História Porto Seguro - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Personagens Originais
Tags Amor, Aventura, Comedia, Derek Hale, Derek Hale Hetero, Drama, Fantasia, Hentai, Heroi, Lobisomem, Original, Persoagem Original, Revelaçoes, Romance, Sobrenatural, Teen Wolf
Exibições 45
Palavras 2.521
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Hentai, Mistério, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus queridxs! Eu espero que gostem da fic, é uma ideia que tive a algum tempo, pretendo postar regularmente mas isso vai depender de vocês caros leitores, aproveitem!

Capítulo 1 - Chuva de Outubro


Foi então no momento em que eu mais pedira pra que algo tirasse minha vida, porque eu não tinha forças pra fazê-lo, que dois olhos acinzentados pousaram sobre os meus castanhos, olhos estes que apenas expressavam preocupação e horror, definitivamente meu estado não era dos melhores, eu tremia de frio e medo, mas sabia que a madrugada estava congelante, ele tirou sua camisa em rápidos movimentos  e fez menção de vir pra cima de mim, mas me encolhi por reflexo, por tudo que já tinha passado.

— Ei calma, você esta segura agora, não vou te machucar pequena –  Ele prometeu – Isso aqui é pra te cobrir tudo bem? – Indicou pra camisa.  Eu inspecionei seu rosto, não havia sinal de malicia, eu acenei afirmativamente, a essa altura eu não conseguia encontrar minha voz. Meus seios estavam expostos, podia senti-los intumescidos pela brisa, ele me embalou com o tecido, cobrindo meu corpo parcialmente, doía, mas não mais que os hematomas ali perto, ele não olhava pro meu corpo, talvez já tivesse visto o bastante, reuni forças e encontrei minhas mãos pra fechar a frente da camisa. Assim que terminei, ergui meus olhos pra ele já mais calma.

— Sinto muito por isso, eu juro que vou encontrar quem fez isso e vão pagar pelo que fizeram a você. Mas agora preciso te levar pra um hospital – Ele disse com a testa vincada em preocupação ou frustração, não sei dizer, talvez os dois. – Minha lata velha... deixei  estacionada em frente a loja de ferramentas, eu vou te levar até lá. – O beco que estávamos era estreito, mal iluminado , mas foi o suficiente pra ver seus olhos e seu tamanho enorme. Ele rodeou seus braços a minha volta e logo senti um cheiro almiscarado quente e refrescante, me erguendo do chão pra direto do embalo dos seus braços, senti desconforto entre minhas pernas e costelas e soltei um leve gemido de dor.

— Me desculpe.- Ele sussurrou culpado, mas o que ele podia fazer? Eu já estava arruinada mesmo.

— Tudo bem... – sussurrei de volta, eu o senti me encarando surpreso por ter aberto minha boca, eu me agarrei mais em seus ombros, ele estreitou os braços a minha volta, me puxando pra mais perto me acomodando, sem me pressionar, talvez eu realmente estivesse com alguma costela quebrada. Ele começou a caminhar silenciosamente pra fora daquele beco, por Deus eu estava sujando sua regata branca com meu sangue sujo.

— Hum... senhor, me desculpe pela sua regata, estou cheia de.. de s-sangue – Ele estancou tenso, brevemente achei que ele estivesse furioso, mas senti contrações suaves em seu tronco, sua risada foi baixa e gutural, incrédula quando o vi balançar a cabeça negativamente, o que diabos era tão engraçado?! Fechei a cara pra ele e mim mesma.

— Minha regata é a ultima das minhas preocupações – Dizendo isso ele continuou a caminhada pra fora, foi quando a luz se espalhou por tudo que identifiquei onde estávamos as lojas em volta, tudo estava deserto, sem uma alma na rua, talvez só a do rapaz que me carregava porque a minha eu não sei se ainda possuía . Foi então que resolvi olhar pro rosto do homem que me resgatara, ergui os olhos pra ver um rosto angular, maxilar proeminente, forte, uma barba impecável e negra, um nariz reto e nulo de imperfeição, sobrancelhas  fartas e bem feitas, cabelo curto e bem aparado, e haviam seus olhos, deus, nem se eu quisesse não conseguiria expressar o quanto eram profundos  e diabolicamente lindos.

Eu me senti segura e completamente exausta, encostei minha cabeça na curvatura de seu pescoço, e inspirei acomodada com o conforto do calor.

Eu sabia que não podia pedir ajuda, eu sabia que tudo seria em vão, ele não podia me levar pra um hospital, lá espalhariam minha situação, e até ás nove e meia da manhã de um sábado eu seria o principal motivo de fofocas.  Droga, muito menos a policia...

— Obrigada por me tirar de lá, mas não preciso que me leve pra um hospital, por favor me leve pra casa- Eu sussurrei, de cabeça baixa pra ele não notar minha apreensão.

— Porque eu deveria fazer isso? Você precisa de cuidados, me de um bom motivo pra não fazer. –Ele ergueu uma sobrancelha questionadora. 

 - Bom senhor, eu tenho meus motivos, agradeço pela sua ajuda ate agora mas pode me deixar aqui que consigo ir pra casa. – Falei convicta, pronta pra descer de seus braços, me empurrando pra longe dele, ele me pressionou de volta me mantendo onde estava, com um semblante não tanto amistoso, raivoso eu diria. Encarei de volta com o queixo empinado desafiando –o.

— Você é louca? Quantos anos têm? Pelo que sei deve ser menor de idade, seu estado não está favorável para que discuta isso. – Ele vociferou. E agora? Como sair dessa? Eu não podia por Deus do céu ser vista assim por mais ninguém...

— Eu não sou menor de idade, eu sei me cuidar! – Vociferei de volta.

— Como você é teimosa!  Preciso levá-la ao hospital antes de tudo. – Decretou ele.

Então assim que não vi uma saída, comecei a chorar baixinho, e bom, homens não lidam bem com exposição de sentimentos, muito menos de uma garota em prantos. Ele parou novamente, tocou meu rosto com sua mão direita, mãos capazes de cobrir meu rosto todo, delicadamente puxou meu queixo fazendo com que o encarasse sua expressão vincada, e olhos apertados de quem tem culpa no cartório.

— Hey, não chore, olhe, está bem... Vou levar você pra onde quiser bom... – Deliberou – Você me fala pra onde e então eu analiso se é seguro.  – Ele propôs, sequei minha lagrimas com as costas da mão.

— Senhor, o problema é que não tenho onde dormir esta noite, minha casa esta trancada com a saída da minha irmã, eu não conseguiria pular o muro... 

— Bom, e onde estava indo essa hora?  - ele perguntou

— Eu faço faculdade, eu ia dormir na casa de uma amiga, quando... – Eu o olhava diretamente explicando mas quando cheguei nessa parte eu já não o via, fitava através dele, talvez ele tenha notado pois me ajeitou nos seus braços me fazendo voltar ao presente.

— Entendo, já sei pra onde vamos então. – Disse convicto. Merda nada hospital. – Minha casa. Olhei-o alarmada – Não posso deixa-la aqui na rua senhorita, ou prefere o hospital? – perguntou com um sorriso provocativo, estava começando a achar que ele gostava de me ver louca.

— Sua casa seria ótimo. – Respondi imediatamente, ele riu de leve, mostrando a fileira de dentes brancos perfeitos, e bom, presas ligeiramente afiadas. Continuou a caminhada até uma caminhonete ligeiramente velha.

— Será que eu poderia saber o nome da garota que vai entrar na minha Preciosa? – Eu soltei um riso, sério que ele deu nome pra isso?

— Oh, não sei se devo... É muito perigoso pra mim, sabe, em vista de que eu deveria saber seu nome primeiro – Brinquei

— Ah é? E pelo ponto de vista de quem?  - perguntou ele divertido.

— Do meu é claro! – Respondi – Uma garota deve saber com quem esta conversando antes de se apresentar, pra dar uma chance dela escapar de um possível assassino em série. – Ele então gargalhou, foi um som incrível que reverberou em mim, fazendo com que eu sorrisse junto.  Ele conseguia de alguma forma dispersar pensamentos ruins e fazer com que a dor amenizasse.

— Bem... não tenho muita escolha então, meu nome é Derek, Derek Hale – Cedeu ele rondando a caminhonete ate chegar no lado do passageiro – E como devo chamá-la ? – Perguntou me fitando.  Antes que respondesse, senti um pingo de água, ligeiro e sutil acariciar minha bochecha respingando em seu queixo, ambos nos olhamos e contemplamos o céu, esperando pela resposta que já tínhamos vários pingos semelhantes aqueles começaram a nos atingir suavemente, fechei meus olhos brevemente encostando minha cabeça na curva do seu pescoço e pousando minha mão em sua clavícula.

— Meu nome é Lúcia Allen – Sussurrei em resposta.

— É um prazer Lúcia – Ergui meu olhar para o seu, orbes cinzentas que carregavam algo tão profundo, definitivamente as mais sinceras que já comtemplei, sorri levemente em resposta. – Vou te colocar lá dentro, antes que me chame de atrevido por já estarmos tomando um banho juntos - Ele sorriu de lado.

— Babaca. – Respondi revirando os olhos e rindo. Derek escancarou a porta da caminhonete rapidamente, e com muita delicadeza, foi me colocando no banco do carona, senti minha costela doer, e um certo desconforto. Eu sou forte, não fui criada pra ser uma dessas garotas frágeis que desmaiam com sangue ou dor, todos possuem limite é claro, mas por mais que fosse doloroso eu tinha que pensar na minha irmãzinha, logo ela estaria de volta e precisava de mim. Fomos criadas sem pais, sem mimos, tínhamos uma a outra, e era nisso que eu devia me apegar antes de tudo.

Meus devaneios foram rompidos com o “click” do cinto de segurança. A essa altura a chuva estava ficando mais densa. Ele fechou minha porta com um baque, e logo estava do outro lado abrindo sua porta, rápido demais... Chacoalhou o cabelo negro, respingando algumas gotículas em mim.

— Você foi algum cachorro em outra vida? Por Deus, está feito meu labrador Joey quando toma banho. – disse zangada, me enxugando. Ele pareceu se divertir ainda mais, ligando o carro respondeu:

— Um cachorro? Não. Talvez um lobo quem sabe. – Piscando pra mim, arrancou com o carro.

...

— Lúcia... Lúcia? – Uma voz me chamava, senti mãos me chacoalhando levemente e comecei a recobrar a consciência aos poucos – Já chegamos, achei melhor te acordar pra que não se assustasse depois...– Ele gesticulou para uma casa de madeira simples com uma luz alaranjada no hall que exaltava a cor marrom avermelhada da casa.

Olhei em volta tentando descobrir em que parte do condado de Idaho estava, porém avistei a cabana do Senhor Harper para confirmar meu conforto de que não saímos de Arlen Falls. Ele perdeu a mulher por uma terrível doença,  realmente a amava, eu o conhecia desde a infância, amigo de meu pai, era a ele que recorria em pequenos problemas; um encanamento, um conserto no carro... E ele me mantinha perto, me ensinando caso o problema surgisse novamente, aprendia muito com ele. Eu sempre retribuía levando uma boa porção de Rosbife, ou qualquer receita digna de dar água na boca. Ele era muito gentil apesar de tudo, mas quando você é tratado com pena, ainda mais por pessoas que adoram comentar da sua vida eu não julgaria por ter escolhido aquele lugar sossegado.

 Se caminhássemos mais a sul da cabana dele encontraria o restaurante do Jules juntamente com posto de gasolina, isso significava que estava nas redondezas da reserva de Yellowstone, não era lá um lugar seguro, em vista de que havia ursos, pumas, e matilhas de lobos que habitavam a floresta, mas o mais assustador é que haviam encontrado alguns corpos mutilados lá. Apenas poucas pessoas da cidade sabiam disso, e eu era uma delas, mas por que eu sabia demais? Bom, digamos que eu me envolvi com a pessoa errada.

Derek me pegou no colo novamente, caminhando rapidamente em direção a porta, a chuva se mantinha estável e pensando nela que me ocorreu a necessidade de um banho, além de colocar algo na minha costela que doía e tratar do corte que estava talvez na região das costas.

— Eu sei que está exausta com tudo, mas antes de qualquer coisa vamos cuidar de você – ele disse, eu assenti com um aceno. Abrindo sem dificuldade a tela contra mosquitos para em seguida abrir a porta de madeira, ao entrar ele ligou o interruptor e sua sala de estar estava diante meus olhos, bem iluminada era um lugar simples, sem muitos detalhes tinha o essencial, um balcão separava a sala da cozinha, no canto direito para minha surpresa estava sua cama, uma verdadeira King Size com lençol cinzento e travesseiros brancos, e uma porta que julgava ser o banheiro.

— Preciso ver o que houve com você. – dizendo isso, me sentou no sofá de três lugares.

— O quê? Você já sabe, não precisa ver nada! Eu não vou simplesmente deixar que... – Despejei rapidamente.

— Eu sei que você tem algum corte em algum lugar do corpo, e alguma coisa me diz que tem alguma fratura na costela, isso foi muito claro quando eu a peguei no colo e senti seu extremo desconforto.  – Ele me interrompeu jorrando as palavras, ah me examinar... Ele levantou de repente – Espere aqui já volto.

—Sair correndo é que não vou – Resmunguei julgando ser inaudível pra ele, mas talvez eu o  tenha escutado rir baixinho.

 Ele caminhou pro banheiro e voltou com uma toalha, me cobriu e começou sua análise, enquanto o fazia eu o observava  sem pressa , a maneira que estava completamente absorto e como sua testa se vincava quando um pensamento não fosse agradável, ele mantinha sua boca em linha reta mas eu que o conhecia a pouco tempo sabia como era incrível ver um sorriso se abrindo ali. Tive muita sorte que me encontrasse, porque se não fosse ele, talvez eu ainda estivesse naquele beco tomando chuva, sendo encontrada no dia seguinte. Bom... Alguma coisa me dizia que Derek Hale mantinha algum fardo, seus olhos denunciavam isso, e foi focada nos mesmos, que fiquei desconcertada quando seus olhos encararam de volta, pegando-me no flagra, corei furiosamente desviando o olhar, droga só faltava eu babar ali.

— Seu ferimento na região das costas não é profundo, mas a costela... – Ele a apalpou suavemente, senti dolorido e me encolhi brevemente -  Vai ter que ter repouso, e faremos compressas de gelo durante 20 min a cada uma hora que estiver acordada, em uma semana vai estar melhor, certo?

— Certo Dr. Derek – Ele riu, comecei a tentar me levantar, precisava andar por mais que fosse desconfortável a costela e a minha região íntima – Preciso  tomar um banho se não se importar... – Me apoiei nele, que segurando minha cintura com uma mão e apoiando meu braço com a outra ele assentiu. 

— Não tenho certeza se vai conseguir se manter de pé no chuveiro então... – Ele começou cauteloso, me guiando ao banheiro, eu estava dolorida, mas eu conseguiria suportar se fosse devagar.

—Sim..? – Incentivei ele terminar o que dizia, entramos no banheiro e eu avistei uma maravilhosa ducha retangular, com certeza aquela maravilha cobria meu corpo todo, me lembrei rapidamente do patético chuveiro de casa que nos fazia remexer para que nosso corpo não ficasse tempo demais descoberto pela água quente.

— Eu não sei como dizer isso sem que tenha a ideia errada, mas... – ele pausou, tirou seus olhos de mim e olhou pro teto, criando coragem talvez – Eu talvez devesse ficar aqui enquanto toma banho. – Ele balbuciou. O quê?! Ele estava brincando.

— Ah, claro! Você gostaria da pista Premium pra assistir? – Explodi sarcástica. De repente meu apoio se foi eu oscilei desequilibrando, por míseros milésimos de segundo quase fui ao chão se não fosse pela volta de um braço firme rodeando meu quadril. Eu ofeguei brevemente com a rapidez e a proximidade, droga. Derek me fitava com um pequeno sorriso sugestivo nos lábios, ele estava certo. Eu precisava dele comigo aqui, como fazer isso sem que me expusesse?


Notas Finais


Fiquem a vontade pra perguntar, ou fazer criticas, ate mesmo elogiar >< hahah beijos!


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