História Predestinado - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Armin Arlert, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Reiner Braun
Tags Attack On Titan, Ereri, Riren, Rivaere, Snk
Exibições 128
Palavras 2.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá a todos ♡
Estou bastante feliz porque não estava à espera de tantos favoritos e dos comentários ♡
Muito obrigada ♡
Este capitulo será ligeiramente mais pesado, mas nada de especial, acho eu.
Revi o capitulo mas pode-me ter escapado algum erro, então peço desculpa desde já se derem de caras com algum engano crucial no meio da leitura.

Capítulo 2 - Capitulo II


--- ✽ ---

Estava fora do trilho e completamente perdido.

Tentei perceber, aflito, de que lado tinha vindo, mas era quase impossível. A vegetação era exatamente igual de um lado ao outro, árvores da mesma altura, a textura da terra misturada com múltiplas pedrinhas e os pequenos arbustos. Parecia tudo a mesma coisa.

Apetecia-me gritar, estava a começar a entrar em pânico, não fazia a menor ideia como voltar para trás e pensar que podia estar rodeado de espíritos só me deixava ainda mais assustado.

Desde pequeno que ouvia dizer que aquela floresta era amaldiçoada, pelo facto de toda a vegetação ser bastante parecida e o vento não adentrar no local por culpa da imensa densidade das árvores. Até mesmo os animais selvagens eram escassos. Era talvez por isso escolhida para os constantes suicídios, já que, facilmente qualquer pessoa se perderia no meio da floresta.

Tentei então decidir que caminho escolher. Tentei voltar pelo mesmo caminho por onde tinha corrido, mas assim que comecei a andar ouvi novamente um barulho estranho.

Voltei-me rapidamente e a última coisa que vi, antes de ser atingido por algo, foi uma figura negra e alta, envolta na penumbra da noite.

 

Fui acordado subitamente por uma luz intensa sobre o meu rosto. Abri os olhos devagar e com uma certa dificuldade, olhei ao meu redor, a minha visão estava turva e a minha cabeça doía como nunca antes havia sentido.

— Ele acordou. — Ouvi alguém comentar.

Tentei olhar há minha volta em busca do dono da voz, mas a minha visão ficou ainda mais turva e só pude distinguir umas quantas silhuetas diferentes. 

— Acho que lhe acertaste com muita força… — Pareceu lamentar-se outra voz.

— Quem é que lhe manda estar no local errado à hora errada?

Quando ouvi passos a afastarem-se de mim, tentei de forma inútil levantar-me, na esperança de conseguir fugir sem me verem e claro que foi uma ideia bastante idiota.

Soltei um gemido de dor quando senti o meu corpo cair novamente contra o chão e um pé sobre as minhas costas.

— O que pensas que estás a fazer?

Sem responder, virei levemente a cabeça para o lado, encostando uma das minhas bochechas no chão frio e tentando visualizar o melhor que podia a figura que estava sobre mim.

Era alto, loiro e tinha músculos definidos, demasiado definidos. Parecia um verdadeiro brutamontes.

Tudo o que consegui fazer foi gemer de dor ao sentir mais uma vez o pé dele pressionar contra a minha coluna.

— O que fazias tu, um ômega, na floresta de madrugada? — Questionou, baixando-se e cheirando o meu pescoço. — E não estás marcado… Interessante…

Isto era mau, muito mau. Tinha sido completamente apanhado e para piorar a situação tinha um alfa por cima de mim.

Tentei soltar-me, mexi as pernas e tentei virar-me para lhe acertar com um soco no meio do rosto. Mas falhei miseravelmente e sem conseguir esquivar-me, acabei por levar eu com um murro certeiro no olho.

Choraminguei dolorosamente.

— O que achas que estás a fazer? — Cuspiu o homem furioso.

Alfas odiavam que um ser “inferior” a eles lhes fizesse frente, era uma afronta ao seu "precioso" ego.

— Hey, Reiner, deixa a diversão para depois, agora precisamos de tratar de uns assuntos. – Ouvi uma voz feminina dizer. Se a minha visão já estava má antes, depois do soco tinha ficado ainda pior.

De repente deixei de sentir o peso monstruoso sobre mim e aproveitei para respirar fundo.

— Tu ficas aqui. — Sussurrou o tal Reiner ao meu ouvido. — Mais tarde continuamos a nossa brincadeira.

Senti um arrepio percorrer o meu corpo e engoli em seco.

Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, senti cordas serem enroladas em volta dos meus pulsos e tornozelos, com um forte nó que me fez gemer, mais uma vez, de dor.

Baixei a cabeça e esperei em silêncio até ouvir finalmente, através dos seus passos, os dois homens a afastarem-se.

Respirei fundo e voltei a levantar o rosto. Pisquei os olhos várias vezes na tentativa de melhorar a visão embaçada e quando finalmente consegui ver alguma coisa, constatei que estava numa pequena sala. As paredes não eram perfeitamente brancas, muito pelo contrário, estavam sujas pela humidade, o chão era de cimento e possuía várias manchas escuras, não sabia se seria sangue seco ou algo diferente.

Tentei levantar-me, mas sem ter grande sucesso, cai novamente no chão.

Comecei a ficar nervoso, eu tinha que arranjar uma maneira de sair dali o mais rapidamente possível. A sala não tinha janelas e a porta que era de ferro, parecia estar trancada.

Tentei acalmar-me e contar até 10. Repeti várias vezes o mesmo exercício até me sentir um pouco mais relaxado, dentro dos possíveis, claro.

Estava já a tentar levantar-me novamente, quando ouvi a porta abrir-se.

O meu coração bateu descompassadamente e um medo gigante apoderou-se do meu ser. Achei que a qualquer momento ia aparecer a silhueta daquele monstro loiro, mas na verdade o que vi foi uma rapariga que aparentava ser mais baixa que eu. Era loira, de olhos azuis e também parecia estar assustada.

Essa mesma figura feminina aproximou-se de mim e tirou uma pequena faca debaixo da saia que levava vestida.

— Tens que ser rápido a sair daqui. — Sussurrou enquanto cortava as cordas que me prendiam.

Espantado, fiquei parado a olhar para ela.

— Porque estás a ajudar-me? — Balbuciei enquanto sentia um certo cheiro doce no ar. Era uma ômega.

— Porque eu sei o sofrimento que vais passar se eu não te ajudar a sair daqui agora.

Com a sua ajuda, consegui levantar-me e segui-a para fora da pequena divisão.

Os corredores eram igualmente sujos, repletos de humidade por todo o lado. O chão, também de cimento, estava novamente manchado com algo escuro.

No fim do que parecia ser o último corredor, tinha uma porta antiga de madeira, que foi rapidamente aberta com uma chave que a rapariguinha tinha. Do outro lado estava a floresta. Não fazia a menor de ideia que existia um edifício no meio daquele aglomerado de árvores.

— A partir de aqui, corres sempre em frente e quando vires uma placa com letras já meio apagadas viras à direita e continuas sempre por esse caminho. Vais conseguir encontrar uma das saídas da floresta, e faças o que fizeres, nunca olhes para trás.

Acenei em afirmação, mas antes de me virar para começar a correr, fiz-lhe uma última pergunta.

— Qual é o teu nome?

— Christa. Agora corre e segue sempre em frente! Não te distraias!

Sem mais delongas comecei a correr, mas não consegui resistir e olhei uma última vez para trás e assustei-me com aquilo que vi.

Christa olhava agora assustado para Reiner que parecia gritar-lhe enquanto algo parecia correr até mim.

Engoli em seco e comecei a correr o mais rápido possível. O que quer que aquilo fosse não podia deixar-me apanhar.

Durante a corrida consegui pegar numa pedra do chão e atirei-a para trás, na tentativa de conseguir acertar na coisa que corria atrás de mim, mas falhei e logo a seguir tropecei, caindo de cara no chão.

Não tive tempo de me voltar a pôr em pé quando senti algo agarrar-me a perna com força.

Com medo olhei para trás, enquanto mexia desesperadamente a perna de forma a livrar-me daquele agarre e no meio daquela escuridão a única coisa que vi foram uns olhos cinzentos profundos olharem-me com algo raiva. Respirei fundo e senti um monte de ferômonios de alfa invadirem os meus pulmões.

Novamente um arrepio percorreu todo o meu corpo, e com todas as minhas forças consegui libertar-me do agarre. Peguei imediatamente numa outra pedra do chão e atirei-lhe com força na cabeça. Voltei a correr sem olhar mais para trás, acelerei o mais rapidamente que consegui, simplesmente corri.

Quando senti que mais nada vinha atrás de mim, deixei-me acalmar e comecei a parar de correr lentamente. Sentia dores pelo corpo todo, inclusive sentia as pernas mais pesadas que nunca, provavelmente da descarga de adrenalina.

O meu coração ainda batia descontroladamente. Acho que tinha acabado de apanhar o maior susto da minha vida.

Respirei fundo e somente foquei-me em seguir em frente até encontrar a bendita placa. Sempre com atenção aos sons há minha volta, para não correr o risco de ser novamente apanhado.

Já tinha perdido a noção de quanto é que tinha corrido ou andado, mas sabia que era bastante. Parecia que a cada passo que dava ia-me envolvendo mais no coração daquela floresta.

Cerca de meia hora depois consegui encontrar o pequeno letreiro, já bastante apagado, tal como Christa havia dito. Deixei-me suspirar um pouco de alívio e segui caminho.

O silêncio do local era perturbador. Enquanto caminhava, tentava controlar todo o nervosismo e medo, mas as imagens do ocorrido há menos de 1 hora insistiam em passar pela minha cabeça. No momento o meu maior medo não era de encontrar algum fantasma, mas sim algum humano. Os vivos… Esses sim eram realmente assustadores….

Ouvi um barulho vindo do meu lado esquerdo e pus-me rapidamente em modo de ataque e pronto para, caso precisasse, começar a correr. Pensei que a qualquer momento algo ou alguém me iria saltar para cima, mas nada aconteceu.

Continuei a olhar para o lugar de onde tinha vindo o som, mas não conseguia ver quase nada. Aproximei-me devagar e apalpei as árvores há minha frente. Não havia lá nada nem ninguém escondido. Suspirei e tentei apaziguar o medo que sentia. Devia ter sido apenas algum animal ou algo assim, mas antes de voltar para a longa caminhada que provavelmente me esperava, a leve luz do luar iluminou as seguintes árvores que estavam há minha frente e simplesmente congelei com o que encontrei.

Um corpo já bastante decomposto com uma corda enrolada ao pescoço e pendurado num ramo bem à minha frente.

Quis gritar mas não conseguia. Recuei devagar, com os olhos arregalados e com uma mão na boca.

O cheiro fedorento invadiu o meu nariz e a figura mórbida, permanecia quieta, intocável.

Sem mais demoras assim que consegui, comecei a fugir. Estava demasiado horrorizado com a situação para conseguir continuar a olhar para aquilo. Fugia sem saber bem do quê, não é como se o cadáver fosse ganhar vida e correr atrás de mim. Simplesmente corria com medo e com um sentimento de repulsa horrível.

Só parei quando vi luzes no fundo do trilho e reconheci serem carros que passavam na estrada. Finalmente tinha chegado à saída da floresta.

Não sabia bem durante quanto tempo tinha corrido, só tinha a certeza de que tinha sido muito tempo.

Senti que os meus pulmões iam colapsar a qualquer momento e todo o meu corpo doía, mas não podia parar por ali, tinha que conseguir chegar à paragem do autocarro ou a algum sítio seguro.

Continuei, desta vez com passos lentos, a caminhar até onde eu achava ser a paragem que procurava e felizmente estava certo, para maior alivio ainda, estava a chegar um autocarro.

Entrei sem dizer nenhuma palavra. O motorista olhou meio surpreso para mim mas não fez perguntas, devia estar com um aspeto horrível.

Fui a viagem toda a pensar em tudo. Tudo aquilo que tinha acontecido e só acordei momentaneamente desses pensamentos quando já estava quase a chegar.

Desci na paragem correta, andei em passos rápidos e assim que entrei na minha habitação, simplesmente desabei no chão e comecei a chorar. Deixei que todas as lágrimas que tinha contido até ao momento saíssem. Era tudo uma mistura de sentimentos, sentia-me novamente um inútil, que precisou de ajuda para escapar e que se não tivesse recebido essa ajuda muito provavelmente estaria neste momento a ser violado e tratado abaixo de merda. Sentia raiva por tudo e assustado por não saber quem eles eram e se tinham alguma informação sobre mim. A única coisa que sabia era que haviam pelo menos 2 alfas. O Reiner de merda e o outro ou outra de olhos cinzentos que destilou ferômonios loucamente enquanto me perseguiu.

Tentei com esforço levantar-me, sentia todo o meu corpo dorido e o melhor que poderia fazer era ir tomar um banho.

Liguei a água e esperei que a banheira enchesse.

Quando finalmente mergulhei o meu corpo no líquido quente senti instantaneamente os meus músculos relaxarem. Encostei a cabeça e dei-me ao luxo de fechar os olhos, que não durou muito, pois assim que os fechei fui invadido pela lembrança daqueles olhos cinzentos que pareciam querer possuir-me.

Tentei distrair-me, enquanto lavava o meu corpo com cuidado. Parecia que tudo o que tinha conseguido fora ganhar umas belas nódoas negras.

Assim que terminei o banho, que não foi tão relaxante como estava a espera mas que serviu bem para deixar o meu corpo mole, fui em direção ao meu quarto e deixei o meu corpo cair sobre a cama. Não me lembrei de mais nada, simplesmente apaguei.

 

Acordei com a claridade que invadia o quarto. Com esforço olhei para o despertador e assustei-me assim que percebi que estava já uma hora atrasado para o trabalho.

Corri com esforço e dor para a casa de banho e fiz toda a minha higiene matinal. Assim que acabei peguei numa maçã e sai porta fora.

Com todo o trânsito dos transportes, consegui demorar mais de uma hora a chegar ao trabalho, ou seja estava com quase três horas de atraso. Que maravilha, já não me bastava ter tido uma noite horrível ainda teria que ouvir um sermão do chefe por chegar atrasado.

Assim que cheguei à sede do jornal, tentei ir o mais despercebido que podia para a minha divisão de trabalho o que não consegui, já que tinha o rosto marcado com uma bela nódoa negra e os olhos inchados. Toda a gente parecia cochichar entre si sobre o meu mau aspeto, mas não dei a menor importância aos comentários, já estava mais que habituado a que criticassem tudo aquilo que eu fazia.

Sentei-me à frente da secretária e tentei raciocinar o que raios é que iria fazer hoje. Em primeiro lugar tentei esquecer todos os acontecimentos recentes, ou de pelo menos não recordar a noite passada. Depois só para ajudar o meu dia a piorar cheguei à conclusão que não tinha nenhum artigo em mente.

Se não tinha nada para escrever sobre, significava que teria que ficar a rever e corrigir os artigos de outros jornalistas e isso era algo que eu simplesmente odiava fazer. Principalmente quando os outros escreviam coisas medíocres e eram aceites enquanto os meus trabalhos continuavam a ser rejeitados.

Em meio a todos os meus pensamentos, lembrei-me de súbito, que podia ver no meu bloco de notas se tinha lá alguma ideia guardada para alguns artigos em reserva.

Procurei pelo bloco mas não o encontrei em lado nenhum, até que fez-se luz na minha mente.

Tinha-o levado ontem para casa para levá-lo na minha expedição nocturna e coloquei-o dentro da minha mochila... Mas a mochila não chegou comigo a casa…

Tentei recordar se podia ter caído no meio da floresta, mas já não a tinha comigo enquanto fugia…

Arregalei um pouco os olhos quando percebi onde muito provavelmente a mochila tinha ficado. Ontem, quase de certeza que eles ficaram com ela. Certamente tiraram-ma quando me encontraram e desmaiei.

Mais uma vez, um arrepio e desespero apoderaram-se do meu corpo, quando recordei que a câmara fotográfica, que estava também na mochila, tinha fotos minhas guardadas.

Eu estava tão morto… Eles poderiam procurar e agora sabia que tinham informações suficiente para conseguirem chegar até mim...

--- ✽ ---


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Amei os comentários, principalmente os grandões, adoro textões ♡♡♡ e agradeço a cada um de vocês que disponibilizou um tempinho para ler a minha fanfic.

Agora um pequeno à parte, mais alguém aqui acompanha yuri on ice??? (alerta spoiler) Estou num misto de felicidade por viktuuri ser canon e tristeza pelo que pode acontecer ao makkachin no próximo episódio ;-;
Estou a pensar em breve começar a postar uma fanfic viktuuri que já comecei a escrever. Para quem já acompanha yuri on ice estão completamente convidados para depois irem dar lá uma olhadela :p
Para aqueles que ainda não viram um único episodio, estão à espera de quê? u.u é um anime que está a ser maravilhoso ❤ pelo menos até agora.
---- fim do off topic ---
Não tenho data prevista para o próximo capitulo, mas daqui a uma ou duas semanas a fanfic será atualizada.
Beijos e até à próxima ♡


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