História Precisamos amar. - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Original, Romance
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Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 2 - Tristeza que não passa.


Me levanto sonolenta do sofá, observei a parede e o relógio marcava 02:00 da manhã, meus pais só chegam nesse horário as vezes fico acordada esperando eles chegarem, sempre foi assim, que vontade de me matar, olhei para a janela e caminhei até ela, e abri com lágrimas nos olhos, estamos no décimo segundo andar, a chance de sobreviver é pouca...Ótimo!!

O bom mesmo, é saber que ninguém vai chorar por mim quando eu morrer, ótimo não quero que sofram por minha causa, quando ia me jogar a porta se abriu, minha mãe.

-Ainda acordada, sabe que não gosto que fique acordada até essa hora por nossa causa, e saí de frente dessa janela.-Fechou a janela.

Droga!

-Cadê o papai?

-Ele não vai vir hoje, teve uma viagem de última hora, e não vai dizer oi para a mamãe?-Revirei os olhos.

-Oi Gisele e você não é a minha mãe, mãe é alguém que ama, que cuida, que se importa com o próprio filho, já você é só uma mulher ambiciosa e egocêntrica.-Falei tudo o que queria.

-Olha filha, amanhã se der tempo a gente conversa, estou cansada e irei dormir e você já pra cama.-Fiquei parada por 2 minutos observando a janela, eu quase consegui, cara, se eu tivesse conseguido, agora nesse momento eu já estaria livre do inferno que é a minha vida.

É incrível como nem me matar eu consigo direito.

Fraca!

-OH MARIA EDUARDA VAI DORMIR AGORA!-Gritou minha mãe do quarto, fui para o meu quarto, fechei a porta, tirei minhas lentes castanhas, na verdade meus olhos são azuis mas digo que são castanhos pois não gosto de chamar muita atenção, e com uns olhos desse é impossível.

^^^^^^^^^^^^^^^^QUEBRA TEMPO^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

-O que tens bela moça?-Falou alguém, mas como estava de cabeça baixa não me virei para ver quem era, meus olhos estavam vermelhos de tanto que eu chorava, sei que é errado falar com estranhos, mas eu preciso desabafar tudo o que sinto.

-O mundo conspira contra mim, minha mãe nem o meu pai têm tempo para mim eles sempre mimaram mais a minha irmã, todos aqueles que eu confiava e acreditava me esqueceram, me deixaram para trás sozinha na solidão, e eu não sinto nada, apenas tristeza e dor, só tenho uma amiga, no Colégio me chamam de estranha, sabe o quanto é ruim conhecer alguém, gostar de alguém e essa pessoa te desprezar, ou pior te considerar uma estranha e talvez nem saber que você existe.-Disse me lembrando do John, virei o o meu rosto e o encarei, era um garoto lindo, que mais parecia um anjo, cabelos castanhos e olhos castanhos claros, face anjelical, era tão lindo que me perdi na imensidão de seus olhos.

-Sim, eu sei, eu gosto de uma anjo, mas ela nem sabe o meu nome, ela sonha sempre comigo, tento ajuda-lá, mas ela gosta de outro, uma anjo, você é uma anjo sabia?

-Eu?

-Sim, suicidas são anjos que querem voltar para a casa, como você, minha anjo!-Secou minhas lágrimas.-Seja forte.

-Eu preciso de ajuda, sempre grito em silêncio porém ninguém escuta pois não percebem que o meu silêncio é um grito de socorro, eles me julgam mas eu não entendo, como alguém pode julgar outra pessoa e pior, chamar de drama uma dor que não sente, não entendo mesmo.

Ele ia falar mais alguma coisa, porém uma luz me puxou para longe, eu não queria ir mas não tinha escolhas.

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Acordei ofegante e suando frio, porque eu sonho todas as noites com esse garoto, ou anjo sei lá, mas ele me ajuda muito, sempre me dando conselhos e tentando me consolar, estraguei meus olhos e levantei, fui ao banheiro, escovei meus dentes, tomei banho me enrolei na tolha, saí do quarto vesti uma calça jeans azul escura, uma blusa cinza de manga, calçei meus vazs vermelho, me sentei na penteadeira, e me olhei no espelho, vi algo diferente olhei no fundo dos meus olhos e era como se eu visse o mar ou o céu, mas coloquei minhas lentes, penteei meu cabelo e passei um batom vermelho, peguei minha mochila e saí do quarto para a cozinha.

-Bom dia Du!-A Lígia me cumprimentou, ela trabalha aqui em casa dês de que eu nasci e é como uma mãe para mim, ela sempre me ajudava quando precisava, diferente da outra, a Lígia me ama muito e deve ter entre 40 a 45 anos, mas é muito bonita.

-Bom dia Lígia.-Falei pegando uma maçã, ela me reprovou com o olhar.

-Só vai comer uma maçã?-Disse enquanto limpava a mesa.

-Sim, já estou atrasada, a aula começa as oito e já é sete e tantas.-Mordo um pedaço da maçã e engulo.

-Ok se cuida Du. 

-Pode deixar.-Dei um beijo em sua bochecha e fui para a escola que era bem perto da minha casa, perto mesmo, entreide percebi que não tinha ninguém nos corredos, todos já sabem está em suas salas, olhei para o relógio e era 8:15, minha nossa, corri para a minha sala e pelo visto a aula já começará, deu suas batidas na porta e a professora abriu.

-Senhorita Velásquez, atrasada novamente?Decpicionante, dorme de mais não achas?Vai entre, e se sente, e saiba que da próxima vez que chegar atrasada você não vai entrar, só na diretoria.-Entrei e fui até a minha cadeira no fundo enquanto jogavam bolinhas de papel em mim,  e gritavam "a estranha chegou." "Emo doidonha"...Me sentei, para a minha infelicidade ao lado do Tayler, esse garoto me pirassa dês do Jardim de infância, affes, ele é chato e arrogante, popular e bonito por fora, mas somos inimigos declarados e assinamos isso em um documento e tudo mais no quarto ano, que pena que a Tamara não veio hoje, ela é a minha única amiga verdadeira aqui.

-Eduarda Velásquez, notei que não está prestando atenção na minha aula, se não prestar atenção vou ter que pedir que se retire.-Revirei os olhos, peguei meu celular, coloquei o fone e passei uma música enquanto ela me encarava vermelha de raiva.-Para fora da sala agora.

Não medi esforços, me levantei, fui até a porta a abri e me virei para a Cecília(professora.)

-Com o maior prazer, velha.-Saí da sala, bati a porta e fui para o pátio, quando a aula bateu voltei para a sala, e me sentei, vi que tinha três meninas me encarando, cochichando algo e rindo da minha cara, as típicas populares que saem dando para o primeiro que vêem na frente, caso seja rico e bonito, elas se chamam->A primeira, loira é a Savantha a líder, a outra é a Victória e depois a Ingrid, elas vieram até mim.

-Oi emo, pude notar que está se vestindo de maneira errada, primeiro que, estamos no verão e não no inverno para usar essa blusa de manga.-Disse a Savantha e as outras concordaram, olhei para os lados e dentro da minha bolsa, elas me olharam sem entender.-O que tá fazendo?

-Procurando que pediu a sua opinião.-Respondi! (turn down for what.)

-Okay okay, não tá mais aqui quem falou, mas vê se vai no shopping com a sua mãe e faz umas comprinhas ok?Ah, desculpa eu me esqueci que a sua mãe não tem tempo para você, fofa!-Saí correndo, fui para o banheiro e me tranquei em uma cabine.

Pior é que ela tem razão, sou mesmo uma estranha, e minha mãe realmente não tem tempo para mim, me encostei na porta da cabine e desci até o chão, cada lágrima que caía eu secava, eu sempre choro na esperança de que minhas dores saíssem junto delas, me abracei com o meu joelho, enquanto solucava de choro.

Mas tudo bem, me sentir um lixo é uma rotina diária, porém as vezes penso se eu não acordasse amanhã será mesmo que eles sentiriam a minha falta?


Notas Finais




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