História Prazer, Aburame! - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Amizade, Amor, Autoconhecimento, Bissexualidade, Naruto, Shino Aburame
Exibições 10
Palavras 1.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooi, pessoal! Espero que gostem bastante do capítulo 4,
eu pessoalmente gostei muito de escrever e LER também. Tem bastante sentimento envolto nesse capítulo também, e a tendência é melhorar, né não?
Agradeço ao feedback que vocês estão dando.
Bjs, e boa leitura. :) ♥

Capítulo 4 - Reencontro familiar.


Fanfic / Fanfiction Prazer, Aburame! - Capítulo 4 - Reencontro familiar.

Coragem, desespero ou burrice? Qual será a palavra que me defina melhor nesse momento em que estou a caminho do distrito do clã Inuzuka? Por mais que eu queira que o melhor aconteça, é provável que talvez eu seja uma das pessoas mais pessimistas que conheço. Ele estava bêbado afinal, provavelmente nem se lembrará do que me falou naquele dia. Não que ele tivesse falado grande coisa, mas foi suficiente pra acalentar meu coração e me fazer reviver memórias tão boas... “Esperar pelo melhor, se preparar para o pior.”, é o que tenho em mente. O mais triste é que só estou conseguindo esperar pelo melhor, e qualquer reação negativa vai me destruir por dentro. Destruir a única dose de esperança que ainda me resta. Ai, Sakura... Só você mesmo pra me encher de esperança com algo tão vago e improvável. Acho que não tenho muita escolha. Eu preciso de algo para me sustentar enquanto vivo, e acho que o Kiba seria uma peça fundamental nisso. Uma peça também é uma palavra muito horrível. Não quero que ele seja um pedestal para mim, quero que ele esteja ao meu lado. Ai, meu Deus! Até nos meus pensamentos já estou normalizando a ideia de que estou apaixonado por Kiba apenas por causa de uma palavrinha bonita e um sorriso. Tudo bem, não é algo tão inacreditável, afinal era um belo sorriso.  

Shino seguia até os aposentos do clã Inuzuka com a cabeça baixa e um sorriso tímido. Em sua mão estava uma sacola com alguns doces de uma confeitaria que Kurenai costumava comprar sempre após uma missão bem sucedida. Ele sabia que os de chocolate com baunilha eram os favoritos de Kiba, e que o mesmo era tão guloso que guardava alguns no bolso até que esquecesse completamente e esmagasse ao sentar no mesmo banco do parque que iam após os treinos. Normalmente os grupos possuem características em comuns, todos viam Gaara, Temari e Kankuro como o time dos poderosos, enquanto Lee, Neji e Tenten eram os determinados. O time oito seria o time dos esquisitões e misteriosos se não fosse por Kiba, que fazia questão de dar a energia que faltava no time.

O garoto parou frente à residência do amigo, parou, observou a porta fechada. Estendeu a mão para bater, mas se segurou. Ainda estava em dúvida se era um risco que valeria a pena. Antes que pensasse muito, a porta se abriu.

—Você não vai bater mesmo na porta?  —Perguntava a mãe de Kiba, enquanto mostrava aquele sorriso típico da família. —Não subestime meu faro, Shino.

—Me desculpe Tsume-san!

—Ai, ai, garoto! Você sempre com toda essa formalidade quando fala com os outros! —Dizia Tsume enquanto entrava e sinalizava para Shino entrar e que sentasse junto a ela à mesa.  —Tudo bem que faz bastante tempo que você não vem aqui, mas você é quase da família. Lógico que você veio aqui no fim de semana trazer Kiba para casa, mas não tivemos tempo de conversar naquele dia.

—Kiba te contou? —O garoto pareceu surpreso.

—Não precisou. Estranhei que ele tivesse na cama de madrugada, ele não conseguiria chegar sozinho, até porque isso não acontece com frequência, fora que eu já disse, não subestime o meu faro. —Riu. —A propósito, infelizmente ele não está em casa.

—Ah, que pena. —Shino pareceu bem desapontado. —Eu trouxe alguns doces, tem bastante. Seria ótimo que você se juntasse a mim.

—Seria um prazer, Shino-kun. —Dizia Tsume, pegando um doce da bandeja de isopor. —A propósito, saiba que continuarei te chamando assim, mesmo que você agora seja líder do seu clã, já falei que não precisamos de formalidade aqui em casa. Certo? 

—Claro. Fico até mais confortável sendo chamado assim. —O garoto sorriu. —Mostra que de certa forma nada mudou, mesmo com o tempo.

—Isso sempre me deixou um tanto quanto curiosa. O porquê de você subitamente sumir, parar com as visitas, o mesmo digo da Princesa do Byakugan.

—Para falar a verdade, eu também não saberia te responder com exatidão. Um dos motivos de eu vir aqui era pra tentar entender isso.

—Então eu estava correta sobre meus pensamentos, você realmente não sabe de nada.

Tsume fechou os olhos e mudou sua feição feliz para uma completamente triste e cabisbaixa. Shino achou estranho, mas não conseguiu entender. Nunca esperou ver Tsume, uma mulher tão forte, valente e feliz com aquele semblante tão depressivo.

—Me desculpe? —Ainda tentando entender, Shino, colocou a mão sobre o ombro da mãe de seu amigo.

—Você provavelmente não sabe sobre a morte da Hana, a irmã mais velha de Kiba.

—E-Eu... Não sabia. —Shino levou suas mãos aos seus cabelos demonstrando decepção por não ter sido capaz de notar algo desse naipe.

—Você é amigo dele, entende que eram os irmãos mais próximos possíveis e- —Se interrompeu para secar as lágrimas. —E ele ficou totalmente destruído e, se não bastasse isso, num período tão pequeno de tempo, Akamaru se sacrificou por Kiba em uma missão em que fomos cercados. Aquilo foi demais para qualquer um aguentar. Ele já- quero dizer, nós já estávamos destruídos pela perda da Hana, perder o Akamaru foi o estopim para que Kiba ficasse doente.

Shino ouvindo aquelas palavras se sentiu muito enjoado. Onde ele estava enquanto seu amigo mais precisou dele? Kiba estava, ou melhor, está enfrentando um inferno sozinho, simplesmente por não deixar ninguém se aproximar.

—Eu não sabia... —O choque era visível. —M-mas, como assim? Ninguém tentou ajudá-lo? Ele esteve sozinho todo esse-

—Mas é claro que eu ajudei! —Berrou Tsume em prantos. —Ele começou fazendo um tratamento, fui atrás da própria Tsunade para que ela pudesse receitar alguns medicamentos, mas... Ele tomou por um tempo, até que decidiu parar. Eu já não conseguia mais manter uma conversa civilizada com ele. Desde então tem sido a mesma rotina de sempre. Ele fica praticamente a noite toda fora de casa, volta apenas pela manhã com cheiro de bebida e estirado na cama. Isso quando ele consegue chegar até a cama, às vezes ele acabava caindo no corredor e dormia lá.

—Eu não consigo vê-lo dessa forma.

—Eu sou a mãe dele, Shino-kun... Muito menos eu. —Ela tentando se acalmar, enquanto Shino apenas escutava atentamente cada palavra que saía do desabafo de Tsume. —Uns meses atrás eu recebi uma ligação do hospital da vila. Eu lembro como se fosse ontem. Ele estava hospitalizado por causa de abuso de bebida. Eu saí correndo para lá. O desespero era tanto que mal conseguia enxergar ao meu redor, apenas corria. Eu... Sabe Shino-kun? Nenhuma dor que senti no campo de batalha consegue ser comparada com a dor que senti quando sobe da morte de Hana. Perder um filho é uma sensação de morte que não é possível amenizar com anestesia. Perder dois filhos, então...

—Não pense nisso. Por favor! Tudo dará certo! —Shino exclamou enquanto segurava firmemente a mão de Tsume.

—Após esse incidente, Shizune me indicou interná-lo. Achei que era uma boa opção.

—Seria, mas é do Kiba que estamos falando... Ele fugiu na primeira chance de escapar que teve. Certo?

—Você realmente o conhece bem, talvez mais do que eu... —Riu. —Mas naquele momento eu era uma mãe desesperada e, mesmo hoje, talvez eu fizesse o mesmo, se eu tivesse a chance.

—Eu estou aqui agora. Você não precisa aguentar isso sozinha, Tsume-san! Eu prometo que vou trazê-lo de volta pra casa.

Já eram aproximadamente 9 da noite, o céu já estava bastante escuro, mas não havia lua visível. Shino ainda estava lá, ajudando com alguns afazeres domésticos. Era difícil para Tsume, naquele estado, cuidar de tudo sozinha enquanto ela estava dopada com antidepressivos e calmantes. Ele não se via somente na posição de trazer Kiba de volta, mas também de trazer de volta a saúde e bem estar da mãe de seu amigo.
Shino cozinhava alguma sopa, enquanto Tsume tirava um cochilo após tomar outro medicamento. Não era muito, mas o garoto se sentia útil em finalmente estar fazendo algo que goste. No fundo, sabia que naquela noite ele deveria entregar alguns relatórios sobre o clã, e Kakashi cobraria isso. Mas era mais fácil conviver com uma bronca do Hokage, quando a situação é tão delicada.

Experimentando para saber se a sopa estava com um bom tempero, Shino se queimou ao ouvir o barulho da maçaneta. Largou a concha que segurava e correu em direção a porta, o desespero era tanto que tropeçou no meio do caminho. Ao vê-lo, parado com um olhar distante e vazio, correu até ele, desferindo um abraço longo enquanto derrubava algumas lágrimas. Kiba estava visivelmente bêbado e desorientado, mas colocou um de seus braços envolvendo Shino num abraço.

Por favor, não me afaste de você! Deixe-me te ajudar!  Por favor... Por favor, (...)


Notas Finais


Obrigado por lerem, comentem
e Capítulo 5
na quarta feira 29/11. Cya ♥


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