História Predestinados - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kris Wu, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Chanbaek, Drama, Exo, Krisbaek, Longfic
Exibições 102
Palavras 6.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


BOOOMMMM DIAAA!!!!
Podem me matar, eu deixo.
Afinal, MAIS DE UM MÊS SEM ATUALIZAÇÃO
É uma vergonha, eu não vou nem negar, mas essa semana é a última de aula que eu tenho então podem se tranquilizar que se Deus quiser (E ELE QUER!) volta a criatividade junto com o tempo e a belíssima de disposição!

MASSSS, pra ir direto ao ponto e SEM MAIS DELONGAS
BORA:::::

Capítulo 27 - Capítulo 25: Aproximações


No carro, além das malas no compartimento traseiro, havia Minhee na direção, Shin logo ao seu lado e Yifan já acomodado no meio do banco de trás, com o rosto na visão do espelho retrovisor enquanto mantinha uma conversa com ambos ali através desse mesmo vidro, deixando o casal a par de todas as novidades que o levaram a estar ali – fossem boas ou ruins – reforçando a ideia de que não estava ali para receber cuidados ou atenção especial, mas apenas para passar um tempo longe de tudo que era capaz de encher sua cabeça ultimamente.

Logo depois, ao chegarem no restaurante escolhido à dedo por Shin – que julgava aquele como o melhor lugar para se comer a melhor culinária nativa – estacionaram o carro e entraram em busca da mesa já reservada tanto pelo local quanto pela quarta pessoa que os acompanhariam naquele almoço, fazendo com que Minhee se apressasse para chegar na mesa enquanto os homens ficavam para trás, onde o coreano dava ao chinês uma breve introdução de quem era a outra hóspede que, com os mesmos intuitos do loiro, vinha passar um tempo em outro país.

“Kris, essa é a Saejin, amiga de longa data da Minhee.” Assim, a morena se pôs de pé e trocou uma breve reverencia com o maior. “Sae, esse é o Kris, meu amigo de longa data!”

“Isso chega a ser engraçado, não acham?” Com um riso soprado, Minhee se manifestou ao pegar o lugar ao lado da outra.

“Engraçado até demais pra uma coincidência.” E diferente do resto da mesa, o loiro ria num tom um tanto nervoso, sendo capaz de passar percebido por Shin ao passar batido pelas mulheres ali presentes.

“Digamos que ela também teve algumas complicações na Coreia e veio pra cá com a gente pra se distrair também.” Por um momento algumas suposições cruzaram a mente de Yifan, que se pegou imaginando as mais prováveis razões pelas quais ela poderia estar ali, notando a aliança enfeitando sua mão e julgando que – se seu companheiro não estava entre eles – seu paraíso certamente estava com problemas.

“E nós cuidaremos de vocês dois!” Minhee parecia animada com a situação, batendo delicadamente as mãos na mesa enquanto se colocava um pouco mais para frente, na direção dos dois amigos sentados ao outro lado, dando uma piscadela para Yifan que se juntou ao outro em mais uma dose de risada.

“Então vamos começar a cuidar dessas crianças pelo estômago porque eu aposto que nenhum dos dois comeram.” Quase autoritário demais, Shin abria o cardápio e passava seus olhos através dos pratos feitos e porções abundantes enquanto seus hóspedes se entreolhavam como se fossem irmãos recebendo uma pseudo bronca do pai.

 

 

Deixaram o restaurante quase no mesmo ânimo com o qual se colocaram no caminho para ele, pouco alterados por uma leve preguiça que se tornava evidente na voz arrastada e na quantidade de palavras diminuídas em relação às horas passadas. Foi desse jeito que chegaram até a nova casa dos recém-casados, onde foi apresentado à Yifan o lugar que ocuparia, sendo esse nada mais nada menos que um colchão no chão do mesmo quarto de Saejin.

“Tudo bem pra você dormir aqui?” Preocupada, Minhee perguntou ao aparecer no batente da porta com uma lençol e um edredom, prometendo o travesseiro para dali a pouco.

“Tudo ótimo! O que importa é um lugar pra descansar os olhos, isso já ‘tá de bom tamanho, obrigado.” Colocando a simples mala no chão, olhou um tanto duvidoso para a morena que seria sua companhia naquele cômodo visto que seus olhos acompanhavam toda a ação que acontecia lá dentro, não se desgrudando da cama improvisada. “E pra você? Tudo bem eu ficar por aqui?” Enfatizando sua distração, os castanhos foram encarar Kris repentinamente, arregalados como se recebessem um alerta imediato.

“Nenhum, nenhum! Fique à vontade.” Assim sorriu, se fazendo simpática e tirando dos lábios do chinês o mesmo movimento enquanto ouvia os passos da amiga voltarem ao quarto, certamente carregando o travesseiro prometido.

“Desculpe pelo transtorno Hee...”

“Que desculpa que nada!” Jogando o fofinho de qualquer jeito pelo colchão, gesticulou na direção do outro. “Não esquenta a cabeça com coisa que não é pra esquentar a cabeça. Nenhum de vocês é incomodo aqui.” Fingindo um nariz empinado, arrancou dos dois ali um riso baixo, tirando ambos do quarto na intenção de dar a eles o que procuravam: algum tipo de divertimento.

Um filme era escolhido por Shin, que se encontrava no chão da sala com três caixinhas de DVD em mãos anunciando animadamente que havia chegado a uma conclusão menor que a anterior, decidindo usar de democracia para escolher qual seria a longa metragem vencedora.

Por votação unânime, ficaram com a comédia.

Shin preparava o aparelho, Minhee arrumava a sala, Saejin tomava conta da pipoca e Yifan resolveu se gabar de seu melhor suco natural de maçã, pedindo permissão para provar que não brincava na cozinha.

 

˃˃ ˂˂

 

“Quando é que você vai parar de destruir ainda mais essa família?!” Gritava à claros pulmões com aquele típico vestido florido que usava para ficar em casa quando o pijama não era mais uma opção, desferindo as palavras grossas ao homem que tentava assistir televisão sentado em sua poltrona ao fingir que nada daquilo era para seus ouvidos... “Quando você vai deixar seu filho viver a vida dele em paz?!” ...até que algo conseguisse atingi-los em cheio.

“Viver em paz? Em paz?! Paz é a última coisa que esse moleque vai ter daqui pra frente!” Levantou num só impulso, movimentando as mãos bruscamente em todas as direções possíveis numa tentativa falha de intimidação, erguendo a voz num ódio quase palpável. “E sabe como eu sei disso? Porque EU vou fazer da vida dele um inferno!”

“Você não vai fazer nada!” Se pôs a mover os pés de encontro ao outro, segurando na direita afobada um pano úmido de prato – um claro sinal de que aquela discussão havia interrompido uma de suas tarefas rotineiras – e entre os dentes toda uma angústia. “E se você se atrever a pensar em alguma coisa pra acabar com a vida do meu filho, eu acabo com a sua.”

“Seu filho?!” A risada amarga ecoou. “Agora ele é seu filho? Aquele que você fez sozinha, com a ajuda dos dedos?! Não, não. Ele é o nosso filho, criado por nós dois!” Batia a palma contra a poltrona de tecido grosso, levantando uma camada fina de pó enquanto fazia o com abafado percorrer o cômodo. “O que é uma pena, pois se você deixasse ele ser criado por mim eu não teria que ficar correndo atrás de consertar os seus erros.” E como se esperasse uma resposta que superasse suas conclusões, de nariz empinado passou a encarar profundamente os olhos lacrimejados daquela que carregava no anelar esquerdo a prova de um amor que seria até a morte. “Quem sabe se criado por mim ele não virasse essa bixinha medíocre.” Deu as costas...

Por um breve momento a fazendo acreditar que sim, era sua culpa aquilo estar acontecendo.

Tudo aquilo.

Já estava cansada.

Cansada de receber nas costas o peso das falhas, das brigas, do rumo que as coisas haviam tomado. Estava cansada de receber o peso do fardo que – em seu julgamento – ela mesma criara para a vida de seu filho. A sua incrível responsabilidade sobre todas as imperfeições...isso a deixava incapaz. Não que gostasse da ideia, mas ao menos sabia admitir.

As reprovações deixavam claro. A condenação também.

O dedo sempre apontado em sua direção, lhe dizendo que suas atitudes não faziam daquele um bom casamento, que não fazia daquela uma boa casa, uma boa família ou um bom filho. Um bom-e-único-filho-homem. Era e sempre foi esse o desejo do homem com quem casou. Um menino forte e saudável que encarasse uma partida de futebol particular com seu pai, ou talvez que participasse de algum clube de luta do colégio, um que tocasse algum tipo de instrumento e que se interessasse pelo canal de noticiário.

Mas foi exatamente isso que ela lhe deu.

Um garoto extremamente sadio que tinha o uniforme completo do seu time de futebol favorito – o mesmo pelo qual seu marido sempre gritava aos fins de semana –, aquele que participou de alguns campeonatos de Taekwondo na sexta série e que na mesma época começou a se interessar por guitarras, baterias e pianos, mas que não se atrevia a toca-los nos jornais anunciados logo depois das novelas de sua mãe.

Tinha realizado um sonho, sabia disso.

E que culpa tinha ela de ter dado exatamente o desejado por seu marido?

Nenhuma.

“Nunca, nem em um milhão de anos eu deixaria alguém como você encarregado da criação do meu filho. Meu filho. Porque pai é quem cuida, pai é quem dá amor, pai é quem dá apoio...e se você não foi pai nem pra isso, quem é você pra criar alguém?” Desse modo, mesmo vendo a boca alheia se abrir muda na tentativa de alguma argumentação, continuou sem nenhum remorso ou hesitação. “Quem é você pra se chamar de pai? Sempre pisando em cima, sempre oprimindo, sempre rejeitando...não, você passa longe de figura paterna. E arrisco dizer que passa longe até mesmo de ser homem, porque você é covarde.” Tudo era dito na mais serena e aveludada voz, totalmente contraditória à todas as sensações que brincavam dentro de seu peito e expressavam-se nos dedos trêmulos. Mal podia acreditar no que falava, no que realmente estava fazendo depois de tanto tempo, mas...por Deus! Se sentia tão bem. “Um covarde que morre de medo que a mesma história se repita, não é isso?”

“Eu não sei do que você est–“

“Ah, você sabe sim! Estou falando daquela história sobre aquele moleque confuso que tinha várias dúvidas sobre si mesmo. Aquele moleque que só queria se descobrir e, ao invés disso, acabou se escondendo ainda mais depois da surra que levou do pai; porque aquilo não era conduta de macho. Não...macho sabia que era macho e nem pensava em se contestar! As coisas eram daquele jeito e se assim batia o pai, que o moleque acatasse a ordem de cabeça baixa.” A pele do velho ficando progressivamente mais branca, como se a cada palavra a melanina naturalmente bronzeada fosse embora junto com o bolo de palavras que antes estava formado em sua garganta. Porque agora não tinha nada, apenas ouvidos e pernas para se manter longe do chão. Enquanto isso, a morena ditava tudo quase que teatralmente ao aumentar a sua voz e enfatizar todo o passado que queria ao atingir a dor que sabia ainda estar ali. “Acontece que ao contrário daquele moleque, seu próprio filho conseguiu respostas pra todas as dúvidas sem precisar de você pra lembrar constantemente do valor inútil que tinha aquilo no meio das pernas dele. E isso deve te matar por dentro, não é?”

“Cala a boca.” Os lábios mal se articulavam.

“Deve ser de uma afronta absurda saber que a própria cria é mais macho que você.” As palavras eram cuspidas uma a uma.

“Cala essa boca.” Um passo à frente.

“Deve realmente ferir esse seu ego imundo ver quer mesmo sendo uma bixinha o Chanyeol é o homem que você nunca foi e nunca vai ser!” O rosto dado à tapa.

“Quieta!” E sem perceber a proximidade repentina, quase não se deu conta do estalo alto que havia feito a mão cheia do outro contra o rosto pequeno, saindo completamente audível ao ser seguido de um choro instantaneamente engolido de cabeça erguida.

“Deve ser difícil ver que ele vive a vida que você queria ter enquanto você está aqui, ainda tentando agradar seu velho.” A mão não deixava a bochecha ardente do mesmo jeito que as pálpebras não deixavam as lágrimas passarem de seu limite.

“Eu sou homem!”

“Não.” Com um sorriso sarcástico brotando no canto da boca, balançou negativamente a cabeça e ditou pausadamente. “Você é só alguém que conseguiu casar com o sexo oposto por essa ser a única saída capaz de te dar o gostinho de se declarar homem.” E ainda ali, vendo seu marido com o mesmo olhar apático e incrédulo, continuou. “E nem isso pode dizer que é.”

Aquilo certamente desfez o grande nó de suas cordas vocais, incentivando um breve e pesado suspiro sair por sua boca sem a mínima preocupação em ser notado, fazendo com que seus ombros caíssem e seu peito relaxasse como não faziam há tempos. Não media mais as consequências e não se importava de ter que calcular cada mínimo passo e atitude atrás de um único vestígio de represália. Se sentia completamente descarregada.

Ao contrário do outro.

“Então é isso?” Deu meia volta e se sentou novamente em seu velho assento, debruçando sobre o vazio encontrado no chão. “Agora você apoia esse comportamento assim, de um dia pro outro?”

“O que você quer que eu faça? Que eu tranque ele em casa pra nunca mais ver a luz do dia? Pra ele ficar longe de todos e qualquer um?” Largou o pano de prato sobre um dos ombros, apoiando suas costas no estofado da poltrona. “Eu não vou privar ele de viver porque as escolhas dele foram diferentes das minhas ou porque sua cabeça foi sempre a mais aberta. Eu não posso fazer nada a não ser estar do lado dele!”

“Isso significa que agora vocês dois estão contra mim?”

Tendo o riso fraco e abafado quase imperceptível, balançou negativamente a cabeça para si mesma sem acreditar nas coisas que ouvia. Como podia alguém ter tal linha de raciocínio depois de todo o já exposto naquele mesmo dia? Por ela...por Chanyeol...

“Ninguém nunca esteve contra você...você que sempre quis, mais que tudo, achar motivos pra acreditar nisso.”

Não de seu ponto de vista. Ele não estava errado, não tinha como. A vida toda seguiu o que lhe mostraram como o certo a se fazer, a se portar, a repassar para seus filhos e também aos netos. Nunca se viu fora do conceito estipulado à si, nunca fez nada que acreditava ser errado e tudo o que tentava era passar o certo adiante, fazendo com que aquilo fosse cumprido. Se recusava a ver o inaceitável acontecendo bem diante de seus olhos sem interferir em absolutamente nada. Era seu dever mostrar o caminho certo. Era obrigação colocar todos no mesmo eixo que o seu.

“Vocês não sabem o que dizem...”

“E você não sabe o que faz.” Assim, deixou a sala. Não gastaria mais saliva em mais uma tentativa para abrir os olhos de quem não queria tê-los abertos para a luz do mundo. Novamente, estava cansada.

“Onde vai?”

“Vou ver como está o meu filho.”

 

˃˃ ˂˂

 

“Posso saber o que nós vamos comer?”

Não há palavras para descrever o quanto me fez falta o contexto dessas palavras, o cuidado com o qual eu era tratado mesmo em perguntas aparentemente tão simples quanto essa.

Situações assim me faziam voltar no colegial, encarnando aquele adolescente tão carente que se derretia inteiro quando via o carro escuro parado na frente do portão ao sair da escola ou quando recebia uma mensagem repentina para um encontro discreto em alguma lanchonete apenas para jogar conversa fora.

Fossem apenas diálogos ou mais que carinhos, qualquer coisa feita por e com Baekhyun tinha o poder de me deixar assim...feliz, nostálgico, viajando em minha própria paixão ao imaginar se ele realmente fazia ideia do quão forte era aquilo. Do quão forte era a gente.

“Que tal aquele bulgogi* que eu sei que você ainda faz maravilhosamente?” Seu sorriso então se abriu no canto da boca, me olhando de um jeito que pedia a confirmação do que eu havia pedido, pois podia ter acontecido dos seus ouvidos falharem e entenderem outra coisa – aquilo que não queria.

Eu sabia do trabalho que dava preparar aquele prato, sabia também que não era um dos mais fáceis para fazer assim, de repente. Mas era algo que eu realmente queria comer, tanto que minha boca não podia evitar de salivar só em pensar no cheiro se espalhando por todo o local.

“Então vamos ver se eu entendi: o senhor quer um bulgogi bem agora? Pro almoço?” E infantilmente eu balancei minha cabeça, confirmando as indagações. “Ou seja, você quer que eu saia agora pra comprar a carne?”

“Não tem aí?”

“No estúdio? Não.” A risada brincava nos seus lábios, dava até para ver o tremor contido, e foi assim que eu escondi o rosto entre as mãos quando percebi o quão imbecil tinha sido aquela pergunta. Minhas percepções não eram mais as mesmas desde que me enfiei naquele estúdio e insisti em ficar por lá.

“Desculpe...eu busco a carne!”

“Não, vamos fazer assim...” Se aproximando de mim, entrou no meio de minhas pernas apoiadas naquele banquinho amarelo-chamativo e passou a brincar com o meu cabelo, se divertindo ao olhar para os fios enquanto ditava seu plano. “Eu busco a carne e você vai pro meu apartamento preparar o resto das coisas, que tal?”

“Ok.” Em acordo selei sua boca, vendo seu corpo se afastar para colocar uma camisa enquanto eu levantava em busca dos meu sapatos.

Aquilo me fazia bem.

Ver Baekhyun se vestindo tão distraído me fazia bem, fazer planos com ele para o almoço me fazia bem, receber as chaves de seu apartamento em minhas mãos me fazia bem. Aquela liberdade tão pedida e esperada por tanto tempo, agora saindo do papel, me fazia bem.

Era como se toda a realidade que eu conhecesse fosse quebrada em milhões de pedacinhos e me fizesse enxergar toda a magia existente por trás, querendo viver aquele sonho por mais cinco minutos antes de acordar e voltar para a vida real com os problemas reais e a rotina monótona para ser encarada novamente. E eu não queria voltar. Eu só queria ficar ali, gastando horas e mais horas jogado no chão frio, andando por aquele espaço sem me preocupar com roupas, horários, compromissos ou solidão. Eu não estava pronto para encarar o mundo lá fora da maneira como ele deveria ser encarado por mim.

Nem uma única célula do meu corpo estava pronta para encarar Saejin.

Querendo ou não era Saejin toda a minha realidade. Era o que eu tinha naquele momento e foi o que eu tive nos últimos anos. Nela eu investi todos os planos, todos os fatos e todo o meu futuro sem ao menos hesitar...e agora toda essa barreira se encontrava estilhaçada pelo chão de um estúdio em Busan, me permitindo viver em fantasias que incluíam telas vazias, pincéis sujos, móveis em cores alegres e em um amor que carreguei no peito até o dia de hoje.

E eu era feliz com a minha atual utopia – Deus, como eu era! – mas algo sempre me fazia triste ao pensar pelo outro ponto de vista. Sempre teria alguma coisa para me fazer desconfortável ao lembrar de Saejin e sempre teria um peso me atormentando a consciência em relação à bigamia que eu cometia comigo mesmo. De um lado estava ela, esquentando sua cabeça por conta do casamento cada vez mais próximo ao inventar diversas teorias que chegassem perto da minha aparente angústia, e do outro havia Byun Baekhyun.

Simplesmente Byun Baekhyun.

Sem paranoias, sem tentativas de adivinhação e sem cobranças. Havia Byun Baekhyun que nem ao menos podia imaginar o lugar no qual estava metido, que não fazia ideia de quantos estavam envolvidos e de quantas consequências estavam em jogo. Existia ele que não se importava com a aliança sempre guardada de modo bem escondido e que muito menos apertava os olhos para encontrar alguma marca do mesmo anel no dedo principal. Do outro lado tinha Byun Baekhyun que vivia cada momento comigo sem se importar com o ontem ou com o amanhã.

“Vamos?” Chamou minha atenção com uma das mãos balançando na frente de meu rosto e um sorriso divertido como arma, me fazendo desapoiar da parede e entrelaçar meus dedos nos seus para finalmente deixarmos aquele estúdio.

E eu apenas decidi o seguir para qualquer lugar.

 

˃˃ ˂˂

 

“Compras!” Balançando todos os dedos das mãos rapidamente, Saejin e Minhee viraram uma para a outra conforme diziam juntas a última fala do filme numa imitação de voz quase perfeita, caindo na risada logo depois que Shin e Yifan se levantaram do chão aos sorrisos, juntando os copos de suco e levando embora aqueles recipientes que agora não tinham nada mais que milhos não estourados.

“Essas mulheres são loucas.” Conforme se afastavam da sala – à caminho da cozinha – os dois trocavam alguns risos baixos, esquecendo tudo na pia antes de fuçarem por mais algumas coisas na geladeira.

“Loucos somos nós que não vivemos sem elas!” Depois de um par de segundos escolhendo, tirou do lugar uma fatia de presunto e a comeu assim mesmo, mastigando poucas vezes e logo passando a pequena bandeja de carne para o chinês à pedido do mesmo.

“É...” E silenciosamente começou a montar seu lanche com as fatias de pão embrulhadas sobre a bancada, tentando achar um jeito de dizer que o louco na verdade era ele por saber viver sem elas, mas não sem – “Sobre a Saejin...qual é a dela?” – não, não admitiria mais aquilo. Por isso resolveu mudar o assunto.

“Como assim?”

“Por que ela veio pra cá? Não querendo ser intrometido, mas já sendo, aquela vez que eu levantei pra ir no banheiro...trombei com ela se olhando no espelho. Ela parecia meio mal.” Sim, aquilo era verdade. Lembrava muito bem do olhar profundo que a morena dava para si mesma enquanto ainda segurava a toalha na metade de seu rosto, suspirando até que encontrasse sua figura parada um pouco atrás do batente e assim tomasse um susto, colocando a toalha de volta no pendurador e imediatamente colocando um sorriso no rosto ao se desculpar e sair do banheiro. “Pelo menos eu acho...”

“Sim, ela estava mal.” E então Shin confirmou suas suspeitas, coçando a nunca de maneira quase frustrada por ficar sabendo daquele episódio. “Na verdade ainda deve estar...umas coisas andaram acontecendo entre ela e o noivo e a pressão do casamento mexeu com a cabeça do cara. Ela decidiu dar um tempo pra ficha dele cair e a Minhee ofereceu a casa por alguns dias.”

Ela deu um tempo para que a cabeça do outro fosse posta no lugar antes de uma grande decisão. Yifan bem conhecia essa sensação. Não a de passar por uma grande decisão, isso não, mas a de uma constante ansiedade brincando com seus nervos num misto de preocupação e incerteza faziam daquela emoção uma das piores possíveis para ser experimentada.

“Mas não é como se esse noivo fosse de ficar se esquivando das responsabilidades, né? Digo...ele está confuso e tudo mais, mas mesmo assim ele não do tipo que amarela no final, certo?”

“Não, não!” Aos risos negou a pergunta do loiro, vendo que esse começava agora a se saborear com o lanche já pronto. “Chanyeol não é esse tipo de pessoa. Ele pode estar confuso, mas não vai fazer besteira.”

E naquele momento seus dentes simplesmente pararam de triturar a comida e os olhos fizeram uma força tremenda para que passassem arregalados e despercebidos ao mesmo tempo. Chanyeol não era aquele tipo de pessoa. Mas podia ser aquela pessoa o seu Chanyeol? Não propriamente seu...mas aquele tal Chanyeol do quase-seu Baekhyun. Quais eram as probabilidades?

“Chanyeol?”

“Você conhece?”

“Conheço...” Segure as informações. Você não conhece aquele Chanyeol, você conhece um Chanyeol. Pode não ser ele, afinal. Não pode ser ele. Mas e se fosse? “Na verdade, ele é amigo de um amigo meu, pra mim é apenas um conhecido, mas não deve ser o mesmo.” E mantendo – ou tentando – sua normalidade, continuava mordiscando seu lanche ao procurar tirar de Shin qualquer coisa que pudesse lhe ajudar na identificação daquele noivo. “Ele é alto, tem uma cara de criança, é meio fortinho e–“

“Ruivo?” Animadamente completando numa expectativa de que aquele Chanyeol fosse mais um conhecido em comum, Shin deu a última característica que faltava para ser completada, pensando com uma expressão divertida na tamanha coincidência que seria estarem realmente falando sobre a mesma pessoa. Enquanto isso, Kris apenas balançou a cabeça para frente e para trás um tanto chocado com a afirmação. “Ele estava no casamento com a Sae! Aposto que ela tem as fotos no celular ainda, quer ver?” O convite entusiasmado gritava para que o chinês recusasse aquilo, deixando de lado todo aquele acaso ao esquecer que, talvez, o seu Chanyeol fosse o mesmo de Shin...

“Quero!” ...Mas aconteceu de algo ser mais forte que si.

Por isso que o mais alto devorou numa só bocada o resto que sobrara de seu lanche nas mãos e então seguiu o amigo até a sala, o ouvindo gritar desde a porta da cozinha para que Saejin pegasse seu celular e apresentasse seu futuro marido àquele que acabou de conhecer.

“Você conhece ele?!” E levemente alvoroçada a morena perguntou enquanto fuçava na galeria de seu aparelho, procurando a melhor foto ao receber em resposta basicamente a mesma coisa que foi respondida à Shin quando mesmo lhe fez o mesmo questionamento. “Prontinho, olha só.”

A partir do momento que aquele telefone foi entregue para o loiro, o mesmo não segurou o movimento de seus lábios que se abriam num inconsciente O, evidenciando sua surpresa pelos castanhos quase saltados das órbitas enquanto as mãos apertavam cada vez mais as laterais daquela tecnologia. Não podia acreditar, mas estava ali, era a verdade.

Era Chanyeol.

Alegremente sorrindo agarrado à Saejin com o rosto apoiado no ombro estreito e as penas sutilmente dobradas para poder se aproximar do tamanho de sua noiva, fazendo um sinal de V na frente dos olhos meigos ao mesmo tempo em que deixava um dos seus fechado, como se amigavelmente piscasse para a câmera.

“V-vocês formam um casal lindo...quanto tempo juntos?”

“Um ano e três meses!”

Um ano e três meses...

Um ano completo e mais três meses que resultaram naquela aliança prateada que enfeitava o dedo da morena. Aquele tempo definitivamente não era tempo para um noivado. Era bom para o aniversário de um namoro ou para alguém criar a coragem de finalmente pedir o par em namoro, mas de um noivado? Não. Não tinha a menor condição. Ou tinha, se pensasse por outro lado...mas aquele lado não era bom para influenciar numa rápida dedução, pois se ele realmente estivesse certo seria outra pessoa a sofrer as consequências.

Porque sua hipótese se resumia à apenas duas: aquelas confusões eram criadas justamente pelo pouco tempo de relacionamento, fazendo Chanyeol realmente questionar se era um ano e três meses que queria levar para o resto de sua vida, ou aquele amor era tão ansioso que mesmo quinze meses eram capazes de parecer uma eternidade.

E por ansioso ele queria dizer intenso.

E se aquele amor fosse realmente intenso como concluía, o que era do amor que ele aparentava ter por Byun Baekhyun?

Não era possível amar duas pessoas na mesma proporção – sabe-se lá se ao menos era possível amar duas pessoas ao mesmo tempo – e quando uma se ama demais a outra se ama de menos. Se Saejin ocupava o primeiro lugar, então...

“Bom, parabéns pros dois! É difícil encontrar um casal tão decidido.” Devolveu o celular à dona.

“Obrigada. Eu sei que foi mais rápido que o normal esse pedido mas...nós vivíamos tão bem que não vimos porquê esperar mais, sabe?” Se encolhendo minimamente em seu canto no sofá, seus ombros pareceram encolher um pouco quando os olhos foram ao chão. Talvez Yifan soubesse o motivo daquilo.

“Ei, vocês vão ser muito felizes. Não tenho dúvidas.” Foi por isso que sutilmente passou seus dedos pelos cabelos longos e deixou ali um rápido carinho, uma simples tentativa de soar positivo e motivacional para os ouvidos de uma pessoa que certamente se deixava abalar pela situação.

Assim ouviu um tímido agradecimento e pôde tomar seu lugar naquele sofá, passando para o lado de Minhee ao tomar conta de um dos braços estofados e ver Shin propondo o segundo programa daquele dia.

“O filme foi ótimo, o papo estava ótimo, saber que temos mais um em comum é maravilhoso, mas nós não vamos ficar entocados aqui até o fim do dia né?” Animadamente se dirigia a todos do cômodo, gesticulando e batendo algumas palmas apenas para convidar os outros a participarem de seu humor. “Vamos sair?!”

 

˃˃ ˂˂

 

O carro foi estacionado temporariamente na frente de seu prédio, fazendo com que Chanyeol fosse praticamente convidado a deixar o veículo logo depois de depositar um simples beijo nos lábios de Baekhyun, esses que se curvaram no retângulo mais lindo já visto pelo outro. E quando o ruivo enfim foi deixado no grande portão da fachada, esperando o menor dar a partida para ir ao mercado – como o combinado – ele não notou nem por um segundo que os castanhos alheios o encararam por mais de três.

Assim tirando o carro do lugar e pegando as ruas certas para comprar o almoço que seria dividido pelos dois...se deixando sorrir com a pequena nota mental.

Porque tudo aquilo fazia Byun se lembrar do tempo em que as coisas eram proibidas demais para não pedirem nenhuma cautela – tal como apenas deixar Chanyeol naquele condomínio se fosse pela garagem do subsolo ou nem ao menos tira-lo daquele estúdio se não fosse depois de bolar uma grande desculpa para ser apresentada aos pais do mais novo –, logo fazendo uma rápida comparação de antes com o tão sonhado agora.

Não mais fazia as contas de quantas vezes esperou para que aquilo finalmente acontecesse, e agora quase não podia acreditar que tudo estava tão palpável quanto a mão do maior entrelaçada na sua. Mas às vezes, só às vezes, se sentia mal por isso.

Longe de si reclamar do que acontecia consigo dessa vez porque, sinceramente, considerava isso o maior dos presentes que já podia ter ganho do destino; mas amava tanto aquele homem que por um momento fazia um autojulgamento de que seus próprios pensamentos eram mal-agradecidos. Pois se Chanyeol realmente era tudo o que queria – pelos menos achava que assim era –, porque gastava tempo desejando outras coisas?

Sabia que para um adolescente que encontrava o amor, nada mais importava. Não tinha desaprovação no mundo que os impedissem de correr atrás de quem valia a pena. Mas para um adulto sempre tinha que haver mais, não é? Pelo menos era à essa conclusão que chegava enquanto passava pelos sinais abertos no meio de um cruzamento.

O ruivo não ligava para as complicações, ele não se importava com as consequências e não dava a mínima para o que falavam de tudo o que ele queria viver, e ele apenas queria viver Baekhyun. Enquanto esse, coitado, focava nos problemas que podia ter para si mesmo e causar para o outro. Baekhyun direcionava uma parte considerável de seu tempo remoendo frutos daquela irresponsabilidade e bolando prováveis soluções para algo que era tão simples.

Tão simples quanto apenas amar.

Chanyeol corria atrás de todo o desafio e pulava qualquer obstáculo e o outro apenas se preocupava com sua própria comodidade. Isso não era errado? Querer resolver todos os problemas quando podia muito bem só esquece-los e se enfiar naquela bolha criada por ambos os apaixonados? Sim.

Mas isso não era debate para se fazer num mercado.

Por isso tratou de fazer o que tinha que fazer e seguiu para a seção de carnes, buscando aquela que seria preciso para seu almoço com Chanyeol. Assim feito, vasculhou o resto dos corredores atrás de um agrado que pensou cair bem para um dia daquele – afinal, não era todo dia que cozinhava para o mais novo despreocupado com qualquer receio. Então foi parar naquelas longas prateleiras repletas dos mais diversos doces e chocolates, não demorando à escolher aquela caixa de bombom que mais lhe chamou a atenção antes de virar em seus calcanhares rapidamente direto para caixa...

E esbarrar no desconhecido tão atrapalhado quando ele.

“Me desculpe!” O uníssono se espalhou e ambos riram.

“Eu estou um pouco apressado e costumo ser desastrado, então tudo bem, não precisa se desculpar!” O mais alto falou e então lançou um sorriso...era aquele sorriso. Só podia ser.

“Bom, somos dois!” E estranhamente, no mesmo passo, começaram a andar juntos até aquele corredor conhecido por inúmeras filas e diferentes limites de compra. “Eu preciso fazer o almoço já que a minha mãe ainda está enfiada em alguma reunião da empresa...”

“Ah, sei como é isso. Conheço o seu lado e o da sua mãe também.” Riram. “No meu caso eu preciso fazer o almoço de um amigo meu que deve estar enfiado na minha cozinha aprontando alguma coisa.”

Era exatamente como lhe foi descrevido aquele dia, tinha certeza. O formato retangular, os caninos aparecendo, os olhos quase se fechando. Não era possível existir dois como aquele.

“Espero que o seu amigo não seja como os meus, porque a bagunça que fica em casa é quase inacreditável.” E enquanto um desejava a todo custo decifrar o sorriso alheio, o outro se deixava encantar pelo jeito adolescente espontâneo demais para ser ignorado. Chegava a ser adorável o modo como ele levava o assunto persistente, quase tão adorável quanto sua aparência composta pelo cabelo de tigela, lábios fartos e olhos grandes.

“Ele não é nem louco de fazer bagunça na minha cozinha! Existem consequências duras pra isso...” Fingindo braveza na expressão conseguiu arrancar um riso abafado do outro enquanto colocava suas coisas na esteira, esperando as mesmas passarem por seus códigos e chegarem ao outro lado para serem empacotadas. O que foi feito depois da conta ser paga.

“Boa sorte com a cozinha e tenha um bom almoço!” Seguindo os passos do mais velho, desejou para o mesmo enquanto via suas compras serem marcadas na pequena tela ao lado ao passo em que o outro já deixava cair para dentro da sacolinha o último item.

“Igualmente! Foi um prazer esbarrar com você.” Se curvando em despedida, viu o gesto se repetir. “Qual o seu nome?”

“Kyungsoo, e o seu?”

“O meu é Baekhyun.” Sim...como não ser? “Até mais Kyungsoo!”

“Até!” E aquele foi o até logo mais certo que já deu para alguém, pois sabia que mais cedo ou mais tarde ele iria se concretizar.

 

˃˃ ˂˂

 

O cheiro de cada cômodo daquela casa era embriagante.

Em cada canto que eu ia aparentemente Baekhyun estava lá, lançando seu perfume direto em meu nariz como se quisesse me provar sua presença em todo lugar. Então eu só deixei que a casa me fosse apresentada devidamente com minhas próprias pernas, seguindo a fragrância que eu já bem conhecia e me encontrando com aquele quarto caído na luz do sol.

Ele combinava com Baekhyun. Não por ser o quarto dele ou por estar decorado por seu exato gosto, mas por ser quente e iluminado, capaz de te convidar inconscientemente para deitar naqueles lençóis, fazer bagunça e continuar ali até o sono chegar para repetir tudo no dia seguinte. Era tão quente e iluminado que te convidava a ficar e não lhe dava outra opção.

Mas quem é que iria querer deixar aquele lugar se quanto mais você ficava ali menos considerava ir embora?

Foi por isso que eu me sentei na ponta do colchão e me larguei ali por alguns minutos, alisando o edredom claro em busca de sentir algo a mais, me apegando nas horas que eu tinha que contar para que aquele algo a mais enfim cruzasse a porta para ser apenas meu pelo resto de mais um dia.

Só que, como sempre, meu celular ousou tocar no momento mais inoportuno, me fazendo esperar inutilmente a desistência do outro lado da linha para continuar meus devaneios. O que eu tinha que fazer para conseguir ficar quieto com os meus pensamentos e minhas vontades uma única vez?

“Alô?”

“Filho, tudo bem com você?”

“Oi mãe, tudo sim, tá tudo bem! E com a senhora?”

“Era sobre isso que eu queria falar...tem como a gente se encontrar?”

“Agora? Eu não...eu não sei mãe, o que houve?”

“Por favor. Eu gostaria muito de ver você. Na verdade, de ver vocês dois.”

“Nós do–“

“Eu sei que está com o Baekhyun...eu gostaria de conhece-lo.” Por um momento congelei, tentando processar aquele pedido ao mesmo tempo que queria me convencer de não ter ouvido errado. “Eu explico tudo à vocês, só me deixe ir até aí.”

E tinha como dizer não?

"Eu vou fazer o possível, mas não garanto nada...já que sabe que eu não estou em casa–"

"Ok filho, tudo bem. Só me prometa que vai ligar de volta. É importante."

Então eu bufei, tão alto que se havia algum medo perto de mim ele se instalou em meus pulmões com a intenção de ficar.

 

"Prometo."


Notas Finais


Agora que aqui estamos, eu vou me fazer o favor de me auto-divulgar:
https://spiritfanfics.com/historia/obrigado-chanyeol-7166172

É a primeira drabble gente, garanto que tá lindinha e vale a pena dar uma olhada. Como centro de inspiração temos nada mais nada menos que Chanyeol, então deem mto carinho pra esse mimo pfvr <3

ENFIM

Sra. Park entrou na treta AGORA NINGUÉM SEGURA MAIS ESSES ACONTECIMENTOS
Não me responsabilizo por nada que der errado em galera. Lembrem-se que a culpa é de quem (Sr. Park juntamente com Yifan) fica se metendo onde não devia.

Mas e aí, e essa briga de casal casado com filho decidido? Valeu?
Fora que Saejin deu de bandeija (ou melhor, de celular) motivo pro tal chinês ir se intrometer dnv com Byun Baekhyun. Não sei vocês, mas e não quero nem ver.
E de compensação, encontrinho BaekSoo maravilhosos no mercado pique chef's de cozinha!

Espero que tenham gostado gente, demorou mas foi justamente pra sair mais que 4.000 palavras.
Na próxima eu volto tentando bater record de número!
Então até mais, obrigada pela paciência, plmdds continuem segurando minha mão e BEIJOCAS ^3^


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