História Pre-Destined (1 temporada) - Imagine : Jimin - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Bts, Jimin
Exibições 118
Palavras 4.214
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 15 - Capitulo 13


Fanfic / Fanfiction Pre-Destined (1 temporada) - Imagine : Jimin - Capítulo 15 - Capitulo 13

Sinto meu mundo desaparecer sob meus pés e uma leve tontura começa a me tomar, percebendo meu estado, Jimin me ampara juntamente a seu corpo musculoso, dando-me apoio, mas não, não posso desmaiar agora, Yoongi precisa de mim. Volto a mim e abro os olhos completamente quando ouço o barulho de algo quebrando e um grito estridente soando pelo ambiente.

- NÃO!!!!! ELE NÃO!!!! - Nami grita e deixa cair o copo que estava segurando no chão fazendo o vidro se estilhaçar. O que me deixa bastante confusa, ela conhece Yoongi? Como, quando e onde o conheceu? Agora não tenho tempo pra essa merda, preciso da policia, do FBI e até da Interpol se for necessário para achar Yoongi, uma coisa tenho certeza, meu amigo vai estar jantando ao meu lado até amanhã a noite ou cabeças irão rolar.

- O que você está dizendo Hoseok? Seja mais especifico caralho. - Não tenho tempo para boas maneiras ou boa educação. - Quem o pegou, como, quando e onde?

Hoseok ignora completamente minhas perguntas e olha para Jimin, como se pedindo permissão para responder-me. Desencosto de seu corpo para poder ver sua resposta, este acena negativamente com a cabeça, o que me deixa puta pra caralho.

- Então está bem, já vi que daqui não vou ter porra de resposta alguma. - Levanto da cadeira e começo a despejar ordens. - Você. - Aponto para Hoseok. - Consiga as fitas da câmera de segurança do prédio e tente achar a placa do carro em que levaram-no, tenho certeza que não pegaram o metro. - Digo irônica. - Veja a placa e rastreie-a, se o carro for roubado e não conseguir, dê seu jeito. - E você. - Aponto dessa vez para Jimin. - Eu acho muito bom que não aconteça nada a Yoongi.

Nami agora está chorando e não faço a mínima ideia do porque, ignoro e saio correndo da cozinha e subo até o quarto de Jimin onde estão minhas roupas, não tenho tempo para nada, coloco somente minha calça legging e pego meus tênis levando-os na mão mesmo, quando estava saindo do cômodo sem ao menos olhar o que estava a minha frente me deparo com uma parede de músculos a minha frente.

- Sai da frente Jimin e pega logo a merda da chave do carro, preciso que me deixe em casa. - Tento empurra-lo, em vão e finalmente olho para cima e vejo seus olhar terno concentrado em mim.

- Calma, ok? Eu sei que você o ama muito e que está desesperada, mas isso não vai ajudá-lo ou trazê-lo de volta, minha equipe de segurança já está atrás dele e vamos achar seu amigo, nem que seja a última coisa que eu faça na vida. Você confia em mim? - Pergunta segurando minhas mãos.

Sei que não deveria, toda essa merda só está acontecendo por causa dele, porque fui defendê-lo no hospital, mas não sei, depois de ontem e tudo o que aconteceu, eu confio em Jimin, muito, ainda mais com esse olhar que confirma suas palavras. Suspiro profundamente e lhe respondo:

- Confio.

- Obrigado. - Me aperta junto ao seu corpo e agora parece que o peso que estava tentando carregar sozinha foi tirado de minhas costas e só então me permito chorar. - Meu anjo, existe algo que eu e minha equipe precisemos saber? Tente lembrar, alguma coisa que possa fazer com que achemos Yoongi mais rápido.

- Eu não sei, acho que não existe nada, não que eu saiba. - Desencosto de Jimin e tento limpar sua camisa que deixei toda molhada.

- Não precisa, tudo bem. - Diz se referindo a blusa molhada enquanto passa os dedos suavemente por meu rosto secando minhas lágrimas.

- Senhor. - Um homem de terno com um pequeno corte na sobrancelha aparece na porta chamando por Jimin , olha para mim e depois para ele novamente, como se pedisse permissão para falar em minha frente. Mas que inferno, pra tudo tem que ter a porra da permissão do mestre. Ele assente e o homem continua. - Conseguimos as fitas de segurança, assim como a placa do carro, é roubado, mas conseguimos encontra-lo através do micro rastreador que um dos nossos conseguiu colocar na traseira do carro antes que dessem a partida.

Uma pontada de alivio e esperança tomam-me, mas logo são destruídos ao escutar a próxima noticia.

- E para onde o carro está indo? - Jimin pergunta com tom de voz autoritário.

- Para o aeroporto,senhor.

- Merda. - Jimin xinga, pega minha mão e atravessa a porta sequer se importando com o segurança que estava em sua frente. Não consigo pensar em nada, então só sigo o homem que aperta minha mão para onde quer que ele esteja indo, ele sabe o que fazer melhor do que eu, pelo menos é o que espero.

Em menos de dois minutos estamos na garagem do prédio entrando na BMW de Jimin. Ele olha para os lados e aciona o alto falante do carro antes de dar a partida.Hoseok atende e começa a despejar informações.

- Alto falante Hoseok.

- Desculpe Senhor.

- Onde Nami está? O carro da amiga dela com o qual chegou ontem não está na garagem. - Jimin pergunta enquanto dirige concentrado pelas ruas de Busan. Tento rastrear o IPhone de Yoongi em uma tentativa inútil, obviamente eu sei que ele não está com ele, não custa tentar, mas o ponto de localização pisca onde é minha casa, merda. Apoio meu cotovelo na janela e pendo minha cabeça em minha mão, minha mente vaga por tudo que pode estar acontecendo com aquele que considero meu irmão de coração, e não são lugares nada agradáveis, desperto de meus pensamentos com o tom elevado da voz de Jimin.

- Senhor, com toda a confusão, não restou ninguém da equipe para ficar com a Srta.Nami, nós a perdemos de vista senhor.

- MAS O QUE? - Jimin grita. - Que merda é essa Hoseok? Sabe quanto eu pago a esses vagabundos para que não haja falhas na segurança daqueles que eu preso? Uma porra de pequena fortuna. - Sua voz se eleva a cada palavra e sinto a tensão irradiando de seu corpo, coloco em seus bíceps e aperto um pouco para que saiba que não esta sozinho, que estou aqui se precisar, ele coloca uma das mãos encima da minha e dá uma leve apertada como se entendendo o recado. - Eu quero uma reformulação na equipe inteira quando isso acabar.

- Sim senhor.O auto falante fica mudo e a cada minuto que se passa e não tenho notícias de Yoongi meu coração aperta. Jimin aperta o botão central do carro que imediatamente liga para Nami, chama uma, duas, três vezes e cai direto na caixa postal, repete o mesmo procedimento por mais duas vezes e desiste.

- MAS QUE INFERNO. - Grita e bate no volante. - Coloca o cinto (S/n).

Faço o que ele manda, tinha me esquecido completamente do cinto de segurança. Passam-se alguns minutos e não seguro minha curiosidade. Como ele sabe qual é o caminho se não há nenhum computador aqui que indique a localização dos sequestradores? Como sabe que ruas pegar e que não estamos indo para lugar nenhum?

- Como sabe por que caminho exatamente eles seguiram?

- As coordenadas do micro rastreador foram enviadas para o meu telefone que está conectado com a central do carro.

- Eles estão muito longe? - Pergunto apreensiva.

Saímos do transito caótico das ruas estreitas e pegamos a interestadual que graças ao meu bom Deus está fluindo muito bem, na verdade, excelentemente bem, só há dois carros pretos atrás do nosso e alguns um pouco mais a frente. A estrada é cercada por árvores enormes e muito altas, mais necessariamente florestas e qualquer coisa pode sair delas para as pistas.

- Não muito, eles estão indo devagar por achar que não temos como rastreá-los. – Jimin pisa no acelerador e chega a cento e quarenta quilômetros o que me deixa ligeiramente assustada fazendo assim com que me agarre ao bando com toda força. - Exatamente sete minutos de onde estamos agora, está vendo os três carros lá na frente, bem distantes de nós? - Pergunta enquanto está concentrado na estrada.

- Sim. - Respondo prontamente.

- Hoseok e os outros da equipe estão neles, eles estão a três minutos do carro onde Yoongi está. Os dois ali atrás, estão fazendo nossa escolta, nunca se sabe. - Jimin diz tranquilamente e pisa novamente no acelerador chegando agora a cento e setenta, caralho, Deus me ajuda.

- Diminui, nós vamos bater. - Minha voz sai levemente alterada por conta do medo.

- Eu nunca colocaria sua vida em risco princesa, nunca duvide disso. - Seu tom de voz é sério e não abre espaço para dúvidas.

Agora estamos colados com o carro de Hoseok e os outros, consigo ver um carro vermelho e um amarelo um pouco a nossa frente, o auto falante do carro da sinal de vida e novamente a voz de Hoseok se faz presente.

- Nós vamos acelerar dez quilômetros senhor, continue nessa velocidade que iremos fechá-los e você vem por trás.

- Ótimo.

Os carros aceleram e o nosso se mantém na mesma velocidade como Hoseok instruiu Jimin.

- Gosta de vídeo game princesa?

- Porque a pergu... - Mal termino de falar e Jimin diminui a velocidade e derrapa com o carro, fazendo com que giremos duas voltas completas parando logo em seguida quando ele pisa no freio.

Mal tenho tempo de ver o que acontece, o carro para, Jimin tira seu cinto e saca duas armas não faço ideia da onde. Ai meu Deus ele tem duas armas. O movimento é grande lá fora, nove homens vestidos de preto saem dos carros vermelho e amarelo respectivamente e cada um deles tem uma arma apontada para os homens de Jimin, nenhum deles presta atenção ao nosso carro já que estão preocupados demais em levar um tiro, são dez contra nove mais os outros que estavam atrás e posso ouvi-los se aproximando.

- Você. Fica aqui. Não saia desse carro em hipótese alguma, ele é blindado e vou trancá-lo, não abra para ninguém que não conhece, nem se for da minha equipe. Eu já volto, e trago seu amigo para você, eu prometo.

- Jimin. - Chamo.

- Sim?

Desato meu cinto e beijo-o com todo sentimento que a em mim, sua mão vai para minha nuca mas logo solto-o ao ouvir um barulho de tiro.

- Tranca o carro. - Ordena e sai fechando a porta rapidamente.

Em qualquer outra ocasião eu sairia do carro, mandaria todo mundo se foder e pegaria meu amigo, isso se eu tivesse pelo menos uma arma comigo, de que merda adiantaria desobedece-lo, descer do carro e ir lá fora para mostrar que sou "útil" para alguma coisa aqui? Só para parecer aquelas mocinhas revoltadas dos livros que não fazem nada que o mocinho manda, mesmo quando o que ele pede é o mais sensato a se fazer? Eu não, mas se vir algo que ponha a vida de algum deles em risco, obviamente não irei ficar aqui parada, mas por hora, escutarei Jimin.

Eles falam sem parar lá fora e os sequestradores estão exaltados, apontando suas armas para a equipe de Jimin enquanto gritam, não consigo ouvir muito bem o que eles falam mas parece que querem negociar algo. Os outros dois carros que estavam faltando chegam e estacionam ao lado do que estou, os homens de Jimin saem do carro e se juntam aos outros Não consigo ver seus rostos pois estão todos usando máscaras daquelas que se usam para assaltar banco. Só consigo ver a hora que um deles olha para o carro e me vê, ele sorri, um sorriso nem de longe amigável, parece que ganhou na mega sena ou que sou o que precisam para saírem daqui, Jimin nota para onde o olhar do homem alto segue e seu corpo enrijece instantaneamente notando que ele olha para mim, mal consigo ver quando o homem destrava sua arma, e tudo é tão rápido que sinto apenas o impacto da bala no vidro.

Quando dou por mim já estou gritando, com os olhos fechados tão forte que chegam a doer e com as mãos na frente do rosto como se isso fosse impedir a bala de chegar a mim, passam-se alguns minutos e vejo que não morri, nem sinto nenhuma dor, abro os olhos e vejo o vidro do carro rachado e com a marca do tiro.

- Obrigada Deus. - Suspiro de alívio e coloco a mão no peito sentindo as batidas frenéticas do meu coração.

Jimin (on)

- Só vamos liberar o mauricinho se o Park vier conosco. - Diz o que parece ser o chefe do grupo.

- Isso não está em negociação. - Hoseok se põe mais a frente e toma a decisão sem ao menos me consultar.

- Hoseok. - Chamo sua atenção.

- Não Jimin, nem que você quisesse. - Fala sem ao menos me encarar.

- Então sinto informar, ou melhor, não sinto porra nenhuma, que vamos ter que arrumar um jeito bem lento e doloroso de fazer o mauricinho ali pagar pelos seus erros. - Sorri com ar de deboche e isso está acabando com toda paciência que estou fingindo ter, por mim já teria mandado todos esses filhos da puta para o quinto dos infernos com uma bala na cabeça de cada um, mas (s/n) está aqui e não vou nem pretendo mostrar esse meu lado para ela, nem hoje, nem nunca.

- Então eu também sinto lhe informar, ou melhor, também não sinto, que se o "mauricinho". - Pronuncio a palavra com desdenho. - Não estiver dentro de algum de meus carros em 5 minutos, todos vocês estarão a sete palmos do chão. - Destravo minha arma e o silenciador. - E eu vou ter o que quero, de um jeito ou de outro.

Seu sorriso some e sua postura vacila assim como seus companheiros mas mantém a pose e fixa seu olhar em algo atrás de mim, sigo seu olhar e vejo para onde ele se direciona. (S/n), merda. Meu corpo enrijece mesmo sabendo que o carro é blindado, volto a encará-lo e ele percebe a falha em minha compostura quando se trata da morena.

- Então a gatinha dentro do carro é sua? - Pergunta em tom de desdenho, sorri e vira para os outros como se incentivando-os a fazer o mesmo, todos começam a rir como se já soubessem como irão sair dessa. - É uma pena que ela seja tão gostosa, poderíamos todos nos divertir muito com ela antes que eu tivesse de fazer isso. - Aponta a arma em direção a minha BMW, mais especificamente ao banco do carona que é onde (s/n) está sentada.

Meu sangue ferve ao ouvir suas palavras e mais ainda ao ouvir o som do tiro, olho para trás checando se está tudo bem com a minha mulher, sim, não havia aceitado até agora, mas depois de tudo isso, nunca me indisporia tanto por outra pessoa, (S/n) é minha mulher, agora só preciso que ela saiba disso. Quando constato que está bem e sem qualquer indicio de ferimentos volto a olhar o bastardo a minha frente, ele vai pagar pela gracinha, e muito caro. Aproveito o momento, percebi que (S/n) está de olhos fechados e não verá o que estou prestes a fazer, destravo a arma e pego o silenciador.

- Isso, foi pelas gracinhas que disse sobre ela. - Atiro em seu joelho o que o faz largar sua armar e cair no chão grunhindo de dor segurando o local atingido, como se tentasse conter o sangramento. - E isso, foi pela gracinha com meu carro. - Atiro novamente, dessa vez no outro joelho. Seus companheiros ficam alertas e destravam suas armas, minha equipe faz o mesmo.

- Ninguém vai se mexer pra me dar o que eu quero? Ótimo, eu mesmo pego. - Passo pelo bando e ouço um click bem perto de minha cabeça.

- Ta achando que é bagunça Park? Que vai botar banca pra cima da gente e sair pegando o mauricinho assim fácil? Ta preparado pra subir? - Pergunta e sorrio com desdenho, conto até três e escuto a voz que estava esperando.

- Quem vai subir vai ser você seu merda.- Hoseok atira na nuca do homem e este cai morto aos meus pés, espero que meu anjo não tenha visto antes, se viu, pelo menos não foi pelas minhas mãos.

Continuo meu caminho esperando não ser mais interrompido quando ouço a voz que menos queria no mundo agora.

Jimin (off)

Consigo ver um homem sangrando e caído no chão mas abri os olhos tarde de mais para ver quem teria atirado nele. Pouco me importo, só quero Jimin, Yoongi e Hoseok a salvo aqui e se para se protegerem tiveram que atirar em alguém, estou pouco me fodendo, sei que isso é contra a ética médica, que é uma vida, mas não estou nem ai para isso agora. Jimin fala alguma coisa e começa a andar na direção dos sequestradores, a não caralho, mais que merda ele pensa que está fazendo?

Meu coração falha uma batida quando vejo um homem um pouco mais baixo que ele, mas musculoso colocar sua arma apontada para a cabeça de Jimin.

- NÃO,NÃO,NÃO. - Grito, mas aparentemente ninguém pode me ouvir do lado de fora.

Segundos depois Hoseok aparece atrás do homem e sem pestanejar dá um tiro em sua nuca fazendo-o desfalecer no chão imediatamente. Fico ao mesmo tempo aliviada e assustada com o que Hoseok acaba de fazer, porra, ele matou uma pessoa, mas o alívio predomina, afinal, Jimin está vivo graças a isso. Não tenho muito tempo para pensar, olho para o lado e vejo saindo de dentro da floresta uma cabeleira loira que aprendi a identificar, Nami, mas que merda ela esta fazendo indo em direção aos sequestradores? Mas que merda, em uma atitude impensada solto meu cinto e abro a porta do carro e ponho meu corpo para fora.

- JIMIN. - Grito tentando chamar a atenção dele e de sua equipe para que alguém cubra Nami ou simplesmente para que não prestem atenção nela ou em qualquer coisa que vá fazer sem que corra o risco de levar um tiro, todos olham para mim o que dá a Nami um mínimo tempo para fazer seja lá o que tem que fazer, Jimin não aguentaria perde-la. 

Vejo-a abrir a porta do carro dos homens de máscara e tirar de lá com esforço o corpo de um Yoongi desacordado, Deus queira que esteja só desacordado, por favor senhor. Ela estava carregando-o para a floresta que era próxima.

- (S/N) ENTRA NA PORRA DO CARRO. - Jimin grita de costas olhando para os homens e prestando atenção em todos os seus movimentos, agora os bastardos estão prestando atenção em mim e com certeza em algum jeito de me matar e não notaram Nami.

Ela estava quase ficando invisível através das árvores, mas a tensão e o silêncio sepulcral naquela estrada quebrou-se com o barulho de um galho sendo esmagado, o que fez com que absolutamente todos olhassem na direção da loira e percebessem o que estava carregando, porra, não, não, não. Entrei de volta no carro pulando para o banco do motorista e acelerando até encostar perto de onde Nami estava mas já era tarde demais, ela e Yoongi estavam caídos um ao lado do outro, a diferença é que Nami tinha uma enorme bola de sangue na coxa e outra na barriga. Saio do carro desesperada e chorando como nunca antes.

- NÃO,NÃO. - Grito desesperada enquanto checo seus sinais vitais que estão fracos e tento carregá-la para o banco traseiro da BMW. - Fica comigo Nami, não fecha os olhos pelo amor de Deus. - Ela está perdendo muito sangue e seus olhos estão quase se fechando.

- Diz pra ele que eu o amo. - Pede com a voz fraca quase inaudível.

-VOCÊ NÃO VAI MORRER. - Grito e choro ao mesmo tempo.

- Eu vou sim, promete que vai dizer.

- Pra quem? - Pergunto.

- Meu irmão. - Responde cada vez mais fraca.

- Jimin sabe que você o ama Nami.

- Não. Yoongi. Promete, por favor. - Pede em um sussurro de voz e logo em seguida seus olhos se fecham.

Essa informação bate em mim com força, não consigo processar as palavras, meu Deus, não é possível, Nami é a irmã desaparecida de Yoongi. Não pode ser senhor, você não pode fazer isso com eles, acabaram de se reencontrar pelo amor de Deus, não a leve por favor. Choro mais ainda pensando no quanto Yoongi sofreu pela irmã e agora ela está aqui a beira da morte.

- Eu não vou deixar você morrer. - Digo convicta.

Jimin aparece ao meu lado desesperado e toma a irmã de meus braços, nunca havia o visto chorar, mas agora ele está completamente quebrado, destruído, a única coisa que faz é abraçar a irmã e chorar enquanto beija seus cabelos, não esboça mais nenhuma reação ou preocupação com o som de tiros ao fundo.

- Jimin. - Chamo em meio a lágrimas e ele não me escuta, continua fazendo a mesma coisa. - Jimin. - Nada. - JIMIN. - Grito e chacoalho seus ombros, ele finalmente olha para mim e seus olhos marrons outrora agora estão vermelhos, e isso dói em mim mais do que qualquer coisa, mas preciso ser forte agora, por mim, e por ele. - Levanta, agora. - Ordeno em um tom de voz tão autoritário que não deixa espaço para questionamentos. - Você quer que sua irmã morra aqui, agora? Nos seus braços? Porque é isso que está caminhando para acontecer se você não a colocar na porra desse carro, der meia volta e acelerarmos até o hospital para que eu possa opera-la está me entendendo? - Olho no fundo de seus olhos e posso ver a realidade batendo a sua porta, e como se minhas palavras tivessem acabado de despertá-lo do torpor em que se encontrava ele levanta com Nami em seus braços e a deposita no banco de trás do carro com cuidado.

Os tiros cessaram e isso me tranquiliza um pouco, Jimin tinha acabado de posicionar a irmã e estava saindo para tomar a direção mas me opus.

- Não, eu dirijo, você segura Nami e a mantém imóvel o máximo que conseguir, não está em condições de dirigir. - Ele assente sem contestar, levanto minha cabeça por cima do carro e vejo uma cena que me causa náuseas, inúmeros corpos jogados no chão e embaixo enormes poças de sangue. Procuro Hoseok com o olhar e assim que o acho confiro rapidamente e vejo que está sem nenhum ferimento.

- HOSEOK. - Grito e ele olha em minha direção. - Pegue Yoongi e leve imediatamente ao hospital, estou indo para lá com Jimin e Nami, eu disse imediatamente ouviu? Peça para que ele seja atendido pelo Dr.SeokJin. - Ele assente confirmando que entendeu e vem em direção a Yoongi com mais um segurança que o ajuda a carrega-lo para dentro do carro.

Entro no carro e acelero o máximo que posso sem nos colocar em risco, vejo que Jimin chora e abraça a irmã como se sua vida dependesse da dela, e para falar a verdade, acho que eles são tão ligados, que depende sim. O carro de Hoseok vem logo atrás do nosso e em dez minutos chegamos ao hospital, estaciono de qualquer jeito e entro gritando desesperada para duas enfermeiras que passam na minha frente no momento.

- Preciso da sala de cirurgia pronta agora. Estou com uma paciente baleada na barriga e na coxa. - As duas olham-me assustadas mas logo percebem quem sou, assentem e saem em disparada para fazer o que ordenei.

Olho para fora e dois enfermeiros já estão com a maca pronta e retirando Nami do carro, caminho até eles e ordeno que a levem para a sala de cirurgia imediatamente, os dois saem as pressas dali e fazem o que mandei me deixando sozinha com Jimin.

- Eu vou salvá-la, eu prometo. - Digo e beijo seus lábios rapidamente.

Corro até a sala dos funcionários me trocando, esterilizando as mãos e fazendo a higienização necessária, prendo o cabelo, coloco a touca e corro até a sala de cirurgia onde Nami está sedada e alguns enfermeiros já estão a postos.

A bala alojada em sua barriga perfurou uma parte do intestino, mas é uma cirurgia "normal", consigo retira-la sem problemas com pouco mais de uma hora e meia de cirurgia, o problema está na bala alojada na coxa, mais um milímetro e teria acertado sua veia femoral o que teria a levado a morte em pouco mais de vinte minutos, estou concentrada pensando em que movimento farei para retirar sem que perfure a importante veia, retiro a bala com sucesso, me desespero quando de repente seus batimentos cardíacos aceleram demais até que os bips da máquina parem e só se veja uma linha reta no monitor indicando que seu coração parou de bater.

- Nós a perdemos doutora. 


Notas Finais


Até o próximo! ^^


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