História Potter e Black - Filhote do Almofadinhas - Capítulo 38


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Argo Filch, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Cho Chang, Dino Thomas, Dobby, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lilá Brown, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Neville Longbottom, Olívio Wood, Pansy Parkinson, Quirinus Quirrell, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott
Exibições 103
Palavras 5.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oooi gente 💚

Capítulo 38 - Grifinória vs Corvinal


38. Grifinória vs Corvinal

 

   Posso ouvir a torcida da Grifinória de dentro do vestiário, eles gritam o nome dos jogadores e até cantam musiquinhas, sorrio, sinto-me confiante.

 

   - Harry! - olho para trás e vejo Percy Weasley vindo diretamente até mim.

 

   - Oi, Percy.

 

   - Penelope e eu fizemos uma aposta - ele anuncia para o time. - Dez galeões no vencedor da partida!

 

   - Quem é Penelope? - pergunto.

 

   - É a namoradinha dele - responde Fred sorrindo.

 

   - Gina viu eles se agarrando no ano passado - diz Jorge.

 

   - Eu não tenho dez galeões, então ganhem! - diz Percy, ele se encaminha para a porta. - Boa sorte!

 

   Escondo a minha varinha no bolso do uniforme do time, caso os dementadores apareçam eu estarei preparado. Será que o Remus vem me assistir?

 

   - Vocês sabem o que temos de fazer - diz Olívio. - Se perdermos esta partida, estaremos fora do campeonato. Vocês só têm que voar como fizeram no treino de ontem, e vamos nos dar bem! Dêem o seu melhor, principalmente você, Harry.

 

  - Pode deixar - digo.

 

   Saímos do vestiário e fomos aplaudidos pela torcida da Grifinória, o time da Corvinal já estava parado no meio do campo. Não pude deixar de reparar na apanhadora, Cho Chang, ela parece ser um pouco menor que eu e é linda. Os capitães dos times apertam as mãos, Madame Hooch apita e nós subimos no ar. Ouço a voz de Lino Jordan narrando o jogo.

 

   "Foi dado início à partida, e a grande novidade é a Firebolt que Harry Potter está montando. Segundo a Qual vassoura, a Firebolt será a montaria escolhida pelos times nacionais para o Campeonato deste ano..."

 

   - Jordan, você se importa de nos dizer o que está acontecendo no campo? - interrompeu a Profa. McGonagall.

 

   - Certo, professora, eu só estava situando os ouvintes...

 

   "A Firebolt tem um freio automático e..."

 

   - Jordan!

 

   "OK, OK..."

 

   Paro de prestar atenção na narração e subo um pouco para cima, procurando o pomo, percebo que Cho está me seguindo.

 

   - Ei, Chang, vamos fazer um trato? - grito. - Se Corvinal perder, você admite que eu sou o melhor apanhador de Hogwarts.

 

   - E se Corvinal vencer? - ela grita de volta sorrindo.

 

   - Daí eu digo que você é a melhor apanhadora e ainda te dou uma cesta de doces da Dedosdemel.

 

   - Hum... feito - diz Cho.

 

   Dei algumas voltas e avistei o pomo perto do chão, disparei para baixo e Cho me seguiu, mas eu sou mais rápido, um balaço veio a toda velocidade em minha direção, desviei dele e a torcida vibrou, mas eu perdi o pomo. Voltei para o alto e vasculhei o lugar com os olhos. Ouço Lino falando, bem distante de mim:

 

   "Grifinória lidera por oitenta pontos a zero, e olhe só o desempenho daquela Firebolt! Potter agora está realmente mostrando o que ela é capaz de fazer, vejam como muda de direção - a Comet de Chang simplesmente não é páreo para ela, o balanceamento preciso da Firebolt é visível nesses longos..."

 

   - JORDAN! VOCÊ ESTÁ GANHANDO PARA ANUNCIAR FIREBOLTS? VOLTE A IRRADIAR O JOGO! - grita a Profa. Minerva.

 

   Passei tentando localizar o pomo novamente, daí eu o vi perto da baliza da Grifinória, avancei, desviando de um artilheiro da Corvinal, estava quase chegando quando Cho apareceu na minha frente, atrapalhando a minha visão.

 

   - HARRY, ISSO NÃO É HORA PARA CAVALHEIRISMOS! - berra Olívio eu paro para não colidir com a garota. - SE FOR PRECISO, DERRUBE-A DA VASSOURA!

 

   Ignoro Olívio e me dirijo a Cho, que estava sorrindo.

 

   - Isso é jogo sujo, Chang - digo revirando os olhos e procurando pelo pomo que voltara a sumir.

 

   - Não é, não - ela diz atrás de mim.

 

   Ah, ela vai mesmo ficar me seguindo? Preciso me livrar dela. Vou para cima e quando Cho está quase me alcançando, eu desço velozmente, faço uma curva numa baliza e paro um pouco perto de Olívio. Daí eu vi, pela terceira vez, o pomo de ouro cintilando acima do campo do lado da Corvinal. Sem pensar duas vezes eu inclino a vassoura e subo a toda velocidade, Cho está a alguns metros de mim, subindo também.

 

   - Oh! - ela grita apontando para baixo.

 

   Não quero perder o foco, mas a curiosidade vence, olho para baixo, três dementadores haviam entrado no campo e estavam olhando para mim. Tiro a minha varinha do bolso, aponto para baixo e grito:

 

   - Expecto Patronum!

 

   Uma coisa branco-prateada irrompe da minha varinha, mas eu não paro para ver o que vai acontecer, estou quase lá. O rosto de Gina surge na minha mente, ela deve estar assistindo, ela vai ficar feliz com a vitória da Grifinória. Estendo a mão e fecho os dedos em volta do pequeno pomo de ouro. Escuto o apito e não posso deixar de sorrir, nós vencemos! O time inteiro voa em minha direção e todos me abraçam, mas eu só posso pensar em Gina e no quanto eu quero vê-la.

 

   - É isso aí, garoto! - grita Olívio.

 

   Quando eles finalmente me soltaram, eu desci para cumprimentar a Cho. Só para deixar claro, eu não gosto dela, não do jeito que eu gosto de Gina, só quero ser amigo de Cho.

 

   - Parabéns - ela diz.

 

   - Obrigado. E o nosso trato? Grifinória venceu.

 

   - Muito bem - Cho revira os olhos, sorrindo. - Você é o melhor apanhador de Hogwarts.

 

   - Oh, eu sei - sorrio. - Você jogou bem, Cho.

 

   - Obrigada - a garota me oferece mais um sorriso e sai para o vestiário.

 

   A multidão de alunos da Grifinória cai em cima de mim, mas eu só quero saber de uma pessoa.

 

   - Isso foi ótimo, Harry! - diz Percy, feliz. - Dez galeões para mim! Preciso procurar Penelope, com licença...

 

   - Incrível, Harry - grita Rony.

 

   - Parabéns, Harry! - grita Simas.

 

   - Brilhante! - berra Hagrid acima de todos.

 

   - Obrigado - eu digo envergonhado. Procuro por Gina, mas não a encontro, será que ela não assistiu o jogo?

 

   - Foi um Patrono impressionante - diz alguém no meu ouvido. Me viro e vejo Remus que tinha uma expressão estranha no rosto.

 

   - Não senti frio, nem ouvi a voz da minha mãe, ele funcionou, né? O patrono - falo, alegre.

 

   - Funcionou, Harry, mas eles não te afetaram porque... hum... eles não eram dementadores - ele diz, ergo uma sobrancelha. - Venha ver...

 

   Eu o sigo até a lateral do campo.

 

   - Você deu um grande susto no Sr. Nott - diz.

 

   - Oque...? - paro de repente.

 

   Amontoados no chão, a poucos metros de mim, estão Nott, Crabbe, Goyle e Marcos Flint, lutando para se despir das vestes negras e longas com capuzes. Parada ao lado deles estava a Profa. Minerva, com uma expressão tão irritada que eu quase senti pena deles. Quase.

 

   - Um truque indigno! - dizia ela. - Uma tentativa covarde de sabotar o apanhador da Grifinória! Detenção para todos e menos cinquenta pontos de cada um para Sonserina! Vou falar com o Prof. Dumbledore! Ah, aí vem ele agora!

 

   Tive que tapar a boca para abafar a minha gargalhada, Ron apareceu ao meu lado e começou a rir também, até Remus estava sorrindo.

 

   - Vamos, Harry! - diz Jorge me puxando pelo ombro. - Festa! Sala comunal da Grifinória, agora!

 

   - Vamos - digo. E, juntos, nós nos encaminhamos para o castelo, ainda usando o uniforme vermelho do time.

 

   Fred e Jorge desapareceram quando nós chegamos na sala comunal da Grifinória e voltaram com montes de garrafinhas de cerveja amanteigada e doces.

 

   - Como vocês fizeram isso? - pergunta Angelina quando os gêmeos começam a distribuir a cerveja.

 

   - Com uma ajudinha de Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas - murmura Fred e nós dois sorrimos.

 

   Eu ainda não falei foi Gina, procuro por ela e a avisto num canto da sala comunal, observando a festa e tomando goles de cerveja. Caminho calmamente até ela e paro na sua frente, Gina me encara.

 

   - Parabéns, o jogo foi incrível - ela diz.

 

   - Obrigado - eu digo. - Vamos sair da sala comunal? Quero falar com você.

 

   - Vamos.

 

   Nós atravessamos o buraco do retrato e andamos um pouco pelo castelo até chegar em um corredor deserto e silencioso, paro perto de uma janela e nós dois somos iluminados pela lua. Tiro uma mexa de cabelo ruivo do rosto de Gina e coloco atrás da orelha dela. É agora!

 

   - Quando eu estendi a mão para pegar o pomo, só pude pensar em uma pessoa e no quanto ela ficaria feliz se Grifinória vencesse - digo. - Para falar a verdade, eu ando pensando muito nela ultimamente.

 

   - Ela deve ser especial - diz Gina desconfortável.

 

   - Ela é. Quero dizer isso para ela, mas não sei como.

 

 - Hum... seja honesto, fale sobre os seus sentimentos.

 

   - Ok - respiro fundo e me aproximo ainda mais dela. - Quando nós estávamos no trem, você disse que eu te considero uma irmãzinha, mas isso não é verdade. Não quero ser seu irmão.

 

   - Tudo bem - Gina balança a cabeça e começa a se afastar.

 

   - Não quero ser seu irmão porque irmãos não podem se apaixonar um pelo outro - digo, Gina para de andar e me encara novamente, o rosto vermelho. - E eu estou apaixonado por você, Gina, desde o ano passado e não sabia como dizer isso. Adoro o fato de você ficar vermelha toda vez que eu me aproximo, adoro seus olhos, sua personalidade e o seu sorriso... caramba, como eu amo o seu sorriso.

 

   Gina simplesmente olha para mim, sem dizer nada, sem fazer nenhum movimento. Sinto meu rosto esquentar, encaro o teto e espero ela falar, mas tudo continua silencioso.

 

   - Pode dizer algo, por favor? Estou nervoso.

 

   - Eu... - começa Gina. - Eu também gosto de você.

 

   Ela gosta de mim! Fico parado por um minuto inteiro, olhando para ela com um sorriso bobo no rosto, puxo-a para mais perto e nossas bocas se unem, sinto-me leve, esse é o melhor beijo da minha vida. Escuto passos pelo corredor e uma turma de alunos passa por nós assobiando, mas eu não me importo, nesse momento só existe Gina e eu. Ela põe a mão na minha nuca e eu a seguro pela cintura, ela é tão pequena que eu preciso ficar curvado durante o beijo. Eu finalmente me separo dela, sem fôlego e nossos olhos se encontram.

 

   - Rony vai me matar se souber disto.

 

   - Não se preocupe - sussurra Gina.

 

    Eu seguro a mão de Gina.

 

   - Nunca namorei alguém antes, não de verdade, então vou começar do começo. Quer sair comigo?

 

   - Sim - diz Gina. - Mas teremos que esperar até as férias de verão, nenhum de nós dois pode ir a Hogsmeade então não temos para onde ir.

 

   - Se quiser um pouco de adrenalina, eu posso te levar na Floresta Proibida.

 

   - Prefiro algum tipo de programação para trouxas, você conhece algumas?

 

   Daí eu falo para ela sobre o que os trouxas fazem em encontros: assistir filmes no cinema, ir em parques de diversões, comer em um restaurante legal e etc... Nem acredito que falei para Gina que eu gosto dela e também não acredito que ela gosta de mim, isso tudo parece um sonho, um sonho muito bom. Quando já está tarde, Gina e eu voltamos para a sala comunal da Grifinória, ela sobe para o dormitório feminino e eu volto a festejar.

Fred e Jorge contam piadas para uma turma de alunos e Hermione está fazendo dever de casa, sento-me ao lado dela e olho para os papéis.

 

   - Você foi ao jogo? - pergunto.

 

   - Sim, Harry, fico feliz por vocês terem vencido - ela responde, escrevendo algo sobre Poções.

 

   - Eu falei com a Gina.

 

   - Falou? - Mione sorri.

 

   - Sim, ela também gosta de mim e eu a chamei para sair. Não vamos falar nada para o Rony por enquanto, nem para a família dela.

 

  

- Que bom que vocês estão se entendendo.

 

   - É - percebo que Mione está com a aparência cansada. - Você tomou cerveja amanteigada? Acho que tem algumas ali, venha participar da festa.

 

   Mione abriu a boca, mas Rony, que estava conversando com Dino e Simas, disse:

 

   - Se Perebas não tivesse sido devorado, ele poderia ter comido uma mosca de chocolate. Ele gostava tanto...

 

   E, então, Mione caiu no choro e correu escada acima.

 

   - Você poderia parar de ser um babaca com ela, pelo menos por hoje? - digo. - Temos que festejar, Ron, não ficar brigando.

 

   - Mas ela nem lamenta, Harry, só fica defendendo aquele gato assassino.

 

   A festa só terminou quando a Profa. Minerva apareceu vestida com o seu robe de tecido escocês e os cabelos presos numa rede, à uma hora da manhã, para insistir que todos fossem se deitar. Eu dormi imediatamente, sonhei que estava dançando com Gina num lugar cheio de animais prateados, Sirius segurava a mão de uma mulher de cabelos negros e vestido de noiva. Porque diabos Sirius está casando com Bellatrix? Já ia perguntar isso, mas...

 

   - AAAAAAAAAAAAHHHHHH! NNNÃÃÃÃÃOOOOO!

 

   Acordo imediatamente ao ouvir o grito, mexo nas cortinas, procurando onde abri-las.

 

   - O que está acontecendo? - pergunto.

 

   Escuto movimentos dentro do quarto, a porta bate de leve, Dino acende o abajur e eu finalmente me levanto. Rony está sentado na cama, as cortinas rasgadas dos dois lados e o rosto expressa terror.

 

   - Rony... - começa Dino.

 

   - Lestrange! Bellatrix Lestrange! Com uma faca!

 

   - Como? - pergunto sem entender.

 

   - Aqui! Agorinha mesmo! Cortou as cortinas! Me acordou!

 

   - Não era um sonho, não? - pergunta Simas.

 

   - Olha só as cortinas, Simas! Acha que eu gosto de cortar cortinas de madrugada? Ela estava aqui, estou dizendo!

 

   Corro para a porta sem pensar duas vezes, as pessoas no corredor perguntam o que está acontecendo, mas eu as ignoro e continuo até chegar na sala comunal da Grifinória, que está completamente vazia. Rony para atrás de mim, olhando ao redor.

 

   - Tem certeza de que não era um sonho?

 

   - Estou dizendo que vi Lestrange!

 

   - Que barulheira é essa? - pergunta um menino do quarto ano. - A Profa. McGonagall nos mandou para a cama!

 

   - Então vai pra cama, ninguém te chamou aqui - digo irritado. Mas ele não vai e mais pessoas de juntam a ele.

 

   - Legal, vamos continuar com a festa? - perguntou Fred feliz.

 

   Daí Percy chega e nos manda para cama, mas Rony diz que viu mesmo Bellatrix e que não foi um pesadelo.

 

   - Agora, francamente, já é demais!- a Profa. Minerva entra na sala e olha para todos. - Estou feliz que a Grifinória tenha ganhado a partida, mas isto está ficando ridículo! Percy, eu esperava mais de você!

 

   - Eu estava mandando-os para a cama, professora - diz Percy. - Mas Rony teve um pesadelo...

 

   - NÃO FOI UM PESADELO! - berra Rony. - - PROFESSORA, EU ACORDEI E BELLATRIX LESTRANGE ESTAVA PARADO AO MEU LADO SEGURANDO UMA FACA!

 

   - Não diga bobagens, Weasley, como Lestrange entraria aqui?

 

   - Pergunte a ele - Rony aponta para o retrato de Sir Cadogan.

 

   A professora empurra o retrato e sai. Nós ficamos em silêncio para escuta-la.

 

   - Sir Cadogan, o senhor acabou de deixar uma mulher, sem ser eu, entrar na Torre da Grifinória?

 

   - Sim, minha senhora! - exclama o cavaleiro.

 

   Prendo a respiração.

 

   - O... o senhor deixou? Mas e a senha? - pergunta Minerva desconcertada.

 

   - Ela sabia! - responde o cavaleiro. - Tinha as senhas da semana inteira, minha senhora! Leu-as em um pedacinho de papel!

 

   Solto o ar, Bellatrix esteve aqui! Ela esteve bem próxima de mim, queria matar Rony, eu e todos do castelo! A professora passa novamente pelo buraco do retrato e nos encarou, ela estava pálida.

 

   - Quem foi a criatura abissalmente tola que anotou as senhas desta semana e as largou por aí?

 

   Todos ficaram em silêncio, só há uma pessoa aqui que precisa anotar as senhas. Neville, tremendo da cabeça às pontas dos chinelos fofos, ergue a mão no ar.

 

       ~       ×       ~       ×       ~

 

   Obviamente ninguém dormiu naquela noite, os professores foram vasculhar o castelo e eu aproveitei para escreve uma carta para Sirius.

 

Caro Sirius,

Grifinória venceu! Aquela vassoura é simplesmente fantástica, eu deixei a apanhadora da Corvinal comendo poeira, ou vento, tanto faz. Eu falei com Gina e ela disse que gosta de mim, nós vamos sair para ver o que vai rolar, espero que tudo dê certo, eu estou tão feliz! Ah, Bellatrix entrou no castelo agora de madrugada, Rony a viu segurando uma faca no nosso dormitório, agora os professores estão fazendo uma busca por todo castelo. Isto é um saco.

Com carinho,

Harry Potter

Ps: Sim, você parece uma adolescente fofoqueira.

 

      ~       ×       ~       ×       ~

 

   O castelo virou uma prisão, só podemos sair acompanhados de um professor, eu recebo a maior proteção de todas porque Bellatrix quer matar a mim e não os outros alunos. Sir Cadogan foi demitidom, repuseram seu retrato no sétimo andar e a Mulher Gorda voltou ao seu lugarm, com a condição de receber mais proteção. Um bando de trasgos carrancudos foram contratados para guardá-la, eles andam para cima e para baixo no corredor, rosnando. Rony conta a história de Bellatrix para todo mundo e ele já mudou diversas partes, Hermione continua com a cara enfiada nos livros e eu quase não a vejo. Gina e eu nos encontramos toda noite na sala comunal, Rony acha que eu estou ajudando-a com os deveres, mas na verdade nós estamos nos conhecendo, ela é incrível. Sirius pirou quando soube que Bellatrix invadiu o castelo. A Profa. Minerva deu uma detenção para Neville, o proibiu de ir a Hogsmeade e disse que ninguém pode lhe dar a senha da Torre; a cereja do bolo foi o berrador que a avó dele mandou. Neste dia Edwiges também tinha uma carta para mim.

 

Caro Harry,

O que acha de vir tomar um chá aqui em casa às seis horas? Traga o Rony também, irei buscá-los no castelo.

ESPEREM POR MIM NO SAGUÃO DE ENTRADA; VOCÊS NÃO PODEM SAIR SOZINHOS.

Abraços,

Hagrid

   Às seis horas da tarde, nós rumamos para o saguão de entrada, encontramos Hagrid já nos esperando e ele nos conduziu para a cabana. Canino pulou em cima de mim, o que foi ruim porque ele é um cachorro grande. Quando terminei de brincar com o cão, avistei um gigantesco traje peludo e uma gravata amarela e laranja pendurados no alto da porta do armário.

 

   - Vai sair, Hagrid? - pergunto.

 

   - É para o caso de Bicuço, nesta sexta-feira. Nós vamos a Londres juntos.

 

   Eu pesquisei uns três textos sobre julgamentos de hipogrifos e os enviei para Hagrid no ano novo, daí eu esqueci completamente do caso. Rony, Hermione e eu deveríamos ter pesquisado juntos, mas tinha tanta coisa na minha cabeça. Sinto meu rosto esquentar. Hagrid nos serve chá e nós sentamos em volta da mesa.

 

   - Quero conversar com vocês dois - ele diz sério.

 

   - Sobre? - pergunto.

 

   - Mione.

 

   - O que tem a Mione? - pergunta Rony.

 

   - Ela está num estado de cortar o coração, é isso que tem. Veio me visitar muitas vezes desde as férias. Se sente solitária...

 

   - Espere aí - interrompo-o. - Eu falo com Mione normalmente, Rony é quem está sendo idiota com ela.

 

   - Sim, ela disse. Você não pode deixar de falar com ela por causa do gato, Rony.

 

   - Mas ele comeu o Perebas! - exclama Rony.

 

   - É isso que os gatos fazem, Rony, eles comem ratos - diz Hagrid. - Hermione anda muito ocupada com todos os trabalhos escolares e ela arrumou um bom material para o caso do Bicuço.

 

   - Nós deveríamos ter ajudado - digo constrangido.

 

   - Você estava ocupado, Harry, praticando quadribol e tudo mais. Só quero pedir para darem mais valor a amiga de vocês - Hagrid olha para Rony. - Ela ficou tão preocupada quando Lestrange quase o esfaqueou, ela tem o coração no lugar, a Mione.

 

   - Se ela ao menos se livrasse daquele gato, eu voltaria a falar com ela - diz Rony.

 

   - Ah, ele é o bichinho dela, Rony, deixe-a.

 

   Hagrid e eu convencemos Rony a voltar a falar com Hermione e ele concordou, daí nós falamos do jogo de quadribol. Quando voltamos para a Torre da Grifinória, vimos o aviso de que haveria uma visita a Hogsmeade na próxima semana, Mione disse que se eu for ela vai contar sobre o Mapa do Maroto para a Profa. Minerva, então vou ter que ir com a Capa da Invisibilidade.

 

   Na manhã de sábado, eu coloquei a Capa da Invisibilidade na mochila e fui tomar café da manhã com Gina.

 

   - Podemos ficar juntos hoje - ela sussurra. - O castelo estará vazio o dia inteiro.

 

   - Eu adoraria, baby, mas tenho algo importante para fazer - digo. - Mas vou chegar bem cedo para nós passarmos o resto da tarde juntinhos.

 

   - E o que você vai fazer? - Gina pergunta.

 

   - Vou responder essa pergunta hoje a tarde quando eu chegar.

 

   - O que vocês dois estão sussurrando aí? - pergunta Fred sentando entre Gina e eu.

 

   - Não fique paquerando a nossa irmã em público, Harry - repreende Jorge sorrindo.

 

   Então eu me calo e volto a comer em silêncio. Levo Rony até o saguão de entrada e em seguida, corro para a estátua da bruxa de um olho só, verifico o Mapa do Maroto e vejo que Neville está se aproximando de mim.

 

   - Oi, Harry - ele diz.

 

   - Neville! - digo animado. - O que está fazendo.

 

   - Nada de mais. Quer jogar uma partida de xadrez bruxo?

 

   - Não, sou péssimo nesse jogo. E preciso ir a biblioteca agora, pesquisar sobre... Vampiros.

 

   - Vampiros? - Neville faz cara de desentendido. - Vou com você, isso parece interessante.

 

   Saia daqui, Neville, pelos cuecões de Melin!

 

   - Ah, não, vampiros são irritantes. Vou treinar alguns feitiços.

 

   - Ótimo. Posso treinar com você - ele diz. - Estou com uma nota ruim em Feit...

 

   Neville para de falar e olha para algum ponto atrás de mim, me viro e encontro Snape. Faço uma careta, eu mereço.

 

   - O que estão fazendo aqui? - Snape pergunta. - É um lugar estranho para se encontrarem.

 

   - Na verdade, Neville e eu meio que nos esbarramos, não costumo marcar encontro com garotos - ofereço-lhe um sorriso.

 

   - Não me importo com quem você marca encontros, Potter. Sugiro que voltem a Torre da Grifinória que é o seu lugar.

 

   Neville e eu saímos, quando estou virando o corredor, vejo Snape passando a mão na estátua da bruxa de um olho só. Me livro de Neville dizendo que vou nadar com a Lula Gigante, abro o Mapa e verifico se tem alguém perto da estátua, não tem ninguém, então eu volto para lá e vou a Hogsmeade.

 

   Encomendo uma cesta de doces na Dedosdemel para pegar mais tarde e vou encontrar Rony perto da Casa dos Gritos. Ele me conta sobre o local, que até os fantasmas de Hogwarts tem medo porque o lugar é muito mal assombrado; não conto para ele a verdadeira história do lugar, deixe-o pensar que a casa é mesmo mal assombrada. Estávamos contemplando a casa, quando escuto uma voz arrastada se aproximando. Era Theodore Nott.

 

   - ... devo receber uma coruja do meu pai a qualquer hora. Ele teve que ir à audiência para depor sobre o meu braço... que ficou inutilizado durante três meses...

 

   Crabbe e Goyle sorriem. Daí Nott avista Rony e se aproxima, sorrindo.

 

   - Que é que você anda fazendo, Weasley? - Nott olha para a Casa dos Gritos. - Você gostaria de morar aqui, Weasley? Queria ter um quarto só para você? Ouvi falar que a sua família toda dorme em um quarto só, é verdade?

 

   Seguro a parte de trás da camisa de Rony para impedi-lo de bater em Nott.

 

   - Deixe-o comigo - sussurro.

 

   Caminho silenciosamente até um buraco cheio de lama, enfio a mão dentro e miro a cabeça de Nott.

 

   - Estávamos agora mesmo falando sobre o seu amigo panaca, Hagrid - continua Nott. - Não vai ser legal quando aquele hipogrifo estiver sem cabeça? Aposto que o bobão vai...

 

   PAF!

 

   A cabeça de Nott é empurrada para frente quando a lama o atinge, Rony começa a gargalhar, pego mais lama e a atiro em Crabbe.

 

   - Que foi isso? - pergunta Nott confuso.

 

   - É muito mal-assombrado isso aqui, não é, não? - fala Rony casualmente.

 

   Pego uma lama mal cheirosa e esverdeada e a jogo na cara de Goyle.

 

   - Veio dali! - grita Nott. Crabbe e Goyle correm em direção a poça, mas eu já estou em outra e jogo outro punhado na cabeça de Nott.

 

   Enquanto Nott tenta me encontrar, pego um pedaço de madeira e quebro-a nas costas de Crabbe, Goyle avança para Rony, eu estico meu pé e o faço cair. O sapato dele se prende em minha capa e ela cai do meu rosto, Nott grita e os três garotos correm morro abaixo. Eles me viram.

 

   - Volte para Hogwarts, Harry! - diz Rony. - Se Nott contar para algum professor... Anda, Harry!

 

   - Certo - puxo o meu capuz e corro para a Dedosdemel, pego a minha cesta de doces e vou para a passagem secreta no porão.

 

   Se Nott falar com Dumbledore... o diretor sabe da Capa. Eu praticamente vôo para Hogwarts, tropeçando e ofegando, não posso pensar em nada, tenho que chegar em Hogwarts. Finalmente alcanço as escadas e a mochila, deixo a Capa e a cesta de doces na passagem para pegar depois, puxo a varinha, toco a bruxa e caio para fora do buraco, ele se fecha e Snape aparece. Enfio as mãos nos bolsos e sorrio para o professor.

 

   - Então - diz Snape.

 

   - Então oque, professor?

 

   - Venha comigo.

 

   Sigo Snape, tentando limpar as mãos sujas de lama nas vestes, nós passamos por diversas salas até chegar a dele. Eu me sento e ele fica em pé ao meu lado.

 

   - O Sr. Nott acabou de vir me contar uma história estranha, Potter - diz o professor. - Ele me contou que estava na Casa dos Gritos quando deparou com Weasley, aparentemente sozinho. Então ele estava conversando com Weasley quando um punhado de lama o atinge na nuca.

Como é que você acha que isso aconteceu?

 

   - Não faço a mínima ideia, professor.

 

   - O Sr. Nott então viu uma extraordinária aparição. Você pode imaginar o que teria sido, Potter?

 

   - Não - digo fingindo curiosidade.

 

   - Foi a sua cabeça, Potter. Flutuando no ar.

 

   - A minha... cabeça? - faço uma expressão surpresa. - Sugiro que Nott vá procurar Madame Pomfrey imediatamente, ou um psiquiatra trouxa, posso recomendar um amigo...

 

   - Que é que a sua cabeça estaria fazendo em Hogsmeade, Potter? - interrompe-me Snape. - A sua cabeça não tem permissão de ir a Hogsmeade. Nenhuma parte do seu corpo tem permissão de ir a Hogsmeade.

 

   - Eu sei, professor - eu falo. - Nott está ficando maluco, só pode.

 

   - Ele não está maluco! - diz Snape, a voz falsamente calma. - Se a sua cabeça estava em Hogsmeade o seu corpo também estava, Potter.

 

   - O senhor me mandou para a Torre da Grifinória e eu fiquei lá o tempo todo, professor.

 

   - Alguém pode confirmar isso?

 

   Eu ia dizer o nome de Gina, mas não quero mete-la em problemas, então só fico calado, encarando Snape. Ele sorri, um sorriso horrível.

 

   - Todo mundo tentando manter o famoso Harry Potter a salvo de Bellatrix Lestrange, mas o famoso Harry Potter faz o que quer, sem medir as consequências. Que os outros se preocupem com a sua segurança!

 

   Ele está tentando me fazer dizer a verdade, mas não vai ser tão fácil. Encaro os olhos negros e frios dele.

 

   - É extraordinário como você se parece com o seu pai, Potter.

 

   - Menos os olhos, Prof. Snape - digo com um meio sorriso irônico. - Dizem que os olhos são da minha mãe.

 

   Snape fica confuso por um segundo e depois a expressão fria volta.

 

   - Ele também era arrogante. Um pequeno talento no campo de quadribol o fazia pensar que era o rei do mundo. Exibia-se pela escola com seus amigos e admiradores...

 

   - Ele não era arrogante!

 

   - Ele também não se importava para as regras - diz Snape, a voz pingando veneno. - Regras foram feitas para meros mortais, não para vencedores da Taça de Quadribol. Era tão cheio de si...

 

   - Cale a boca! - digo com a voz baixa e letal. Não deixarei ninguém insultar o meu pai, nem mesmo este estúpido!

 

   - O que foi que você disse, Potter?

 

   - Disse para não falar assim do meu pai - digo. - Sirius me disse que ele salvou a sua vida, você nem estaria aqui se não fosse por ele!

 

   - Ele estava salvando a própria pele! O seu bondoso padrinho armou uma brincadeira, se ela tivesse chegado ao fim eu teria morrido e eles seriam expulsos de Hogwarts - Snape sorri friamente. - Esperava um ato heróico, Potter?

 

   - Não - Sirius vai ter que me explicar esta merda.

 

   - Esvazie os bolsos, Potter.

 

   Enfio a mão no bolso e tiro montes de embalagens vazias de doce, o Mapa do Maroto e a miniatura de um navio. Snape passa a mão pelas embalagens vazias da Dedosdemel.

 

   - Rony e Hermione me deram isto. Eles trouxeram para mim de Hogsmeade da última vez.

 

   - É? E porque você fica andando com embalagens de doces por aí, Potter?

 

   - Eu estava comendo agora pouco.

 

   - E isto? - Snape pega o Mapa.

 

   - Um pedaço de pergaminho, eu estava planejando escrever... - escrever o que? - ... uma carta de amor.

 

   Snape faz uma careta.

 

   - Mas esse pergaminho é muito velho, não vai se importar se eu joga-lo fora, não é? Você pode escrever a sua carta idiota em outro pergaminho - Snape estende o mapa para o fogo.

 

   - Não! - exclamo.

 

   Snape puxa a varinha e aponta para o mapa.

 

   - O professor Snape ordena que você revele os seus segredos!

 

   Letras curvadas surgiram no pergaminho e eu encaro as palavras, horrorizado.

 

"O Sr. Aluado apresenta seus cumprimentos ao Prof. Snape e pede que ele não meta seu nariz anormalmente grande no que não é de sua conta.

O Sr. Pontas concorda com o Sr. Aluado e gostaria de acrescentar que o Prof. Snape é um safado mal acabado.

O Sr. Almofadinhas gostaria de deixar registrado o seu espanto de que um idiota desse calibre tenha chegado a professor.

O Sr. Rabicho deseja ao Prof. Snape um bom dia e aconselha a esse seboso que lave os cabelos."

 

   Me ferrei. Snape simplesmente pega um punhado de pó brilhante, o atira na lareira e chama a última pessoa que eu quero ver aqui. Um instante depois, Remus aparece na lareira, sacudindo o pó das vestes.

 

   - Me chamou, Severo? - ele pergunta calmamente.

 

   - Óbvio que sim! - rosna Snape. - Acabei de pedir para Potter esvaziar os bolsos e ele trazia isto consigo.

 

   Remus olha para o mapa, o rosto sem expressão.

 

   - E daí?

 

   - Este objeto está repleto de magia negra!

 

   Remus lê rapidamente as palavras.

 

   - Magia negra? - ele sorri, mas tenho certeza de que não está achando graça nenhuma na situação. - Isto não passa de uma brincadeira, Severo. Imagino que Harry o tenha comprado numa loja de logros e brincadeiras.

 

   - Você acha que uma loja de logros e brincadeiras podia ter vendido a ele uma coisa dessas? - pergunta Snape com raiva. - Você não acha que é mais provável que ele o tenha obtido diretamente dos fabricantes?

 

   Até parece que Sirius iria me dar o Mapa do Maroto, mas não digo nada.

 

   - Você quer dizer, do Sr. Rabicho e os outros? Harry, você conhece algum desses homens?

 

   - Não! - digo sem hesitar.

 

   - Está vendo, Severo...

 

   A porta se abre e Rony entra.

 

   - Foi eu... eu que dei isso... ao Harry - diz Ron ofegante. - Comprei na Zonko’s... há séculos.

 

   - Resolvido - diz Remus sorrindo. - Me acompanhe, Harry, preciso falar com você sobre a redação.

 

   Remus me leva para um corredor deserto e se vira para mim, furioso.

 

   - Remus...

 

   - Não quero ouvir explicações! - ele diz. - Estamos fazendo de tudo para te manter em segurança, Harry, mas você não colabora! Por que não me falou sobre o mapa?

 

   - Porque queria ir a Hogsmeade e você não ia deixar.

 

   - É claro que eu não ia deixar! - Remus quase grita. - Não sei se você percebeu, mas tem uma maluca atrás de você! Não vou lhe dar cobertura novamente, Harry, já está na hora de você aprender com os seus erros. James e Lily deram a vida para mantê-lo vivo, você deveria cuidar melhor dela - Remus anda um pouco e depois olha para mim. - Você está de castigo!

 

   - Você não pode...

 

   - Posso sim!

 

   E com isso ele se retira, levando o Mapa do Maroto consigo.

 

       ~       ×       ~       ×       ~

 

   Fui buscar a Capa da Invisibilidade e a minha cesta de doces, depois subi para a Torre da Grifinória, tomei banho e fui procurar Gina. Ela estava na biblioteca com alguns alunos do primeiro ano, quando me vê, ela guarda alguns livros e me segue pelo corredor até uma sala de aula vazia; eu me jogo no chão e Gina se senta calmamente.

 

   - Trouxe isto para você - digo e lhe entrego a cesta de doces da Dedosdemel.

 

   - Obrigada - Gina põe a cesta de lado. - Vai me dizer onde você estava?

 

   Daí eu conto para ela sobre o Mapa do Maroto, as pelotas de lama na cabeça de Nott, Crabbe e Goyle, e Snape e Remus furiosos comigo.

 

   - Não posso arriscar ir em Hogsmeade novamente - eu falo. - Remus vai ficar na minha cola e Sirius... céus, isto vai ser pior do que eu pensei.

 

   - Não vai ser tão ruim, Rony disse que você passa metade do seu tempo de castigo.

 

   - Ah, é?

 

   - E... eu vou estar aqui - Gina fica vermelha. - Você pode contar comigo.

 

   Puxo-a para perto de mim e a envolvo com os meus braços, Gina se aconchega e nós ficamos ali até tarde, abraçados, enquanto eu conto os detalhes da lama na cabeça de Nott.

 

   - Nós estamos parecendo um casal - comenta Gina.

 

   - Nós podemos ser se você quiser - eu digo.

 

   - Quero e você?

 

   - Eu quero também - fecho os olhos e cheiro o cabelo dela.

 

   Queria que este momento fosse congelado, só Gina e eu, juntos, sem a imagem de Bellatrix Lestrange para temer ou Snape para atormentar. Só nós dois.


Notas Finais


Gostaram?
Hinny pra vocês 💚💚


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