História Precioso - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais
Tags Bts, Drama, J-hope, Jung Hoseok, Romance
Exibições 20
Palavras 1.831
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Outro presentinho pra minha marida que deve estar morrendo de ansiedade por causa dessa one. UHSUAHSUHASUS

Capítulo 1 - Um diamante precioso.


A situação não poderia estar mais estranha.

Hoseok se via num mar de incerteza, a qual estava dividido entre a sua competência como artista e sua personalidade que possa não estar agradando as pessoas ao redor, mais especificamente suas fãs, que pareciam não fazer muita questão da presença radiante e alegre do dançarino principal do grupo.

Seu celular estava com Jimin, havia deixado o mesmo ali para não ter que se mostrar abalado pelo acontecido, não queria chorar, mas como alguém sensível como Jung poderia aguentar aquilo?

Ele não sabia o que pensar, talvez fosse ele o problema, talvez ele fosse feio o suficiente para que as fãs preferiram os outros membros do que ele, talvez ele fosse um tipo de membro que não fizesse tanta diferença assim e por isso as fãs não faziam muita questão dele.

Isso o magoava.

O magoava tanto que ele não conseguia segurar as lágrimas de insatisfação.

Insatisfação consigo mesmo.

Porra! Ele era o dançarino líder do grupo, ele era um dos responsáveis pelas coreografias que todos tanto elogiavam, ele era uma das peças fundamentais do grupo assim como todos os outros integrantes, então porque ninguém ligava para sua existência dentro do grupo? Era doloroso e em sua cabeça, a ideia de que não estivesse fazendo um bom trabalho o assombrava e o fazia se martirizar por ser tão incompetente.

— Porque meu raio de sol está com essa cara de neném chorão? — A voz forte e feminina que tanto gostava de ouvir ecoou pelo quarto onde Hoseok se trancou, seu rosto úmido foi rapidamente limpo pela manga de sua blusa. — Não adianta limpar, eu vi.

— O que faz aqui, noona? — A voz abalada denunciava a tristeza do rapaz, a mulher parada na porta arqueou o cenho, suspirando logo em seguida.

— Jimin me chamou, disse que estava com problemas com você. — Ele a fitou, seus olhos ardentes começaram a embaçar novamente assim que ambos mantêm uma troca intensa de olhares. Todavia, as lágrimas não tardaram a cair dos olhos escuros de Jung. — Eu sabia que você estava mal, mas nunca imaginei que o suficiente para te ver chorar, ainda mais na minha frente.

— Você tenta ser forte, mas no fim… — Foi o que conseguiu dizer, sua garganta doía demais devido ao choro que segurava - mas que no final, era inútil, visto que naquela altura já derramava lágrimas e soluçava.

— Seokkie. — A troca intensiva de olhares continuou, mesmo com os olhos vermelhos, ardidos, derramando lágrimas como cachoeiras, ele se manteve de cabeça erguida perante a mais velha, que sorriu minimamente para ele.

— Eu sou um perdedor. — Ele disse, a acompanhou com o sorriso mínimo. — Eu sou um imbecil, sou um cara que só serve pra encher linguiça, por quê eu estou no grupo, afinal? Eu só sirvo para criar coreografia e ser chutado, apenas.

— Você é, realmente, um imbecil. — A mulher fechou a porta atrás de si, lentamente. Virou-se na direção do outro e andou até ele, sentando-se ao seu lado na cama. — Você é um idiota, um bobo alegre, uma criança no corpo de adulto, você é um imbecil mesmo.

— Obrigado pela motivação. — Ele riu, sem graça, reprimindo um suspiro, limpou novamente as lágrimas que escorriam em seu rosto. — Você é a melhor pessoa para ajudar alguém quando está mal.

— De nada, sabe que estou aqui sempre que precisar. — Ele revirou os olhos e fez uma careta suave, virou seu rosto para poder fitá-la, sorriu um pouco - desta vez, de maneira singela - ao vê-la fitando-o descaradamente, com seus lábios contorcido num riso divertido. — Gosto de te observar. — Ela disse, ajeitando-se e fazendo com que seus corpos ficassem mais juntos, apoiou seu queixo no ombro alheio. — Você é tão lindo, uma obra de arte.

— Deixa de ser mentirosa, noona. — Ele moveu o rosto lentamente, em negação. — Eu não sou tudo isso.

— Você é sim, você pode ser um imbecil, mas é um imbecil lindo que eu poderia passar o resto da minha vida admirando. — A outra pode notar o rubor que ficou nas bochechas do rapaz que sorriu sem jeito. — Eu não gosto de te ver triste, Seokkie. Você se deixa levar por essas emoções, se deixa levar pelas pessoas e pelo que elas pensam e isso está te prejudicando, eu não gosto de ver você achando que é um estorvo e apenas uma encheção de linguiça dentro do grupo. Você é muito mais do que tudo que as pessoas dizem, muito mais do que os meninos dizem que você é, muito mais do que apenas o dançarino e rapper do Bangtan Boys, você é Jung Hoseok, um cara que merece muito mais do que as pessoas estão te dando, você merece o mundo, Seokkie, mas o mundo não te merece.

Ele ficou em silêncio, o sorriso que antes era notável em seu rosto, foi desaparecendo ao longo do discurso da outra que notou a súbita mudança de expressão do jovem, seu coração apertou, ela odiava quando ele ficava assim, ela odiava ter que mostrar a ele tudo que ele é apenas porque as pessoas não lhe davam o verdadeiro valor, porque as pessoas sempre o tratavam de maneira indiferente e pareciam não levar em consideração o verdadeiro talento, caráter e ser maravilhoso que Jung Hoseok era.

Para ela, ele era muito mais do que as pessoas poderiam ver esteticamente. Jung era um anjo, ele era como um anjo que veio ao mundo espalhar o seu encanto para as pessoas, ele veio ao mundo apenas para mostrar que nem tudo está perdido e que há pessoas que podem sim fazer a diferença. Jung Hoseok era um ser maravilhoso, as pessoas, cegas pelos padrões que a sociedade - formada pelas pessoas, obviamente - impõe, não veem o quão especial este jovem é e isso era o mais irritava Nadia.

— As vezes penso que você diz essas coisas apenas para levantar o meu astral. — Manteve sua expressão intacta, sem resquício nenhum de emoção. — As vezes eu sou um idiota, às vezes eu sou um cara daora…

— Você é um cara daora. — Ela o interrompeu bruscamente, sua destra foi em direção ao rosto do rapaz, o virando para que o mesmo a fitasse. — Sabe uma das coisas que eu mais odeio? — Ele negou, balançando a cabeça negando. — É quando as pessoas que eu gosto não acreditam em mim, quando as pessoas que eu gosto acham que são inferiores e se sentem menosprezados por pessoas que não sabem dar valor a elas.

Ele suspirou. Não gostava daquelas conversas, ainda mais quando quem estava falando essas coisas era justamente sua noona. Percebendo o momento de reflexão do outro, Nadia, já meio irritada, levantou-se da cama, parando na frente do rapaz e com as duas mãos em volta do rosto alheio, o ergueu, querendo sua atenção, querendo que os olhos morenos de Jung fitassem apenas ela.

— Você está me irritando. — Ela proferiu, ele manteve-se quieto. — Eu passei por muita coisa do gênero, Hoseok, mas mesmo assim eu não abaixei a cabeça por causa de pessoas idiotas, como você está fazendo. — Com os dedões, acariciou as bochechas cheinhas de Seokkie, que fez um bico, o bico que ele fazia quando ia começar a chorar de verdade. — Se você chorar, eu juro que te dou um tapa bem dado na sua cara.

— Noona. — A voz embargada já denunciando o início de uma sessão de choro, Nadia revirou os olhos, começou a amassar o rosto de Jung para que a vontade de chorar do mesmo passasse e também, de forma que ela pudesse torturar um pouco o outro. O sorriso vadio nos lábios da mais velha já deixava claro que a conversa se encerraria por ali.

— Sabe, Seokkie. — Começou, com as mãos ainda amassando o rostinho lindo de Hoseok. — Você é um ser encantador. — Parou, sua expressão de maliciosa passou a ser forçada, como se estivesse reprimindo raiva ou algo como agressão. — E por ser assim eu sinto tanta, mas tanta vontade de te esmurrar…

— Noona, isso é estranho, pare. — Pegou nos pulsos de Nadia, que sorriu divertida e abraçou o jovem rapaz, forte, tanto que quase o deixou sem ar. — Noona, você parece muito carente hoje.

— Não estou carente, Seokkie, é que eu sinto a necessidade extrema de sempre demonstrar amor e carinho as pessoas que eu amo, especialmente você. — Ela colocou as mãos na lateral do rosto do outro novamente, deslizando o dedão pela pele dele fazendo um carinho suave e simples. — Sabe que te amo, Hoseok.

Ele sorriu, um sorriso pequeno e tímido, perante o olhar intenso que lhe era lançado, Jung sabia que ela sempre buscaria fazer com que ele se sentisse bem, que ela sempre buscaria lhe mostrar a verdade enquanto todos o faziam ver apenas a mentira. Ela que sempre, mesmo de longe, o faria ver que ele é sim tudo que ela diz ser, que ele é sim uma das pessoas mais preciosas do mundo, que as pessoas que não sabem valorizar o brilho intenso que Jung Hoseok exalava, um brilho que era capaz de ofuscar muitos superestimados por aí, brilho que é capaz de ofuscar até mesmo o próprio sol.

Ele envolveu a cintura alheia com os braços, abraçando-a enquanto Nadia agora passava a mão pelos cabelos macios e claros do mesmo, um carinho gostoso que Hoseok, se pudesse, pediria pra ela fazer nele todos os dias. Um carinho que apenas Nadia sabia fazer, um carinho cheio de sentimentos que ninguém além deles dois conseguiam sentir e entender.

— Eu amo você, do jeito que você é, amo você pela pessoa que você é e duvido que vai mudar. Não deixe as pessoas ditarem o que você precisa ser ou não, pois elas, como eu disse, não sabem valorizar a pessoa incrível e adorável que você é. — Ele ergueu o rosto, fitando-a com um sorriso enorme. — Não se abale por causa dessas coisas, neném. Sabe que eu e os meninos, até mesmo os fãs, sabem o quão especial você é, há milhões de pessoas que falam esse tipo de coisa e pode ter certeza que vai aparecer mais no seu caminho, mas pense que todos nós, que te amamos, desde a sua família até eu e os meninos, as fãs, até os staffs, te amamos e sabemos o que você é, sabemos o tesouro que temos o privilégio de ter ao lado. Um diamante raro e precioso, é isso que você é.

Nada mais precisava ser dito naquele momento, Jung sabia que mesmo que o mundo se vire contra si, ele terá pessoas que o farão ver que tudo é passageiro e que nada será forte o suficiente para derrubá-lo enquanto ele tiver Nadia, o Bangtan e as fãs, até os staffs, sua família, todos junto de si para mostrarem que ele é sim, uma preciosidade, uma pessoa subestimada e que muito em breve irá mostrar ao mundo sua verdadeira capacidade, seu verdadeiro talento e mostrar que ele é mais, muito mais, do que apenas o J-Hope, dançarino e rapper do grupo Bangtan Boys.

Obrigado, noona.

 


Notas Finais


Eu fiquei preocupada por causa da ausência de um beijo nessa one, mas acho que ficou bom. Não é porque não tem beijo ou selinho na história que ela vá deixar de ser boa, é uma questão de ocasião e eu particularmente preferi assim.

Espero que a Nadi tenha gostado. <3
E quem leu também tenha gostado. <3


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