História Potter e Black - Filhote do Almofadinhas - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Argo Filch, Arthur Weasley, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Cho Chang, Dino Thomas, Dobby, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lilá Brown, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Neville Longbottom, Olívio Wood, Pansy Parkinson, Quirinus Quirrell, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott
Exibições 77
Palavras 5.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oooi gente 💚

Capítulo 43 - Copa Mundial e Marca Negra


43. Copa Mundial e Marca Negra

 

   Estou na casa dos Weasley, Sirius nos deixou aqui ontem à tarde, eu perguntei se ele queria ficar conosco e ir assistir o jogo, mas ele disse que tinha que resolver algumas coisas. Adoro esta casa, ela é sempre tão agitada e eu sou tratado como um membro da família; mas tenho alguns privilégios, a Sra. Weasley me oferece comida a cada segundo e eu não recuso, adoro a comida dela. Houve uma discussão aqui hoje cedo, Fred e Jorge estavam contando para Rony e Hermione sobre o caramelo que Duda comeu e a Sra. Weasley ouviu, ela ficou com muita raiva dos gêmeos e de Sirius também porque ele não falou nada para ela. Conheci os dois irmãos mais velhos de Rony, Gui tem o cabelo grande e usa um brinco, ele parece um vocalista de uma banda de rock, Carlinhos trabalha com dragões e é cheio de cicatrizes nos braços, ambos são ruivos, como todos na família. Agora nós estamos ajudando a Sra. Weasley na cozinha, ela está preparando o jantar e nós estamos arrumando tudo.

 

   - Ei - eu digo de repente -, onde está Percy?

 

   - Ele está trabalhando em um relatório sobre fundos de caldeirões - Rony revira os olhos. - Percy conseguiu um emprego no Ministério.

 

   - Ah, é? E ele está gostando do emprego?

 

   - Gostando? Percy só volta para casa porque papai o obriga. Olhe, nem fale sobre o chefe dele, ok? Ele está obcecado com isso - Rony imita a voz de Percy: - O Sr. Crouch diz... como eu ia dizendo ao Sr. Crouch... O Sr. Crouch é de opinião... O Sr. Crouch esteve me dizendo... Qualquer dia desses vão anunciar o noivado dos dois.

 

   Eu seguro uma risada.

 

   - Como estão sendo as suas férias, Harry? - pergunta Mione, enquanto pega os talheres numa gaveta.

 

   - Ótimas, até agora.

 

   - Você teve notícias daquela pessoa? - pergunta Rony.

 

   - Sim, espere aí - me viro para a mãe de Rony. - Sra. Weasley, nós vamos pôr a mesa lá fora, ok?

 

   - Sim, querido, não há lugar para todos nós aqui dentro. Pegue esses pratos aqui, Rony - a Sra. Weasley pega a varinha e a aponta para um armário, mas ela se transforma em um camundongo de borracha. - AH, OUTRA VEZ, NÃO!

 

   - Ih, ferrou - murmura Rony.

 

   - Mais uma varinha falsa fabricada por eles! - grita a Sra. Weasley. - Fred, Jorge! Eu já disse para vocês dois não deixarem essas coisas espalhadas...

 

   E ela sobe as escadas, ainda gritando. Rony me cutuca e nós três saímos para o jardim, colocamos os pratos e os talheres na mesa e fomos sentar embaixo de uma árvore.

 

   - Bellatrix foi lá em casa, Remus chamou ela e...

 

   - Oque houve? - pergunta Mione.

 

   - Deixe eu terminar - resmungo, daí eu conto para eles sobre a ida de Bellatrix até a nossa casa e a reação de Sirius.

 

   - Acha que Sirius vai perdoa-la, Harry? - pergunta Mione.

 

   - Sirius é um cara muito legal, mas ele está chateado, então não vai perdoa-la agora - eu digo.

 

   - E se ele entrega-la ao Ministério? - pergunta Rony.

 

   - Sirius gosta da Bellatrix, Rony, é claro que ele não vai entregar ela para o Ministério - diz Hermione.

 

   - Rony - Gina surge ao nosso lado de repente -, mamãe está te chamando para...

 

   - Por que ela não chama outra pessoa? Mamãe tem outros filhos além de mim - Rony se levanta e atravessa o jardim em direção a casa, resmungando.

 

   - Oque foi isso? - pergunto.

 

   - Rony está meio irritado esses dias - diz Hermione distraída.

 

   - Ah - eu olho para Gina e sorrio. - Você está bonita, Gin.

 

   - Hã, obrigada - diz Gina. - Gostei do seu cabelo.

 

   - Ah, vocês não vão começar com isso agora, né? - Hermione solta um suspiro exasperado.

 

   - Isso oque?

 

   - Essa coisa que os casais fazem de ficarem se elogiando, é muito irritante.

 

   - Hum, nós não vamos fazer isso - diz Gina.

 

   Hermione revira os olhos. Eu me levanto e beijo a bochecha de Gina.

 

   - Vou ajudar o Rony, até logo, meninas.

 

   Ajudei o Rony a arrumar algumas coisas na cozinha e depois disso nós fomos jantar, todos juntos no jardim. Percy e o Sr. Weasley falavam sobre trabalho e sobre uma mulher chamada Berta, que sumiu. Eu já ouvira este nome, mas não me lembro onde.

 

   - E nós temos outro grande evento para organizar logo depois da Copa, como o senhor sabe - Percy olhou para Rony, Hermione e eu e alteou a voz. - O senhor sabe do que estou falando, papai. O evento secreto.

 

   - Ele está tentando fazer a gente perguntar que evento é esse desde que começou a trabalhar - Rony murmura. - Provavelmente uma exposição de caldeirões com fundo grosso.

 

   Eu sorrio e observo a Sra. Weasley discutindo com Gui por causa do brinco. O que o Sirius faria se eu colocasse um brinco?

 

   - Ei - eu murmuro para Gina, que está sentada do meu lado. Ela olha para mim. - Acha que eu ficaria legal usando um brinco?

 

   - Talvez fique mais descolado, ou talvez fique patético - Gina sorri, eu suspiro.

 

   Ao lado de Gina, Fred, Jorge e Carlinhos estão conversando sobre a Copa Mundial.

 

   - Vai ser da Irlanda - diz Carlinhos. - Eles acabaram com o Peru nas semifinais.

 

   - Mas a Bulgária tem o Vítor Krum - comenta Fred.

 

   Ah, Rony é fã desse tal de Vítor Krum e tem até um pôster dele no quarto. Depois do jantar, a Sra. Weasley manda todos nós para a cama, por que precisamos acordar cedo amanhã.

 

   - Sirius vai comprar os seus materiais, querido? - ela pergunta para mim.

 

   - Sim, eu deixei a lista com ele - respondo.

 

   - Oh, certo. Hermione, deixe a sua lista comigo e eu compro tudo no Beco Diagonal amanhã cedo, querida. Talvez não haja tempo depois da Copa, da última vez o jogo durou cinco dias.

 

   - Uau! - exclamo. - Espero que dure mais de cinco dias dessa vez.

 

   - Eu espero que não - diz Percy. - Estremeço só de pensar no estado da minha caixa de entrada se eu me ausentar cinco dias do trabalho.

 

   - É, alguém poderia deixar bosta de dragão nela outra vez, hein, Percy? - comenta Jorge.

 

   - Aquilo foi uma amostra de fertilizante da Noruega! - protesta Percy, corando. - Não foi nada pessoal!

 

  - Foi - cochicha Fred para mim. - Fomos nós que mandamos.

 

   Eu sorrio com os gêmeos, daí nós todos subimos para os nossos quartos e fomos dormir. Mal posso esperar para assistir o jogo.

 

       ~       ×       ~       ×       ~

 

   Acordamos cedo, tão cedo que o céu ainda estava escuro, nós nos vestimos como trouxas, tomamos café da manhã e saímos de casa, depois de nos despedir da Sra. Weasley. Daí nós começamos a caminhar, fazia frio e eu estava tremendo.

 

   - Onde estão Gui, Carlinhos e Percy? - pergunta Jorge, bocejando.

 

   - Eles vão aparatar, então podem dormir mais um pouco - responde o Sr. Weasley.

 

   - Então eles ainda estão na cama? - resmunga Fred mal-humorado. - Por que não podemos aparatar também?

 

   - Porque ainda são menores e ainda não prestaram o exame.

 

   - Eu queria poder aparatar - murmuro. - Daí eu poderia sair de Hogwarts na hora que eu quisesse.

 

   - Harry, não se pode... - começa Hermione.

 

   - Aparatar e desaparatar nos terrenos de Hogwarts - completo. - Eu sei, você já disse isso umas...

 

   - Bilhões de vezes - completa Rony. - Como nós vamos chegar lá, papai?

 

   - Vamos até a floresta que fica a duas horas daqui e depois vamos usar um portal - diz o Sr. Weasley. - Esse negócio de transporte deu um grande trabalho para o Ministério.

 

   O Sr. Weasley explicou a organização do evento para Hermione, depois nós todos ficamos calados, vimos o sol surgir no céu e os pássaros cantando, daí nós subimos um morro e eu estava quase caindo de tão cansado.

 

   - Chegamos! - anunciou o Sr. Weasley feliz.

 

   Fred e Jorge se jogaram no chão e eu fiz o mesmo, esperei a minha respiração se normalizar e bebi água.

 

   - E agora? - pergunta Rony ofegante.

 

   - Agora procuramos a Chave de Portal - diz o Sr. Weasley. - Ela deve estar em algum lugar por aqui e pode ser qualquer objeto.

 

   Nós nos espalhamos para procurar a Chave, daí ouvimos uma voz alta gritar atrás de nós.

 

   - Aqui, Arthur! Aqui, filho, achamos!

 

   Dois vultos altos surgiram do outro lado do morro.

 

   - Amos! - exclama o Sr. Weasley, sorrindo para o homem que gritou, ele foi atrás de Amos e nós o seguimos. O homem segurava uma bota velha em uma das mãos.

 

   - Este é Amos Diggory, meninos - diz o Sr. Weasley. - Ele trabalha no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas. Vocês devem conhecer o filho dele, Cedrico.

 

   É claro que nós conhecemos. Cedrico Diggory é um dos garotos mais bonitos de Hogwarts na opinião das menina. Tem dezessete anos e é capitão e apanhador do time de quadribol da Lufa-Lufa em Hogwarts.

 

   - Oi - diz Cedrico para nós.

 

   - Oi - respondemos em uníssono, Fred e Jorge ficaram calados, eles não perdoaram Cedrico por derrotar a Grifinória no primeiro jogo de quadribol do ano passado.

 

   Amos Diggory olha para todos nós.

 

   - Esses são todos os seus filhos, Arthur?

 

   - Não, não, só os ruivos - o Sr. Weasley aponta para Mione. - Esta é Hermione, amiga de Rony, e Harry...

 

   - Pelas barbas de Merlim! - exclama Amos. - Harry? Harry Potter?

 

   - Eu mesmo - sorrio desconfortável. Uma das coisas que eu adoro no mundo dos trouxas é que ninguém me conhece, agora no mundo bruxo todos sabem o meu nome. ¬¬

 

   - Ced falou de você, é claro, todos conhecem Harry Potter. Ele disse que derrotou você em um dos jogos de quadribol no ano passado e eu disse a ele: isto vai ser uma coisa para você contar para os seus netos, Ced, você derrotou Harry Potter.

 

   - Harry caiu da vassoura, papai - diz Cedrico, que parecia estar ainda mais desconfortável do que eu. - Foi um acidente.

 

   - É, mais você não caiu, filho.

 

   - Nós não deveríamos ir embora desse morro? - pergunto rispidamente.

 

   - Sim - responde o Sr. Weasley. - Mais alguém vem encontrar conosco, Amos?

 

   - Não, somos só nós - diz Amos.

 

   Então nós nos aproximamos da bota e tocamos nela, o Sr. Weasley contou até três e fomos meio que sugados no ar. Um segundo depois os meus pés tocaram o chão novamente e eu cai, vi que o Sr. Weasley, Amos e Cedrico estavam de pé, os outros estavam caídos no chão. As próximas horas foram muito agitadas, o Sr. Weasley nos apresentava para todo mundo e depois de nos livrarmos das pessoas desconhecidas, nós fomos arrumar a barraca. Hermione e Gina montaram a barraca das garotas e Fred, Jorge e eu montamos a dos garotos. Daí, Rony, Hermione e eu fomos buscar água para o nosso acampamento. Observei um grupo de crianças brincando em pequenas vassouras do lado de fora de uma barraca, aquilo me lembrava a minha infância. Vimos Olívio Wood perto de uma árvore, ele me levou para conhecer os pais dele e nos disse que acabou de entrar para a reserva de um time de quadribol. Vimos Simas e Dino juntos na frente de uma barraca e Cho Chang, apanhadora da Corvinal, em outra.

 

   -Olá, Harry! - ela acena para mim.

 

   - Oi, Cho - eu digo e lhe dou uma piscadela.

 

   Daí nós pegamos a água e voltamos para a barraca.

 

   - Ei, vocês demoraram - diz Jorge assim que chegamos.

 

   - Encontramos alguns conhecidos - eu digo.

 

   - E a fogueira? - pergunta Rony.

 

   - Papai não conseguiu acende-la, mas ele está se divertindo com os fósforos - diz Fred. Havia um monte de palitos de fósforos jogados ao redor do Sr. Weasley, Hermione correu para ajudá-lo a fazer fogo. Rony e eu sentamos no chão, perto de uma velha árvore.

 

   - Acho que a Cho gosta de você - diz Rony sorrindo.

 

   - Ela só acenou para mim, cara - eu digo.

 

   - Ela estava corada e feliz demais, Harry.

 

   - Quem estava feliz demais? - pergunta Gina, sentando-se conosco.

 

   - Cho Chang, ela gosta do Harry - Rony dá uma risadinha, sinto o meu rosto esquentar.

 

   - Eu nem a conheço direito, Rony - murmuro.

 

   - Rony! - grita Fred. - Venha aqui ferver a água.

 

   Rony suspira e se levanta para ir ajudar Fred. Eu olho para baixo e brinco com uma folha verde caída no chão.

 

   - Cho gosta mesmo de você? - pergunta Gina.

 

   - É claro que não. Quer dizer, ela não me gosta daquele jeito, nós somos apenas colegas.

 

   - Ela é bonita.

 

   - Eu sei, mas você é muito mais bonita e muito mais legal que ela - digo.

 

   - Mas você não sente nada por ela?

 

   - Pelas calças de Merlin, Gina, eu só sinto alguma coisa por você - suspiro com exasperação.

 

   - Eu sei, só queria te provocar - ela sorri. - Você fica bonitinho quando está irritado.

 

   Reviro os olhos. Fred, Jorge e Rony se sentam conosco, eles falam um pouco sobre os bruxos nas barracas vizinhas e os gêmeos dizem que pretendem aprontar com eles.

 

   - Sirius disse que é pra você se comportar - diz Jorge sorrindo.

 

   - Você falou com ele hoje? - pergunto.

 

   - Sim. Sirius nos deu uma grana para apostar por ele - murmura Fred. - Mas não fale nada para a mamãe.

 

   - Se ela souber que estamos apostando, ela vai odiar o Sirius ainda mais - completa Jorge.

 

   - Oh, certo - digo sorrindo.

 

   Depois disso, Gui, Carlinhos e Percy chegaram, o Sr. Weasley mostrou-lhes a nossa barraca e depois eles vieram se juntar a nós em frente ao acampamento. Hermione e Jorge estavam preparando salsichas, quando um homem louro de olhos azuis e roupas extravagantes aparece. O Sr. Weasley se levanta para cumprimenta-lo.

 

   - Ludo, o homem do momento! - ele diz.

 

   - Arthur! - Ludo sorri para o Sr. Weasley. - Que dia lindo, hein? Creio que tudo irá dar certo esta noite.

 

    Percy sai da barraca, olha para Ludo e vai cumprimenta-lo, o garoto parecia empolgado.

 

   - Ah, Ludo, este é o meu filho Percy, ele trabalha no Ministério agora - o Sr. Weasley se vira para nós. - E este é Fred, não, este é Jorge, desculpe... esse é o Fred e ali estão Gui, Carlinhos, Rony e minha filha, Gina. E os amigos dos meus filhos, Hermione Granger e Harry Potter.

 

   Ludo olha para a minha cicatriz e depois disfarça.

 

   - Bom, pessoal - continua o Sr. Weasley -, este é Ludo Bagman, e é graças a ele que temos entradas tão boas.

 

   Ludo sorri para nós.

 

   - Ah, não foi nada, Arthur - diz o homem. - Então, você quer arriscar uma aposta?

 

   - Não, Ludo, vou deixar passar desta vez.

 

   - Ok, Arthur. E vocês, garotos, querem apostar? - Ludo se dirige a nós.

 

   - Eles são muito jovens para...

 

   - Apostamos sessenta galeões, quinze sicles e três nuques que a Irlanda ganha, mas Vítor Krum captura o pomo - diz Fred. - Ah, e damos uma varinha falsa de lambuje.

 

   Ludo pega a varinha e solta uma gargalhada quando ela se transforma em uma galinha, Percy pareceu que tinha levado um soco.

 

   - Isto é incrível! Eu pagaria por uma dessas - diz Ludo, então ele anota os nomes de Fred e Jorge num caderninho e se senta para esperar alguém chamado Crouch.

 

   O Sr. Weasley e Ludo conversaram sobre o desaparecimento de Berta Jorkins, Percy se intrometia as vezes e isso parecia irritar Ludo. Então um homem aparata junto a fogueira, era alto, velho, tinha um bigode engraçado e usava roupas formais. Aquele só podia ser o tal Bartô Crouch.

 

   - Olá, Bartô - diz Ludo alegremente.

 

   - Estive te procurando por todo canto, Ludo - diz Crouch irritado.

 

   - Mr. Crouch, o senhor aceita uma xícara de chá? - pergunta Percy, o cara está tão animado que falta lamber os sapatos de Bartô C.

 

   - Claro que sim, Weatherby - diz Crouch. Fred e Jorge engasgam ao meu lado e tentam esconder o riso, Percy mexe na chaleira com as orelhas vermelhas.

 

   Crouch, Ludo e o Sr. Weasley começam a falar sobre trabalho e eu perco o interesse na conversa. Hermione enche a minha xícara de chá novamente e eu lhe agradeço com um sorriso.

 

   - ... esses garotos vão saber logo - ia dizendo Ludo. - Quero dizer, vai acontecer em Hogwarts...

 

   - Ludo, precisamos receber os búlgaros - interrompe o Sr. Crouch bruscamente. - Obrigado pelo chá, Weatherby.

 

   Os dois homens se levantam.

 

   - Vejo vocês todos mais tarde! - diz Ludo. - Vão ficar no camarote de honra comigo, vou comentar o jogo!

 

   O Sr. Crouch acena com a cabeça e os dois desaparatam.

 

   - Oque vai acontecer em Hogwarts? - pergunta Fred.

 

   - Do que eles estavam falando? - pergunta Jorge.

 

   - Vocês vão descobrir quando chegarem em Hogwarts - diz Carlinhos sorrindo.

 

   - É informação privilegiada, até o Ministério achar conveniente comunicá-la - diz Percy. - O Sr. Crouch estava certo em não querer revelar nada.

 

   - Ah, cala a boca, Weatherby - diz Fred e nós caímos na gargalhada.

 

       ~       ×       ~       ×       ~

 

   A noite chegou e nós estamos esperando para ir ao estádio. Há vendedores ambulantes por toda parte, eles vendem miniaturas de Firebolts, chapéus dos times, cachecóis, bandeiras e outras coisas. Rony comprou um chapéu de trevos da Irlanda, uma roseta verde e um boneco do Vítor Krum que se mexe. Avistei um carrinho onde vendiam uns óculos cheios de botões esquisitos, Rony, Hermione e eu nos aproximamos.

 

   - Onióculos - diz o vendedor, feliz. - Você pode rever o lance, passar ele e câmara lenta e ver uma retrospectiva lance a lance, se precisar. Custa dez galeões um.

 

   - Eu queria não ter comprado isso -  diz Rony, indicando o chapéu verde.

 

   - Eu quero três desses - digo para o vendedor e puxo a minha bolsa de dinheiro.

 

   - Não precisa, Harry - diz Rony ficando vermelho, reviro os olhos.

 

   - Pegue logo esses óculos, Rony.

 

   - Mas...

 

   - Eu já paguei por eles, não posso devolver - sorrio. - Considere isso como um presente de Natal antecipado.

 

   - Tudo bem - Rony sorri.

 

   - Obrigada, Harry - diz Hermione.

 

   Comprei um chapéu da irlanda e uma bandeira, não sou muito fã de times, mas esta alegria é contagiante. Então as luzes se acenderam e indicaram o caminho para o campo e nós nos dirigimos para lá. Nós subimos várias escadas para chegar ao camarote, as cadeiras foram arrumadas em duas fileiras e de lá eu podia ver todo o estádio, todos os milhares de bruxos abaixo de mim, fiquei empolgado. Um telão exibia anúncios no campo e eu o fitei por um minuto, depois me virei para ver quem estava no camarote. Só havia os Weasley, Hermione e um elfo doméstico que se parecia muito com...

 

   - Dobby? - pergunto surpreso. O elfo olha para mim com os grandes olhos brilhantes.

 

   - O senhor me chamou de Dobby? - pergunta o elfo, percebi que ele tem voz de menina.

 

   - Desculpe, eu te confundi. Você se parece com Dobby, um amigo meu aí.

 

   - Ah, eu conheço Dobby, meu senhor - diz a elfo. - Meu nome é Winky e o senhor é... o senhor é Harry Potter! Dobby fala muito do senhor e da sua bondade.

 

   - E como ele está?

 

   - Não muito bem, meu senhor. Dobby não consegue arrumar um emprego porque está pedindo por salário e férias.

 

   - Isso é bom.

 

   - Não é, não, meu senhor. Os elfos não tem que se divertir, eles tem que trabalhar, Harry Potter.

 

   E ela parou de falar comigo. O camarote foi se enchendo cada vez mais, Fudge chegou e me apresentou ao ministro búlgaro, fiquei com vergonha. Daí apareceram Draco e Lúcio Malfoy e uma mulher que só podia ser Narcisa, a prima de Sirius. A família cumprimentou o ministro, daí Draco me viu.

 

   - Oi, Harry - diz ele vindo até mim, a mãe dele o segue. - Mamãe este aqui é Harry Potter, Harry esta é minha mãe, Narcisa.

 

   Narcisa é prima de Sirius, mas eu nunca falei muito com ela.

 

   - Olá, Sra. Malfoy - eu digo educadamente, Narcisa me lança um olhar intimidador e sorri calorosamente em seguida.

 

   - Me chame de Ciça, querido - ela diz sorrindo. - Você cresceu tanto, da última vez que te vi você era um bebezinho, Sirius não sabia oque dar para você comer e eu o ajudei a preparar a sua mamadeira. Você se lembra disso, Lúcio?

 

   - É claro que sim, Ciça - diz Lúcio sorrindo para a esposa. - Olá, Harry.

 

   - Sr. Malfoy - cumprimento.

 

   Draco e os pais cumprimentam os Weasley e depois se sentam atrás de mim. Olho para os meus pés enquanto o jogo não começa, escuto Gina conversando com Hermione, Rony e Draco fazendo comentários sobre o campo e o Sr. Malfoy e o Sr. Weasley conversando sobre o camarote.

 

   - Isto aqui é alto pra caramba, não é? - diz uma voz divertida ao meu lado, levanto a cabeça e encaro o rosto sorridente de Sirius.

 

   - Oque você está fazendo aqui? - pergunto surpreso.

 

   - Vim assistir o jogo, oras.

 

   - Mas você disse que ia estar ocupado esta noite.

 

   - Eu menti, queria ficar sozinho, mas Aluado estava enchendo o meu saco por causa daquela mulher, daí eu decidi vir, Arthur tinha me dado o ingresso que sobrou, então... - Sirius dá de ombros.

 

   - Fico feliz que você esteja aqui - eu digo.

 

   - Eu também. Olha lá, já vai começar.

 

   Não vou narrar oque aconteceu porque foi muita coisa, mas o jogo foi incrível. Ludo Bagman foi quem narrou tudo no camarote, ele fez um feitiço e a sua voz ficou muito alta. A minha parte favorita da noite foi quando apresentaram o mascote do time búlgaro e as veelas apareceram, eram belas mulheres que não pareciam ser humanas, então elas começaram a dançar e eu esqueci de tudo, Sirius se divertiu com a minha reação (acho que eu estava babando). O mascote do time da Irlanda eram Leprechauns, duendes irlandeses, eles fizeram chover moedas de ouro pesadas em cima da gente, Rony me deu montes delas para pagar por aqueles óculos. E tudo ocorreu como os gêmeos disseram: a Irlanda venceu, mas Krum apanhou o pomo e quando o jogo terminou, Fred e Jorge estenderam as mãos para que Ludo lhes pagasse o dinheiro da aposta. E então nós nos preparamos para sair do camarote.

 

   - Papai, eu vou falar com o Harry e agorinha te encontro na entrada do estádio, ok? - pergunta Draco ao pai dele.

 

   - Sim, Draco - diz Lúcio. - Mas não demore muito.

 

   - Certo.

 

   Sirius, Carlinhos, Gui, Arthur e Percy foram na frente, Fred, Jorge e Gina os seguiam e Hermione, Rony, Draco e eu íamos atrás de todos eles.

 

   - Então, oque você quer, Draco? - pergunto, curioso.

 

   - Bom, vou direto ao assunto - diz Draco. - Vocês três tiveram um encontro com Bellatrix Lestrange em junho, todos dizem que ela é uma mulher perigosa, mas vocês ainda estão aqui, vivos.

 

   - Snape nos salvou - digo com um sorriso nada convincente.

 

   - Não salvou, não. Bellatrix deixou vocês saírem vivos porque ela não é má, como todos pensam e vocês a ajudaram a fugir.

 

   - De onde você tirou essa ideia maluca? - pergunta Rony.

 

   - Eu pensei um pouco e cheguei a essa conclusão - Draco dá de ombros. - Escute, Harry, diga a Bellatrix que a minha mãe gostaria muito de vê-la...

 

   - Seu pai trabalha no Ministério, como vamos saber que isso não é uma armação? - pergunta Hermione.

 

   - Você me conhece, Mione, posso ser um garoto malvado, mas nunca faria nada para magoar a minha mãe. Ela acredita na inocência de Bellatrix e meu pai também.

 

   Nós três olhamos para Draco, ele parece estar falando a verdade e Narcisa parece ser uma ótima pessoa, não acredito que ela vá entregar Bellatrix para o Ministério.

 

   - Vou falar com Bellatrix - eu digo. - Mas, lembre-se, poucas pessoas acreditam na inocência dela e se você contar isso a alguém, eu vou negar tudo e ainda te darei um soco.

 

   - Ok - Draco caminha até os pais dele. - Vejo vocês em Hogwarts daqui a alguns dias.

 

   - Até logo - digo e nós voltamos para a barraca.

 

   O Sr. Weasley encontrou um saco de dormir para Sirius e ele se deitou no chão da barraca que mais parecia uma casa, Hermione e Gina já tinham ido para a delas. Escuto a bagunça dos torcedores até que o sono chega e eu durmo.

 

"Estou usando o uniforme do time da Bulgária, Vítor Krum está ao meu lado e ele me entrega uma grande taça de ouro.

- Conseguimos! - ele diz com um sotaque búlgaro. - Ganhamos a Copa graças a você, Harry.

E Gina aparece de repente e sorri gentilmente para mim..."

 

   - Harry! Harry, acorde - diz a voz de Rony ao meu lado, abro os olhos.

 

   - Oque...?

 

   - Peguem um casaco e saiam daqui - diz Sirius que estava com a camisa ao contrário, aparentemente ele se vestiu as pressas.

 

   - Oque está acontecendo? - pergunto.

 

   - Eu conto tudo depois, só saia daqui, filhote.

 

   E eu saio da barraca junto com os Weasley, Hermione e Gina correm ao nosso encontro, olho ao redor e vejo as pessoas correndo para a floresta e outras gritando. Então eles surgem, um grupo de pessoas usando roupas pretas e máscaras, lançando feitiços para todos os lados. Acima deles tem quatro pessoas (trouxas) pairando no ar e há uma expressão de dor no rosto deles.

 

   - Caramba! - exclama Rony boquiaberto.

 

   - Olha, nós vamos ajudar o pessoal do Ministério - diz o Sr. Weasley apressado. - Corram para a floresta, para longe de tudo isso, nós vamos buscar vocês depois.

 

   - E fiquem juntos - diz Sirius, ele bagunça meu cabelo, puxa a varinha e corre para o meio da multidão acompanhado pelo Sr. Weasley, Gui, Carlinhos e Percy.

 

   - Vamos - diz Rony. Fred agarra a mão de Gina e nós entramos na floresta.

 

   Nós corremos e corremos até ficar bem longe da multidão, em algum momento Hermione agarrou a minha mão e a de Rony, para ficarmos juntos. Hermione parou perto de uma árvore e se sentou no chão, respirando com dificuldade.

 

   - Lumus! - ela murmura e a ponta de sua varinha se acende.

 

   - Que diabos... estava acontecendo... lá? - pergunta Rony ofegando.

 

   - Não sei, mas eles estavam torturando trouxas - eu sussurro. - Espere aí, cadê a Gina?

 

   - Ela estava com Fred e Jorge, nem percebi que tínhamos nos separado - diz Hermione.

 

   - Ah, meu Merlin, nós devíamos ter ficado juntos. Será que ela está bem?

 

   - Fred vai cuidar dela, Harry - diz Rony desconfiado.

 

   - Vocês estão com as varinhas em mãos? - diz uma voz vinda do escuro. - Porque caso alguma coisa aconteça, nós precisamos ser rápidos - e então Draco surge das sombras, girando a varinha nos dedos.

 

   - Oque você está fazendo aqui? - pergunto.

 

   - Segui vocês, meu pai mandou eu vir para a floresta, daí vi vocês correndo e decidi vir atrás.

 

   - Ah.

 

   - Você está bem, Hermione?

 

   - Sim - murmura Hermione. - Por que a pergunta?

 

   - Aqueles caras estão procurando os nascidos trouxas, são Comensais da Morte - Draco revira os olhos. - Eu realmente odeio os seguidores de Voldemort.

 

   - Somos dois - procuro a minha varinha nos bolsos, mas não a encontro. - Droga!

 

   - Que foi? - pergunta Rony.

 

   - A minha varinha sumiu, acho que perdi quando estava correndo, ou talvez tenha deixado na barraca.

 

   Rony andou um pouco comigo para ver se a varinha estava no chão da floresta, mas nós não a encontramos. Então ouvimos um barulho entre as árvores e todos nós ficamos paralisados. Era Winky, a elfo doméstica que estava no camarote perto de uma cadeira vazia.

 

   - Tem bruxos malvados aqui! - diz ela apavorada. - Gente voando... lá no alto! Winky está saindo do caminho!

 

   E ela desapareceu entre as árvores novamente.

 

   - Mas... oque foi isso? - murmura Draco confuso.

 

   Nós continuamos parados, observando qualquer movimento suspeito.

 

   - Eu não estou ouvindo mais nada - diz Hermione. Ela mal termina de dizer isso, Ludo Bagman sai de trás de algumas árvores, Draco levanta a varinha um pouco mais e Ludo paralisa.

 

   - Quem está aí? - o homem pergunta. Eu ando um pouco e fico na frente dele. - Oque estão fazendo aqui no meio da floresta?

 

   - Estão atacando o acampamento - digo.

 

   - Atacando? - pergunta Ludo confuso.

 

   - Sim, umas pessoas mascaradas - diz Rony.

 

   - Merda! - exclama Ludo e desaparata sem dizer mais nada.

 

   - Não anda muito bem informado o Sr. Bagman, não é? - comenta Mione.

 

   - Estranho - diz Draco.

 

   Ouvimos outro barulho e vimos uma sombra nas árvores.

 

   - Af, mais uma pessoa?! - Rony revira os olhos.

 

   - Quem está aí? - eu grito.

 

   A pessoa não responde, mas a sombra se mexe e ela grita:

 

   - MORSMORDRE!.

 

   E um crânio enorme aparece no céu, envolto em luz verde e brilhante, com uma cobra saindo da boca como uma língua. Rony arregala os olhos, Hermione respira fundo, Draco dá um passo para trás e eu só fico parado, encarando aquilo.

 

   - É a Marca Negra - diz Hermione. - Este é o símbolo de Você-Sabe-Quem, Harry!

 

   - Precisamos sair daqui - diz Draco. Estávamos nos preparando para correr, quando uns vinte bruxos aparecem a nossa volta, as varinhas estavam apontadas para nós quatro.

 

   - ABAIXA! - eu berro, Rony, Hermione e Draco se jogam no chão ao meu lado.

 

   - ESTUPEFAÇA! - gritam as vinte pessoas e um vento forte passa perto de nós, se tivéssemos sido atingidos...

 

   - Parem! - grita o Sr. Weasley em algum lugar. - Parem, é o meu filho!

 

   E ele aparece no meio do círculo, com Sirius atrás dele.

 

   - Você está bem? - pergunta Sirius e me puxa para um abraço. - Está machucado? Algum feitiço te atingiu?

 

   - Estou bem - respondo. - Nada me atingiu.

 

   - Saiam do caminho, vocês dois - diz uma voz fria atrás de Sirius. Era Bartô Crouch.

 

   - Seus homens quase atingiram o meu filho e os amigos dele, Bartô - diz Sirius friamente. - Se algo acontecesse a qualquer um deles, eu não responderia pelos meus atos.

 

   - Não podemos deixar o inimigo escapar, Sirius - diz o Sr. Crouch.

 

   - Eles não são inimigos, são crianças. Vocês é que são um bando de irresponsáveis, atacam primeiro e perguntam depois.

 

   - Sirius! - repreende o Sr. Weasley baixinho.

 

   Bartô ignora eles dois e se dirige a Rony, Hermione, Draco e eu.

 

   - Qual de vocês fez aquilo? - ele aponta para a Marca Negra no céu.

 

   - Não foi nenhum de nós - respondo.

 

   - Não minta para mim! Vocês foram encontrados na cena do crime!

 

   - Eles são crianças, Bartô, não teriam capacidade para realizar esse feitiço - diz uma bruxa alta com vestes extravagantes.

 

   - De onde saiu a marca? - pergunta o Sr. Weasley para nós quatro.

 

   - Dali - aponto para o meio das árvores. - Tinha uma sombra, daí ela gritou algo e aquilo apareceu.

 

   Os bruxos se viraram para onde eu apontei.

 

   - Se havia alguém ali, deve já ter ido embora a muito tempo - diz a bruxa das vestes extravagantes.

 

   - Acho que não - diz Amos Diggory. - Nossos raios passaram por aquelas árvores, podemos ter atingido algo.

 

   Amos entra no meio das árvores com a varinha erguida, os outros bruxos ficam alertas.

 

   - Atingimos algo sim! - grita ele. - Está inconsciente. Ih, caramba...

 

   - Quem é? - grita o Sr. Crouch. - Quem você pegou?

 

   Amos surge entre as árvores, segurando uma figura pequena e imóvel nos braços. Eu prendo a respiração. Aquela é Winky.


Notas Finais


O capítulo não ficou tão bom, escrevi com pressa por que já tinha se passado uma semana e eu estava atrasada. Da próxima vez será melhor, prometo.
Beijos 💚


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