais pálido. – Você está bem, Alan?

- Para falar a verdade, estou meio estranho, acho que vou para casa – disse, enquanto enxugava as gotas de suor, que se acumulavam na sua testa e escorriam pelo seu rosto.

- Eu vou com você – ela insistiu, impressionada com a mudança do aspecto dele.

- Não precisa, é muito perto. Nós nos veremos amanhã, no colégio, Camila.

- Até amanhã, Alan.

Atenta, Camila ficou o observando afastar-se, até sumir na curva da esquina, antes de entrar em casa.

- Aonde esteve, menina? - Tia Rose perguntou, despreocupada, enquanto, tricotava na sala e tia Mary lia um livro.

- Na casa de tia Ágata, lanchei com ela – Camila contou meia verdade – Legal, você levarem biscoito para ela – elogiou, satisfeita pela aproximação das irmãs.

- Ah! Sim, os biscoitos. E você comeu? – Mary perguntou com a voz esganiçada, bastante interessada.

- Eu não, mas Alan provou, disse que estava ótimo. Bem, boa noite, vou tomar banho e fazer meu dever de casa.

Rose deu um pesado suspiro.

- Vai dar tudo certo – Mary profetizou, querendo tranquilizar a irmã.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...