História Pottertale - O Encontro de Dois Mundos (AU de Undertale) - Capítulo 25


Escrita por: ~ e ~Max_The_Ninja

Postado
Categorias Harry Potter, Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Gerson, Greater Dog, Grillby, Mettaton, Muffet, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Alternativo, Crossover, Harry Potter, Hogwarts, Magia, Monstros, Pottertale, Subterrâneo, Superfície, Underground, Undertale, Universo
Visualizações 42
Palavras 1.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Manhã de Natal



CAPÍTULO 25 - MANHÃ DE NATAL 


- Acorda, Frisk! Acorda!

Risonha, Frisk abriu os olhos, ainda sentindo as patinhas de Asriel sacudindo-a no colchão.

- Tudo bem – resmungou sonolentamente – já acordei.

Percebeu que o amigo estava eufórico. Suas orelhas felpudas estavam eriçadas de entusiasmo, e o focinho entreaberto, ofegando de animação.

- Feliz Natal, Frisk!

A menina ergueu-se da cama, espantada. Quase se esquecera que a manhã de Natal finalmente havia chegado.

- Nossa – sorriu, abraçando-o – Feliz Natal, Asriel!

- Andem logo, vocês dois! - ouviu-se o grito de Chara escadaria abaixo – eu trouxe nossos presentes para cá! Corre aqui, Frisk!

Frisk estava empolgadíssima.

Não que já não tivesse recebido presentes de Natal. Shepia e Taryan sempre haviam se certificado de lhe dar vários presentes durante as festividades.

Mas seria a primeira vez que passaria as festas com outras pessoas - a primeira vez em que receberia presentes que não fossem de sua própria família.

- Da tia Taryan e Shepia? - ofegou, enquanto descia os degraus.

- Tem mais – Chara riu-se, assim que terminaram de descer o andar superior do dormitório – os outros alunos foram tomar o café da manhã… - deu de ombros, acocorando-se no centro do conjunto de camas - achei melhor termos privacidade.

Havia uma pilha de presentes no meio do dormitório da Lufa-Lufa, de variados tamanhos e cores. Frisk e Asriel adiantaram-se, sentando ao lado de Chara, começando a apanhar as caixas com seus nomes.

- Mamãe e papai – Frisk viu Chara suspirar, deslizando os dedos agilmente pelo fitilho carmim de uma caixa branca.

Os olhos da garota rutilaram de arrebatamento quando encarou o conteúdo do embrulho. Ela bateu palmas, mergulhando as mãos dentro da caixa.

- Não acredito!

Para surpresa dos garotos, Chara ergueu uma pequena e bonita adaga prateada, embainhada em couro, cuja empunhadura continha um belo conjunto de entalhes feitos à mão.

- Que lindo! - Frisk aprovou.

Chara sorriu torto, abraçando a adaga recoberta contra o corpo.

- Papai é ferreiro – ela contou – ele disse que me daria um presente especial…. quando eu estivesse pronta – afagou carinhosamente a empunhadura da arma – não esperava… que ele me fizesse isso… tão cedo.

A menina parecia hesitante, e isso surpreendeu Frisk, já que havia se acostumado a encarar Chara como alguém tão impetuosa e segura de si.

- Acho que ele fez bem – disse, dando um tapinha no ombro de Chara – você vai ser uma grande invulgar, Chara. Nada mais justo do que te dar algo tão especial quanto você.

O olhar de gratidão de Chara foi substituído por um revirar exasperado, quando Asriel guinchou de incredulidade, erguendo, de uma das caixas, um suéter esverdeado de listra amarela.

- Essa não – bufou – ela me fez outro suéter. Que droga, mamãe.

Frisk ficou espantada quando abriu o presente que Toriel havia lhe enviado. Apalpou o tecido macio e quente do suéter que havia recebido – de cor azul, com duas listras roxas.

- Que bonito…

- Ela fez um suéter para vocês também! - o monstrinho ostentava uma expressão de puro constrangimento.

- Não seja tão duro com ela, Asriel – Chara colocou o suéter novo por cima da roupa – eu gostei. É quentinho…

Imitando a amiga, Frisk também trajou a peça de roupa. Assim como Chara dissera, o suéter era aconchegante, e exalava um estranho e agradável cheiro de canela.

- Ah, andem com isso – ralhou Asriel – vamos ver os outros!

Conforme eles iam desembrulhando, começou a surgir um grande amontoado de caixas abertas de um lado, e vários presentes enfileirados no outro.

Frisk já havia desempacotado quase todos os seus presentes – que incluíam uma torta de caramelo e canela de Toriel, um kit de Herbologia de Asgore, um potão de Gentilvete de Monster Kid e alguns de seus colegas, e até um surpreendente protótipo de lança mágica enviado por Undyne – quando percebeu restarem apenas dois embrulhos.

Abriu o maior, inspirando profundamente, absorvendo o aroma familiar de lavanda e capim. Já sabia quem havia enviado.

Sorriu, inclinando o bilhete amarrado à caixa para os dois amigos.


Querida Frisk,


Esperamos que esteja se divertindo nesse Natal, e que ele seja tão especial para você quanto foi para nós duas durante todos estes anos. Boas festas, cuide-se, e tome cuidado.

Com amor.


Taryan e Shepia


Dentro, havia um delicado cobertor.

- O que…

A menina desdobrou o tecido, embasbacada. Embora nãos e recordasse dele, sabia muito bem de onde o conhecia.

- Espera aí… - começou Asriel.

- Era meu cobertor de bebê – ela apertou o cobertor nos braços – onde eu estava quando a tia Taryan…

Franziu o cenho. Por que a tia estava lhe devolvendo aquilo, e justamente agora?

Ainda intrigada, Frisk pôs o cobertor de lado, inclinando-se para o último presente. Era um embrulho pequeno, discreto, minimamente chamativo.

Não trazia o nome do remetente.

A criança abriu-o, ávida para ver o que escondia.

- O que é isso? - Asriel inclinou o focinho, tentando enxergar.

Chara assoviou.

Um delicado colar dourado, cuidadosamente alinhado no veludo da caixa, circundava o redor de um pingente de ouro, em forma de coração. Abaixo dele, numa caligrafia esmerada, havia uma única frase.


Isso era da sua mãe. Uma herança especial… para uma garota especial. Use-o com sabedoria.


- Quem mandou? - indagou Chara.

- Não sei. Não tem nome – sussurrou Frisk, dedilhando o fecho do medalhão.

Uma música suave ressoou de dentro do pingente, sobressaltando os três. Uma melodia doce e acalentadora, que aparentou trazer uma surpreendente sensação de paz para Frisk.

- O que ele quis dizer com “use-o com sabedoria”? - Chara apalpou a corrente – isso seria um…?

- Objeto mágico? - Asriel completou – talvez. Parece algo humano… mas viu como a música tocou quando Frisk segurou o coração? Definitivamente tem magia aí.

As dúvidas assolavam novamente a mente da garota.

- Hum… quer saber? - colocou a corrente do medalhão no pescoço, fazendo o coração repousar no peito do suéter – se é algo que pertenceu à minha mãe… - deu um meio sorriso – é o bastante para eu levar pelo resto da vida.

Com a aproximação do som de passos, os meninos apressaram-se, começando a guardar seus presentes nos respectivos lugares. Frisk escondeu rapidamente o cobertor e os doces em seu malão, apenas fracassando na hora de tentar enfiar a lança de Undyne embaixo da cama.

- Pode parar por aí. Eu vi! - bradou Monster Kid, correndo até ela, enquanto Frisk ria – uau! Undyne deve mesmo gostar de você, Frisk!

Conforme alguns alunos iam adentrando no dormitório, iniciou-se várias conversas sobre o que haviam recebido de Natal. Com Chara e Asriel suficientemente distraídos, Frisk aproveitou para acocorar-se ao canto do cômodo.

Com o olhar perdido, acarinhando o pingente do medalhão de sua mãe, Frisk passou o resto do dia de Natal mergulhada nas ondas – cada vez mais vorazes – de seu imenso mar de dúvidas.
























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