História Precioso Vazio - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Halsey
Personagens Halsey, Michael Clifford
Visualizações 27
Palavras 1.410
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Amor e Religião


Tudo que Michael mais queria na manhã seguinte era ainda estar nos braços de Ashley, ela pertencia à ele naquela noite, mas estava enterrado em sua mente. Ele a tinha em suas mãos e não pode lhe dar a devida atenção que merecia.

Todos têm seus demônios e os do garoto trataram de enxotar a pessoa que Michael passou a pensar que seria capaz de exorcizar aqueles benditos que atormentavam sua mente. Porém Ashley foi embora sem se despedir achando que assim tudo ficaria bem.

Todo o fogo que havia acendido na noite anterior acabará em cinzas quando Clifford acordou sozinho.

A garota caminhava pela ruas molhadas ainda vestida com as roupas de dele. Sentindo o perfume que exalava daquele pedaço de pano se amaldiçoou por ter saído da cama dele. Se encontrava um quarteirão adiante da casa refletindo que aquela filosofia que sempre levará para a vida não se encaixava em relação àquele garoto. Sentiu o conforto esquentar suas entranhas quando Michael transmitia que estava acolhido em seu abraço.

Chegando em seu pequeno loft tirou as roupas jogando em qualquer lugar, precisava tirar aqueles resquícios de seu corpo, da sua mente.

Já banhada ainda no banheiro tratou de enfileirar o pó branco sobre o mármore da pia, se inclinando e inspirando toda a carreira em um só fôlego. Encarou seu reflexo no espelho tirando qualquer resíduo que tivesse aparente em sua narina.

Michael também ingeria suas drogas, estas por sua vez prescritas pelo médico, bebeu mais pílulas do que deveria. E ambos dividiram o mesmo pensamento, precisavam espairecer, conversar, talvez, até, ouvir conselhos sensatos de alguém que não era um completo desastre nesse negócio de amar.

Michael e Ashley não esperavam se encontrar quando ela depois dele, chegava na casa acima do mercado, afinal Calum e Malikoa eram seus melhores amigos respectivamente. Os dois se encaravam bem no meio da cozinha dos Hood, quer dizer, Michael estava sentado sobre o balcão ao lado do fogão tagarelando com Calum sobre qualquer coisa quando Ashley chegou clamando por um gole de algo gelado com Mali no seu encalço.

– Oi, Michael… Calum.

– E aí. – o segundo respondeu.

O outro apenas a acompanhava com os olhos sentindo aquela obesa ansiedade sentar bem em cima de sua cabeça.

Ashley o encarou enchendo o copo com suco esperando pelo cumprimento e não o recebeu.  

– Sobre o que estavam falando? – Malikoa tentou quebrar toda aquela tensão. Calum também percebendo passou a observar seu amigo só então notando que havia algo acontecendo dentro do garoto, percebeu que ele estava tendo problemas com o distúrbio químico do seu cérebro e teve confirmação disso quando o mesmo levantou e saiu do cômodo que estava. Antes que o moreno pudesse levantar para ir atrás do outro, Ashley abandonou na pia o copo que segurava e se pôs a ir atrás dele.

Mais uma vez o encontrará hiperventilando, agora no quarto de Calum. Ela o abraçou fazendo aquela mesma sensação de segurança emanar pelo corpo de Michael.

– Você… – relutante se desencalhou dos braços dela. – Você não pode me salvar e de repente me deixar afundar de novo. Eu não estou te cobrando nada, nem faria sentido algo do tipo. Quero dizer, são poucas as vezes que consigo fazer o melhor para mim mesmo. Não sei se você é forte o suficiente para lidar com isso,  nem eu sou e serei menos ainda se sempre depois da meia noite você não encontrar um motivo para ficar e ir embora.

Ela também não sabia se era forte, alguns fantasmas de seu passado ainda lhe assombravam, mas seu sangue era composto de erros e fervia admirando Michael expor todos seus sentimentos para com ela. Queria esquecer quem eram, de todos aqueles problemas. Queria ser capaz de lhe mostrar o caminho da salvação e se assim não conseguisse mergulharia na escuridão com ele. Não mexeu a boca para responder apenas o beijou, imitando o ato dele na noite anterior, afinal de contas, nenhum os dois conseguia tirar aquele momento da cabeça.  O beijou mais forte com lábios de sabor de tangerina e o puxou para cima de si na cama.

Michael sentia as mãos dela queimarem em sua pele enquanto arrancava sua camiseta, logo em seguida suas calças e inverteu suas posições o deixando completamente nu abaixo de seu corpo, então o fitou com seus olhos midríaticos em chamas.

Com as mãos trêmulas e frias ele começou a despir ela que beijava toda extensão do seu peitoral, chegando com o rosto perto demais da ereção de Michael.

– Espera. – ofegante pediu. – Eu nunca fiz isso. – Ashley estava acostumada com caras mãos velhos com rostos cheios de barba e com a língua cheia a de mentiras. Obviamente ela já havia percebido, mas gostava daquilo, da timidez, mas sendo sincero.

– Nosso amor pode ser nossa religião, confie nisso. Esqueça seus demônios, os deixe dançarem pelo quarto e finja que não os vê. Se entregue ao momento. – Ela depositou seus lábios sobre a palma dele demonstrando respeito por sua luta. – Mas eu posso esperar se assim quiser.

Aquilo tudo estranhamente fez sentido, Michael estava certo de que poderia lidar e como bom crente de sua nova fé. E não mais do que de repente, tudo se encaixou, se pôs de joelhos em meio às pernas de Ashley, tomando atitude de passar sua língua na intimidade dela a deixando completamente extasiada.

Naquela situação os sentimentos estavam a flor da pele. Uma arrepio diferente. Um gosto diferente. Um atrito diferente. Um cheiro diferentes. O corpo de ambos reagindo a novos estímulos, a mente a novos pensamentos. Uma galáxia inteira só deles de sensações.

A cada investida dele Ashley era mais crédula de que aquilo daria certo e gemia como se louvando estivesse.

Ambos encontraram Deus no corpo um do outro, eram amantes compatíveis.

– Isso foi melhor do que qualquer coisa que eu já tive a oportunidade de experimentar antes. – descansou sua cabeça no travesseiro trazendo Ashley para deitar em seu braço.

– Aposto que já teve a oportunidade de transar com outras garotas só não quis aproveitar nenhuma delas. – virou de lado encaixando a perna sobre o quadril de Michael se acomodando ao lado dele.

– Seria perda de tempo, pois esse tempo é agora. Então eu cubro a aposta dizendo que não me arrependo disso. – ficaram em silêncio acalmando seus sentidos.

Subitamente ela levantou num instalo o deixando confuso, sorriu por ver que tinha o assustado, não era a intenção.

Recolhe algo no bolso da calça e vestiu a calcinha logo entrando a cueca para Michael.

Voltou rápido para a cama sentando e preparando duas carreiras brancas e finas sobre o criado-mudo.

Michael assistia ela inalar fila após fila até se endireitar novamente ao seu lado. Ele não iria perguntar o motivo daquilo, esperaria ela ser tão espontânea quanto ele foi em relação ao que sentia.

E num estrondo Malikoa entra no quarto do irmão assustando a casal.

– Passa isso para cá. – se apoderou da pequena dola de droga que Ashley segurava.

Os que antes já estavam no cômodo não deixaram de considerar que os dois irmãos estavam atrás da porta ouvindo cada ruído que faziam a alguns instantes atrás, já que adentraram o quarto sem sequer bater na porta, pois o caçula já ali estava presente no recinto. Ou se mesmo que ainda estivessem transando os dois entrariam sem se importar de os ver desprovidos.

Calum olhou com escárnio para a irmã que com o auxílio de uma chave cheirou uma dose de cocaína, sendo seguida copiosamente por Frangipane.

– Isso vai apodrecer o cérebro de vocês. – indagou.

– Cada um com seus problemas, Calum.

– Nós somos uma família, somos amigos, então não venha com essa de que é cada um por si. –  retrucou enquanto bolava seu fino cigarro de maconha. Qual é, eram coisas totalmente diferentes, Calum não se sentia hipócrita de forma alguma dando sermão em sua irmã e nem os outros o consideravam aquilo, digo, hipócrita.

– Só não comece, por favor.

– Espero que tenham conhecimento no que estão se metendo. – aquela foi mais uma advertência para todos ali. Para Malikoa e Ashley sobre a substância química que dependiam, e para Michael sobre a garota que coração passaria a depender.

Por um breve tempo Frangipane ficou com o olhar longe, o pensamento disperso e os braços sentindo falta de alguma coisa. A presença de Michael se tornará saudosa, apesar de ele nunca ter estado ali daquela forma. Mas o que já tinha vivência com outros homens não se tornava menos significante.


Notas Finais


Só mais um e acabou...
Espero que tenha gostado, comente, me diga e não use drogas!
Até o próximo. <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...