História Prata e Aço - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Ação, Aço, Deuses, Fantasia, Justiça, Luta, Poderes, Prata, Vingança
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Palavras 529
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem!

Capítulo 1 - Prólogo



   Pescando-lhe a lágrima na face com a ponta dos dedos, observou fascinada os reflexos da lua refletirem na pequena gotícula de água, formando belos padrões de luz. Sua solidão era sinônimo de esperança. A cada fração de segundo que passava sofrendo por saudade da vida, novas lágrimas surgiam, e com suas hábeis mãos pálidas, ela as mutava, transformando-as em pequenas estrelas. Dando origem a centenas de constelações, cada uma ilustrava a razão de tamanha infelicidade. Analisando o amplo horizonte encontrou ao longe as Três Marias, o conjunto de luminosas que surgira logo após a saudade das filhas tornar-se insuportável. A deusa Prateada havia chorado por dias antes de a angústia virar parte de sua alma. Dentre as milhares de condenações possíveis, tinha conhecimento de que esta não era a mais deplorável, contudo, isso nem de perto parecia ser capaz acalentar seu espírito revolto. 
     Gradativamente, seu caráter já duvidoso enquanto na Terra, agora apresentava resquícios de uma crueldade original, nunca antes experimentada pela deusa. Dentre lamúrias e mais lágrimas, encarava o pequeno globo azul e verde ao longe, fazendo juras de ódio e vingança aos deuses que ali viviam. Logo estaria livre e os fariam pagar por terem-na condenado. Não era inocente, no entanto, não merecia ser alvo de incomparável crueldade. Seu irmão havia sido o responsável por taís catástrofes, ela só compactuara com seus planos mantendo-os em segredo. Não tinha o auxiliado em momento algum. O único erro que cometera foi estimula-lo a seguir em frente com tais ideias. 
   Com um movimento brusco voltou-se ao seu abrigo tentando desesperadamente afastar as memórias. Caminhando trôpega na superfície rochosa irregular, seguiu até a profunda cratera que havia se formado logo após Ekraem, o deus da justiça, lança-lá milhares de quilômetros no espaço até seu exílio. O impacto causado entre seu corpo e as pedras resultou  na destruição parcial da estrela e em uma deusa  em pedaços. Só sobrevivera devido a imortalidade, contudo, antes de se curar completamente, o ser divino teve de suportar semanas à fio da mais intensa dor enquanto se regenerava. Por fim, quando a loucura aparentava ser uma velha amiga e o melhor dos sedativos, seu corpo em uma investida de desespero final, reconstruíusse por completo.
     Suspirando exausta, a deusa se deitou no chão preparando-se para realizar o processo de restauração de poderes. Uma espécie de transe na qual o "casulo" repousa enquanto as energias vitais se desenvolvem. Semelhante ao que os humanos denominam sono. Apoiando as palmas sobre a barriga, ela sussurrou em uma língua desconhecida por qualquer ser mortal: "Entrego-lhe minha vitalidade, da qual tu és o criador, e sob sua proteção e permissão, imploro que me torne mais forte e capaz de afrontar a todos que tenham me feito mal. Diante de tua consciência declaro-me um molde de tuas vontades e uma elevação do teu espírito."
     Logo que cerrou os lábios e as pálpebras em silêncio, a inconsciência tomou posse do seu raciocínio, tornando impossível que ela notasse o redemoinho de poeira cósmica se enrolando em volta dos seus braços e pernas, transformando-a em um brilhante ponto de luz acinzentado em meio ao infinito. Com um lampejo final, tanto o pó quanto Kális, haviam desaparecido.
 


Notas Finais


Então, o que acharam?


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