História Presente de Natal - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Drama, Inglaterra
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Palavras 816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Um passeio cheio de interrogações


Não que Lady Manon não apreciasse um passeio ao ar livre ou um convite para um encontro informal, afinal não lhe sobrava muitas opções em casa. Não com Kentin tão distante em pensamentos desde que voltara. Mas definitivamente não conseguia entender porque decidira aceitar o convite da filha de Lorde Francis. Já havia um tempo que a evitava, na verdade evitava qualquer pessoa que tivesse relação com aquela família.

Em seu cavalo, Kentin tentava ganhar cada segundo diminuindo a distância entre si e sua amada. Buscava forças em suas lembranças a fim de encontrar o caminho mais rápido para a sua amada. Como um mapa muito claro e muito simples ele continuava cavalgando, sua mente chamando pelo nome dela.

Mas apenas para chegar a uma casa caindo aos pedaços, abandonada e silenciosa. Algo em seu peito se partiu, mas não podia perder as esperanças. Buscou informações dentre as pessoas que moravam nas redondezas, mas apenas para descobrir quase nada. Num dia ela estava e no outro havia se mudado, quase na surdina para sabe Deus onde. Quanta loucura, ele pensou. De repente, ele conseguiu retomar seus pensamentos e foi em busca de alguém que tivesse informações mais concretas: o padre Nathaniel. Nunca o havia visto pessoalmente, mas pelo que Bryhanny lhe falava, parecia respeitá-lo muito, como um amigo de confiança. Mais algumas informações depois e lá estava ele amarrando o seu cavalo em um poste próximo de uma igreja, não muito grande, mas muito acolhedora.

Havia uma missa sendo celebrada, podia ouvir as pessoas cantando do lado de dentro. Silenciosamente entrou e sentou-se no último banco a fim de não ser notado. Nunca fora muito dado à religiosidade, mas sabia que suas roupas não eram lá muito adequadas para aquele local. Mais parecia um peregrino, todo descabelado, com uma camisa simples desabotoada no peito. Suas bochechas coraram ao notar que uma senhora o encarava com o cenho franzido. Imediatamente abotoou a camisa e encolheu-se um pouco em seu lugar.

De onde estava podia ver um homem um pouco mais velho que ele, com cabelos loiros e olhos castanhos com uma voz mansa e gestos tranquilos.

Ele não era assim, pensou Kentin, reconhecendo-o de alguma aventura no passado.

Quando a última pessoa saiu do recinto, Nathaniel percebeu que estava sendo observado por alguém que ele julgava que nunca mais veria.

-Então você é o famoso Nathaniel. -Kentin falou deixando escapar uma nota de aborrecimento.

-Não esperava vê-lo por aqui... Alteza. -ele respondeu com simplicidade sem se deixar afetar pelo outro. -E não, não sou famoso. Sou apenas um sacerdote no exercício de seu ofício.

Kentin o encarou tentando entender a situação. Não estava bem certo em acreditar naquilo.

-E quando foi que decidiu ficar do lado dos pobres e oprimidos?

Nathaniel passou as mãos pelos cabelos e indicou a Kentin uma porta semiaberta no fim de um corredor, convidando-o a segui-lo.

-Tenho certeza de que não veio aqui para ouvir minha história de conversão. E pelas suas roupas, posso apostar que não lhe ocorreu de vir de tão longe vender todos os seus bens e doar aos pobres desta igreja. Então seja direto.

Kentin sorriu ironicamente. Pelo visto o herdeiro do Lorde Francis não mudara muito quanto acreditava. Mas pelo menos, não tentou convencê-lo com mentiras.

-O nome dela é Bryhanny. Eu a procuro.

A menção daquele nome fez Nathaniel engasgar com o próprio ar.

-O que aconteceu com ela? -Kentin continuou.

-Então foi você o pobre indigente que caiu à porta daquela moça, não é? Como um presente de Natal.

Nathaniel cruzou os braços e ficou encarando Kentin que o encarava de volta.

-Enfim, este mundo é mesmo muito pequeno. Se importa de me emprestar algumas horas do seu dia para que eu lhe mostre algo? Podemos ir na minha charrete. Vou pedir ao capelão que guarde o seu cavalo e o alimente enquanto isso.

Não foi uma viagem longa como Kentin imaginara. Nathaniel abandonara aos poucos sua carranca e volta e meia lhe contava algumas coisas sobre a cidade e sua decisão de tornar-se padre, mas nada sobre Bryhanny ou Rosa. Finalmente chegaram a um distrito um pouco afastado de Londres, já quase saindo da velha cidade, com um toque um pouco mais campestre, onde as casas eram pequenas, mas com charmosos espaços externos onde as pessoas cultivavam hortas, jardins e plantavam abetos ladeando a estradinha de terra. Era um lugar agradável, calmo onde qualquer pessoa poderia pensar em passar seus dias, longe dos bailes ostensivos da realeza, ou das ruas lamacentas ou de toda aquela sujeira de Southwark com seus bordeis, seus ringues para brigas de cães, seus becos escuros cheios de bêbados ou assaltantes.

A charrete parou em frente a uma casa deteriorada, visivelmente incendiada há pouco tempo. Nathaniel desceu e gesticulou para que Kentin também o fizesse.

-Ainda não entendi porque estamos aqui. -falou ele intrigado, mas com um aperto no coração.



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