História Precious bae. - Pernico - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Percy Jackson
Tags Boyxboy, Cross-dresser, Percico, Pernico
Exibições 222
Palavras 3.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


I have a son. His name is Ishmael. He never calls me anymore. ∩(︶▽︶)∩

Capítulo 3 - Terceiro. (Something that will change a lot of things)


Fanfic / Fanfiction Precious bae. - Pernico - Capítulo 3 - Terceiro. (Something that will change a lot of things)

“Mas tudo bem, o dia vai raiar pra gente se inventar de novo.” – Tempo de Pipa, Cícero.
 

Nico não sabia o que sentir quando acordou sábado de manhã. Mas a primeira coisa que fez foi correr para o banheiro. Assim que colocou todos os drinks da noite passada para fora, arrancou o jeans e a camiseta (ao menos o casaco tinha tirado) e se enfiou embaixo da ducha gelada. Enquanto tomava seu banho, tentou listar o que tinha acontecido noite passada:

- Percy com ele enquanto estavam na casa do maior.

Sim.

- Foram para um pub no centro.

Sim.

- Luke ficou ao seu lado. (Lê-se Percy o largou.)

Sim.

- Eles beberam muito.

Sim dez vezes.

- Percy ficando com Travis.

Sim mais dez vezes.

- Mais bebidas.

Sim.

- Luke e ele dançando.

Sim.

- Luke e ele ficando.

Oh gosh, sim de novo.

- Percy viu tudo.

Merda mil vezes. Sim.

Nico queria se enfiar num buraco e não sair mais. Ele realmente não esperava que Percy ficasse com ele ou qualquer coisa, mas ele que chamara Nico para sua casa. Ao menos tinha de ficar perto do menor, certo?

Bem, tarde demais para voltar atrás.

Nico saiu do Box e se secou, enrolando a toalha no corpo e voltando para o quarto. Colocou seu corselet já que fazia uns dias que não estava usando e uma camiseta larga para que ele não aparecesse, uma calça de moletom meio apertada – e feminina - e meias, já que em casa ele só andava descalço ou de meia. Passou a toalha em seus cabelos molhados e foi em direção do criado-mudo para pegar as chaves do carro da sua mãe e seu celular, quando notou o post-it verde em baixo do seu celular. “Espero que tenha se divertido. – P”. Pior não podia ficar pior de qualquer maneira. Desceu as escadas em direção à cozinha, encontrando sua mãe e Octavian na mesa. Ela sorriu para ele e Octavian ficou vermelho, como havia ficado antes de Nico sair ontem.

- Bom dia, amor.

- Bom dia, mãe. – A voz de Nico saiu extremamente rouca. Ele quis rir, mas sua cabeça estava rodando.

- Dormiu bem? – Nico a acompanhou na risada dessa vez.

- Mal sei como cheguei em casa, imagina como dormi então. – A mulher riu de novo, e Nico se sentou ao seu lado.

- Pegue leve da próxima vez, mas Perseu é um nome familiar pra você? – Ela perguntou com um tom engraçado e Nico fechou os olhos e enterrou o rosto nas mãos.

- Não precisa nem dizer mais nada.

Nico foi ignorado.

- Ele chegou aqui te carregando como se você fosse uma noiva. – Mãe, do fundo do meu coração: eu te amo. Cale a boca. – Você estava se apoiando nele como se fosse a última coisa que fosse fazer na sua vida – Ai. Meu. Deus. Mãe, a palavra de hoje é: LIMITES. -, e você balbuciava como os olhos deles eram lindos. – Suicídio parece uma boa. Maria soltou uma gargalhada ao que Octavian suspirava e Nico esfregava o rosto com as palmas das mãos.

- Eu realmente não precisava saber disso, mãe. Principalmente vindo da senhora.

Se Nico foi ignorado? Mas que dúvida.

- Eu o levei até lá em cima para que ele te colocasse deitado e fiquei na porta enquanto ele tirava seus sapatos, sua blusa e te cobria. Antes de sair, pegou um dos seus post-it e escreveu alguma coisa rapidamente, depois deu um beijinho na sua testa e eu o levei até a porta. – Maria falava rápida e animadamente, como se tivesse quinze anos e estivesse contando para as amigas como seu melhor amigo estava desencalhando.

Se Nico achou fofo? Demais.
Diminui o fato de ele ter ficado com Travis? Claro que não.

- Mãe. Por favor. Não vamos falar disso.

Ela o encarou.

- Vocês ficaram?

Nico bufou.

- Mãe!

- O que foi? Sou sua mãe, devo saber dessas coisas. – Ela fez um gesto exasperado com as mãos quando Octavian bufou. Se Nico não a conhecesse, diria que só estava falando tudo aquilo por que Octavian estava na mesa. Nico revirou os olhos.

- Não sei o que é pior: você falando ‘’ficaram’’ ou você contando todo o teatrinho de ontem.

- Nico. – Ela advertiu.

Nico bufou novamente.

- Não mãe. Nós não ficamos. Ele ficou com outra pessoa.

Ela pareceu um pouco decepcionada, mas era coisa demais para a cabeça de Nico, então ele só fingiu que não viu.

- E você-

- Mãe. Chega. – Ela ergueu os braços em rendimento.

- Ok, ok. Mas eu só-

- Mãe, por favor.

- Tá bom, tá bom. Eu só fiquei feliz por você estar fazendo amigos e saindo de casa, filho.

- Eu sei mãe. Eu entendo, mas não precisa de tudo isso. – Nico estava corado. Maria sorriu doce para ele e pegou suas mãos entre as próprias, enquanto Octavian levantava da mesa e saía da cozinha a passos largos. Maria fingiu que não viu.

- Okay filho. Não vou mais tocar nesse assunto. Aliás, vou passar o dia na empresa. Tenho algumas reuniões e alguns contratos para assinar, Okay? Não precisa me ligar se quiser sair, apenas saia. Vou deixar a chave do carro na sala. Na verdade acho que você deveria ir fazer uma visita ao seu pai e sua irmã.

- Okay, eu vou, só vou comer algo e tomar um remédio para a dor de cabeça.

- Tudo bem. Vou deixar um dinheiro, compre algo para agradá-lo e algo para Hazel.

- Okay, mas você sabe que não precisa. – Ela se levantou da mesa e colocou as xícaras na pia, em seguida colocou um analgésico e um copo de água a frente de Nico.

- Só quero que você seja mais presente na vida do seu pai, filho.

- Obrigado. Isso não deveria ser ao contrário?

- Nicholas, pare de questionar. Só obedeça a sua mãe.

XXxX

O final de semana passou rápido para Nico, ele passara o final de semana com seu pai e Hazel, e é claro que sua mãe ligara para Hades e contara da festa em que havia ido e é claro que ele lhe encheu de perguntas, mas tirando isso o final de semana foi melhor do que Nico imaginara. Até dormira com Hazel, já que a pequena insistira tanto.

Mas a incógnita “Percy Jackson” ainda não saiu dos seus pensamentos.

Nico não sabia se piorou ou melhorou quando chegou segunda e Percy o tratou como se nada tivesse acontecido.

- Qual extra você vai fazer? – Percy perguntou, o encarando de cima como sempre acontecia quando estavam sentados. Lado-a-lado, como de costume.

- Acho que música, e você?

- Música. A primeira aula é amanhã no contra turno, podíamos almoçar juntos, se você quiser. 

Isso. Alimente mais minhas expectativas, Perseu, para depois agarrar Travis na minha frente.

- Tudo bem. – Nico tentou sorrir.

O dia passou devagar para Nico. Ele estava entrando em parafuso quando ele olhara o relógio pela milésima vez e viu que faltava um minuto para o sinal bater e ele sair da sala e ir para casa. Ele, diferente dos outros dias, foi a pé em vez de pegar carona com Percy, o que provavelmente o deixou chateado, mas Nico não ligou. Durante o caminho foi tão perdido em pensamentos que mau vira quando chegou em casa.

A casa estava em silêncio quando ele entrou e quando Octavian ficava em casa – já que ele não trabalhava mais – ele sempre estava na sala assistindo tevê, então ele tirou os sapatos logo na porta de casa e a camiseta enquanto subia as escadas. Ele estava de corselet, mas logo o arrancou também suspirando ao que se viu livre do aperto. Tirou os jeans skinny e colocou um short curto, ficando apenas com ele ao que ligou o rádio muito alto e se jogou entre os lençóis gelados e bagunçados. Snow Patrol – Open Your Eyes tocava alto e ele mal ouviu quando bateram na porta. Ele abriu a porta grunhindo e deu as costas para seja-lá-quem-for-que-está-ali já que Maria ele sabia que não era porque ela estava trabalhando, ele andou calmamente até o DVD e pausou a música, mudando-a logo em seguida, vendo os nomes correrem pelo visor.

- Abaixe isso, Nicholas, mas que merda.

Nico virou e encarou Octavian parado a porta. Ele estava com uma camisa social, provavelmente se arrumando para ir ou chegando do trabalho.

- Pensei que estava sozinho em casa. – Ele engoliu o “desculpa” que ia falar. Octavian não merecia nem suas satisfações.

- Não está. Agora trate de abaixar isso. – Nico revirou os olhos ao que percebeu Octavian encarar suas pernas e em seguida sua barriga.

- Perdeu alguma coisa em mim, Octavian? – Nico viu o outro engasgar e arrumar a gravata no pescoço.

- Pare de ser idiota, Nicholas.

- Pare de encarar minha cintura, Octavian. – Nico riu ao que o outro grunhiu e bateu a porta com força, então a trancou e colocou  Blink – 182 para tocar bem alto, enquanto Octavian esmurrava a porta. Em algum momento, Nico ouviu a porta da frente bater e a garagem ser aberta e Octavian saiu de casa cantando pneu. Nico só sabia rir.

 

No outro dia ele não podia estar mais nervoso.

A manhã passara rápido, o que quase o fez esquecer o almoço com Percy.

Ele não deveria pensar tanto nisso, não queria acabar se apaixonando para se magoar, como acontecera com Stanley. Ou com Lucas. Ou com Ed. Ou com qualquer outro babaca que fingia gostar dele para leva-lo para a cama e no dia seguinte aparecer com uma vadia siliconada qualquer.

Isso acontecera algumas vezes.

Afinal a culpa não é de Nico se ele era muito inocente e acreditava em qualquer besteira que lhe diziam. Mas ele mudara. Era divertido ver como os caras héteros ficavam loucos por uma noite por ele. Não que ele fosse para a cama com qualquer um que aparecesse, mas era legal, de qualquer maneira.

XxxXX

- Hey, vamos? – Percy apareceu a seu lado, estupidamente lindo com a camiseta listrada, e ele se levantou da mureta.

- Pensei que tivesse ido embora. – Nico confessou, enfiando as mãos no bolso da jaqueta jeans e andando ao lado de Percy. O restaurante era na frente do colégio, literalmente do outro lado da rua.

- Não, nada disso, eu só tinha que resolver algumas coisas.

- Coisas? – Nico perguntou subitamente interessado.

- Coisas. Com uma pessoa. – Travis, a mente de Nico gritava, mas ele não disse nada.

- Hum. – Percy sorriu divertido.

- Ciúmes, Niquinho? – Nico o olhou como se fosse ataca-lo.

- Não me chame de Niquinho! E eu não estou com ciúmes de você! – Ele cruzou os braços enquanto Percy abria a porta do local. Eles sentaram em uma mesa afastada, ao lado da janela. Percy podia muito bem sentar a sua frente, mas escolheu sentar ao seu lado.

- Eu acho que está.

- Não estou.

- Está.

- Não estou.

- Não está?

- Estou. Quer dizer, não! Não! – Percy gargalhou e Nico corou até sentir suas orelhas quentes. – Seu grande idiota.

- Talvez eu seja. – A garçonete apareceu e olhou Percy fixamente.

- Percy?

- Sophia? – O dos olhos verdes levantou a abraçou a moça fortemente. Nico sentia-se sobrando. Eles engataram numa conversa rápida até que Percy se lembrou da sua existência. – Aliás, esse aqui é Nico. Um amigo. – Bingo! Na mosca!

- Oi Nico, prazer.

- Prazer. – Ele disse meio alheio e Percy sentou-se de novo para a loira anotar os pedidos.

- Você é adorável com ciúmes. – Percy apertou sua bochecha e Nico chutou sua perna por baixo da mesa.

- Cale a boca, Perseu.

- Oh, agora sou Perseu?

- É. – A loira apareceu na mesa com seus pedidos. Deixou com um sorriso largo e avisou a Percy que seu número estava em algum guardanapo para que ele lhe ligasse e eles pudessem sair qualquer dia para ‘’colocar os papos em dia’’. Humpf.

- Obrigado, Soph – Quem diabos é Soph? -, te ligo depois.

Nico revirou os olhos e pôs-se a comer sua salada, quieto.

- Por que só vai comer isso?

Porque se eu ficar muito tempo aqui ou eu voo no seu pescoço ou no dela.

- Estou de dieta. – Não era tão mentira afinal, Nico estava de dieta mesmo, para não pegar barriga e todo o seu trabalho com corseletes para ter uma cintura mais feminina ia para o espaço.

- Você vai acabar sumindo se ficar fazendo dietas. – Percy o olhou.

- Cale-se.

- Irritadinho. Fica mais fofo ainda. – Percy apertou as bochechas de Nico.

- Vá se foder, Perseu. Vá se foder. – Nico se esquivou e voltou a comer sua salada quieto.

- Okay, me desculpe. É só que-

- Quieto. Não piore as coisas. – Nico revirou os olhos.

 - Vamos só esquecer, por favor? – Vamos fingir que esquecemos? Assim como ‘’esquecemos’’ o que aconteceu na festa sexta-feira?

- Vamos. – Nico desfez a carranca e colocou o garfo dentro do prato, tomando seu suco rapidamente. Percy o empurrou levemente com os ombros.

- Você se irrita fácil, bom saber.

- Eu não estou irrita-

- Esquecer, lembra?

- Então não fale sobre isso! – Nico grunhiu, pegando seu celular em sua mala e voltando a comer sua salada meio distraído.

- Okay. Okay. – Percy voltou a comer seu lanche em silêncio, enquanto Nico puxava suas pulseiras olhando pela janela. Percy pegou sua mão, ergueu a manga da sua jaqueta e puxou seu relógio para cima, deixando sua tatuagem a mostra. “Love will tear us apart” estava escrito em uma caligrafia descuidada, mas era intenção.

- Bonito relógio. É um rolex de ouro feminino? E porque acha que O Amor Vai Nos Separar?

- Obrigado. Sim, é um rolex de ouro feminino. Não acho, é uma música do Joy Division, eu quis tatuar fui lá e fiz. – O toque quente de Percy contra sua pele fria era evidente.

- Você mora numa casa enorme, usa relógios de ouro e roupas caras. Sua mãe é traficante? – Nico riu.

- Idiota. Não fale da minha casa e das minhas roupas quando você usa Tom Ford Tobacco Vanille. – Nico revirou os olhos e raspou as unhas compridas na mão de Percy, ao que ele descansou o braço na mesa e usava a outra mão para pegar o copo de suco.

- Viu só! Você até reconhece o cheiro de Tom Ford. – Nico tirou a mão de cima da de Percy e empurrava o prato vazio para frente.

- Perseu, quieto. Sobre minhas ‘’roupas caras, casa gigante e relógios de ouro’’, minha mãe tem uma empresa que patrocina agências de modelos, e, bem, isso dá algum dinheiro. – Percy colocou o copo vazio na mesa e esfregou as mãos juntas.

- Tipo a NYMM?

- É essa na verdade. – Nico resmungou. Percy arqueou as sobrancelhas.

- Sério?

- Sério, infelizmente. Vamos só esquecer isso, por favor.

- Okay. Vamos? – Percy havia deixado metade do seu lanche.

- Vamos. – Nico se levantou e arrumou a meia calça furada que usava por baixo do short de cós alto, em seguida arrumou o cropped. Ele se virou para pegar a mochila no sofá e talvez – só talvez – ele tenha empinado a bunda mais do que o necessário.

No caixa, Nico se oferece para pagar metade, mas Percy disse um “sai pra lá Coco Chanel Nº5” e pagou tudo sozinho, e quando Sophia terminou de flertar com Percy, Nico argumentou que ele também reconhecia o cheiro do seu perfume. Eles ‘’discutiram’’ até chegar à sala de música. No último bloco. No último andar. Sem contar que antes passaram no carro de Percy para pegarem os violões. Eles se sentiam tão a vontade um perto do outro que quem via achava que eram amigos de longa data.

- Gosto dos seus sapatos. – Nico usava um Creeper. Um sapato de solado alto. – Já escolheu qual música vai tocar?

Talvez Percy perguntasse essas coisas sem sentido só para seus elogios passarem despercebidos por Nico. Mas só talvez.

- Já. Rascal Flatts, What hurts the most. E você?

What hurts the most was being so close and having so much to say. – Percy cantarolou. – Come as you are.

- Come as you are, as you were, as I want you to be – Nico cantarolou também e Percy riu, enquanto eles entravam na sala e se sentavam na rodinha que continha apenas cinco ou seis pessoas.

- Parece que temos algumas coisas em comum, Niquinho.

- Não me chame de Niquinho! – Nico grunhiu e a professora entrou na sala. Ele já vira andando pelo colégio, e nada melhor do que calças apertadas, sapatos de bico e salto finos, camisetas por dentro da calça e cabelo estilo Chanel curtinho. Nico definitivamente tinha criado uma simpatia por ela. Ela entrou na sala com os óculos redondo na ponta do nariz e uma postura impecável. Ela deveria ser brava. Em silêncio, se sentou na cadeira e cruzou as pernas, fechando as mãos no colo. Pigarreou e a sala ficou em silêncio.

- Boa tarde, turma. – Seu tom era descontraído, contrastando com sua postura. – Sou a professora Solange, para quem não me conhece, e sou professora de música há vinte e cinco anos. – Ela falou como gostava de respeito, não ligava que os alunos mexessem no celular, que eles poderiam conversar, mas sem baderna e Et Cetera. Ela analisou a sala e cravou as orbes claras em Nico. – Uh, alguém de personalidade. – Ela empurrou os óculos da ponta do nariz com a unha comprida. – Qual seu nome?

- Nicholas. – Nico tentou não corar.

- Prazer, Nicholas. Peculiar ver alguém usando meias desse estilo. – Isso é a sala de música ou um curso de moda? Nico pensou, já começando a se irritar.

- Pois é. Eu gosto, e não ligo muito para o que as pessoas dizem. Alerta. Alerta. Alerta. Percy pensou.

- Professora, podemos, por favor, começar a aula? – Ele perguntou, tentando evitar um Nico muito bravo e sendo ignorante com a professora.

- Sim, sim. Desculpe-me. Para começar, podem pegar seus instrumentos e tocarem apenas um trechinho de uma música qualquer. Pode ser o primeiro, Nicholas? – Ela olhou para Nico, que deu de ombros e pegou o violão encostado na cadeira.

- Posso ficar sentado, ou...?

- Sim, sim. Pode ficar sentado. – Ela fez um gesto exasperado.

Dedilhando levemente, Nico fechou os olhos e começou a cantar.

I can take the rain on the roof of this empty house

(Eu posso aguentar a chuva no telhado desta casa vazia)

That don't bother me

(Isso não me incomoda)

I can take a few tears now and then and just let them out

(Eu posso chorar algumas lágrimas às vezes e apenas deixar que elas saiam)

I'm not afraid to cry

(Não tenho medo de chorar)

Every once in a while

(De vez em quando)

Even though going on with you gone still upsets me

(Mesma que continuar com você longe ainda me deixa triste)

There are days, every now and again

(Tem dias, de vez em quando)

I pretend I'm okay, but that's not what gets me

(Eu digo que estou bem, mas não é isso que me deixa triste)

 

Percy não sabia se ficava surpreso com Nico cantando tão abertamente para todos ou se ficava impressionado com a voz do menor.

 

What hurts the most, was being so close

(O que mais machuca é estar tão perto)

And having so much to say

(E ter tanto para falar)

And watching you walk away

(E ver você indo embora)

And never knowing, what could have been

(E nunca saber o que poderia ter sido)

And not seein' that lovin' you

(E não ver que amar você)

Is what I was tryin' to do

(É o que eu estava tentando fazer)

 

Ele finalizou com um pequeno falsete e colocou o violão entre as pernas, olhando para a professora que bateu algumas palminhas perdidas.

- Muito bem, muito bem. – Muito bem? Ele foi ótimo, Percy pensou. – Pode ir agora, Perseu, em seguida Charlotte, e por aí vai.

Percy pegou o violão meio trêmulo. Nico era ótimo, tanto tocando quanto cantando, ia passar vergonha se desafinasse ou algo assim. Ainda receoso, começou a tocar.

Come as you are, as you were,

(Venha como você é, como estiver).

As I want you to be

(Como eu quero que você seja).

As a friend, as an old enemy

(Como um amigo, como um velho inimigo).

Take your time, hurry up

(Não se apresse, venha rápido).

The choice is yours, don't be late

(A escolha é sua, não se atrase).

Take a rest, as a friend, as an old memory.

(Descanse, como um amigo, como uma antiga memória).

Memory, memory, memory.

(Memória, memória, memória).

Ele ergueu o olhar e encarou Nico que sorria as pequenas covinhas fundas em suas bochechas.

Talvez Percy conseguisse esquecer que ele ficara com seu melhor amigo na sua frente, mas por enquanto estava chateado. Afinal que não estava pensando tanto nisso, sabia que se pensasse muito em Nico ou em como ele fica adorável em meias de joelho, acabaria se apaixonando, e ele não tivera muitas experiências boas com relacionamentos. Não queria se machucar de novo.

A professora marcara uma apresentação para daqui duas semanas, e seria solo, para o colégio inteiro. Percy ficara nervoso e Nico faltava explodir de felicidade. Talvez ele conseguisse se acostumar com o temperamento de Nico e suas peculiaridades.

Mas isso não quer dizer nada.


Notas Finais


MAIS DE TRÊS MIL PALAVRAS, ESTOU ORGULHOSA DE MIM MESMA
Hey amorinhas, escutem as músicas que eu citei no capítulo (What hurts the most - rascal flatts e Come as you are - Nirvana)
COMENTEM, FAVORITEM, ME FAÇAM FELIZ
agradeço!
ALIÁS, TEM GRUPINHO NO WHATSAPP, QUEM QUISER ENTRAR SÓ DEIXAR O NÚMERO AÍ NOS COMENTÁRIOS OU ME ENVIAR UMA DM (no twitter: @_littleerror)

CAPÍTULO NOVO SÓ QUANDO ESSE CAPÍTULO TIVER SEIS COMENTÁRIOS.

bjobjo, all the love as always. ♥


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