História Presença confortável - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), G-Friend
Personagens Jungkook, Sowon, Yerin, Yuju
Tags Bangfriend, Btsgfd, Choi Yuna, Jeon Jungkook, Jungkook, Yuju, Yukook
Visualizações 8
Palavras 5.231
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi armes
tá aqui uma fica yukook longa pra cacete e que ninguém pediu *~*
é só um vômito de palavras do jungkook sendo tímido e softzin pq eu sou muito louca por esse conceito e a yuju sendo linda e os dois numa relação awkward porém fofa :((( ou não slá
essa fic foi literalmente eu vendo que tem quase nada de conteúdo yukook e falando "ah porra vou ter q fazer". e tem wonha if you squint
Boa leitura (SE alguma alma for ler isso né, rs) <3

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Presença confortável - Capítulo 1 - Único

Jungkook se sentia ansioso. Chegara cedo demais ao local destinado, então lá estava parado há meia hora, pensando se estava vestido casualmente demais, enquanto segurava um buquê com cuidado para não arruinar as flores azuis e brancas.

Era o primeiro da fila que se formava para entrar no enorme teatro do campus. Pelo menos poderia pegar um bom lugar, com uma visão privilegiada do que estava ali para ver. Ele não via a hora de vê-la cantar, dançar e, pela primeira vez, atuar. Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto ao imaginá-la também ansiosa nos bastidores.

Mexeu nervoso em seu cabelo e notou em seu celular que faltavam apenas quinze minutos para o início do musical. Uma voz o despertou de seus pensamentos, fazendo-o o olhar na direção de quem lhe chamava.

Duas figuras familiares se aproximaram, ambas com um sorriso provocador no rosto. O cabelo colorido de Bambam chamava atenção, assim como a altura de Yugyeom.

“Preciso perguntar pra quem são essas flores?” Bambam tentava segurar a risada.

Jungkook sentiu seu rosto esquentar, mas deu de ombros.

“O que vocês estão fazendo aqui?” indagou, olhando para os recém-chegados.

“Nosso amigo tem o papel principal nessa peça, viemos apoiá-lo,” Yugyeom explicou, já se colocando na frente de Jungkook na fila, “Acho que você conhece o Seokmin.”

Tentou se lembrar, mas falhou. Yugyeom era um tanto popular, ao contrário de si. Enquanto o considerava seu melhor amigo, Yugyeom tinha vários melhores amigos.

“Acho que ela vai receber muitas flores, você deveria ter sido mais criativo,” o de cabelos azuis não se poupava.

Jungkook o ignorou, sentindo-se ainda mais ansioso quando o portão do teatro abriu e o segurança pediu que apresentassem os ingressos enquanto entravam.

Pegaram os lugares centrais e do meio, tendo uma ótima visão de todo o palco coberto por uma cortina avermelhada.

“Então, já rolou alguma coisa entre vocês dois?” o tailandês o cutucou com o cotovelo. Jungkook não precisava olhá-lo para ver o olhar malicioso.

“Não.”

Ele estalou a língua em desapontamento.

“Você tem ficado tanto atrás dela ultimamente que achei que já tivessem chegado lá.”

Jungkook não deixou de corar com o comentário. Sentia o peito apertar só de imaginar-se abraçando-a, Yugyeom e Bambam sempre vinham com essas conversas.

“Não fico atrás dela, a gente só estuda junto depois das aulas,” ele bufou.

Os dois se entreolharam e riram até que as luzes do auditório apagaram e o silêncio tomou conta, sinalizando o início da peça.

Após as instruções sobre não fumar, comer, fotografar e saídas de emergência, uma música começou a soar pelo ambiente, logo sendo acompanhada por vocais encantadores, já familiares para Jungkook. Um sorriso surgiu em seu rosto ao ver a silhueta feminina atrás das cortinas que subiam, revelando o cenário bem trabalhado. Mas o centro, claro, era Choi Yuna, vestida em um longo vestido branco com detalhes brilhantes e rendados, reluzindo às luzes direcionadas ao palco. Os cabelos castanhos levemente ondulados e soltos e seus pés calçados por sapatilhas de balé brancas, novas em folha.

Seu lugar fora bem escolhido, pois, no centro da plateia, era como se olhasse diretamente para ela, sem distrações.

Ela já lhe dissera um dia que costumava dançar balé até os 17 anos, mas que, por conta da correria da faculdade, teve de largar. Nas sessões de estudo, reclamava das dores nas pernas e pés por conta dos ensaios, Jungkook até vira as marcas roxas em suas pernas. Não esperava vê-la assim, em toda sua plenitude, dançando, girando e cantando, como se fosse não exigisse nada de seu esforço.

Percebeu que sorria sem parar quando suas bochechas começaram a doer.

“O Jungkook vai começar a babar,” ouviu Bambam dizer.

A música calma que se iniciara fora logo substituída por uma batida mais rápida e animada. Os dançarinos de fundo ajudaram-na a se livrar da parte de baixo do vestido longo, deixando-o mais curto e vestindo-a com roupas completamente diferentes, enquanto ainda cantavam e dançavam.

Jungkook não sabia realmente sobre o que a peça era antes de ir, mas era claro que se tratava de uma comédia romântica. Uma bagunça entre uma cantora de cabaré e um homem que acabara de sair da prisão que variava entre cenas puras para engraçadas.

Yuna que dizia estar preocupada com a sua atuação, se saía muito bem e não demonstrava sinais de nervosismo, nem quando improvisava com a quebra da quarta parede.

Sua voz estável e única quando cantava não demonstrava falhas. Estava realmente impressionado como mudava de uma mulher doce para uma sarcástica e selvagem.

Com os comentários de Yugyeom e Bambam, descobrira que o papel do ex-presidiário era feito pelo tal Seokmin. O cara era um serelepe, dançava e cantava bem. Sua química com Yuna era indiscutível. Aquilo o fazia se remexer desconfortável em sua cadeira.

Ele sentiu isso ainda mais quando ambos estavam a ponto de se beijar após uma cena dinâmica com grande parte do elenco dançando no palco e fora dele, entre as fileiras da plateia. Tinha certeza que os lábios dos principais encostariam se a luz não se apagasse, anunciando o fim da cena.

“É só atuação...”, pensou consigo.

Nada nem havia acontecido. Estava tudo bem, mesmo que a dinâmica entre os dois fosse hipnotizante e que as garotas atrás de si não parassem de surtar sobre o quão fofos os dois eram juntos.

A cena final fora uma dança dividida entre o jazz e o balé. Sem cantoria, apenas instrumental. A química e a boa atuação ficaram claras ali enquanto dançavam juntos, como se fosse natural que se encaixassem, que ele a levantasse com tremenda facilidade, que corressem juntos para lá e para cá ao ritmo para finalizar o ato com um beijo esperado e aclamado pela plateia. Um beijo muito real que fez com que as pernas de Jungkook não ficassem firmes o suficiente para que ele levantasse e aplaudisse como a maioria.

O elenco agradeceu ao fim e o sorriso no rosto de Yuju era enorme e emocionado. Sorriu de canto ao vê-la assim, até que as cortinas se fecharam novamente e todos começaram a sair.

“Jungkook-ah, você não vai nos bastidores?” Bambam chamou sua atenção.

Ele assentiu, finalmente se levantando com o buquê já não tão perfeito em suas mãos.

“Podem ir na frente, eu alcanço vocês,” disse sem saber o porquê.

Bambam saiu e Yugyeom se aproximou, perguntando se ele estava bem. Como resposta, sorriu largo – e falso – tranquilizando o amigo que logo se retirou.

Quando o auditório estava quase vazio que se moveu dali, indo em direção aos bastidores.

Não deveria ter ido. Pelo menos não com aquelas flores e não arrumado demais como se fosse um encontro entre os dois. Era a estreia da peça que Yuna vinha se esforçando há meses. Talvez ela o tivesse chamado apenas na ingenuidade. Ele que era o errado de ter segundas intenções, talvez tivesse sido bom ter quebrado a cara.

A grande sala estava cheia de pais e amigos que estavam ali para congratular seus filhos. Respirou fundo e procurou a garota no meio de tantas pessoas, apenas para encontrá-la com o seu parceiro de peça. Os dois riam e pareciam felizes, logo estavam cercados de pessoas que os parabenizavam e, como Bambam tinha dito, ela já tinha flores nas mãos, maiores e mais bonitas do que as que ele tinha levado, por sinal.

Se saísse dali logo ele não seria visto por ela e poderia arrumar uma desculpa depois. Seria melhor.

Deu uma olhadela para a direção de Yuna novamente, vendo-a pousando para fotos com Seokmin. Eles pareciam realmente próximos e íntimos, ao contrário de sua própria relação com ela. Jungkook não sabia nem se Yuna o considerava como amigo. Ele era estranho e entediante, não puxava qualquer assunto por medo de assustá-la e afastá-la. Às vezes conversavam sobre filmes, música e essas coisas apenas e, na maioria das vezes, iniciada por ela. Quando o fazia, dizia algo idiota, mas que sempre lhe arrancava uma risada.

Ele realmente queria impressioná-la. Mas por medo, não fazia nada.

Voltou-se para a porta, esbarrando-se com alguém. Logo curvou-se para pedir desculpas, mas a face também era familiar. Deparara-se com o sorriso surpreso de Mingyu.

“Não sabia que você viria,” ele começou, “São pra Yuju?” questionou sobre as flores.

Jungkook assentiu.

“Mas ela parece ocupada agora, deve estar cansada,” comentou com o amigo.

Mingyu olhou para o outro lado da sala, vendo Seokmin e Yuna sendo elogiados ambos com sorrisos satisfeitos. Logo entendeu o desconforto de Jungkook.

“Você deveria tentar se aproximar,” Mingyu aconselhou.

Se aproximar desajeitado, entregar as flores, receber um agradecimento desconfortável dela e depois o quê?

Olhou mais uma vez na direção da moça, não esperando que seus olhos se encontrassem com os dela. Aquele contato durou por alguns segundos, deixando-o ainda mais nervoso, até porque não conseguira interpretar aquele olhar.

“Eu vou embora agora, tenho que acordar cedo amanhã,” mentiu, até porque seria sábado.

Saiu sem deixar-se ser questionado e dirigiu-se para fora do teatro, finalmente respirando o ar fresco e frio de outono. Caminhou por um tempo pelo campus iluminado e se sentou em um banco não muito distante dali.

Até que estava bem movimentado ali, algumas pessoas saíam do teatro, outras da biblioteca e outras saíam para aproveitar a sexta-feira à noite.

Ficou um tempo distraído, mexendo em seu celular. Não queria voltar para o dormitório e ser cheio de perguntas de seus hyungs sobre como tinha se saído com “a garota da voz bonita que o Jungkookie gosta”.

Não sabe por quanto tempo ficou ali, mas decidiu que já era hora de ir embora e descansar.

Assim que se levantou, seu celular vibrou com uma nova chamada. O nome Choi Yuna apareceu na tela, fazendo-o sobressaltar.

Atendeu depressa, num ato desesperado.

Jungkook-ah?” a voz suave da garota soou do outro lado, o ambiente parecia vazio.

“O-oi?” amaldiçoou-se por gaguejar.

Está tudo bem?” indagou Yuna antes de soltar uma risadinha.

“Ah... sim...” era isso o que acontecia quando se tratava dela. Uma perda de palavras inexplicável.

Você veio, né? Por que foi embora?” seu tom soou preocupado dessa vez. O drama de Jungkook causou isso.

“Você parecia ocupada, pensei em falar com você depois...”

Ela riu abafado mais uma vez.

Já está em casa?” ela perguntou e ele negou, “Minhas amigas que vieram me ver, mas elas já foram embora. Estou apenas arrumando minhas coisas pra sair. Eu queria que você viesse aqui.”

Um silêncio de 5 segundos fez Yuna dizer “Alô?” novamente.

“Claro! Eu não estou longe!”

“Tudo bem, então. Até logo!” ela disse com a voz risonha.

Jungkook tomou as flores jogadas no banco em mãos novamente e refez o caminho para o teatro. Algumas pessoas, provavelmente do elenco, ainda saíam, mas estava bem vazio.

Adentrou para os camarins, vendo o nome de Yuna em uma das portas que estava entreaberta.

Bateu levemente, vendo-a ser escancarada do nada. Era Seokmin quem o atendera.

O cumprimentou sendo recebido com um sorriso brando do outro. Os olhos dele pararam no buquê em suas mãos.

“Seokmin-ah!” uma voz o chamou no corredor e, mais uma vez naquela noite, Jungkook se deparava com Mingyu, “E Jungkook! Achei que tivesse ido embora...” o mais alto sorriu.

“Ah, você é o Jungkook!” Seokmin se pronunciou, “Ouvi muito de você,” a simpatia dele quase fez Jungkook se sentir mal.

Ele apenas sorriu, sem saber o que dizer.

“Ele é um pouco tímido,” Mingyu disse, colocando os braços sobre os ombros do amigo, “Vamos?” se dirigiu a Seokmin, que assentiu.

“Nós vamos fazer uma festa amanhã no terraço do prédio principal de artes cênicas, pra comemorar a estreia,” o ator começou, olhando para Jungkook, “Você deveria vir! Vai ser à noite!”

Jungkook assentiu, também sorrindo.

“Eu vou tentar. Obrigado!”

Seokmin bateu em seu ombro antes de sair. Além de tudo, ele era legal. Por um momento, pensou que ele tinha tudo a ver com Yuna. Ele era amigável e animado, enquanto Yuna era calma e gentil. Droga, eles eram perfeitos. Riu sem humor.

Um assobio o tirou de seus devaneios. Yuna se espreitava do lado de dentro da sala com um sorriso contente no rosto e nos olhos. Ela desapareceu para dentro novamente, abrindo mais a porta para que Jungkook entrasse e ele o fez.

Yuju estava sentada na cadeira onde calçava seu tênis.

“Espero que você não estivesse tentando fugir de mim, Jeon Jungkook,” ela sorriu, sendo retribuída com uma risada.

Ele estendeu as mãos com as rosas azuis e brancas, chamando a atenção do olhar iluminado da garota.

“Estão meio cansadas de esperar, mas ainda estão vivas.”, ele suspirou, mais relaxado agora, “Você foi ótima.”

Fora a vez dela de desviar o olhar, sorrindo acanhada e agradecendo.

Eles saíram logo dali para o frio um pouco mais rigoroso do lado de fora. Jungkook fora rápido em tirar o próprio casaco e cobri-la com o mesmo, visto que ela usava apenas uma camiseta fina de manga cumprida.

Caminharam para fora do campus, enquanto conversavam. Ela explicava a ansiedade e a satisfação. Disse que tinha medo de decepcionar todo mundo e que errou várias vezes, mas conseguiu disfarçar graças à Seokmin, que era um talento nato. O nome dele fora mencionado várias vezes, ela dizia o quanto era agradecida por ele tê-la ajudado, o que trouxera de volta o desconforto inevitável no peito de Jungkook.

“É, era óbvia a química de vocês,” soltou, talvez um pouco mais amargo do que deveria.

Não a olhava, mas sentiu-a encará-lo, provavelmente confusa, e se arrependeu de imediato. O silêncio predominou no resto do curto caminho.

Pararam na frente do complexo onde Yuju morava com duas de suas amigas.

“Obrigada por ir me assistir... Eu estava com medo de decepcionar todo mundo.”

A rua ali era estreita e estava vazia. A iluminação dava conta, mas não era tão forte. Ele reparou em como sua pele – agora livre de maquiagem – não possuía imperfeições, que seus olhos escuros, apesar de cansados, ainda brilhavam. Os olhos dele pararam nos lábios dela: finos, rosados e extremamente beijáveis. Não pensou muito, apenas sentiu que queria e deveria beijá-la.

Jungkook deu um passo na direção de Yuna. Mais um fecharia a distância e, sabe-se lá com que coragem, mas ele iria fechá-la e colar seus lábios nos dela se uma voz estridente à distância chamando o apelido a garota não o fizesse sobressaltar e se afastar.

“Yerin unnie...” Yuna murmurou, vendo a garota loira correndo em sua direção para abraçá-la.

A outra amiga com quem Yuju dividia o apartamento também se aproximava com sacolas em mãos.

“Sojung unnie não quis ir pra balada depois que a gente saiu do teatro, então só compramos cerveja na loja de conveniência,” a loira começou a falar.

“Não estou a fim de te carregar bêbada pra casa,” a mais alta disse.

Elas finalmente pareceram notar a figura de Jungkook que se curvou educadamente.

“Eu vou voltar também...” anunciou Jungkook, num tom baixo.

Yuna assentiu, retirando a blusa que pegara emprestada.

“Te vejo amanhã na festa!” foi a última coisa dita por ela antes de desaparecer para dentro do condomínio.

Ao chegar em casa, jogou-se nada cama. Estava à centímetros de beijá-la. Pensava no que aconteceria tivesse mesmo acontecido, se ela corresponderia, se afastaria, como ficaria o clima depois.

Adormeceu daquele jeito, com a voz cantante de Yuna em sua cabeça.

~*~

Yuna acordou mais tarde no outro dia, exausta, mas com o peito cheio e um sorriso no rosto ao lembrar-se da noite anterior.

Alongou-se no chão de seu quarto dividido com Yerin. Seus pés estavam levemente calejados, mas não tão arruinados quanto pensara que estaria.

Saiu do quarto vendo as duas mais velhas na cozinha discutindo sobre algo.

“Yuju, você acredita que a Sojung unnie foi a um encontro ontem com aquela sua amiga? E nem me contou!” Yerin reclamou, alto demais, cruzando os braços e forçando um bico.

“Eunha me falou sobre isso,” riu enquanto pegava um copo e o enchia de água.

“Você tem que me contar se pretende mesmo namorar essa Eunha, eu tenho que decidir se vou ser malvada com ela ou não!”

Sojung suspirou, focando no que cozinhava.

“Primeiro, você não conseguiria se má com ela. Ela é um neném. E segundo, não foi nosso primeiro encontro e a gente já tá namorando.”

Yerin retomou o ar frustrada.

“Traíra!” bufou, “Então eu acho que vou ter que ser má com o namoradinho da Yuju”, sua expressão mudara do nada para uma provocativa.

A mencionada franziu o cenho, sentando-se à mesa.

“Se eu tivesse um...” disse, tomando um longo gole de água.

“E como você vai explicar o quase beijo que vocês deram aqui na frente ontem?” foi a vez da mais velha ali provocar, fazendo Yuna engasgar com o que bebia.

As veteranas riram alto da mais nova.

“Ele até deu a blusa dele pra ela!” o tom audacioso não deixava Yerin.

“Você não deveria ter atrapalhado, seria mais legal chegar enquanto eles se beijavam!” Sojung dava leves tapas em uma Yuna que tossia.

“O-o Jungkook... Nós não somos assim...” tentou justificar, não convencendo.

“Unnie, você acha que eu deveria usar o Seokmin-ah pra provocar quando eles começarem a namorar?” Yerin se empolgou, dando pulinhos na cadeira, “Tipo “Ah, a Yuju e o Seokmin são tão fofos juntos! Seriam um casal perfeito. Pena que...””

“Ah, não faz isso. Ele parece ser tímido demais.” Sojung se sentou, colocando o bibimbap que preparara sobre a mesa.

Yuna revirou os olhos e saiu dali, entrando no banheiro. Recostou-se à porta finalmente percebendo o que cansaço não permitiu no dia anterior: Jungkook realmente iria beijá-la.

Ele não pensou muito quando ele se aproximou, quando sentiu os dedos dele tocarem levemente suas mãos e sua respiração quente bater em seu rosto.

Ao sentir seu rosto esquentar, começou a jogar água nele, tentando também espantar os pensamentos.

Jungkook estava um pouco estranho também. Nem ponderara sobre o porquê.

Yuna gostava de Jungkook. Ele era um bom amigo, uma companhia agradável. Ela nunca realmente pensara sobre isso. Imaginar que eles poderiam ter se beijado na noite anterior era estranho. Sentia um certo desconforto desconhecido no peito.

Sacudiu a cabeça e terminou sua higiene matinal, saindo dali para se jogar em sua cama e assistir o resto do dia, até a hora da festa.

 

Enquanto se arrumava, pegou seu celular que ficara o dia inteiro esquecido em um canto. Havia algumas mensagens do grupo da peça, de Chaeyeon a elogiando, Seokmin dizendo que não conseguia dormir de euforia – essa mensagem era de 3 horas da manhã, quando ela estava desmaiada em sua cama, provavelmente babando – e de Jungkook, que abriu por último.

Jungkook-ah

Você descansou bem? [às 10:30 AM]

Já se alimentou? [às 10:31 AM]

...

Você vai para aquela festa, certo? [às 5:57 PM]

Quer que eu passe aí para irmos juntos? [às 5:57 PM]

 

Jungkook não usava muitos emojis ou expressões, então ele sempre parecia sério. Achou fofo que ele perguntasse sobre o bem estar dela. Um dia, ela contara pra ele sobre uma garota que fora assaltada naquela região, desde então, Jungkook sempre se oferece para acompanhá-la até o apartamento.

Eu

Estou bem, eu estava cansada ㅠㅠ[às 7:40 PM]

Não precisa, eu vou com as minhas unnies [às 7:40 PM]

Te vejo lá! ^.~ [às 7:40 PM]

 

~*~

Jungkook chegara cedo demais na festa. O terraço estava enfeitado com flores e luzes, tudo belo e iluminado. Havia um pequeno palco improvisado e algumas caixas de sons. Mingyu estava lá e ajudava da organização, até ofereceu-se para assistir no que precisasse.

No entanto, foi percebendo um pequeno problema conforme as pessoas iam chegando: não era uma festa formal e lá estava ele: de terno e gravata, como um idiota. Agora sim entendeu as risadinhas que algumas garotas deram assim que o viram.

As pessoas foram chegando e o ambiente se animando. Sentia que, mesmo parado em seu canto, com um copo de cerveja na mão, chamava a atenção em meio às pessoas vestidas casualmente demais.

Checava o celular de tempos em tempos, esperando alguma mensagem de Yuna, mas só recebia mensagens do grupo de conversa que tinha com seus hyungs. Jimin e Taehyung discutiam sobre algum filme.

Ao seu redor logo estavam seus amigos engajados numa conversa barulhenta a qual estava meio alheio. Às vezes ria dos comentários exacerbantes de Bambam e comentava algo quando lhe perguntavam, mas seus olhos estavam grudados na entrada daquele espaço.

Seokmin logo se juntou ao grupo e Jungkook percebeu que ele era igualmente barulhento, mas sua opinião sobre ele não mudou desde o dia anterior. Os outros zombavam dos passos de balé que ele fazia e suas expressões na peça.

“Pelo menos ele beijou a Choi Yuna,” Minghao defendeu, “Duas vezes. E vai continuar beijando por mais três meses, até pararem de apresentar”.

Um coro de “oh” se espalhou entre o grupo. Jungkook gostaria de não ter prestado atenção naquela parte. Viu Seokmin corar e coçar a nuca.

“Falando nela...” Jaehyun indicou a entrada com o queixo, onde Yuna surgia com suas amigas.

Como se fosse automático, Seokmin se levantou e foi até ela. Jungkook se esgueirou para vê-los entre as pessoas. Ela sorriu ao vê-lo fazendo com que seus olhinhos se contraíssem.

“Wow, ele tem atitude.” Alguém comentou, Jungkook tinha quase certeza de que era Bambam, mas não se importou.

A festa continuou por mais um tempo daquele mesmo jeito. Só saía dali para pegar algo para comer ou beber. As pessoas dançavam, cantavam no karaokê e bebiam muito.

Já havia perdido vista de Yuna e Seokmin, não sabia se eles estavam juntos, mas era provável que sim.

“Eu acho que já vou,” disse para Yugyeom que estava ao seu lado.

“São onze e meia ainda, Jungkook,” o amigo olhou para o tubo que o engravatado tinha em mãos, “Não vai nem dar o desenho que você fez pra ela? E se arrumou todo à toa?” ele continuou, cutucando-o com o braço.

Jungkook forçou uma risada.

“Nem sei onde ela está...”

“Serve aquela no palco?”

Seus olhos se voltaram para o palco no centro do terraço. Levantou-se de imediato, se aproximando.

Yuna, com um microfone em mãos, começava a cantar, chamando a atenção de todos.

No meio da apresentação, seus olhos se encontraram e ele não pôde deixar de sorrir, sendo contribuído com o mesmo ato dela.

Encerrou a música sendo recebida com aplausos. Ela logo desceu do palco e Jungkook a seguiu. Era difícil encontrá-la sozinha, então teria que parar a conversa dela com algumas garotas. Suspirou antes de tomar coragem para interromper. Não sabia do que a conversa delas se tratava, mas achava, só achava, que Yuna estava tentando fazer algum passo de dança, pois seu cotovelo viera fortemente de encontro com seu nariz. Ele grunhiu de dor e abaixou a cabeça, num ato automático, levando a mão até o local atingido.

“Jungkook-ah!” ela o chamou, se aproximando.

Ele não a olhou, concentrado demais na dor e na vergonha que sentia por conta das pessoas que riam.

Ele sentiu mãos finas segurarem seu rosto delicadamente, fazendo-o levantá-lo.

“Desculpa! Você está bem?” ela perguntou num tom preocupado, olhando para ele. Próxima. Muito próxima. E ainda com as mãos em seu rosto que deslizaram ternamente para seu pescoço, num ato distraído.

Em um pulo, ele se afastou, assentindo e estendendo o tubo em suas mãos.

 “O que é isso?” ela perguntou, olhando o objeto.

“Um desenho. Fiz hoje de manhã,” seu curso de artes plásticas tinha que servir pra alguma coisa pelo menos. Ela estava para abrir o tubo, mas ele a impediu, dizendo pra ela ver em um lugar que não chamasse tanto a atenção.

Ela franziu o cenho pensativa.

“Me espera perto da porta!” e deu as costas, se enfiando no meio das pessoas.

Yuju era um pouco impulsiva às vezes, mas no bom sentido e Jungkook gostava. Ele recostou ali mesmo, próximo ao local dito por ela, vendo o fluxo de pessoas entrando e saindo.

Ela logo voltou com o tubo em baixo do braço, copos e uma garrafa de soju em uma mão e na outra um molho de chaves.

“Eu roubei isso tudo. Vamos rápido!” disse sorrindo e entregando a garrafa para Jungkook antes de sair.

Jungkook riu confuso e a seguiu. Eles entraram no elevador e pararam no terceiro andar do prédio, completamente deserto. Ela abriu a última porta do corredor com a chave que indicava o auditório.

O local era pequeno, mas bem estruturado. Yuna fechou a porta e saiu correndo pelo local, tropeçando no meio do caminho, mas agindo como se nada acontecesse. Num ato infantil, ela subiu no palco, se sentando na beirada e balançando as pernas.

Jungkook a seguiu com calma. Ele nem pensou no que eles estariam fazendo ali, só os dois. Estando sozinhos ou não, seu coração ficava inquieto perto dela. Não era algo que controlava.

Sentou-se ao lado da cantora, deixando a garrafa e os copos no chão.

“Hoje você me viu de novo e não foi falar comigo.” Yuna comentou, com birra na voz.

Jungkook riu abrindo a garrafa e enchendo os copos de plástico.

“Você parecia... ocupada.” A imagem dela com Seokmin se formou em sua mente.

“E você, de novo, está usando a mesma desculpa.”

“Não é desculpa, é a verdade,” deu de ombros, tomando um gole pequeno, “Seokmin estava lá com você” ele realmente tentava falar normalmente, mas um tom amargo sempre acompanhava. Sentia-se horrível por isso.

“E daí?”

Riu novamente, dessa vez um tanto irônico. O pior de tudo é que ela realmente não parecia entender.

Um silêncio confortável pairou por um tempo até Jungkook se pronunciar.

“Você não vai ver o desenho?”

Ela pareceu lembrar-se do tubo ao seu lado. Abriu-o tirando o papel enrolado lá cuidadosamente. O papel A3 completamente colorido demonstrava uma Yuna centralizada no palco em sua cena inicial da peça. Jungkook se preocupou com os detalhes do cenário que puxara de sua memória, usara aquarela para colorir.

“Eu ainda estou aprendendo a usar essa tinta, então...”

“Está perfeito...” ela sorria suave, olhando para o desenho com afeito, “Obrigada.”

Ele sorriu de canto, desviando o olhar para o chão.

“Por que você me desenhou?”

Jungkook pigarreou com a pergunta inesperada. Contudo, o tom dela era calmo e lhe passou segurança;

“Você estava muito bonita ontem...” começou, sem olhá-la, mexendo no copo agora vazio, “Q-quer dizer, você é sempre bonita. Não é a primeira vez que eu te desenho, m-mas... Eu fiquei realmente encantado.” Finalmente disse, depois de escolher bem as palavras;

Yuna riu fazendo-o finalmente olhá-la.

“E por que você está tão chique hoje?” ela indagou, dando-lhe um soco leve no braço.

“A-ah... Eu pensei que fosse uma festa formal.” Respondeu mexendo em sua gravata, “Isso tá me incomodando... Não estou conseguindo tirar.”

“Calma,” ela disse, se ajoelhando no piso de madeira do palco e engatinhando rapidamente até ele, mexendo com cautela na gravata para desfazer o nó.

Jungkook não conseguia não encarar. Ela era realmente linda. Naquela noite, em especial, usava uma camiseta branca de manga cumprida e uma saia jeans de cintura alta, além de um casaco cinza do qual se livrara. Seus olhos estavam delineados, os lábios cobertos por um batom vermelho e as bochechas rosadas.

“Está melhor?” ela murmurou, soltando a gravata.

Ele não respondeu. Sua voz não sairia.

Jeon Jungkook estava sentado no chão, de frente para a garota de quem gostava, Choi Yuna que, por sinal, estava ajoelhada e inclinada em sua direção, olhos fixos nos seus. Yuna soltou os dois primeiros botões da camisa branca de Jungkook e deslizou sua mão para trás de seu pescoço.

No momento em que ela fechou os olhos, Jungkook avançou vagarosamente, sentindo as respirações se misturarem. Suas mãos procuraram a cintura da garota, puxando-a mais para si e, finalmente, os lábios se encostaram.

Tocaram-se levemente, como se estivessem provando um ao outro, pequenas pausas entre os beijos, dando espaço para sorrisos, para logo se intensificar. Ela se acomodou confortavelmente em seu colo, as pernas envolvendo seu quadril, os dedos finos passando por entre seus cabelos, enquanto as mãos de um Jungkook em êxtase passeavam por sua cintura, apertando-a de leve. A mão direita da própria Yuna guiou a esquerda de Jungkook para sua coxa e ele, acanhado acariciava as pernas da garota. Sua destra ainda a segurava firme pela cintura. O gosto da bebida alcoólica se misturava em suas línguas e o calor dos corpos se intensificava.

Jungkook não sabe por quanto tempo aquilo durou, perdera a noção de hora e lugar. Tudo o que importava era a boca de Yuna na sua, finalmente, num acontecimento natural.

O que os fizeram parar, no entanto, fora o toque alto do celular da garota no bolso de seu casaco jogado. A chamada era insistente e a fizera interromper o beijo. Jungkook resmungou tentando segurá-la junto de si, enquanto beijava seu pescoço.

“É o toque da minha mãe...” ela disse, arfando e saindo do abraço do outro.

Yuju ajeitou a saia que não estava mais em seu devido lugar e alcançou o celular a tempo.

Jungkook se jogou no chão, fitando o teto e luzes apagadas do palco. Não imaginava aquilo, de jeito nenhum. Até o dia anterior, fantasiava sobre o primeiro encontro, sobre segurar a mão dela, abraçá-la e o primeiro beijo acontecer do jeito mais clichê possível.

Não pensava que de um jeito tão aleatório acabaria com ela em seu colo, suspirando a seus toques e deixando marcas em seu pescoço.

Ela finalizou a ligação e foi até ele novamente, fazendo-o esticar o braço para que ela deitasse ao seu lado e apoiasse a cabeça. Jungkook a puxou para perto de si, dando um singelo beijo em sua testa.

“Por que a gente demorou tanto pra fazer isso?” ela perguntou em meio a um sorriso.

“Eu não pensei que... Você se sentia atraída por mim também...”

“Eu percebi ontem, quando você ia me beijar,” ela riu, deitando-se de lado para encará-lo, “Eu iria de beijar de volta se que saber...”

O rosto dele se iluminou com o comentário.

“Eu achei que você e aquele Seokmin... Tivessem algo.”

Yuju revirou os olhos.

“Você deveria ter perguntado ao invés de me evitar e ficar emburrado, seu idiota.”

Ele gargalhou a puxando mais para si e juntando as testas.

“Desculpa, Yuna.” Ele tirou alguns fios de cabelo da face dela, “Eu gosto de você... Muito.”

Ela corou, o sorriso nunca deixando seus lábios.

“Eu também gosto de você,” confessou.

E foi isso. Eles permaneceram ali por sabe-se lá quanto tempo, trocando caricias e tendo conversas aleatórias. Os encontros vespertinos de estudos não acabaram, só mudaram.

Jungkook se sentia mais livre para conversar agora que não tinha que esconder sentimentos e depois que descobrira que ela sentia afeto por quem ele era. No meio das sessões de estudo, ele procuraria a mão dela e entrelaçaria os dedos. Ele roubaria um beijo ou outro nas pausas recebendo tapas inofensivos por estarem em local público.

Ele a desenhava sempre que podia, cada variação de expressão e ela cantava para ele quando se sentia cansado. Yuna descobrira também que Jungkook gostava de ser mimado, principalmente nas noites de netflix em que eles se enfiavam em baixo dos cobertores do quarto de Jungkook e riam, conversavam e se beijavam antes de prestar atenção em qualquer filme.

E era daquele jeito que o relacionamento ia. Nada que não se encaixasse nos padrões de jovens que se amavam. 


Notas Finais


Eu não sei como aquela cena do makeout brotou ( ._.). Tava querendo fazer tudo fluffyzin, mas saiu isso aohsaodh
Se tu leu, obrigada, Deus te pague em dólar.
Comente e me dê um oi, pf :'ccc
Yukook é flop, mas é top. Venha para o lado yukook da força (até pq tá vazio demais, slc)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...