História Preciosa Liberdade - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 993
Palavras 7.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, meus amores! Como é que vocês estão? Tudo certinho? Comigo... Bem, neste exato momento estou escrevendo essa nota inicial deitadinha no meu caixão porque depois dos teasers de DNA foi impossível sobreviver. O QUE FOI AQUILO, PESSOAL? Minha ansiedade tá demais!

Mas, okay, vamos falar sobre esse capítulo super especial... Pelo título, acho que vocês já descobriram que precisam preparar os coraçãozinhos por que... Enfim... Vamos ler?

Espero mesmo que vocês gostem, viu? Vejo todos nas notas finais <3

Capítulo 17 - Desejo.


Fanfic / Fanfiction Preciosa Liberdade - Capítulo 17 - Desejo.

Eram três horas da tarde quando Jimin chegou ao apartamento que recendia a tinta fresca.

A loja Stylus seria ocupada por eletricistas que revisariam todas as lâmpadas e fiações para fazer as manutenções necessárias, por isso Park chegou muito mais cedo do que de costume.

Ele não ficou nada surpreso ao encontrar com Jeongguk no ateliê, de costas, os olhos fixos na tela, os dedos bonitos realizando movimentos ao sustentarem o pincel com a precisão certa. O coração de Park bateu com força diante daquele talento nato.

— Eu compraria essa obra de arte, com toda a certeza do mundo. – Para a surpresa de Jeongguk, a voz melódica de Park encheu seus ouvidos. Automaticamente, virou-se para trás, incrédulo.

— Nem acredito que você já está aqui! – Ele não tinha percebido que Park estava fitando-o atento no batente da porta. Seu sorriso se abriu espontaneamente.

— Pode acreditar. – sorriu ao se aproximar e lhe presenteou com um selo cheio de carinho. Jeongguk não pôde deixar de sorrir. Como era bom ter Jimin por perto durante mais tempo. Nesses momentos ele percebia como Park conseguia influenciar em sua felicidade sem ao menos precisar se esforçar, apenas a sua presença bastava. — Neste momento estão fazendo manutenções na Stylus e todos os funcionários foram liberados mais cedo. Sem funcionários, sem clientes. – bagunçou os cabelos de Jeongguk de leve. — Vou tomar um banho.

— Ok, enquanto isso, vou terminar aqui. – Jeongguk lembrou-se do episódio do banho que havia acontecido na noite anterior e sabia que Park também tinha o mesmo em mente. Agora, a palavra “banho” acabou ganhando um novo significado bem especial para eles.

— Não vai invadir o banho alheio? – riu quando pegou a toalha.

Jeongguk também riu com a pergunta e fez que não com a cabeça. Dessa vez, daria a chance de Park tomar um banho em paz.

Quando voltou a ficar sozinho no ateliê, deu-se conta de que seu coração estava batendo bem mais rápido, justamente por ter visto Jimin. Ultimamente, seu coração estava denunciando muitas coisas. Jeongguk não era capaz de fechar os olhos para todos aqueles indícios e ignorá-los como se não fossem nada, assim como também não poderia e nem queria enganar a si mesmo. O que sentia não era só uma curiosidade boba ou uma atração fortíssima, era algo muito maior e sabia que Jimin também se sentia da mesma maneira. Park costumava pensar muito o tempo todo, e não se deixaria levar pelos toques e beijos tão facilmente se não sentisse uma vontade irrefreável.

O sentimento era recíproco.

Aquilo estava indo muito mais longe do que Jeongguk sequer imaginava, mas havia algo gritando em seu interior o tempo todo avisando-o que eles estavam no caminho certo.

Ambos gostavam dos toques, dos beijos, dos olhares insinuantes.

Tudo era tão bom, tão prazeroso...

As pinceladas ganhavam ritmo, o cheiro de tinta fresca brincava no ambiente, e perdido em seus pensamentos, o garoto não notou quando Park chegou de mansinho no quarto minutos depois, os cabelos levemente molhados, a camisa moldando o corpo de forma impecável.

Desta vez, Jeongguk não estava pintando a natureza. O que se mostrava na tela era algo abstrato e bem agradável aos olhos. As escolhas das tonalidades das tintas se abraçavam bem na frente de seus olhos numa harmonia apreciável. Jimin nunca tinha dado atenção antes às cores como estava dando naquele momento, havia uma vivacidade peculiar, algo estonteante.

Talvez, além de pintor, Jeongguk fosse um mágico dos bons.

O garoto limpou o pincel e soltou um longo suspiro. Park não sabia dizer se o pintor estava feliz ou não com o resultado, tudo o que sabia era que ele estava numa fase muito importante de aprendizado. Sozinho, descobria a melhor forma de pintar, criava técnicas e se aperfeiçoava.

— Quer saber de uma coisa? Sou seu fã número um. – Park falou. Sua voz reverberou pelas paredes com lentidão. Seu olhar espalhava gratidão.

O mais novo lambeu os lábios e continuou encarando o amigo tão bonito, os cabelos castanhos úmidos por conta do banho, os lábios cheinhos se destacando como sempre.

— Sabe, eu estava pensando em começar algo um pouco... Diferente...

— Como assim? – perguntou o mais velho, curioso. Ás vezes era muito difícil adivinhar o que se passava na cabeça de Jeongguk. Era quase como tentar desvendar um enigma bem interessante.

— Você me acha talentoso, certo? Tive a ideia de comprar um computador e uma câmera para tentar criar uma galeria online. Fotografar as telas e expô-las na internet me parece interessante. Ainda não sei mexer no computador, mas eu acho que a bibliotecária não se importará tanto assim de me dar algumas dicas... Quando fomos pesquisar os apartamentos para alugar, ela foi bem atenciosa com a gente, lembra? – Park fez que sim com a cabeça, mostrando-se interessado no assunto.

— Aposto que será um sucesso!

— Sério? – No fundo, Jeongguk ainda era bem inseguro.

Sabia que amava pintar, só não tinha tanta certeza se era tão bom nisso. Mas durante a tarde silenciosa, imaginou que talvez algumas pessoas pudessem se interessar pela forma como ele mostrava a sua visão do mundo. Uma galeria online parecia ser uma ideia quase revolucionária em sua concepção. Jeongguk observava que, atualmente, as pessoas pareciam viver na internet e não a vida de verdade. Por que não tentar? Se arriscar poderia valer à pena, e além do mais, ele não tinha nada a perder.

Se a galeria desse certo e Jeongguk conseguisse vender os quadros, talvez fosse possível juntar uma boa quantia de dinheiro a fim de pagar o necessário para quebrar o contrato da Luminus... Talvez...

— Olha... – Jimin procurou os olhos de Jeongguk e conseguiu captar aquela vivacidade intensa, aquele brilho inspirador que o transmitia um milhão de coisas boas. — Eu acredito em você. Vejo o quanto se dedica e pinta com o coração. Tudo o que você se arrisca a criar é inacreditavelmente lindo, e eu tenho certeza de que você vai conseguir surpreender muitas pessoas. Mas, sério, para isso acontecer, precisa começar a acreditar no seu potencial, precisa ver o quão incrível você é. Como eu disse, sou o seu fã número um. Minha opinião deve ser levada em consideração, não é?

Jeongguk sorriu. Suas palavras sempre aqueciam seu coração. Era como encontrar abrigo em meio à tempestade.

— Você é tão... – Jeongguk mordeu o lábio inferior antes de completar.

— Tão?

— Perfeito. – soltou a declaração no ar, assim, lentamente e de forma meio surpreendente.

— Jeongguk... – Jimin sentiu-se um tanto encabulado.

— Não, sério, só me escuta... – Jeongguk encarou-o com toda a coragem que encontrou naqueles instantes. Sempre era difícil olhar para Jimin tão de perto sem sentir vontade de beijá-lo, mas desta vez, ele precisava se expressar, precisava dizer tudo o que estava guardado em seu interior. — Eu não sei o que seria de mim caso você não estivesse comigo. Eu... Não sei de verdade. Tenho muita sorte por ter você ao meu lado o tempo todo, sempre me apoiando, me dizendo palavras tão bonitas, cheias de uma confiança incrível, sempre me ensinando uma porção de coisas... Eu sou tão sortudo, tão grato... – Seus olhos estavam fixos nos do mais velho, transparentes. Park viu que tudo o que Jeongguk estava dizendo, era leal, autêntico. Era como se naquele momento, os olhos do garoto se tornassem reflexos de sua alma. — Isso é tão bonito da sua parte.

Jimin ficou em silêncio apenas sentindo o resultado daquelas palavras. Era como se borboletas agitassem-se não só dentro de seu estômago, mas no corpo inteiro numa velocidade impressionante. Estava sob os efeitos daquele amor sincero e tão bonito, enquanto olhava Jeongguk, que estava com os orbes praticamente marejados. Primeiro, o mais velho se perguntou silenciosamente se era só uma ligeira impressão, mas em questão de segundos percebeu que Jeongguk ficou de fato comovido ao dizer o que estava em seu coração.

Sob o efeito daquelas palavras fascinantes, Jimin segurou a mão do outro.

— Eu te amo. – Jimin confessou. — Eu realmente te amo, e não é pouco.

O coração de Jeongguk se agitou de um jeito exclusivo enquanto encarava o garoto de cabelos castanhos. Ele imaginou que seria difícil escutar algo assim porque “eu te amo” sempre se tratara de uma frase impactante. Mas, Jimin disse com todas as letras sem hesitar, olhando no fundo de seus olhos. Seu coração martelou outra vez bem forte no peito, o entusiasmo apenas crescia sem controle algum.

Como resposta, aproximou-se rapidamente dos lábios de Park e beijou-o com todo o carinho do mundo como se nada mais importasse a não ser colar seus lábios nos dele. E na verdade, não importava mesmo. Existia algo desigual naquele beijo, quase como se pudesse pronunciar a Park que ele também o amava. Havia tanto sentimento envolvido…

Em seguida, beijou as bochechas, o queixo bonito, o nariz, a testa e depois voltou aos lábios como se sentisse sede.

Jimin abraçava o garoto ao mesmo tempo em que o seu coração explodia em batimentos desordenados e intensos. Ele acreditava decididamente na felicidade, embora ela submergisse misteriosamente em alguns momentos. Talvez fosse normal, porque logo retornava como se quisesse fazer uma surpresa bem agradável, do tipo que arranca o fôlego de uma vez só e te deixa atônito. E lá estava ele, tendo os lábios maltratados pelos dentinhos de Jeongguk, os dedos passeando pelas costas cobertas pela camisa macia de algodão.

Dando-se conta do quão bom estava sendo a decorrência de suas palavras sinceras, segurou a nuca do mais novo com cuidado, depositando selos lentos e carinhosos sobre os lábios e que deixavam claro o quão feliz estava, ainda mais quando seu sorriso se abriu quando avistou os orbes vivos de Jeongguk, enfeitiçando-o com uma facilidade impressionante.

Jeongguk queria guardar tal momento em sua mente para sempre. Ele não era tão bom assim em lembrar-se de detalhes com precisão, mas com certeza seria impossível esquecer-se daquele sorriso que o deixava aturdido. Jimin tinha um sorriso tão lindo que não conseguia lidar muito bem com este fato. Era como se todo o seu corpo ficasse dormente quando avistava as bochechas espremerem os olhos que se transformavam rapidamente em pequenos tracinhos, os lábios bonitos evidenciando o que estava sentindo em seu âmago: A alegria por ter confessado seus sentimentos, por ter ganhado beijos tão especiais e mais, por ser correspondido.

Alguns momentos exclusivos dispensam palavras e olhares tomam uma força muito maior, como a de um vendaval. Com as pontas dos dedos, Jeongguk tocou o rosto de Jimin, deixando uma carícia lenta em sua bochecha, descendo pausadamente até a linha do maxilar. A pequena cócega fez com que Jimin entreabrisse os lábios em resposta. Experimentar o toque do garoto era um grande êxtase. Jeongguk poderia tocá-lo sempre que quisesse, na hora que quisesse, da forma que quisesse.

Era a única pessoa no mundo que poderia fazer o que bem entendesse com ele.

Jeongguk enxergava Jimin não apenas como o seu melhor amigo de todos os tempos, mas sim como a pessoa certa para amar, a pessoa que gostaria de compartilhar todos os seus momentos bons ou ruins.

Enquanto estivesse vivo, precisava que Park estivesse ao seu lado.

Sabia que jamais conseguiria deixá-lo por qualquer motivo que fosse, simplesmente não conseguiria desistir de alguém tão incrível assim. Se isso não era amor, Jeongguk não sabia o que era.

Na realidade, achava que a palavra “amor” era bem limitada. Talvez o que ele sentia, ainda não houvesse definição, mas sabia que era a melhor sensação que já tinha sentido em toda a sua vida.

— Eu quero que sejamos um casal. – Jeongguk disse repentinamente, experimentando a confissão na ponta da língua. — Isso é o que eu mais quero, para falar a verdade.

Jimin segurou a mão de Jeongguk com mais firmeza, não queria soltá-la. Nunca mais. Era como se os espaços entre os seus dedos tivessem sido feitos para que Jeon os completassem com os seus.

Com as palmas quentes em completo contato e dedos entrelaçados, subiu o olhar para fitar o garoto.

— Mas somos um casal desde sempre, só fomos percebendo aos poucos... – falou de maneira pausada, lembrando-se de que eles sempre agiram como se realmente nutrissem um relacionamento romântico.

Outro sorriso foi arrancado de Jeongguk, que se sentiu leve diante da declaração. Para retribuir, trouxe os lábios até os de Jimin, forçando o corpo levemente para trás até que eles estivessem deitados na cama de solteiro do ateliê, puxando a cintura de Jimin para que os corpos se colassem ainda mais.

O beijo era profundo enquanto Park também se aproveitava daquele momento tão especial. Suas mãos suavam, assim como as de Jeongguk ao desfrutarem daquele beijo tão viciante. Invertendo a posição lentamente até estar deitado sobre o corpo de Jeongguk, contornou sua cintura com os dedos curtos e ansiosos.

Os garotos não estavam confusos, não havia medo, muito pelo contrário, a certeza que sentiam era gritante. Eles estavam prontos. Queriam se amar além das palavras e dos olhares. Com os peitorais juntos, Jeongguk deixou que sua língua acariciasse a de Jimin enquanto os dedos subiam pelos braços dele, onde os poros já estavam arrepiados e deixou que os dígitos se embrenhassem nos cabelos castanhos que tanto gostava.

O beijo passara a tomar um compasso muito diferente, completamente audacioso. Sentir o gosto de Park era algo tão certo enquanto os dedos fechavam-se devagar nos fios dos cabelos curtos. Os lábios cheios eram tão convidativos, macios e viciantes.

O calor pareceu aumentar quando Jimin pressionou mais a cintura de Jeongguk, que soltou um ofego em resposta, sentindo o ar escapar de seus pulmões no mesmo momento. Na medida em que as carícias se tornavam mais intensas, Jeon percebia que estava cada vez mais entregue a situação, era bem mais forte do que ele. As línguas permaneciam se tocando quando acariciou a nuca do outro, fazendo um afago gostoso e suficientemente convidativo, deixando claro que deveriam prosseguir.

Jimin, por sua vez, praticamente anestesiado com o que estava acontecendo, e também desejando que os toques persistissem, deixou um selo bem demorado nos lábios de Jeongguk, até que as testas se uniram e, ofegantes, abriram os olhos ao mesmo tempo, experimentando a química tão forte que existia entre eles.

As respirações se chocavam, as íris brilhavam. Jeongguk retribuiu o selo, o sorriso crescendo logo depois. Jimin depositou mais um selo. Jeongguk, outro. E quando foram perceber, já estavam se beijando outra vez, as línguas juntas, as mãos de Jeongguk espalmando as costas de Park, os dedos firmes invadindo a camisa dele, deslizando-se na pele quente.

Os toques eram tão extraordinários que aquele momento pareceu ser uma mera fantasia. Jimin acariciou a bochecha do mais novo, o dedo indicador afagando a pele até tocar no pescoço, próximo a pinta chamativa que ele costumava observar durante tempo demais em silêncio. E, exatamente por isso que interrompeu o beijo de maneira gentil para que depositasse os lábios úmidos no pescoço daquele garoto que o enlouquecia, bem em cima da pinta. A pele tão cheirosa, a quentura tão agradável. Jeongguk acabou fechando os olhos ao tentar levar ar aos pulmões enquanto a língua brincava em sua pele.

— Jimin... Isso é tão bom. – Ele confessou, soltando o ar pela boca de leve.

Seus pensamentos pareciam se dissolver a cada toque, a cada estímulo. A suavidade dos lábios em sua pele... Juntos, os garotos descobriam devagar o que poderia proporcionar prazer. Eles estavam envolvidos demais, as mentes concentradas exclusivamente naquele momento que não trocariam por nada nesse mundo. Tinham paciência, vontade e uma curiosidade incomensurável.

Sentiu os dentes de Jimin rasparem no local e seu coração bateu forte, Jeongguk estava tão quente que parecia febril. Não havia nenhuma distância entre eles e agora, poderiam aproveitar. Foi exatamente por isso que, com Jimin ainda judiando a pele do pescoço de uma forma gostosa, ora chupando-a, ora mordiscando-a, procurou pela barra da camisa de Park com as pontas dos dedos e subiu-a devagar. Quanto menos roupa, melhor.

A sensação dos dígitos quentes de Jeon em contato direto com a sua pele, lhe trouxe um prazer indescritível, arrepiando-o da cabeça aos pés. Ele arqueou a cabeça para trás de leve para que Jeongguk o ajudasse a tirar a camisa por completo. Assim que a pele de Park surgiu, os olhos do mais novo não sabiam para onde olhar quando o tecido fora largado em algum lugar daquele cômodo especial, era muita informação e intensa beleza.

Lidar com o fato de que Jimin estava deitado sobre si, sem camisa, o deixava ainda mais eufórico e excitado. O mais velho, com um sorriso praticamente lascivo nos lábios – e que era, definitivamente, muito sexy – beijou o queixo de Jeongguk de forma lenta antes de também insinuar que estava prestes a tirar a camisa do garoto, que continha alguns respingos de tinta próximo ao ombro direito.

O pintor forçou a cintura contra a de Jimin, provocando-o, deixando a ereção em evidência. Os dedos não quiseram mais perder tempo e tiraram a camisa de Jeongguk de uma vez por todas, que, sem que pudesse controlar, deixou escapar um gemido baixo no momento exato em que os peitos se colaram.

— Agora sim estamos quites. – Park se referiu ao fato de ambos estarem com os peitorais juntos sem camada alguma de roupa. Os lábios se deslizaram no lóbulo da orelha de leve. — Eu estou percebendo que você está tão excitado... – sussurrou e as pálpebras de Jeongguk tremularam. Jimin não perdeu a oportunidade e também forçou sua ereção contra a do mais novo. — Pelo visto, nós dois estamos.

Havia diversas coisas em Jimin que deixava Jeongguk insano. Basicamente, era como se todas as partículas de seu corpo clamassem desesperadamente pelo mais velho e tudo parecia pegar fogo naquele momento. Ele não foi capaz de resistir e forçou outra vez sua cintura contra a de Jimin e as bocas se toparam, o que se resultou em um beijo desesperado, recheado de paixão e desejo.

Um arrepio intenso subiu pela espinha de Jimin quando os corpos foram pressionados com vontade e Jeongguk deixou outro gemido rouco escapar pelo ateliê. As mãos de Park exploraram o abdômen do mais novo, fazendo-o se contrair involuntariamente. Os ofegos preenchendo cada vez mais o cômodo, o calor aumentando, a excitação tornando-se gigante.

Os músculos de Jimin se enrijeciam por conta dos toques e seus dedos também desciam e subiam pela pele alheia. Era gostoso ver Jeongguk tão necessitado, pedindo por mais, o volume indecente no interior de sua bermuda não podia ser ignorado de forma alguma. De olhos fechados, Jeon sentiu quando Jimin infiltrou a mão no interior de sua bermuda, envolvendo o pênis ainda resguardado pela boxer.

Fechou os olhos com mais força e mordeu o próprio lábio ao sentir a quentura da palma da mão do Park em um lugar tão íntimo e, naquele momento, extremamente sensível. Seu corpo inteiro estava formigando com entusiasmo e sua respiração se acelerou quando foi tateado, os dígitos realizando movimentos nele, proporcionando-lhe um prazer inimaginável. Jeongguk já tinha se tocado antes, mas nada se comparava com o fato de Jimin estar lhe estimulando daquela forma tão proibida, e ao mesmo tempo, tão certa.

Prendeu um gemido e tudo pareceu se tornar mais intenso. Jeongguk colocou as mãos no elástico nas laterais da bermuda e puxou-a para baixo, deixando mais do que óbvio o que desejava, o que precisava. Suas bochechas pareceram queimar quando Park olhou rapidamente para baixo, vendo a mancha de pré-gozo na boxer justamente onde a glande estava localizada. Havia um meio sorriso nos lábios cheios do mais velho, um sorriso que fez o outro garoto engolir em seco, repleno de desejo.

Jimin fez questão de terminar o serviço ao puxar a bermuda completamente para baixo, deixando o mais novo deitado na cama, com os olhos em chamas, apenas usando a boxer escura que ocultava a ereção, o peito subindo e descendo. Perguntou-se naquele segundo como Jeongguk conseguia ser tão bonito daquela maneira.

Sentiu o coração martelar algumas vezes quando mudou de posição na cama, ficando de joelhos de frente para o garoto deitado, que apoiava os cotovelos no colchão, o tronco levemente erguido para frente. Jeongguk precisava ver aquela cena por completo e quando os dedos tornaram a lhe acariciar por cima da boxer novamente, fazendo-o pulsar, ele entendeu o motivo das pessoas gostarem tanto assim de sexo.

Acontece que, para ele, aquilo não era banal ou algo em troca de dinheiro que visava apenas um prazer rápido, como estava acostumado a ver na Luminus. Com Jimin, os toques, beijos e cada olhar carregavam um significado imenso que o deixava com a garganta embargada, os olhos marejados.

Aquilo era amor.

Um amor tão verdadeiro e bonito que dava sentido a sua vida.

Park sentia-se mais do que torturado com a visão excepcional. Era incrível ver o corpo de Jeongguk, os músculos quase definidos do abdômen, as coxas grossas, a pele macia e cheirosa, tão desejável... Ele inclinou o corpo para frente, depositando um beijo logo abaixo do umbigo do garoto, fazendo com que Jeongguk gemesse baixinho, incentivando-o a continuar.

Tratava-se de um carinho gostoso, que o arrepiava por completo, Jeongguk não estava acostumado a receber beijos em lugares tão diferentes assim. A ponta da língua arrastou-se suavemente em sua pele e Jeongguk sentiu sua ereção pulsar outra vez na mais pura expectativa, principalmente quando os dedos de Jimin engataram no elástico da boxer, puxando-a para baixo sem mais delongas.

Assim que a ereção encontrava-se livre, era possível ver o pré-gozo escorrendo pela fenda extremamente sensível. Jimin se sentiu ansioso e continuou depositando beijos carinhosos na epiderme, deliciando-se com os ofegos roucos e arrastados que escutava. Até que seus lábios arrastaram-se próximos da virilha de Jeongguk, que precisou fechar os olhos e entreabriu os lábios, ofegante. Como poderia ser tão gostoso? Ele não conseguia descrever o quão delicioso era ser provocado por Jimin daquela maneira tão íntima. Todo o seu sangue bombeava rápido demais.

Os olhos de Park subiram e queimaram com força o rosto do mais novo.

Jeongguk simplesmente amava quando era fitado dessa forma.

— Eu quero muito experimentar uma coisa com você.

— O quê? – Jeongguk não soube onde arrumou forças para perguntar.

Sem desviar os olhos, o mais velho aproximou demais a boca da ereção.

Jeongguk entendeu e fechou os olhos durante curtos dois segundos, sentindo-se fraquejar e quando voltou a abri-los, seu coração errou algumas batidas ao ver o garoto mais lindo do mundo com os lábios prestes a tocarem na sua ereção. Havia uma fina camada de suor nas têmporas de Jeongguk, era a prova concreta de que estava se sentindo cada vez mais quente, como se estivesse muito próximo de entrar em combustão. Era como uma cena proibida de se olhar, mas, mesmo assim, os olhos atentos e brilhantes fitaram o momento exato em que os lábios carnudos, vermelhinhos e úmidos encostaram-se na fenda bem devagar.

Jeongguk gemeu, os dedos apertando o lençol com força. A língua de Jimin rodeou a base do membro e a destra segurou-o com gentileza, começando a movimentar a mão para cima e para baixo vagarosamente. Park não deixou de fitar o semblante de Jeongguk e descobriu que se sentia satisfeito ao vê-lo praticamente enlouquecendo de prazer.

Em vários pensamentos perdidos durante os dias, Jimin se perguntava qual seria a sensação exata de proporcionar prazer a Jeongguk apenas com suas mãos e boca. Tratava-se de adágios que ele ainda não tinha coragem de dizê-los em voz alta, mas agora, lá estava ele sentindo-se em brasas ao notar que o mais novo mal conseguia permanecer com as pálpebras abertas enquanto era masturbado. Fascinado com as reações, arriscou-se a usar a língua ao realizar movimentos circulares, arrastados, provocantes, deixando o outro completamente fora de si.

— Jimin... – Foi só o que Jeongguk conseguiu pronunciar durante alguns segundos, a voz falha, rouca, e quando sentiu perfeitamente a língua passeando pela extensão molhada e pulsante outra vez, não conseguiu não gemer.

O lábio inferior de Jeongguk fora capturado pelos próprios dentes avantajados mais uma vez e com muito mais força no momento em que a língua aveludada se deslizou com suavidade sobre a extensão, prolongando o prazer. Os olhos de Park tornaram a prestar atenção na glande inchada, onde depositou um beijo demorado. Jeongguk gemeu outra vez, deslumbrado, sentindo o fogo queimar o seu corpo inteiro sem muita piedade, e a sensação pareceu tornar-se absurdamente mais intensa quando Jimin realizou uma sucção bem lenta na glande, testando todos os limites de Jeongguk. O nome do mais velho fora chamado, que se permitiu sorrir de leve, a mão ainda realizando movimentos para cima e para baixo no membro.

— Nossa... Eu nunca pensei que iria gostar tanto assim de ouvir você gemer o meu nome. – Park confessou.

— E-eu já imaginei você fazendo isso comigo algumas vezes, mas eu não... – tentou levar ar aos pulmões quando o ritmo da masturbação aumentou. — Não sabia que seria tão delicioso assim. – A língua de Park tornou a esfregar-se na glande, fazendo com que Jeongguk perdesse a linha de raciocínio no mesmo instante.

As pálpebras cerraram automaticamente quando seu membro foi parar no interior da boca do mais velho, que foi engolindo cada centímetro da extensão, arrastando a língua pelo falo depois de subir a boca bem devagar, apreciando a expressão de puro prazer que se formou no semblante de Jeongguk. Ele não resistiu e gemeu mais alto, parecendo incrédulo com o fato de estar sentindo tanto prazer daquela maneira.

Os quadris foram ondulados involuntariamente para cima, a boca acolhendo-o. Os cabelos levemente bagunçados de Jimin davam-lhe um ar rebelde, o que Jeongguk considerou perfeito enquanto era chupado. Era uma descoberta: Jimin com um ar rebelde lhe excitava ainda mais. Seu membro pulsava insistentemente no interior da boca alheia, tão quente, tão molhada, tão deliciosa. O tesão só aumentava com os ruídos molhados que a boca emitia ao lhe chupar.

O mais velho nunca tinha feito nada parecido antes, mas sentia-se completamente à vontade porque não se tratava de qualquer pessoa ali no ateliê, e sim Jeongguk.

A única pessoa do mundo inteiro que o tirava do sério.

Fez um carinho na coxa dele e voltou a abocanhá-lo, a glande rosada tocou em sua garganta em algum momento, onde aproveitou para gemer bem baixinho. A vibração percorreu pelo membro inteiro, arrancando de Jeongguk um ruído incompreensível quando tombou a cabeça ligeiramente para trás, desfrutando-se ao máximo daquela sensação tão extraordinária.

Cada som envolvia o ambiente de forma única e muito íntima, deixando o clima ainda mais ardente. As unhas curtas de Jeongguk cravaram-se no lençol ao sentir o corpo inteiro estremecer, sabendo que estava muito perto do orgasmo. Ele não aguentaria mais caso continuasse recebendo aquele oral tão gostoso. Park também percebeu, deixou que a língua se esfregasse mais uma vez na glande e afastou a boca do pênis do garoto, mudando sua posição na cama novamente.

Jeongguk agiu com muita rapidez, guiado pelos instintos e vontades intensas ao tirar a bermuda e boxer de Park, jogando-as em algum lugar. Ele estava tão incrivelmente excitado que não conseguia medir seus atos. Sua intenção era fazer com que o outro também sentisse o mesmo prazer. Queria ver Park enlouquecendo da mesma forma.

Os olhos fitaram a ereção desperta e ansiosa para ser estimulada, a glande levemente inchada. Jimin estava tão excitado por ter feito um oral na sua pessoa favorita no mundo que o pré-gozo chegava a pingar no lençol enquanto observava Jeongguk, o coração palpitando, os dedos ansiosos para voltar a tocar a pele alheia o mais rápido possível.

Ambos de joelhos na cama, olharam-se um de frente para o outro.

Os orbes diziam um milhão de coisas, mas as palavras não saíram porque as bocas se ocuparam ao se encontrar.

Os beijos estavam se tornando cada vez mais íntimos, as línguas se resvalando com intensidade em um ritmo que não havia como colocar defeito, os dedos espalhados nas epidermes transpiradas, os membros despertos se resvalando.

Foi Jeongguk quem desceu uma das mãos para juntar os membros, masturbando ambos ao mesmo tempo sem um ritmo definido. Jimin gemeu ao sentir a quentura da palma de Jeongguk em um lugar tão sensível e mordeu o lóbulo do garoto, fechando os olhos ao sentir seu pênis encostar-se várias e várias vezes no de Jeongguk, proporcionando muito prazer. Os dentes capturaram um pouco de pele do pescoço de Jeon, que suspirou de fascinação.

— Você está me deixando louco. – Jimin confessou.

— Estou? – Jeongguk aproveitou para friccionar o polegar na glande do mais velho com ousadia porque sabia que aquilo proporcionava muito prazer.

— Hum... Com certeza, está... – O tom de sua voz evidenciava a aprovação ao ser tocado. — Isso, está bem gostoso assim.

Jeongguk beijou o pescoço de Park, permitindo que os lábios entreabertos se resvalassem pelo local á vontade e como o esperado, Jimin arfava a cada estímulo, segurando os ombros do outro ao ser tão provocado.

Aos poucos, os corpos deitaram-se outra vez, Jimin sentiu o colchão quente abaixo de suas costas quando Jeongguk deitou-se sobre seu corpo. Os lábios do pintor foram descendo e descendo, atravessando o tronco, o abdômen que fora se retesando na medida em que os beijos molhados, carinhosos e provocantes eram depositados na epiderme. Quando chegou próximo demais da virilha, os olhos foram erguidos. Park fitava-o de volta.

— Quero muito saber como é te chupar também, eu preciso, ok? – perguntou.

Aquilo era incrível. Jeongguk gostaria que aquele momento fosse especial para ambos, já que nunca tinham experimentado algo do tipo e, bem, ele gostava de se atirar ao desconhecido, de experimentar sensações. Ele recebeu um aceno positivo de cabeça quase automaticamente. O mais velho realmente não estava em condições de pronunciar algo coerente.

A mão direita segurou o membro de maneira firme, o coração batia forte. Ao encostar os lábios entreabertos na glande, viu que Park fechou os olhos, envolto demais naquela excitação inexplicável. Jeongguk esqueceu o nervosismo e a inexperiência ao sugar a glande, a língua realizando movimentos circulares, imitando o que o outro tinha feito consigo porque sabia que a sensação era maravilhosa. Park Jimin sussurrou algo que o garoto não conseguiu entender quando, aos poucos, foi abrindo a boca ainda mais até que o pênis estivesse completamente no interior da cavidade quente.

Jeongguk não achou difícil, muito pelo contrário, e ver que Jimin estava sentindo tanto tesão, iniciou as sucções, fazendo tudo o que Park provavelmente iria gostar, porque, bem, o mais novo também tinha um pênis e sabia os pontos sensíveis e a intensidade que deveria chupar para que Jimin ficasse completamente louco de excitação. Cravou as pontas dos dedos naquelas coxas tão bonitas quando, mais familiarizado com o que estava acontecendo, arriscou-se a fazer movimentos de engolir, fechou os olhinhos com força, mas voltou a abri-los assim que afastou a cabeça de leve, respirando.

Jeongguk tentava tomar o maior cuidado possível, se fosse para fazer um oral, almejava que fosse bem feito e caprichado. Ainda mais por ser com alguém que ele amava.

— Nossa, Jeongguk... – Jimin ofegou, sem saber exatamente como deveria agir ao ser presenteado com aquele oral tão divino. Jeongguk era tão absurdamente bom naquilo, mesmo que ainda fosse bem inexperiente. — Oh, chupa... Isso... – murmurou, os olhinhos pequenos se fechando.

E quanto mais Jeongguk escutava os ofegos, gemidos e elogios, mais se empenhava no oral, chupando-o com muita vontade. Park tentava não movimentar os quadris e seus dedos foram parar nos cabelos de Jeongguk com um pouco de pressão.

A glande inchada e úmida era capaz de arrancar a calma do pintor, proporcionar tanto prazer a alguém importante demais para ele era uma sensação incrível que jamais conseguiria descrever, por mais que tentasse. Sentindo os cabelos sendo puxados de leve, começou a lamber o mais velho de forma provocante, sentindo o gosto único do pré-gozo em sua língua, servindo-lhe de motivação. Excitado, Jeongguk percebeu que seu próprio membro começou a pulsar com mais intensidade e precisou envolver-se com uma mão ao continuar chupando Jimin. Sentia a necessidade de se aliviar pelo menos um pouco ou então acabaria explodindo a qualquer momento. Quanto mais os gemidos de Park invadiam seus ouvidos, mais aumentava o ritmo da masturbação em si.

A língua contornou o membro teso e as veias proeminentes. Jimin estava extasiado. Outro gemido prolongado reverberou pelo quarto, a respiração se acelerava, os dedos prenderam-se com um pouco mais de força nos cabelos negros ao ser presenteado por uma súbita corrente de prazer. Foi nesse instante que Jeongguk deu-se conta de que faltava muito pouco para que Jimin se desfizesse em sua boca e, justamente por isso, interrompeu o oral, encarando o mais velho com muita satisfação, sentindo seu membro pulsar várias vezes seguidas. Jimin voltou a fitar a ereção de Jeongguk, mordeu o lábio e avançou sobre o garoto, fazendo com que ele se deitasse no colchão novamente.

Era bem difícil pensar em qualquer outra coisa que não fosse a forma como eles estavam descontrolados, tentando buscar um pouco de ar que aparentemente estava escasso naquele cômodo. A questão era simples: Parecia não existir limites para eles, e mesmo se existissem, não queriam saber, não enquanto os corpos quentes se deliciavam e tentavam acabar com a dependência que sentiam um do outro. Nunca parecia o bastante. Um toque distinto causava milhares de sensações novas. Jeongguk, internamente, estava gritando de felicidade por ter a deliciosa e incomparável oportunidade de estar com Jimin na cama de seu ateliê, tão bonito, tão real...

— Eu estou gostando tanto disso... – Jeongguk confessou.

— Estou percebendo. – respondeu em um sussurro mal-intencionado.

Obcecado por mais contato e, alucinado diante de tanto prazer, sentiu uma vontade irresistível de ter Jimin preenchendo-o, precisava experimentar tal sensação que as pessoas valorizavam de um jeito tão inusitado. Precisava ser com ele. Parecia tão absurdamente certo agora.

Suas unhas insistiram em fazer um percurso arrastado nas costas de Park, deixando caminhos avermelhados que ardiam. Percebeu que ele gostava de ganhar arranhões em momentos quentes quando viu um pequeno sorriso malicioso adornar os lábios cheinhos; um sorriso que instigou Jeongguk de todas as formas possíveis. Guiado pela vontade sobrenatural de senti-lo o mais rápido possível, suas pernas circundaram ao redor da cintura de Jimin, os olhos bem abertos, a vontade era legítima.

O pomo de adão ficou exposto no pescoço de Jeongguk, e não demorou muito para ser sugado pelos lábios de Park enquanto sentia a ereção pulsante resvalar-se entre a entrada do mais novo. De repente, Jeon recebeu beijos na extensão de seu tronco, próximo ao mamilo e abdômen, os dedos contornaram cada demarcação sem pressa, lhe provocando uma série de leves cócegas gostosas.

O pintor também não perdeu a oportunidade de tocar em Jimin, as mãos passeando pelos braços tensos, ombros e peitoral. As pernas apertaram ainda mais na cintura alheia em um pedido mudo para que se encaixassem. Jimin resvalou os quadris, o membro necessitado ainda brincando entre as nádegas do garoto, que gemeu longamente só ao imaginar ser preenchido pelo amor de sua vida. Estava tão perto de acontecer.

Antes de qualquer movimento, Jimin afundou seus dois dedos na boca do outro, os olhos tão fixos no rosto bonito de Jeongguk, a intensidade era evidente. O mais velho nunca tinha lido e nem visto nada sobre sexo entre dois homens, mas imaginou que seria mais confortável para Jeon caso os dedos o invadissem primeiro.

O mais novo sugou os dígitos com prazer, umedecendo-os enquanto ondulava os quadris contra os de Park, mostrando a necessidade urgente que sentia daquele contato. Jeongguk gravava o momento em sua memória com exatidão; a maneira como os cabelos castanhos estavam bagunçadinhos e úmidos nas têmporas, a forma como ele puxava o ar entre os lábios avermelhados, o olhar tão ardente, tão viciante. Tão bonito que doía.

Assim que os dedos foram retirados da boca realmente bem molhados, Jimin guiou a mão até o meio das pernas do mais novo, parecendo um pouco receoso. Jeongguk, que entendeu que Park desejava prepará-lo, apenas assentiu, confiante, assegurando o mais velho que poderia prosseguir. Os olhos de Jimin pareceram brilhar naquele momento em que separou os joelhos de Jeon para logo em seguida começar a introduzir um dedo no interior apertado.

Havia a sensação de exposição, era inegável, também existia um desconforto que, apesar de tudo, Jeongguk quis suportar. A outra mão de Park envolveu a ereção de Jeon cuidadosamente e os olhos subiram até que fitassem o rosto alheio.

— Eu te amo. – Jeongguk sussurrou.

Os lábios se esbarraram enquanto o dedo o invadia vagarosamente, sem pressa alguma para que Jeongguk pudesse se acostumar com tal sensação. Park foi extremamente carinhoso, em momento algum forçou-se contra o outro ou agiu de forma bruta. Todos os toques eram policiados para que Jeongguk pudesse sentir prazer, não incômodo. Sua mão continuava tocando o membro alheio, distraindo-o com mordidas no pescoço, ombros, e resvalando a língua na pele com um gosto levemente salgado devido ao suor.

Quando Jeongguk começou a se sentir mais tranquilo, assentiu novamente e o segundo dedo lhe invadiu com a mesma calmaria de antes, ao mesmo tempo em que Park aumentava os movimentos da masturbação. Em poucos segundos, Jeongguk não conseguia mais prestar atenção no desconforto, estava muito concentrado na expressão de Jimin, tão afetuoso e dedicado ao mesmo tempo, tão sexy.

A adrenalina pairava no ar e o nervosismo desapareceu por completo quando, segundos depois, os dedos foram retirados. Jeongguk envolveu a cintura alheia com mais força e, com muito carinho e calma, Park segurou a base de seu membro, resvalou na entrada do garoto e afundou-se nele aos poucos, não conseguindo prender um gemido rouco na garganta.

Ele nunca tinha sentido algo parecido em toda a sua vida.

Nunca.

As mãos acariciaram a cintura quando estava completamente dentro de Jeongguk, que gemia junto, sentindo o corpo se contrair. O cenho franziu-se e um ruído de dor lhe escapou.

— Está tudo bem? – Park perguntou não disfarçando a sua preocupação. — Você quer que eu pare?

— Não! Não pare! – pediu. Parar naquele momento seria um crime.

As mãos do garoto se encontraram firmes nos ombros de Jimin, as pernas travaram na cintura, puxando-o para que os lábios se colassem com entusiasmo. Jimin fez o possível para não movimentar os quadris, não ainda, pois Jeongguk precisava de alguns minutos para se acostumar com a invasão.

E esses poucos minutos de espera foram recheados de muito carinho, os dedos de Park permaneciam acariciando cada extensão de pele, os pequenos olhos admirando o outro, inteiramente encantado. Então, no meio de todos aqueles toques recheados de cuidados, Jeongguk sentiu vontade de sorrir. As mãos de Park tremiam de leve quando o dedo indicador atravessou a bochecha de Jeongguk, deixando uma carícia ali.

Sendo assim, o mais novo fechou os olhos e forçou-se de leve contra a ereção, pedindo indiretamente para que Jimin se movimentasse. Um beijo rápido fora depositado na testa de Jeongguk, até que Park iniciou os movimentos para frente e para trás.

Sentindo um prazer enorme pelo fato de seu pênis estar invadindo um lugar tão apertado e gostoso, Jimin gemeu alto. Acariciou a cintura alheia, abafando os gemidos e grunhidos ao colar a boca no pescoço de Jeongguk, que ofegava diante da invasão.

— Isso... Isso... – Jeongguk murmurou baixinho. Era muito difícil formular frases que fizessem sentido diante daquela situação. Agora, sentia uma dor quase deliciosa e mordeu o lábio enquanto a velocidade das estocadas ganhavam mais ritmo com o passar dos segundos.

— Muito apertado... – Jimin sussurrou baixinho, a respiração batendo na orelha do outro. Jeongguk rebolou o quadril juntamente. — Jeongguk... Oh... Está gostoso?

Jeongguk gemeu em resposta e Jimin sorriu pequeno, investindo cada vez mais rápido. O mais novo estava completamente perdido em prazer, as pálpebras se fecharam com força e sua mente pareceu nublar enquanto a cama se movia contra a parede a cada vez que era preenchido. Jimin gemia junto com ele e fechava os olhos enquanto trabalhava os quadris, as bochechas levemente vermelhas devido ao esforço e o calor.

O garoto abaixo de si se contorcia, apertava os lençóis ao mesmo tempo em que suas pernas permaneciam firmes em volta da cintura, incentivando-o para que os movimentos prosseguissem daquela maneira. Havia um erotismo naquele momento que ainda era desconhecido, mas inteiramente especial.

Jeongguk não era de usar palavrões quando não havia necessidade, mas durante o ato, as raras palavras simplesmente escaparam de seus lábios enquanto escondia o rosto no pescoço alheio, beijando os ombros, a linha do maxilar e fazia questão de brincar com o lóbulo, raspando os dentes avantajados na orelha de Park, que investia no garoto sem ter vontade alguma de parar.

Movimentava-se rapidamente, mordendo o lábio inferior algumas vezes. Aquilo era muito, muito, muito bom para ser verdade.  Apertou a coxa de Jeongguk, a cintura, as unhas curtas resvalando na pele, e quando os corpos já estavam lambuzados de suor, Jimin reduziu os movimentos repentinamente. Ele estava eufórico e com a respiração audível. Espiou o garoto abaixo de si, provocando-o com um sorriso de canto.

Jeongguk queria movimentar-se mais para que continuasse sendo preenchido, queria prosseguir se deliciando com tais sensações tão novas – e tão extraordinárias –, mas resolveu entrar no jogo do mais velho e ficou bem quieto, sentindo todo o sangue em seu corpo correr muito mais rápido do que o normal. Ardente. Instigante. No entanto, a forma como Jeongguk foi encarado conseguiu mexer com todos os seus hormônios, despertando um lado selvagem, um lado oculto que só Park Jimin teve o prazer de conhecer.

— Mete mais em mim, Jimin, ah... – Teve coragem de pedir. O coração batendo tão rápido que a qualquer momento poderia escapar de seu peito. — Eu preciso que você continue... – disse de forma baixa, as mãos atravessando as costas do outro. Ele estava tão entregue às sensações naqueles instantes que só pensava em solicitar o que iria lhe trazer prazer de verdade.

O pedido tão especial fora atendido porque, sem avisar, Park estocou forte. Escutou um gemido vindo do mais novo e deliciou-se com o som ao mesmo tempo em que segurou a ereção alheia entre os dedos, tornando a masturbá-lo. Havia muito mais ritmo dessa vez e Jeongguk chegou a um estado tão grande de excitação que acabou perdendo o fôlego completamente, os músculos se contraíram, os dedos pressionaram ainda mais as costas do mais velho, e chamou o nome daquele garoto tão maravilhoso, sujando a mão dele ao chegar ao ápice.

Os olhos de Jeongguk captaram bem um sorriso lascivo surgir nos lábios do mais velho ao mesmo tempo em que ele continuava movimentando os quadris. A expressão moldada em seu rosto deixava Jeongguk inteiramente fascinado, até que seus movimentos começaram a ficar descoordenados, os olhos se fecharam, o lábio inferior foi mordido com mais força do que o necessário devido à excitação e, gemendo alto, explodiu no interior de Jeongguk.

Os movimentos foram interrompidos devagar até cessarem por completo.

De repente, tudo fez sentido. Tudo.

O turbilhão de sensações que dominou os garotos após o sexo deixou bem claro que eles haviam nascido um para o outro e ninguém poderia dizer o contrário.

Jimin depositou um beijo na testa de Jeongguk e no queixo da forma mais carinhosa possível, mas antes que afastasse o rosto, foi surpreendido quando o mais novo puxou sua nuca com uma autoridade delicada para um beijo lento e recheado de um carinho incondicional. Ambos estavam um pouco trêmulos e quando Jimin encostou a cabeça no peito de Jeongguk, escutando o coração bater, soltou um sorriso completamente apaixonado. Jeon levou as mãos até os cabelos molhados de suor do outro e deixou que os dedos fizessem um carinho ali durante alguns segundos. Ele estava anestesiado de um jeito bom.

— Agora, somos oficialmente um casal. – Jimin falou com a voz empolgada.

— Sim. É oficial. Estamos namorando. – assentiu o outro, sorrindo. — Quem diria, não é?

Park sorriu, deu um beijo no peitoral de Jeongguk e ergueu a cabeça, encontrando-se com aqueles olhos tão bonitos que lhe traziam muito conforto.

— No fundo, eu sempre soube que seria você.

Os lábios tornaram a beijar o peitoral do namorado enquanto ainda tinha os cabelos acariciados.

— Ei, que tal tomarmos um banho agora? Estamos ensopados. – Jeongguk sugeriu.

O convite foi bem recebido e minutos depois, os garotos já dividiam o chuveiro. A água morna molhava os corpos de forma livre, a espuma do sabonete que cheirava tão bem enfeitava as peles. Os lábios aparentemente não conseguiam passar muito tempo afastados, e então, beijavam-se com vontade, como se precisassem disso para viver, com direito a muitos toques. Os gemidos baixos eram abafados pela água do chuveiro golpeando o piso com furor.

Em algum momento, o toque se intensificou, mas Jimin ouviu um chiado de dor seguido de um risinho. Ao ser prensado contra a parede, Jeongguk bateu as costas contra o registro do chuveiro.

— Ah, minha nossa, precisamos ser cuidadosos. – Jimin comentou. — Desculpe.

— Está tudo certo, nem doeu tanto assim. – O garoto riu, traçando a ponta do dedo indicador no ombro molhado de Park e quando ergueu os olhos, viu o quanto ele estava bonito com os cabelos encharcados, várias gotículas brincavam em sua pele. — Na próxima vez... – Ele começou. — Bem, quero saber como é estar dentro de você também. Está tudo bem para você? – A pergunta soou um pouco insegura, mas os olhos amáveis de Jimin fizeram com que esse sentimento receoso fosse para o ralo.

Aproximou os lábios da bochecha de Jeongguk, resvalando-os até que se aproximassem da orelha.

— Mas é claro que sim. – A voz ecoou tão morna e acolhedora que Jeongguk sentiu vontade de fechar os olhos. — Minha vontade de sentir você dentro de mim também é grande. Faremos o que quisermos, tudo bem?

— Tudo ótimo.

Os lábios voltaram se colar, necessitados, urgentes, e o mais importante: cheios de amor. E Jeongguk teve certeza de que amar Park Jimin era como começar a pintar uma tela em branco.

 


Notas Finais


ENTÃO MEUS AMORES, ACONTECEU, ACONTECEU! E AGORA OS POMBINHOS ESTÃO NAMORANDO..,.,.

Para quem ainda não sabia, a fanfic é flex sim. Hue. ♥

https://curiouscat.me/ojeongguk


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