História Powerless - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Irmandade, Jace, Lucy, Máfia, Originais, Romance
Exibições 37
Palavras 1.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bom dia amores, tudo bom? Um capítulo só pra vcs <3
Boa leitura

Capítulo 10 - Lugar desconhecido


Como se lesse seus pensamentos ele a beijou novamente. Mas antes que Jace a agarrasse ela o afastou.

-Não... – Ela disse. Jace logo fechou a cara, nunca fora rejeitado afinal. Mas ela não queria ter parado, entretanto ela não podia continuar com isso. Jace é um assassino cruel, podia não ser um monstro, mas que é um assassino ele é.

-Lucy...

-Não... Não me chame de Lucy, por favor!

Jace não insistiu, eles apenas se olharam, por vários segundos. Ele levantou, vestiu a camisa e a olhou novamente, era óbvio seu desejo por ela, e do mesmo jeito o desejo dela por ele. E isso o irritava. Quando Jace quer algo, ele tem. De um jeito ou de outro. Lucinda pôde ver determinação nos olhos de Jace, ela desviou o olhar, sempre que o olhava seu coração batia irregularmente.

Jace viu que ela estava estranha, ele não queria que eles ficassem “de mal”.

-Vamos embora, Paul vai levar nossas coisas para meu esconderijo em Paris.

Ela ficou embasbacada ao ouvir que eles iriam à Paris. Mas ela não foi capaz de dizer nada, só foi surpreendida. Lucinda colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e baixou a cabeça, pensando que já não conseguia ficar tanto surpreendida assim. Se fosse antes, ela com certeza desmaiaria, ela ama Paris afinal. Mas dessa vez, ela não queria ir.

Jace viu a confusão na face de Lucinda, ele suspirou e agachou em frente a Lucinda para olhá-la nos olhos.

-Eu sei que é difícil, mas prometo que vamos parar por lá, está bem? Lá poderemos descansar – Ele a olhou com um ar triste, tentando lhe passar confiança, demonstrando compaixão. Não funcionou, mas Lucinda sorriu ao vê-lo tentar fazê-la rir.

Ela tocou a barba recém aparada dele e lhe dirigiu um sorriso triste que quase fez as pernas de Jace bambear.

-Obrigada Jace, você é... – Ela vacilou tentando pensar em como descrever o que Jace era para ela. – Minha única pessoa nesse momento.

Vendo o embaraço de Lucinda ele sorriu, Jace tocou a mão dela que estava em seu rosto e a beijou.

 

***

 

Depois de sete horas em um avião com Jace nós descemos em Paris. Era madrugada, estaria escuro se não fosse pelos postes de iluminação do aeroporto. Estava frio, Dylan só havia comprado roupas de verão para mim. E a muda de roupas que Jace arranjou não era o suficiente. Senti algo pesar nas minhas costas e vi Jace colocando sua jaqueta sob minhas costas. Eu sorri agradecendo.

-Estamos quase chegando. – Ele disse. Provavelmente reparou na minha cara cansada e meus olhos cheios de olheiras.

Fui atrás de Jace enquanto abraçava a mim mesma. Chegamos em um carro preto estilo Velozes e Furiosos. Meu coração tremeu com a possibilidade de Jace correr nesse carro. Deve ser muito veloz e perigoso. Vendo minha interrogação Jace explicou.

-É um Pontiac Ventura 68. Gostou? – Ele pegou meu cotovelo e me guiou até a porta do passageiro.

-Éh... Hm, ele é bonito! – Falei meio tímida. Ele abriu a porta e sorriu erguendo uma sobrancelha. Entrei no carro me sentindo meio desconfortável no couro do banco. Esse carro me incomoda provavelmente porque entrar nele é como um suicídio. Coloquei o cinto e respirei fundo. Jace entrou no carro e o ligou. O barulho do motor me fez dar um pulo e eu ri nervosa. – A-acho melhor ir devagar!

Jace me olhou brincalhão, e quando pensei que ele ia dar partida e o carro voaria da pista, na verdade o carro foi em uma velocidade normal. Suspirei aliviada, ouvi a gargalhada de Jace e lhe dei uns socos no seu braço, senti que estava batendo em uma parede.

-Você é mesmo uma medrosa. – Zombou.

-Eu tenho medo de morrer, não sou uma lunática como você! – Defendi meus cuidados com minha vida. Ele dirigiu para fora do aeroporto. Ficamos um pouco em silencio. Jace viu que eu ainda estava com frio e ligou o aquecedor do carro. Me senti um pouco melhor ao sentir o calor espalhar-se pelo meu corpo.

Olhei as ruas da França por trás do vidro fumê do carro. A cidade é linda, em qualquer lugar. Passamos por algumas ruas de pedras que me tiraram o fôlego. Mas todo meu fascínio acabou quando chegamos a uma estrada deserta. A única luz que iluminava a pista era a do farol. Enquanto eu olhava para a pista passei a pensar no que eu vi. E uma pergunta se instalou na minha mente e vazou pela minha boca.

-Você não sente remorso? – Perguntei quebrando o silencio em que estávamos. Jace pareceu surpreso com a minha pergunta repentina.

-De que?

-De matar? – Perguntei sentindo meus ossos se encolherem.

-Não... – Confessou e suspirou. – Não acho que devêssemos falar sobre isso.

-Por que não? – Perguntei e ele parecia ter a resposta, mas não queria dizê-la. – Depois de tudo o que eu vi e passei acho que mereço uma conversa de igual para igual!

Seus dedos se apertaram contra o volante. Ele estava hesitante.

-Eu não sinto remorso, não mais! – Ele disse só isso.

-Não mais? Então você já sentiu antes? Quando você parou de sentir remorso? – Lancei-lhe um monte de perguntas e ele riu.

-Vou responder suas perguntas, se fizê-las de uma em uma. – Corei por ter sido tão afobada.

Eu estava muito curiosa, mas o que pergunto primeiro? Uma pergunta principal me veio à cabeça.

-Como se sentiu em seu primeiro assassinato?

Ele franziu a boca e me deu um curto olhar.

-Eu matei pela primeira vez com dez anos, acho. – Ele revelou e fiquei boquiaberta. Com  dez anos eu brincava com a Emma de boneca. Apesar do meu choque eu o deixei continuar. – Não foi muito revelador, achei chato. Entretanto depois de matar mais algumas vezes eu pude sentir a adrenalina e a excitação.

Fiquei calada, eu não tinha palavras.

-Então – Minha voz falhou, limpei a garganta. – por que você começou a matar tão cedo?

-Cedo? – Ele riu. – Meu pai matou o primeiro inimigo aos oito anos. Há um momento na vida de um garoto que ele vira homem na Máfia, e esse momento é quando matamos pela primeira vez. E depois de matar, meu pai me arranjou algumas prostitutas.

Embasbacada eu virei para ele de uma vez.

-Espere, seu pai mandou você matar prostitutas? Com que sentido?

-Matar? – Ele tirou o olhar da estrada e me olhou sorrindo. – Foi o contrário de matar, Lucy.

Ele não falou mais nada querendo que eu entendesse por mim mesma. Eu corei quando entendi.

-Jace... – Só consegui dizer seu nome. – Você nunca teve uma infância então? – Sussurrei.

-Claro que tive, só que a minha foi completamente diferente da sua ou do resto da população. – Disse ele despreocupadamente.

-Eu sinto muito... – Eu disse. Não imaginava ter uma vida assim, tão triste. Ele sorriu como se dissesse que não é nada demais. Seus olhos brilhavam mais que o farol do carro. Ele não parecia triste, mas eu estava. Meu coração parecia despedaçado, se ele mata desde aquela idade, o número de mortos é incontável. Também havia a história do pai dele, eu não ousaria perguntar sobre isso. Fiquei calada, acho que cada vez que eu descobria mais sobre como era ser da Máfia, mais assustada e aterrorizada ficava.

-Acabaram as perguntas? – Ele exigiu e sorriu. Eu o olhei, séria, mostrando que não era engraçado. – Ei, estou brincando. – Ele disse botando a mão na minha coxa, tentando me acalmar. Foi apenas por alguns segundos, mas eu congelei com o que seu toque me causou. Todos os pelos do meu corpo eriçaram causando-me um arrepio na espinha. Meu coração bateu forte. Eu o olhei tentando esconder meu nervosismo.

Depois fiquei calada, eu estava tão nervosa, que ficar perto dele estava me deixando ansiosa. Minha situação piorou quando ele me encarou, sorriu e voltou seu olhar para a estrada. Eu fiz o mesmo e pude observar uma construção enorme muito à frente. Minha curiosidade venceu meu nervosismo.

-O que é aquilo? – Murmurei.

-Nossa casa temporária. – Ele disse, e pela sua cara seria só isso que diria.

 

Chegamos perto da construção, parecia uma construção militar. Saí do carro de Jace sem tirar os olhos da construção. Dois homens armados com roupas pretas apareceram segurando o que pareciam escopetas. Instantaneamente agarrei o braço de Jace, os homens eram enormes e andavam como se fossem os donos do mundo.

-Calma, são amigos – Ele sussurrou e soltei um som de desdém vindo da minha garganta. Jace me deu um olhar como se reprovasse o som que fiz.

-Jace – A voz forte do homem a nossa frente chamou minha atenção. Ele tem pele negra, careca e um olhar assustador. Já o homem calado é pálido, seu cabelo é loiro e ele conseguiu ser muito mais assustador quando me olhou. Encolhi-me no meu canto e apertei o braço de Jace.

-Connor – Cumprimentou Jace.

-Seu dormitório, venha – Ele disse e os dois homens viraram de costas e foram andando.

-Temos que segui-los? – Perguntei a Jace com minhas sobrancelhas unidas. Ele tocou meu rosto levemente.

-Não precisa ter medo, eu estou aqui por você!

Confiando cegamente em Jace nós fomos atrás dos homens, a única coisa que se passava na minha cabeça era: que lugar é esse? 


Notas Finais


Gostaram? Deixem suas opiniões ai em baixo, beijos e bom dia anjos.


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