História Pregancy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Digimon
Personagens Ken Ichijouji, Yolei Inoue
Tags Comedia, Família, Gravidez, Kenyako, Romance
Visualizações 26
Palavras 1.482
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee genteeey!
Em comemoração ao dia do meu aniversário, escrevi essa one Kenyako. O dia é meu, só que quem ganha o presente são vocês!
Faz um tempo em que vi umas fanarts de quadrinhos Kenyako sobre a Miya falando que estava grávida, gostaria muito de saber qual é o autor dela e mandar o agradecimento.
Por enquanto ela está sem capa, em breve estarei colocando alguma.
Tudo é narrado pelo ponto de vista da Miya!
Betada pela maninha linda Mai-chan e com o toque lindo dela <3

Espero que se divirtam!
Beijos!
~LadyIchijouji

Capítulo 1 - Capítulo Único


KYAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!

Ai meu Kami, e agora?! O que vou fazer?!

Era a única coisa que eu pensava ao encarar o resultado do exame de sangue.

Positivo. Oito semanas de gestação.

Há tempos notava que algo estava errado comigo, além do sono excessivo que já andava, praticamente todos os dias enjoada e vomitando, principalmente quando sentia o cheiro de frituras Teve um dia, me deu uma vontade louca de comer Kushiage, liguei para Ken-kun e ele me trouxe, foi só comer um pedacinho e pronto, já corri para o banheiro colocando tudo para fora, tadinho, ficou tão preocupado comigo, queria de todas as maneiras me levar para o hospital; acabei melhorando, porém, demorei para conseguir acalmá-lo, não só a ele, como aos Digimons também, Wormmon estava mais em pânico do que o seu parceiro, achou que eu estava morrendo. Tadinho.

Além desse episódio, cólicas e dores de cabeça começaram a fazer parte do meu cotidiano, assim como as oscilações de humor, coisa inédita, diga-se de passagem. Há pouco tempo, eu e Ken-kun decidimos juntar de vez as nossas escovas de dente, se mudamos para o mesmo prédio do pastel do Daisuke. Pronto, se tornou a minha vítima favorita, simplesmente não podia o enxergar no corredor ou quando ele  vinha na nossa casa, já queria bater nele sem ao menos ter motivo.

Minhas contas estavam atrasadas fazia algum tempo, eu julgava que era por conta do estresse, minha vida era uma correria constante, além de fazer várias disciplinas na faculdade, tinha o estágio e mais a casa para arrumar. Tem horas que acho que vou enlouquecer, é coisa demais para mim, não sei como a minha mãe conseguia administrar tudo e sempre com um sorriso no rosto,! Ainda bem que tenho os Digimons para me ajudar quando preciso, caso contrário, já tinha pirado mesmo.

Por conta disso não andava me alimentando direito, e o que comia simplesmente não parava em meu estômago, os sintomas de fraqueza abatiam meu corpo e por conta disso acaba desmaiando. Foram quatro episódios, e no último, decidi fazer um check up, para ver se não tinha nada de errado comigo… E bem…

Descobri que vou ser mãe.

Não vou mentir, estou em pânico. Não consegui dizer nenhuma palavra desde que saí do hospital, cheguei em casa e me sentei no sofá, e cá estou, há quase duas horas encarando o exame e pensando de que maneira irei dizer para o Ken-kun, sem deixá-lo em um ataque de pânico. Como disse antes, faz pouco tempo que moravamos juntos, ele recém tinha começado na carreira como investigador, e eu tinha meu estágio, não ganhava muito, era o suficiente para nós dois e os Digimons; agora tudo mudou, éramos cinco, ou seis...

Ai meu Kami, o que eu vou fazer?!

Não vejo os Digimons desde a hora em que cheguei, mas parece que pressentiram alguma coisa, e decidiram me deixar sozinha para pensar. Já estava a ponto de arrancar os meus cabelos, ensaiei algumas formas de como diria a notícia, só que não gostei de nenhuma delas. Ia ensaiar mais uma vez, quando escuto o barulho da chave.

Respira Miyako, respira...

— Cheguei! — Ai ferrou, Ken-kun chegou! E agora, o que vou dizer para ele?

O escuto fechar a porta e tirar os sapatos, a cada passo que ele dá pelo corredor, meu coração bate mais forte, sinto meu estômago se revirar enlouquecido, isso que nem comi nada desde que cheguei do hospital.

— Miyako-chan? — Olho para a porta do hall e lá estava ele, retirando o casaco e pendurando-o no cabideiro.

— Ah, oi amor! Como foi o trabalho? — Engoli seco, abrindo um sorriso. Precisava disfarçar bem o meu nervosismo.

— Foi… Bom, bastante coisa. Você está bem? — Ele encostou-se na porta, me encarou, com os braços cruzados.

— Claro! Porque não estaria?!

— Tem certeza? Sei lá, você me parece um pouco nervosa...

Droga! Ele me conhece muito bem!

— Nervosa? Eu? Que isso! Porque eu estaria nervosa? Estou bem! Muito bem! Bem até demais! — Sooei extremamente escandalosa, nessa ação, recebi uma arqueada de sobrancelhas.

— Bom, sei lá, você anda meio estranha ultimamente. Achei que alguma coisa tinha acontecido. — Desencostou da parede e seguiu para cozinha. Quando estava prestes a entrar, abri a minha boca falando baixinho.

— E que nós vamos ter um bebê…

Ken-kun tem uma audição muito boa, pois imediatamente parou no meio do caminho e se virou para me encarar, com os olhos arregalados. O tempo parece ter parado, alguns segundos parado, parecendo processar os fatos, para passo por passo ele veio em minha direção e se ajoelhar, sem deixar de me encarar; nesse momento, senti as minhas bochechas queimarem, meu nervosismo aumentou ainda mais, ele tava com aquela cara, vai ter um ataque, estou sentindo isso.

— Ken-kun… — Balancei uma das mãos em sua frente.

A reação foi completamente ao contrário do que esperava, uma explosão de risadas se iniciou na sala, os Digimons saíram correndo do quarto, pararam na porta, com gotinhas na cabeça, sem entender o que estava acontecendo ali.

— Porque o Ken-chan está rindo desse jeito? — Wormmon questionou olhando para o meu parceiro.

— O que tem de tão engraçado? A gente quer saber! — Hawkmon cruzou as asas frente ao peito, como se fossem braços, nos encarando.

Ken-kun ficou rindo por uns cinco minutos, as risadas se cessaram e me encara sério, para logo em seguida se atirar em meus braços e me apertar com força, como se eu fosse fugir, me deixando sem reação; uma hora ele ri, depois fica sério, queria saber o que se passava em sua cabeça.

Senti os seus batimentos cardíacos contra o meu peito e, além da sua respiração quente em meu pescoço; ficamos naquele contato por mais alguns minutos, até ele desencostar e me encarar, com seus olhos marejados e as bochechas coradas. Uma de suas mãos foi para o meu rosto, deslizando as pontas dos dedos pela minha bochecha, contornando pela curvatura do queixo, até chegar aos meus lábios.

— Ken? — Meus olhos já estavam marejados, esse silêncio dele estava me agonizando, queria que dissesse alguma coisa.

— Miyako-chan, eu estou tão feliz! — As lágrimas escorriam de seus olhos e mais uma vez ele me abraçou, ai não consegui mais me segurar, desabei agarrada em seus braços. — Obrigada, meu amor! Essa é a melhor notícia que recebi hoje!

— Eu fiquei tão preocupada, eu não sabia o que fazer, não sabia como ia te dizer isso…

— Teve medo que eu tivesse um ataque de pânico, né? — Ele desfez o encaixe, retirando os meus óculos e limpando as minhas lágrimas.

— Não vou mentir, tive sim, não faz muito tempo que moramos juntos, você recém começou na sua profissão, não sou formada ainda…

— Estou vendo que invertemos os papéis hoje. — Ele deu um beijo em minha testa e voltou a me encarar.

— São os hormônios, eles estão me deixando assim. — Sorrio minimamente, passando a mão pelo seu rosto.

— Nós vamos dar um jeito, amor, sempre demos, e agora não vai ser diferente. — Seu olhar se voltou para a minha barriga, colocando uma de suas mãos ali, fazendo carinho nela.

— Não vai ser mesmo. — Sorri, passando as mãos pelos seus cabelos.

— Oi pequeno, aqui é o papai quem está falando. Faz poucos minutos que estou sabendo da notícia da sua existência, fiquei chocado inicialmente, mas depois fui tomado de uma felicidade inexplicável. A sua mãe nos deu um susto e tanto, né? Achava que algo de ruim tinha lhe acontecido, sendo que na verdade, era a melhor coisa que podia ter acontecido em nossas vidas. Você era tudo o que faltava para a minha vida ser ainda mais completa, prometo ser um bom pai para ti, vou fazer de tudo para você ser feliz. Eu amo vocês demais. — Finalizou dando um beijo em minha barriga.

Toda aquela insegurança que senti, há alguns minutos, simplesmente se dissipou, dando lugar a um turbilhão de sentimentos bons que existem no mundo. Meu peito se encheu de alegria, e mais uma vez estava chorando, só que dessa vez era de emoção, não tinha o porquê de sentir medo, Ken-kun estava ao meu lado, não só ele, como os Digimons também, que se aproximaram de nós, Wormmon pulou no sofá, sentando-se ao meu lado, encostando sua cabeça em minha barriga, enquanto Hawkmon ficou em pé, passando uma das suas asas por ela.

    Fechei os olhos e sorri, agora as nossas vidas estavam completas, um novo capítulo de nossa história de amor estava apenas se iniciando, nossa família iria crescer.

— E parece que ninguém vai explicar o que ta acontecendo. — Se lamentou Wormmon.

— Ah, acho que é algo bom, eles estão se abraçando felizes. — Hawkmon completou.

Não demorou para que eles se juntassem ao nosso abraço e nos olhamos pensando em como explicar sobre a chegada do bebê e já sabendo as perguntas que  eles fariam, coisas sobre como surgem os bebês e tals… Mas essa é uma história para ser contada em uma outra data.

 



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