História Prelude 3.0 (pt 2.) - A Prophecy - Capítulo 75


Escrita por: ~

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Categorias Burzum, Lana Del Rey, Mayhem, Slipknot
Personagens Chris Fehn, Corey Taylor, James Root, Joey Jordison, Lana Del Rey, Mick Thomson, Paul Dedrick Gray, Sid Wilson, Varg Vikernes
Tags Slipknot
Exibições 15
Palavras 1.573
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 75 - Disagreement


Fanfic / Fanfiction Prelude 3.0 (pt 2.) - A Prophecy - Capítulo 75 - Disagreement

Cinco anos mais tarde...

Revirando os olhos, Purity catava os brinquedos de Josh espalhados pelo chão. Estava exausto! Estava cansado de depender de seus pais, então procurou um emprego. Fora contratado para trabalhar em um almoxarifado de uma empresa em Des Moines. Enquanto catava os brinquedos, Purity pensava em Mércia e o quanto estava feliz por tê-la em sua vida. As coisas haviam melhorado bastante entre eles, apesar de Mick ainda guardar imenso rancor da filha.

-MÉRCIA! –chamou Purity. –Desce aqui!

-Eu estava no banho. –disse ela, enrolada em sua toalha rosa claro. O cabelo estava preso em um coque mediano e a área da clavícula, ombros e antebraços estavam molhadas. –O que foi?

-Tem como você brincar com Josh lá fora? –perguntou Purity com um ar cansado. –Por favor. Estou cansado de chegar em casa e ter que catar brinquedos!

-Eu não brinquei com ele hoje. –disse Mércia um pouco confusa. –Assim que cheguei, a sala estava uma zona! Arrumei tudo e corri para o banho.

-Josh, vem cá. –chamou Purity e Josh veio caminhando até o pai. Os cabelos eram lisos e longos, como os de Purity. A pele clara estava com alguns arranhões e a roupa estava suja com uma tintura vermelha escura. –O que aconteceu com você?

-Nada. –respondeu, rindo.

-Josh, a mamãe deixou você todo arrumadinho! –disse Mercia, decepcionada. –Eu só me ausentei por cinco minutos!

-Cinco minutos são muita coisa, mor. –disse Josh, fazendo Purity rir, disfarçado.

-Isso é sangue? –perguntou Purity, passando o dedo pela camiseta do filho. –Você se machucou?

-Não, far. –disse Josh, olhando para os olhos do pai. –Isso é comida.

-Já que você chegou, eu vou voltar ao banho. –disse ela, subindo as escadas vagarosamente.

-E então, o que você fez hoje? –perguntou Purity, retirando os fios loiros da testa do filho.

-Ah, nada demais. –disse Josh. –E você?

-Ah, nada demais. –disse Purity, arrancando um sorriso do filho. –Você me promete uma coisa?

-Uhum. –respondeu a criança, mexendo a cabeça.

-Quando a mor te pedir uma coisa, você tem que obedecer. –disse Purity. –Ela chega exausta, assim como eu! E você não está nos ajudando. Ela fica muito triste com isso, sabia?

-Eu não faço por mal, far. –disse Josh, olhando para as mãos de Purity.

-Eu sei que não faz. –disse o pai. –Mas, me promete que vai se comportar a partir de agora?

-Far... –Josh mordeu o lábio inferior e olhou para o pai. –Por que o bestefar não gosta de mim?

-Como? –Purity contraiu o cenho com a pergunta inusitada. –Você está falando do Corey ou do Joey?

-Do Mick.

-Ah. –Purity suspirou, estendendo a mão para o filho e caminhando com o mesmo até o sofá. Sentaram-se nas poltronas e Purity encarou o filho que esperava uma resposta. –Ele não é seu bestefar, Josh.

-Como não, far, ele é o far da mamãe! –disse a criança, ingênua. –Eu não me lembro de ter feito nada para ele. Mas, ele nunca veio me visitar. Só o conheço por foto!

-Você não precisa se preocupar com ele, Josh, você tem a mim, ao Corey, Joey, Mércia, o onkel Jim, o onkel Sid...

-Eu sei, far, mas eu quero saber do Mick! –disse Josh, ajoelhando-se na poltrona.

-Você não fez nada, ta legal? –disse Purity, observando o filho. –O Mick não aceita o meu casamento com a mamãe, só isso.

-Mas, por que não? –perguntou a criança. –Vocês se amam e todo mundo sabe disso!

-Do que estão falando? –perguntou Mércia, descendo as escadas.

-Sobre o babaca do teu far. –disse Purity, colocando Josh sentado na poltrona novamente.

-Per, já conversamos sobre isso. –disse Mércia, com o semblante sério. –Não precisa ofendê-lo.

-Mércia, babaca é um adjetivo quando se trata de Mick! –disse Purity. –Se você soubesse do que eu queria chamá-lo você agradeceria por eu estar pegando leve.

-Eu não ofendo os teus foreldre, Per! Eu os respeito, mesmo sabendo que eles foram horríveis quando você era criança! Eu estou cansada de ter que discutir com você toda vez que você ofende o meu pai e a minha mãe!

-Se você está se referindo aos meus pais biológicos, pode ir parando por aí. –disse  Purity se levantando. –Meus pais são Corey e Joey, só pra inicio de conversa.

-Eu não vou discutir com você. –disse Mércia caminhando até a cozinha.

-Então não discuta, apenas aceite! –disse Purity, afim de finalizar o assunto.

-EU NÃO TENHO QUE ACEITAR ISSO! –disse ela, alto. –POR QUE SÓ EU QUE TENHO QUE ACEITAR AS MERDAS DENTRO DESSA CASA? É PEDIR MUITO PRA QUE VOCÊ RESPEITE O MEU PAI?

-E É PEDIR MUITO PARA QUE O IMBECIL DO TEU FAR RECONHEÇA A PORCARIA DO ERRO DELE E VENHA VISITAR O ÚNICO BARN? –gritou Purity, irritado. –É PEDIR MUITO PARA QUE AQUELE CABEÇA DURA DO TEU FAR ENTENDA QUE O JOSH NÃO TEM NADA A VER COM A INSATISFAÇÃO DELE?

 

Josh ficou observando os pais discutirem. Seus pequenos olhos azuis alternavam entre Mércia e Purity e uma grande interrogação pesou em sua cabeça. Por que estavam discutindo? Estava tudo indo bem, como ia todos os dias! Por que sempre quando falava de Mick uma discussão ensurdecedora nascia dentro da casa? Os gritos de Mércia e Purity estavam ficando mais fortes e Josh temeu que algo ruim acontecesse. Os pais estavam tão furiosos que não ouviram a campainha tocar. Josh saiu do sofá e correu até a porta, dando de cara com Corey e seu melhor amigo, Seth.

-Hei. –sorriu Josh, abrindo a porta para que Corey e Seth passassem.

-Que gritaria é essa? –perguntou Corey, ainda na soleira da porta.

-Ah, a mor e o far estão brigando por causa de uma pergunta que eu fiz. –disse o garoto. –Entrem.

-Ei, podem parando com isso. –disse Corey, se aproximando do casal.

-Far? –Purity encarou Corey. –O que você tá fazendo aqui?

-Vim trazer o amiguinho do Josh e aproveitar e chamar vocês para passar esse fim de semana com a família. –respondeu Corey. –Agora me diga por que estão brigando. Vocês não têm respeito pelo filho de vocês? Ele é só uma criança e vocês dois sabem que viver em um ambiente violento é horrível!

-Corey, eu estou cansada do Per ofender o meu pai. –disse Mércia, colocando a mão na testa. –É o tempo todo! Qualquer coisa que acontece, ele dá um jeito de envolver meu pai e eu já sofro o suficiente com essa separação toda! Eu escolhi me casar com Per porque o amo, mas não sabia que teria que passar por isso!

-Eu estou cansado de ter que inventar desculpas para o meu sønn toda vez que ele pergunta o porquê Mick não gosta dele. –disse Purity, sentando-se no sofá. –O que eu vou dizer pra ele dá próxima vez? Dizer que Mick é o melhor bestefar do mundo, mas só está um pouco abalado? Você e Joey estão juntos a Josh desde quando Mércia descobriu a gravidez e ele me pergunta toda noite o porquê só os meus pais gostam dele! Você ainda quer que eu me refira ao Mick de uma forma delicada? Eu não me importo se ele me odeia, pois tudo o que eu sinto por ele é indiferença! Ele pode fazer o que quiser comigo, mas com o meu filho não! É O MEU FILHO!

-NOSSO FILHO! –disse Mércia. –Você acha que eu gosto da atitude do meu pai?! Eu só te peço para que não o ofenda, pois Josh irá crescer com o mesmo pensamento que você tem! Não distribua seu ódio para o nosso filho!

-Não estou distribuindo ódio e sim a verdade! –disse Purity. –Mick nunca fez nada pelo Josh então cala essa sua boca!

-Purity, não precisa falar assim com ela. –disse Corey. –Além de ela ser uma kvinne, ela é a sua kone e você deve respeito! Assim como ela também lhe deve total respeito. Eu não quero me meter na vida de vocês, não quero me meter na criação do Josh, eu só peço para que vocês parem de agir feito dois adolescentes! Vocês têm totais condições de sentarem e conversarem feito adultos. Sem gritar, sem ofender! Apenas conversar! Fizeram de tudo para ficarem juntos e agora que conseguiram vivem brigando?

-Far, eu vou passar essa semana na sua casa. –disse Purity, fazendo Mércia o encarar pálida. –Eu preciso de um tempo.

-Tempo pra quê? –perguntou ela, segurando as lagrimas.

-Tempo para por a minha cabeça no lugar, Mércia. –disse Purity.

-Lá é a sua casa também, você sabe, mas tem certeza? –perguntou Corey, vendo a expressão de Mércia.

-Ja. –disse o loiro. –Estou indo pra lá amanhã à noite depois do trabalho.

-Bom, eu preciso ir. –disse Corey. –Joey está me esperando em casa. Espero que vocês não discutam mais. Dá um beijo nas crianças.

-Ha det bra, far. –disse Purity, com um suspiro. Corey acenou com a cabeça e saiu da casa do filho. Purity olhou para Mércia e a observou sentar-se no sofá. Estava abalada com a ideia de Purity em sair de lá para ficar com Corey e Joey. –Jeg elsker deg.

-Jeg forstår ikke... –disse ela, olhando para o marido. -Você não precisa ir para a casa de seus pais, Per.

-Irei na tirsdag e voltarei na onsdag. –disse ele. –Eu só preciso ficar um pouco com meus pais.

-Tudo bem. –disse ela, suspirando. Purity lhe deu um beijo na testa e subiu as escadas.


Notas Finais


Traduções:

-Far: Pai
-Mor: Mãe
-Bestefar: Avõ
-Bestemor: Avó
-Onkel: Tio
-Foreldre: Pais
-Barn: Neto
-Sønn: Filho
-Ja: Sim
-Ha det bra; Tchau
-Jeg elsker deg: Eu te amo
-Jeg forstår ikke: Eu não entendo
-Tirsdag/Onsdag: Terça-feira/Quarta-feira


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