História Predestinados - Shawmila - Capítulo 42


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin Mahone, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Shawn Mendes
Tags Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawmila, Shawn Mendes
Exibições 202
Palavras 2.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello :)
Mais um capítulo pra vocês.
Espero que gostem.
Boa leitura!
<3

Capítulo 42 - Calma na alma.


Fanfic / Fanfiction Predestinados - Shawmila - Capítulo 42 - Calma na alma.

 

       Os meus olhos estavam mais abertos do que o normal, minha respiração acelerada, minha boca seca e meu coração batia num ritmo descompassado.

      Camila virou-se assustada enquanto tirava os fones do ouvido.

- O que houve? – Ela perguntou tirando o outro fone me lançando um olhar confuso.

- Eu preciso falar com você. – Repeti me recompondo após minha corrida contra o tempo e contra a falta de coragem que poderia vir a tentar me abater a qualquer momento.

- Ok – Ela trocou de posição depositando seu peso na outra perna e eu respirei fundo pronto para falar o que estava engasgado.

- Bem, eu... – Comecei a dizer com as mãos levemente tremulas.

- SHAWN, VEM AQUI RÁPIDO! – Joseph, responsável pelos instrumentos, me gritou.

       Contraí a mandíbula e fechei os olhos enquanto balançava a cabeça lenta e negativamente xingando-o mentalmente por ter me chamado na hora errada. Algo gritava no meu pensamento: finge que não ouviu, finge que não ouviu. Ele me chamou mais uma, duas vezes e eu abri os olhos fitado uma Camila confusa a minha frente. Ok, aquilo poderia esperar.

- Eu só vou ali ver o que o Joseph quer, mas eu realmente preciso falar com você. – Eu disse e pude vê-la assentindo com a cabeça, Joseph me chamou mais uma vez – JÁ VOU.

 - Então... eu vou pro camarim. Te espero lá – Ela disse tentando manter uma pose desinteressada, mas seu semblante era fraco e ainda... assustado.

         Camila girou sobre seus próprios calcanhares enquanto seguia seu caminho e eu me voltei para ver porque diabos Joseph estava me gritando e exatamente naquela hora. Eu estava testando os instrumentos e vi Camila passar de forma “esquecida” e avoada no meio daquelas pessoas que estavam organizando o ambiente da melhor forma para outra parte do Jingle Ball.

     Minha real intenção era falar com ela ainda no hotel, mas ela já havia ido embora levando consigo a minha atenção. Então quando a vi por ali minha primeira reação foi correr até sua pessoa para esclarecer logo de uma vez aquela situação que estava me matando lentamente e eu não estava vendo. Mas, e se ela não me quisesse mais?

     A dúvida passou a martelar pela primeira vez na minha cabeça quando percebi que ela sequer tinha despertado algum tipo de curiosidade sobre o assunto que eu queria falar com ela e que era de extrema importância. O ar ficou seco e eu me aproximei de Joseph enquanto bebia um pouco d’água.

   Joseph na verdade queria me informa que um dos instrumentos não estava conectando com as caixas amplificadoras, o que significou que eu eles teriam ou que arrumar outra caixa, ou outro instrumento. Perdi cerca de vinte minutos ali, juntamente com Andrew e Stephen para ver o que seria resolvido. Meio caminho andado e eu já estava novamente voltando para o camarim.

 

    Minhas mãos soavam e eu senti minha respiração ficar mais pesada. Meu corpo andava lentamente e minha cabeça criava mil teorias diferentes e outros mil diálogos diferentes. Eu estava nervoso, como se fosse pedi-la em casamento. E isso era bizarro.

      Atravessei o corredor passando por algumas pessoas e parei em frente à porta branca onde na porta permanecia uma pequena placa com os nossos nomes. Respirei fundo duas vezes seguidas antes de dar três toques rápidos e abrir a mesma colocando apenas a cabeça para dentro.

- Posso entrar? – Perguntei rapidamente enquanto Camila apenas levantou a cabeça, ainda deitada no sofá.

- Pode – Ela disse eu entrei no lugar observando o pequeno cômodo.

       Não havia ninguém ali além de nós dois. Maravilhoso. Camila sentou-se dando espaço para que eu me aproximasse dela.

- Sobre o que queria falar comigo? – Ela perguntou bloqueando o aparelho e fixando seu olhar em mim, que ainda permanecia em pé próximo à porta.

     Inspirar. Expirar. Inspirar. Expirar.

     Meu olhar encontrou com sua mirada e eu não consegui decifrar o que seu olhar dizia. Senti meu pulmão se contrair rapidamente como se tivessem o esmagando. Respira.

- Queria falar sobre nós.

-----

 

        Minha curiosidade me corroía por dentro. Algo em mim dizia que aquilo não era bom e sua reação exasperada não era boa. Será que ele queria dar um ponto final até na nossa amizade? Isso de certa forma me incomodou. Respeitar o seu espaço estava sendo difícil. Algo torturante, mas eu estava fazendo, mesmo estando cem por cento contra a minha vontade.

        A lembrança da conversa com minhas amigas invadiu a minha mente.

 

Flashback On

 

- Que lance complicado – Sandra disse de forma baixa, como se falasse para si mesma.

      Eu assenti levemente com a cabeça enquanto passava o dedo levemente pela borda do copo que continha apenas algumas gotas mostrando algum resquício de um suco de laranja.

- Não tem nada de complicado aí – Marielle se pôs pensativa e disse provavelmente para que escutássemos o que ela realmente queria dizer – Digo, vocês se gostam. E a única barreira entre vocês, são vocês mesmos.

- Marielle... – Eu ia começar a dizer, mas ela não deixou.

- Ok, eu já entendi que por você vocês ainda estariam juntos. Mas você não pode desistir assim – Ela ajeitou-se melhor sobre a cadeira enquanto estendia as mãos sobre a mesa.

- Quando um não quer, dois não brigam – Eu disse baixando o olhar para suas mãos estendidas sobre a mesa.

- Camila! Não! Uma coisa é você saber que você gosta, mas não é correspondida. Outra coisa é saber que você é mais do que correspondida e que ele gosta tanto quanto de você. Afinal, se ele não sentisse nada nem seu “amigo” ele iria querer ser. Mila, vocês estavam namorando escondidos! – Ela disse de maneira óbvia parecendo um pouco desesperada.

         Meu estômago revirou com a lembrança mencionada sobre o fato da nossa amizade e eu sussurrei mais para mim do que para elas.

- É melhor ser amiga dele e ter algum contato do que simplesmente passar a ser uma conhecida que fez um dueto.

- Camila, eu quero dar na sua cara!

- Marielle!!!! – Sandra a repreendeu. Apenas prestava a atenção. Nem parecia que ela também estava ali.

- É muito melhor você estar com ele de outra maneira - Ela disse estalando os dedos de uma mão e eu olhei para sua cara - Beijando ele, abraçando-o, trocando carinhos, fazendo sex...

- OK JÁ ENTENDI – Eu disse antes que ela completasse sua frase.

- Então quando você tiver oportunidade, converse com ele e abra o jogo. Não acho justo você ficar “sofrendo” de forma encubada esperando o tempo resolver alguma coisa.

- Eu vou falar com ele – Fraquejei na voz e ela abriu um sorriso enquanto Sandra apenas assistia a cena sem ao menos dar alguma opinião. Até mesmo porque Marielle era mais coração e Sandra era mais razão.

 

Flashback Off

 

     Meus pensamentos foram interrompidos com batidas na porta, batidas essa que eu já estava esperando há alguns minutos. Shawn entrou, porém ele não se aproximou. Eu queria falar com ele, mas minha coragem tinha ido toda ralo a baixo quando ele depositou seu olhar meio desesperado sobre mim.

        Eu estava atônita e com medo do que viria pela frente. Perguntei sobre o que era o assunto, esperando que o mesmo dissesse que não queria mais ter nenhum contato comigo além do profissional.  

- Queria falar sobre nós – Ele disse eu já esperei que fosse exatamente como eu estava pensando.

       Alguns segundos de silêncio de fizeram no cômodo.

- Eu também queria falar com você sobre a gente – As palavras simplesmente saíram da minha boca sem que eu percebesse.

- Por favor, me deixe falar primeiro.

      Ele estendeu-se a passos rápidos e sentou-se ao meu lado. Soltei o ar lentamente e só então percebi que estava prendendo minha respiração. Eu não queria olhar no rosto dele enquanto ele dizia que não queria ter ao menos nenhum contato comigo. Meus pensamentos estavam me massacrando.

     Sem olhar para ele pude senti-lo virar-se levemente na minha direção. Shawn estendeu sua mão esquerda tocando na minha mão esquerda de forma carinhosa, como se estivesse chamando minha atenção. Olhei para o lado e a única coisa que consegui identificar em seu rosto era desespero e ansiedade.

- Camila, eu não posso... – Ele disse de forma fraca com a cabeça baixa e eu senti meus olhos marejarem enquanto um nó se formava na minha garganta.

- E-eu... – Queria dizer para ele poupar aquelas palavras e que eu já havia entendido tudo, mas ele não deixou.

- Eu não posso mais sem você.

       Dessa vez sua voz saiu mais firme e ele apertou levemente sua mão sobre a minha. O nó sobre minha garganta parecia estagnado e uma sensação de alivio se apoderou do meu corpo.

- O quê? – Falhei em perguntar demonstrando minha duvida enquanto fazia uma expressão confusa.

      Shawn passou a língua pelos lábios e pela primeira vez eu pude perceber como sua mão tremia levemente sobre a minha. Como ele estava sem jeito.

- Eu não posso e não quero mais ficar longe de você, dos seus beijos e dos seus toques. O seu cheiro me enlouquece, você me deixa fora de mim, Camila. – As palavras saiam apressadamente de sua boca – Eu sei que eu disse que preferia ter você como amiga a te ver afastada de mim, mas não é verdade. Eu prefiro te ter comigo como parte de mim mesmo. Você é a minha pessoa, Camila.

       Seu semblante pareceu aliviado e seus ombros relaxaram. Ele então levantou os olhos na minha direção e eles brilhavam como o céu numa noite limpa. Abarrotado de estrelas.

- Eu sei que o que sinto por você eu não vou sentir por pessoa nenhuma. Quando eu penso em você, eu penso em música. Não porque você faz parte desse mundo, mas porque eu te amo tanto quanto eu amo a música.

- Shawn... – Eu tentei dizer mais uma vez, mas ele levantou sua mão direita e pôs o dedo na frente dos meus lábios.

- Shhhh, por favor... e-eu – ele travou e respirou fundo – Camila, eu pertenço à você. O meu amor pertence à você e...

       Antes que ele tentasse, ou pudesse terminar de dizer o que estava dizendo eu joguei meu corpo em sua direção enquanto colava desesperadamente minha boca sobre a sua e minhas mãos seguravam fortemente seu cabelo e sua nuca.

        Meu coração estava acelerado e minha respiração descontrolada. Um frio descia pela minha nuca até a base da minha coluna e minhas mãos estavam levemente úmidas por conta do nervosismo. Ele não esperava minha reação. Minha ação. E no primeiro instante em que sua ficha caiu ele passou seus braços pela meu corpo, ainda sentado.

         Era um beijo de saudade. Cheio de saudade e outros sentimentos misturados que gritavam para sair. Sair de mim, sair dele e fundir a gente. O ar faltou e eu quebrei o beijo com um selinho demorado, e ainda sem separar nossos lábios eu sorri diante de sua boca.

- Eu pertenço à você tanto quanto você pertence à mim.

       Seu nariz roçou levemente no meu e ele sorriu, ainda de olhos fechados. Minhas mãos agora estavam espalmadas uma de cada lado de sua face enquanto ele mantinha suas mãos apertando firmemente minha cintura, da mesma maneira que fazia antes.

     Shawn abriu os olhos, ainda com o rosto colado ao meu e eu fui ao céu em segundos.

- Me belisca para eu ver se estou sonhando mais uma vez – Ele disse de forma engraçada e eu me afastei alguns centímetros para observar cada detalhe de seu rosto.

       Os olhos brilhavam demonstrando felicidade, mas seu rosto demonstrava alguns sinais de cansaço. O resquício de barba por fazer na altura do queixo e aquela marquinha maravilhosa em sua bochecha direita. Eu sorri contente pelo contexto todo e deslizei os dedos da minha mão esquerda por seu rosto descendo até seus lábios.

- Você não está sonhando – Eu disse baixinho pra ele e pra mim mesma. Aquela cena nem parecia que era verdade.

       Ele sorriu mais uma vez e quando eu pensei que ele fosse se afastar mais e se levantar ele simplesmente me beijou mais uma vez, mas ele foi com tanta sede ao pote que o peso de seu corpo fez com que o meu se inclinasse levemente para trás, escorando-me temporariamente no braço do sofá.

       Os lábios, que pareciam secos, movimentavam-se de forma rápida e saborosa sobre os meus. As línguas entrelaçadas uma com a outra como se estivessem dançando dentro da minha boca. O beijo era rápido, mas não estabanado. Intenso e quente. Muito quente. Minhas mãos intercalavam entre seus cabelos e seu pescoço e sua mão entre minha cintura e minha costela, numa troca constante.

     Escutei o barulho da maçaneta da porta sendo aberta e um estalo ecoou pela minha cabeça. Shawn se afastou tão rápido que eu nem esperava por aquilo. Então Roger e Andrew entraram pela porta conversando entre si.

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       Seria cômico se não fosse trágico.

              Meu coração parecia que ia sair pela minha boca que parecia queimar. Eu tentei respirar buscando algum ar, mas nada parecia vir. Se eu fosse um telespectador, acharia aquela cena engraçada.

     Camila permaneceu no sofá, mas tinha cara assustada e a boca levemente inchada, como a minha também deveria estar, já que eu podia sentir meus lábios quentes como se estivessem pegando fogo. Camila sacudiu os braços desesperadamente fazendo uma menção para eu arrumar o cabelo. Passei a mão de qualquer jeito.

     Andrew virou-se enquanto conversava com Roger e fez uma cara de dúvida.

- Desculpe, interrompemos alguma coisa? – Ele perguntou normalmente sem se ligar de nada, ou estava apenas fingindo que não havia percebido nada.

- Hm, não – Foi a única coisa que conseguiu sair da boca da Camila, que tentou mostrar-se entretida com seu celular.

      Roger fez uma cara de quem estava intrigado, porém não disse nada. Apenas pensou e guardou para si mesmo.

- Eu só... estava, é, explicando pra Camila como ia funcionar a apresentação – Eu disse de forma embolada tentando não parecer confuso e verdadeiro.

- Ok – Andrew assentiu e Roger passou por mim, sim, como o susto eu já estava em pé há um metro de Camila, sentando-se ao lado da mais velha – Joseph está lhe chamando para testar lá os equipamentos.

      Assenti rapidamente enquanto coçava a cabeça meio sem graça.

- Então, ok, estou indo – Andei apressadamente até a porta, porém antes de sair olhei uma ultima vez para Camila que sorriu docemente. Devolvi o sorriso e fechei a porta sem acreditar que finalmente as coisas poderiam começar a dar certo.

 

Viver um dia de cada vez, fazer valer a pena existir. Não é à toa que estou aqui.

                                                                                                                  Tumblr


Notas Finais


Então, o que acharam? Queria deixar claro aqui que: amo vocês! <3 <3
Obrigada por estarem participando de alguma maneira... seja favoritando, comentando, compartilhando ou apenas lendo mesmo. Só faço isso por vocês, até mesmo porque se vocês não estivessem aqui, eu também não estaria!
Aguardando nos comentários sobre o que vocês acharam!
Love u guys :)


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