História Presente de Natal - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Drama, Inglaterra
Visualizações 14
Palavras 858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Convite para o chá das cinco


O dia mal amanheceu e Kentin pulou da cama, ainda usando as calças da noite anterior correndo em direção ao quarto da mãe. Esta estava envolta em camadas de cobertores. Sua compleição física não só lhe dava a fragilidade de um cristal, como também a saúde de um bebê.

Seus oclinhos dourados descansavam no criado-mudo ao lado de sua cama. Kentin nem precisou bater na porta, sua mãe sempre a deixava destrancada.

-Faz muito tempo que você não me visita em meus aposentos Ken.

Apenas ela o chamava assim, e só quando seu falecido marido não estava por perto. Ele sempre a culpava por tentar feminilizar o menino que a princípio era frágil e tímido, mas mostrou-se um valoroso soldado assim que abandonou seus ursinhos de pelúcia e carrinhos de madeira.

Ele havia se tornado forte e inteligente, como ela sempre soube que se tornaria. E muito bonito também. Herdara tanto seus cabelos quantos seus olhos, mas adquirira uma confiança invejável que nem ela conseguia ter.

-Precisamos conversar.

-Lembrou de mais alguma coisa? -ela sentou-se e o convidou a fazer o mesmo.

-Desde que pus os pés nesta casa minha memórias têm voltado com uma enxurrada. Apenas não quis comentar nada.

-Mas não é por isso que você veio aqui, não é? -Manon era dona de uma perspicácia sem limites.

Kentin em muito tempo não conversava com ninguém como naquela manhã quando resolveu se abrir e contar sobre seus sentimentos, ao que sua mãe ouvia com atenção.

-Se tem certeza de seus sentimentos então porque ainda está aqui? Se fosse eu já teria selado um cavalo e ido atrás da moça.

Ele arregalou os olhos. Não esperava aquele tipo de reação de sua mãe, sempre tão calma, tão seguidora das regras.

Ambos se encararam e ele foi o primeiro a apertá-la em um abraço sufocante enquanto ela ria.

Já tinha passado a vida inteira seguindo ordens de outras pessoas, fazendo as vontades dos outros, nunca as suas. Não era justo que seu menino passasse pelo mesmo. Quem se importa se ele estava apaixonado por uma moça pobre? Só queria que ele fosse feliz. Se soubesse que a aflição de seu coração era por ser obrigado a participar de tantos bailes e ser oferecido a tantas moças nem teria se dado ao trabalho de tê-lo apresentado a nenhuma, mas o teria incentivado, assim como fazia agora.

Quando deu por si, ele já ia longe em seu cavalo sem sela com nada mais que uma calça e uma camisa. Sorriu enquanto o via se afastar através da janela.

Mais tarde, enquanto tomava chá um dos gêmeos se aproxima:

-Olá querido... Minha nossa! Vocês crescem e eu nunca consigo saber quem é quem.

-Sou o Armin, tia. Já lhe disse. O Alexy está em Paris.

Manon disfarçou sua gafe com um risinho:

-Não sei onde ando com a cabeça. Havia esquecido completamente desse detalhe.

-Sabe onde posso encontrar o Kentin? -ele perguntou mudando de assunto.

-Acredito eu que o Kentin não queira ser encontrado neste momento. -respondeu-lhe dando uma piscadinha.

Armin a encarou com seriedade tentando entender onde ela queria chegar com aquela história.

-Enfim, recebi mais cedo um convite da filha do Lorde Francis. -estendeu-lhe a mão enluvada.

O convite era ricamente bordado com detalhes florais e letras douradas.

-Ora, e não é que alguém quer me servir chá indiano hoje à tarde? -Manon riu colocando o convite em uma bandeja ao lado.

-Vai dar uma desculpa? -Armin brincou.

-De forma alguma. Acredito que já seja hora de aceitar o convite desta dama, embora eu saiba que o que ela quer mesmo é um marido com laços com a realeza.

-Pensei que a senhora quisesse uma nora... e um neto.

-Para a minha sorte não será esta moça quem fará isso.

Pegou uma sinetinha e chamou um de seus empregados. Tinha muito o que arrumar antes das cinco da tarde.

Já a finíssima dama, sua futura anfitriã já se encontrava na casa de festas de sua família, gritando ordens a todos os empregados que corriam sem demora a fim de realizar-lhe os desejos. Não podiam perder tempo, afinal a prima do próprio rei a visitaria.

Bryhanny dava tudo de si a fim de não ser repreendida por Lady Ambre. A moça podia ser o pesadelo de qualquer um se se sentisse afrontada. Uma boa opção era ficar invisível, fora da vista dela, mas nem sempre era possível realizar essa façanha por muito tempo.

-Vocês conhecem essa tal prima do rei? -ela perguntou na cozinha a uma das faxineiras.

-Só de vista. Ela nunca veio aqui. Nem sei como aceitou o convite desta  vez.

-Isso deve adoçar o coração de milady que anda tão ranzinza ultimamente. -outra empregada completou.

-Mas porque ela insiste tanto em convidar alguém que não está interessada? -Bryhanny perguntou.

-A prima do rei não lhe parece um grande partido? Então que tal o filho da prima do rei? Jovem, bonito, solteiro. Esse é o alvo de milady.

A conversa foi interrompida pela sineta que Lady Ambre usava constantemente a fim de requerer a atenção de algum empregado. Um barulhinho de enlouquecer, assim como a voz da patroa.



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