História Press Play - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gamer, Games, Original
Exibições 6
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, bebês!
Essa é um fic que tento escrever há tempos e finalmente trouxe para cá. Espero mesmo que gostem!
Boa leitura ;)

Capítulo 1 - Cap 1


As pessoas tem uma visão bem distorcida da fama, acham que é mil maravilhas e muito interessante. Bem, não é tanto assim, até a fama cansa, a diferença é que não depende de você para sair dela, as pessoas quem tem que te esquecer. O fato é: eu não deveria ter procurado isso, mesmo tendo aceito com a intenção de trabalhar no que mais amava. Eu não precisava.

Desde pequeno amei jogos. Meu pai tinha uma pequena empresa na época, a T&M, eu o via desenvolver jogos e testava-os junto com ele, era muito divertido. Foi com assim que aprendi a programar e a desenhar, naquele tempo eu tinha certeza do que queria para minha vida. Nos meus 17 anos acabei por me destacar em um jogo reconhecido mundialmente, o Conqueror Wars, então aceitei a proposta de me tornar um jogador profissional. Eu fiz meu nome, me tornei o melhor do cenário, eu estava nos dias dourados.
Então eu cansei.

A T&M cresceu absurdamente nesses últimos anos após um dos projetos do meu pai ter dado certo, assim o efeito bola de neve se intensificou e meu pai ficou com o "toque de Midas", como seus amigos chamavam. Tudo dava certo nas mãos dele, até o mais fracassado dos projetos se tornava popular. Mas para ele tudo deveria ser aperfeiçoado. Com a desculpa de "Meu sucesso é temporário, tenho que te preparar enquanto ainda estou aqui." ele me colocou com CEO da empresa e me deu o prazo de um ano para fazer um projeto se destacar. Eu não estava em posição de recusar, eu tinha que fazer alguma coisa e já tinha conhecimento na área. Então por que não?
Porque você é extremamente amador. Porque você é muito novo. Porque é um trabalho muito competitivo. Por
que não é tão fácil como parece. Porque você não tem o Toque de Midas. Pensei em vários porque logo após aceitar a proposta de meu pai, mas eu já tinha feito um acordo, era tarde demais. Então propus minha parte: ninguém deveria saber quem eu era, ou seja, que eu era Dio, o melhor jogador de Conqueror Wars, ou mesmo que eu era o filho do dono da empresa.

Para a minha sorte nunca mostrei meu rosto nas câmeras, então garantir a primeira parte foi fácil, já esconder minhas origens era mais complicado. Os superiores já me conheciam portanto eles guardaram segredo, para a empresa eu fui apresentado como " o filho de um velho amigo" pelo meu pai, eu estaria supostamente treinando para lidar com negócios. Minha ficha nos dados da empresa não existia, a não ser que algum superior entrasse com uma senha. As pessoas até poderiam duvidar de algo, mas não havia nada para se achar.

— Diretor?

Fui arrancado de meus pensamentos pela a secretaria carregando uma caixa cheia de papéis nas mãos, ela sorria para mim.

— Desculpe, o que você disse?

— Estes são os contratos que o senhor me pediu, onde quer que eu coloque? — peguei os papéis das mãos dela.

— Marque uma reunião com a equipe de design, amanhã assim que eu chegar.

— Certo, com licença.

— Para um cara de 24 anos você é bem arrogante, "senhor" — Matt entrou em meu escritório já se esparramando no sofá.

Matthew era meu melhor amigo de infância, era um dos poucos em quem eu confiava, foi o único que eu pude contar sobre a empresa e tudo mais, bom, tecnicamente eu não poderia contar, mas ele descobriu de qualquer jeito, então ele concordou em trabalhar como um secretário particular. A diferença entre ele e a moça que recém saiu era simples: ela sabia o que estava fazendo, Matt não. Ele era mais como um irmão mesmo, me acompanhava nos negócios e tinha ideias geniais, por isso gosto de mante-lo perto.

— Para você é "senhor diretor" — me sentei em uma poltrona. — Então, como vai as coisas?

—  Pergunte logo o que você quer perguntar, Soren.

— Está tudo certo para hoje?

— Certamente — e sorriu de lado.

Reclinei a poltrona e fechei os olhos. Matt era praticamente o oposto de mim, seus cabelos eram loiros enquanto os meus eram pretos, seus olhos eram verdes e os meus eram azuis, ele era do tipo bombado enquanto eu era esguio. Se fosse por mim, eu seria uma vareta, mas Matt tinha uma obsessão pela academia e ficava dando lição de moral em como eu definharia se ficasse o dia todo parado, logo eu era arrastado junto para seus treinos. Ele era bem mais sociável por isso era quem arranjava as garotas... ou tentava. Bom. eu tentava, ele conseguia.

Não demorou muito para eu pegar no sona, a tal poltrona era muito confortável.
Sonhei com a minha mãe, para variar. Fazia anos que ela tinha ido embora, nunca soube o porquê ou para onde, mas foi o que ela fez. Meu pai dizia que foi necessário, mas qual era a necessidade de abandonar seu filho? Nem ele podia responder, aliás, ele não queria. Ela estava lá, parada embaixo de uma árvore, carregava um caderno na mão e escrevia rapidamente nele, não permitindo que as ideias escapassem. Uma criança se aproximou e sentou-se ao seu lado, logo essa foi envolvida pelos braços de sua mãe, onde olhava atentamente para o caderno. Então a mulher foi embora e deixou a criança sozinha e quando ele deu conta de que ela não voltaria, começou a chorar alto enquanto corria tentando acha-la.

Acordei sendo sacudido por Matt, que me olhava atentamente.

— Hora de ir, são cinco horas.

Olhei para o relógio na parede, era verdade, cinco e meia para ser exato. Peguei meus pertences e fomos em direção ao elevador, que nos levou para a garagem. Dirigi até meu apartamento e me separei de Matt, que era meu vizinho. A casa estava vazia, a luz morna entrava pela janela e iluminava parte da sala, tive vontade de me jogar no tapete e acabar o dia agora mesmo, mas essa sensação não durou muito. As garotas estão esperando. Corri para me arrumar, o que não levava tanto tempo assim. Vesti uma camisa banca de mangas curtas, uma calça azul acinzentada e um sapato brogue azul royal, quando coloquei os óculos escuros, após terminar de arrumar o cabelo, ouvi a porta ser destrancada e fui de encontro com Matt. Ele vestia uma camiseta cinza com um casaco verde escuro e calça jeans preta.

— Estamos quase atrasados, vamos logo.

E partimos para um restaurante no centro da cidade, chamado Cosmopolian. Fomos em carros separados uma vez que Matt clamava: "Se algo acontecer ninguém dependerá de taxi". Aliás, Matt mentiu, estávamos adiantados, então demorou belos 20 minutos para as meninas chegarem.

Não me arrependo nem um pouco de ter vindo.

A primeira era morena e tinha belos olhos cor de mel, era alta, bem estilo modelo mesmo. Ela vestia um vestido rodado preto e saltos vermelhos de veludo. Já a outra era mais meu estilo, arrisco a dizer. Os cabelos loiro platinados chegavam até sua cintura, ela vestia uma calça preta rasgada nos joelhos, um cropped nadador branco cheio de ETs, um casaco cinza claro por cima e tênis branco. Os óculos dourados destacavam os olhos verdes por trás. Ela parecia familiar.

— Boa noite, senhoritas — disse Matt, sorrindo para elas, percebi o olhar direto na morena. — Por favor, sentem-se.

Elas trocaram um olhar e se sentaram, a loira estava de frente para mim, mas estava ocupada olhando o ambiente, ela parecia ser bem detalhista. A morena deu um toque em seu braço para chamar atenção.

— Bom, este é Soren — elas sorriram para mim. — Soren, esta é Lisandra e Allison.

Lisandra era a morena e Allison a loira. Não combinava com ela.

— Prazer em conhecê-las — olhei diretamente para Allison que retribuiu o olhar.

Ela sustentava o olhar como se fosse uma competição, desconfiei que era mesmo, tanto é que não ousei desviar. Boatos que homens são melhores nisso pois ela logo desviou o olhar.

— Boa noite, jovens, o que gostariam de pedir?

— Querem fazer as honras? — Matt perguntou para as moças, Lisandra sorriu.

— O especial do dia e vinho tinto — ela disse sem nem mesmo olhar o cardápio. — E mande meus cumprimentos ao chefe, Leonard.

— Com todo prazer, madame, volto em um instante.

— Você vem sempre aqui? — ousei perguntar.

— Pode se dizer que sim — ela falou e ajeitou os cabelos.

A comida chegou rapidamente. Lisandra e Matt não paravam de conversar, riam, faziam piadas, falavam sobre qualquer coisa, era isso que me impressionava nele, ele quebrava o gelo com uma facilidade imensa, coisa que eu nunca conseguiria fazer. Notando o quão quieta estava Alice, direcionei algumas perguntas para ela.

— Então, Allison, você trabalha com que?

— Sou designer e roteirista de jogos.

— Você trabalha?

— Sim.

Houve um silêncio constrangedor.

— Onde?

Ela exitou.

— Sou autônoma.

— Está fazendo algum projeto?

— Estou.

E assim acabou nossa conversa, quase como uma entrevista ou mesmo um questionário. Eu não sabia se a culpa era minha ou ela que era meio "foda-se" para tudo. Apostei na segunda, então parei de falar. Lisandra e Matt saíram depois de algum tempo, quando Allison terminou de comer recebeu uma ligação e foi atendê-la no banheiro. Paguei a conta e a esperei do lado de fora.

— Quer que eu te leve para casa? — perguntei assim que ela saiu.

— Não. — ela olhou para o relógio em seu pulso. — Obrigada pelo jantar, adeus.

Adeus. Forte palavra para se dizer a alguém que não fez nada de errado. Mas por algum motivo me senti bem com essa palavra, significava que eu não teria de aguentar alguém como ela. Pior encontro EVER. Dirigi até em casa e apenas parei para comprar um Milk Shake. Cheguei exausto e bravo, bravo pelas atitudes dela, sério, ela me deixou muito furioso. Parecia que eu era desinteressante, que não merecesse sua atenção.

Tirei minhas roupas e passei pela cozinha para pegar a caixa de cereal e um litro de leite. Subi para o meu quarto, onde ficava meu computador, e me taquei na cadeira. A temporada de classificação do Conqueror Wars começou hoje e eu tinha que me realocar na divisão. Quando começo a jogar percebo quanta falta eu sinto do jogo, de competir os mundiais, de passar o dia todo treinando. Muita saudade.
Quando me dei conta o despertador despertou, anunciando 5:30 da manhã. Dei um tchauzinho para o amado computador e comecei a me arrumar. Faltando meia hora sai de casa e passei para comprar dois cafés gelados, então fui para o trabalho. Mal cheguei e Matt entrou gritando comigo — "PORQUE VOCÊ NÃO ME LIGOU?? FIQUEI TE ESPERANDO NA ACADEMIA!!" — e entreguei um dos cafés para ele, por isso comprei-o, para acalmar o cara.

— Sorry, virei a noite jogando.

— Eu sei, nova temporada, não esperava outra coisa, mas bem que poderia ligar, não é?! — ele sorriu de lado. — Aliás, deu alguma sorte ontem?

— A única sorte que tive é que nunca vou ver ela — franzi a testa. — Mulher mais mal educada impossível.

— Foi mal, Lisandra obrigou ela a ir no encontro, ela não queria ir mesmo, acho que foi por isso que se comportou mal.

— De qualquer jeito, foi ridículo.

— Uma pena, Lisandra é maravilhosa,

— Bom, tenho que ir para a reunião, até mais.

Peguei meu café e fui para a sala de reuniões. Todos já estavam me esperando, conversavam uns com os outros e mostravam suas criações.

— Bom dia a todos — me sentei. — Bom, convoquei vocês para discutirmos a respeito dos heróis de Crown's Heart, então vamos começar pela equipe de design. 

Voltei meus olhos para eles que começaram a explicar as ideias, até que alguém falou algo como "Alice, a sua ideia é ótima, fale.", então uma menina deu um passo a frente, meio envergonhada. Os cabelos loiros estavam presos em um coque, os óculos escondiam um pouco das olheiras, mas ela estava linda mesmo assim.

Ali estava Allison, ou melhor, Alice, a menina que mandou um Adeus no primeiro encontro. 


Notas Finais


Bom, por hoje é só, criançada.
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo!


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