História Preciosa alma rubra - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem, história é de autoria minha sem vínculos a nenhum plágio, confesso que tive varias inspirações e espero agradar a todos com meu conteúdo, se gostou não esqueça de favoritar e comentar, isso me engrandece bastante. Obrigada.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Preciosa alma rubra - Capítulo 1 - Prólogo

" Suas garras frias se prenderam com força em meu pescoço enquanto eu me debatia tentando soltar-me, obviamente em vão, aquela guerra já estava ganha. Minha respiração oscilava a cada esforço que eu fazia, já não sabia qual era a melhor opção, morrer corajosa em tentar e burra por insistir, ou apenas deixar que o erro de morrer novamente para aquele monstro caísse como um peso sobre minha alma já cansada de fugir das sombras.

- Não tema doçura, a morte é apenas uma dádivas para aqueles sem expectativa de vida. - a voz grave e rançosa emitia um chiado intenso em contraste com o som silencioso.

O hálito daquela criatura sem rosto, fazia o meu estômago se revirar, era um cheiro de necrotério, era como ver almas mortas por toda parte. A aquela altura o cheiro já era agradável as minhas narinas cansadas de puxarem ar sem sucesso, minhas vistas foram escurecendo, e como um borrão um sorriso de dentes afiados sobressaiu naquele rosto sem vida, sem cor, sem formato. Tentei inutilmente gritar, porém o ar que busquei me sufocou e minhas mãos começaram a perder o movimento, era o fim do fio da meada.

- Há quanto tempo venho sonhando com esses olhos azuis perdendo esse brilho insuportáveis que eles têm. - o desdem corroeu o último espaço entre minha consciência.

Então meu corpo ficou leve, senti uma pancada em minha cabeça, e a escuridão tomar conta de minha face, o véu da noite agora estava estendido sobre mim. Era assim o fim das pessoas?

A resposta veio quase como consequência da minha pergunta, uma luz incandescente invadiu toda aquela sombria escuridão, e varreu qualquer substância de dúvida sobre a morte, mesmo com as pálpebras cobrindo meus olhos, os mesmos se arderam com a iluminação. Um ruido tomou conta da face da Terra, era possível sentir o chão tremer com a agonia contida naquele gemido sem fim. Um tilintar de metais foi o próximo barulho que reconheci, então aos poucos fui recobrando a consciência e quando abri meus olhos os traços robustos interromperam meu devaneio e tudo ficou mais nítido. Aos poucos tudo foi se focando e senti meu coração martelar no peito quando reconheci a figura em pé à poucos metros de mim. Até então havia me perguntado, será que existe beleza tão inescrutável? E a resposta veio como um raio com seus cabelos louros esvoaçando sobre seus ombros largos e fortes. Só então que percebi que em suas mãos estava a sombra que me consumia aos poucos, e era de sua boca que saia o ruido estremecedor. A luz que emanava dele era quase cegante que cortava a sombra ao meio, algo era sussurrado baixinho em segredo apenas para os dois, como uma reza. Então a sombra se contorceu de tal forma que escapou das mãos daquele ser maravilhoso e sumiu como magica no ar.

O rosto dele parecia vitorioso enquanto segurava a sombra, mas agora uma penumbra de cansaço se esparramou pelo rosto como água e o brilho de seu olhar sumiu. Sua cabeça exaltada se contraiu ao corpo e ele minguou o chão com ar vazio. Tentei me mover, mas era inútil, meu corpo doía em todas as regiões, especialmente no pescoço e na cabeça. Mal podia movimentar ambos, então apenas observei com o olhar os seus pés descalços flutuarem até em mim. Seu andar era tão elegante que por um momento o vi deixando de tocar o chão e foi glorioso.

Senti suas mãos quentes abraçarem meu corpo paralisado no chão e um bufar fluir de sua boca.  Ele aninhou minha cabeça ao meu colo e acariciou meu rosto com uma das mãos, pude ver seu olhos brilharem de volta para mim naquele momento. Sua caricia era tão reconfortante que logo fui recuperando o desanimo e a dor foi se amenizando, seus olhos azuis brilharam e ficaram acinzentados em seguida, seu rosto assumiu uma expressão de preocupação e ele inclinou o rosto e encostou os lábios em minha testa. O toque foi tão consolador que senti-me no céu. Tentei sorrir para ele entender que estava bem, sempre estaria bem ao fim quando ele me salvasse, era esse o preço a ser pago para ver aquele rosto iluminado. Mesmo não sabendo seu nome, sua origem, ou qualquer coisa sobre seu ser, era essa a melhor parte de tê-lo ali. O mistério que envolvia pessoas como nós por minutos eternos.

- Si yo fuera más cuidadoso, nunca tengo que verla así, soy un fracaso - ele lamentou as palavras em outra língua, e eu quis abraça-lo, mas meus braços não responderam ao comando. - Prometo que esto nunca sucederá.

Com muito esforço minha mão alcançou seu rosto cabisbaixo, e desenhou o contorno de seu maxilar rígido.

- Por que não me diz seu nome? Talvez em minha língua para que aja um diálogo e não apenas monólogos. - minha voz foi um fio baixo e rouco, como o som de um velho falando.

Ele pareceu compreender cada letra de minhas palavras, porém agiu como se as mesmas não significassem nada. Ao invés de me responder, ele pressionou seu dedo indicador sobre meu lábio me forçando um silêncio.

- Es mejor descansar querida, mañana di se llevará a cabo para usted. - sua voz era um misto de suave  e forte, mesmo assim era a voz mais incrível que já ouvirá. O seu sotaque por baixo daquele espanhol era forte, mesmo não sabendo sua origem, podia distingui-la da língua que falava. - Sueño mi ángel y todo bien.

Sua voz era tomada de uma melodia única que impregnava nos ouvidos e acolhia toda minha agonia como um manto sobre a dor. Suas mãos acariciavam meu cabelo enquanto ele cantarolava algo em uma nova língua, esta eu desconhecia. Era tão tranquilizadora que meus olhos fecharam imediatamente e eu adormeci".

 

Abri meus olhos assustadas procurando algum vestígio do que estava acontecendo, porém a única coisa que vi e sentir foi a água escorrer pelo meu corpo, a minha frente a figura ruiva e cacheada de Anabela segurava um balde de água, seus olhos castanhos cintilavam de algo que eu não podia entender o que era.

- Pronto, já tomou banho, só falta trocar de roupa. É seu primeiro dia irmãzinha, não pode se atrasar. - a ironia em sua voz me arrepiava de fúria. 

Ao perceber a expressão que se formava em meu rosto a criatura miúda tratou de fugir do quarto. Levantei em um pulo e corri até a porta.

- Se eu te pegar garota, considere-se um ser humano morto, entendeu? M-O-R-T-O!

Bati a porta com força sentindo o ódio tomar conta de mim, por um segundo o sonho havia se apagado de minha memória, mas voltou como um relâmpago assim que notei algo peculiar em meu quarto. Então o pânico se formou em minha garganta e eu percebi o quanto queria chorar, novamente estava presa em meu pior pesadelo, desviei o olhar e corri para o banheiro, sem deixar de pensar que novamente a janela estava escancarada com aquele rastro luminoso e perfeito, o que sempre ocorria após um sonho inexplicável com ele.


 



 



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