História Possible Love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Kentin, Nathaniel
Tags Alexy, Boyxboy, Kentin, Kentinxalexy, Yaoi
Visualizações 12
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei um pouquinho porque tava sem tempo mas pretendo postar o próximo capitulo sem muitas demoras.
Bom, essa fanfic vai ter três capítulos, então esse é o penúltimo!!

Aviso q no terceiro pode ter limão em hehe
-qq

Capítulo 2 - O dia em que eu pirei de vez


Hoje eu acordei com o pé esquerdo, é um daqueles dias que você acorda de manhã cedo morrendo de sono por ter ido dormir tarde noite passada e para ajudar vai fazer nescau com leite e após derramar o leite no copo vai pegar o nescau e percebe que acabou. Pois é, hoje tá uma droga.
Para ajudar a deixar o dia pior, Alexy surge das profundezas do inferno vindo em minha direção com aquele sorriso cínico.
- Oi biscoitinho, foi bom o final de semana, em? - Questionou com sua habitual voz de deboche.
Como ele conseguia ser tão irritante mesmo com simples palavras? Tenho vontade de calar aquela boca com um...Opa, vamos parando por ai.
- Ficou hipnotizado com a minha beleza, foi? - Indagou me tirando dos devaneios.
Fuzilei a criatura azulada com o meu olhar de poucos amigos.
-Meu final de semana foi ótimo...melhor impossível, não tinha ninguém pegando no meu pé. -Mentira, meu primo foi lá em casa. - E queria que continuasse assim...
- Oh, desse jeito parece até que você me ama...mas não se iluda, eu sou difícil. - Piscou depois desse discurso repleto de ironia.
Não sei se estava vermelho de raiva ou vergonha.
- Kentin! - Ouço uma voz feminina atrás de mim, Docete.
Minha antiga melhor amiga que andava sumida quando voltei da escola militar.
Antes, quando eu não valia nem os biscoito que comia, eu gostava dela...mas já superei e agora parece ser ao contrário.
Lei do retorno baby.
Conversamos normalmente até o inicio das aulas, e como de costume eu passei mais tempo que deveria olhando aquele menino de cabelos azuis e olhos violeta.
Que droga, desse jeito parece até que eu tô apaixonado por ele!
Já fazia um mês que eu havia conversado com Cass sobre Alexy, e desde então aquela maldita possibilidade não tem me deixado dormir!  Isso me irrita muito, mais que esse menino.
Bufei e enterrei o rosto entre os braços, desde quando eu fico igual uma garotinha apaixonada? Me irrito com qualquer coisa, fico nervoso perto daquele maldito, minha garganta dá um nó cada vez que seus olhos me encaram, fico corado com apenas um toque dele ou com as idiotices que ele fala...Ah, e as vezes nem em meus sonhos ele me deixa em paz. - Certa vez sonhei que a gente tinha casado e comprado um pato, é, eu sou fora da casinha nos meus sonhos.
Admito que Alexy tá mexendo com a minha cabeça. Mas isso não significa que eu goste dele.

Estou aqui sentado em um banco qualquer com um Castiel ao meu lado fuzilando a Docete que conversa animadamente com Nathaniel. Posso ver os olhos do ruivinho queimarem, se ele pudesse agarraria a guria pelos cabelos e arrastaria no asfalto.
Quando a Docete finalmente deixou o representante em paz, Castiel praticamente se jogou em cima dele.
Enquanto os dois ao meu lado estavam se comendo praticamente, eu fiquei ali de vela.
Era um pouco estranho os dois juntos, quer dizer, esse relacionamento é como a prova concreta que os opostos se atraem.
Se fosse eu e o Alexy, acho que eu seria como o Nath e ele como o Cass, porque aquele azulado é pervertido.
Mas eu não seria passivo, já que o Alexy é mais baixo que eu...
Não pera..​QUE PORRA FOI ESSA?


Respirei fundo tentando livrar-me desses pensamentos nada puros que eu acabo de ter com um certo azulado. Um pimentão deve estar ne invejando, porque eu estou tão corado que poderia explodir.
Decido então sair dali e dar uma volta, ao fazer isso encontro a Docete perambulando.
-Kentin! - Chamou meu nome assim que me viu. - Cara, eu estava te procurando! Se lembra daquele ursinho que você me deu antes de partir? - Corei na mesma hora.
- O que que tem?
- Er...eu achei que talvez você o quisesse de volta...
- Foi um presente, eu gostava bastante de você naquela época sabe? -Dei de ombros, acabo de confessar que já gostei de uma garota e nem ao menos corei com isso. - Dai eu resolvi te dar algo que eu considerava especial...
- K-Kentin....-Ela me olha surpresa. - Nossa, eu fui muito lenta para não perceber...é serio, eu...me desculpe!
- Tudo bem... - Sorri gentilmente.
- E você ainda gosta de mim? - Paro de andar na mesma hora e vejo em seu olhar um brilho de esperança.
Como explicar a ela que resolvi deixar de ser trouxa?
- Não.  - Baixei a cabeça. - Eu não tinha te falado que gostava de você porque eu era um idiota, nenhuma garota ficaria comigo aquela época!
- Ken...-
- Mas nada disso importa mais, eu só não queria me apaixonar por mais ninguém por enquanto...mas isso parece meio impossível no momento, mas espero que possamos ser ainda os bons amigos que nós eramos. Vamos esquecer isso, ok?
Mas ela entendeu de uma maneira completamente diferente, tanto que puxou meu rosto roubando-me um beijo.
Apenas paralisei ali, sem saber o que fazer nem como agir, tanto que nem retribui o beijo roubado que acabo de receber.
Docete se afasta corando violentamente. -Não posso simplesmente esquecer...eu gosto de você, sempre gostei...E-então...ai meu Deus! Desculpa! - Cobriu o rosto com as mãos.
Ainda meio incrédulo, abracei a garota que estava completamente envergonhada.
- Tá tudo bem!
Gelei ao ouvir um barulho alto de algo caindo no chão e quando virei-me para ver quem era pude enxergar apenas um vulto, mas seus cabelos azuis denunciavam quem estava bisbilhotando.
- Tenho que ir. - Por que estou indo atrás dele?
Que droga, desde quando eu me importo? Se ele viu tudo, e dai? Por que estou correndo atrás desse garoto que nem um louco?
- Alexy! -Berrei pela milésima vez, ele ainda não parou. Moleque birrento!
Ele adentra uma das salas no final do corredor já que não havia mais para onde ir. E antes que eu pudesse entrar a porta é fechada brutalmente.
Tentei abrir mas falhei por o azulado segurava a porta com força do outro lado me impedindo de entrar.
Bufei. - Abre. - Sem resposta. - Alexy...droga! Aquilo que você viu, não era o que parecia ser...-Tentei explicar.
Em menos de um minuto ele abre a porta, seu olhar era de confusão.
- Porque você está me dando satisfações? -Arqueou sua sobrancelha me avaliando dos pés até a cabeça.
-Não gosto que as pessoas pensem coisas erradas ao meu respeito.
Essa foi uma ótima desculpa, poderia enganar a mim mesmo desse jeito. Pena que isso é uma mentira!
- Ok...-Ditou pouco convencido.
-  E você tá surdo por acaso? Te gritei mil e uma vezes e tu continuou correndo idiota! Por que fugiu? - Cruzei os braços encostando-me na porta com um sorriso divertido nos lábios.
- Ah...eu achei que você ia sei lá...querer brigar? - E eu pensando que minha desculpa fora ruim.
Alexy ficou vermelho, ele não sabe mentir nada!
- Você mente mal sabia?
- E você mente muito bem! -Rebateu irônico.
Reviro os olhos e me permito acompanha-lo ao rir um pouco daquela situação um tanto quanto estranha.
O sinal ecoou avisando o final do intervalo.
- Ah que droga...agora tem Educação Física e eu tô morrendo de dor nas costas! - Murmurei com raiva.
-Dor nas costas? Por que? -Indagou Alexy com certa curiosidade, sem aquela ironia ou o ar de deboche na voz.
- Digamos que mais cedo eu menti para você sobre meu final de semana ter sido ótimo. Na verdade foi horrível! Meu primo insuportável veio passar uns dias aqui e ainda foi dormir no meu quarto, resultado disso fui eu dormindo naquele sofá desconfortável da sala por duas noites...por isso da dor nas costas! -Expliquei.
- Hum...podemos cabular. -Se eu tivesse tomando algo eu me engasgaria na hora.
Cabular aula com o Alexy?!
- Que? Serio?
-Aham...-Deu de ombros. - Não dá nada...topa?
E por incrível que pareça eu aceitei. E mais incrível ainda, passamos todo o tempo do período conversando e rindo sobre muitas coisas.
Fazia tanto tempo que eu não falava com ninguém desse jeito, a ponto de nem perceber as horas passarem.
Estávamos ali dentro daquela sala vazia, Alexy sentado em uma mesa com as pernas esticadas até que as mesmas alcancem a outra mesa. E eu jogado em uma cadeira de qualquer jeito.
Alguns minutos de silêncio se passaram. Então ele perguntou algo que eu jamais pensei que perguntaria.
- Você já se apaixonou? - Corei com a pergunta, mas respondi com a cabeça afirmando, aquilo que eu sentia pela Docete era como uma paixonite. - E já amou alguém?
Suspirei fechando os olhos por breves momentos antes de responder. -Não...mas queria saber como é... -Sim, queria descobrir o tal do significado do amor, muitos diziam ser algo doloroso e outros que era prazeroso.
- Não queira. -Meus pensamentos foram interrompidos pelas palavras frias do garoto pouco distante de mim, sua cabeça estava abaixada e os fios azuis caiam ne impedindo de ver seu rosto. - O amor só serve para machucar, rasgar o seu peito sem piedade nenhuma...o amor te faz perder o ar por alguém que não daria um suspiro por você...te faz pensar todo o momento na pessoa que você mais deseja esquecer!  É a pior dor...e na maioria das vezes você sofre sozinho...-Aquelas palavras amargas apertaram meu peito com força, meus olhos marejaram mas tratei de olhar para cima impedindo qualquer lagrima de escorrer.
Quem ele amou tanto á ponto de ter essa dor tão grande dentro de si?
Me surpreendo ao ver ele levantar seu rosto com um sorriso. Era radiante, como todas as vezes que ele sorria, mas eu podia ver o quanto aquele sorriso não era real, estava apenas forçando um sorriso para quebrar aquele clima de depressão que ficou ali.
Isso eu achava incrível nele, conseguia alegrar qualquer um mesmo estando triste.
Além da sua habilidade de me constranger e me irritar, ele tinha a habilidade de fazer o meu coração bater tão forte como se fosse saltar do meu peito a qualquer momento.


Cheguei em minha casa tomando um grande susto ao encontrar a Docete em frente ao portão me esperando.
Ela morava na esquina, mas porque ficou me esperando chegar?
A convidei para entrar, e assim que entramos ela começou.
-Em primeiro lugar seu amigo deixou o fone cair. -Me entregou os fones de ouvido do Alexy, então isso que caiu no chão aquela hora! -E...me desculpa! Eu fiquei confusa e fiz merda, mas juro que não vai se repetir...então nós podemos esquecer isso e seguir em frente com nossa amizade?! -Seus olhos enchiam se de lagrimas.
- Eu já disse que está tudo bem. -Sorri. -E você deve partir pra outra, qualquer garoto que tiver contigo vai ter muita sorte! Não sei o que eu seria se não te tivesse comigo e não deixaria nossa amizade de lado por isso...- Nos abraçamos.
-Ok...agora pega algo para mim comer! -Docete e a sua habilidade de quebrar momentos bonitinhos.
Assim que voltei com alguns biscoitos ela me pergunta.
-Kentin, er...v-você gosta daquele garoto?
Arregalei os olhos e senti minhas bochechas queimarem.
-O que? P-por que acha isso?
-Porque te conheço, não correria atrás dele atoa, e o jeito que encara aquele menino...seus olhos chegam brilhar e tu fica todo tímido e irritado. -Sorriu e eu só consegui ficar mais vermelho ainda. - Ele parece retribuir também! Vocês se comem com os olhares durante a aula...não minta para mim. Você está apaixonado pelo Alexy ne?
Abri e fechei a boca diversas vezes tentando formular uma resposta, aqueles fatos me atingiram em cheio, eu não posso mais negar isso...droga, não acredito...
- SIM!

 


Notas Finais


Finalmente Kentin admitiu!!
O que acharam?
Comentem pls
Me deixa happy*--*


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