História Presságio - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Mentalist
Personagens Personagens Originais
Visualizações 2
Palavras 1.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, espero que gostem da história.

Capítulo 1 - Angel, Sam... e Maddy.


Fanfic / Fanfiction Presságio - Capítulo 1 - Angel, Sam... e Maddy.

O sol se infiltrava pelas cortinas do quarto, deixando o ambiente com um leve tom azulado. Patrick Jane se virou na cama, ainda de olhos fechados, e se espreguiçou.

Um vulto atravessou o quarto correndo; e se jogou na cama, pulando sem parar, logo em seguida.

– Papai. A Angel não quer sair do banheiro! - Um garotinho de mais ou menos sete anos, despejou todas as palavras de uma vez, entre um salto e outro.

Jane abriu os olhos, apavorado, e saltou para fora da cama, encarando aquela criatura que parecia conhecê-lo tão bem. Dono de olhos muito azuis, e cachos castanhos, o menino continuou pulando, enquanto esperava a resposta daquele que acreditava ser seu pai.

– Está falando comigo? - Perguntou confuso, olhando em volta.

sim, né papai! Se Angela não sair do banheiro eu vou me atrasar. E você sabe que mamãe não gosta disso. - Descendo da cama, o menino segurou sua mão; depois o puxou até o corredor, parando de frente para uma porta fechada.

Batendo várias vezes rapidamente, ele reclamou que era sua vez e mandou a irmã sair depressa.

A porta foi aberta, de supetão, por uma garota de uns dez anos, muito zangada. Ela encarou os dois, e ao ver Jane, segurou as próprias mãos, envergonhada.

– Ah, oi papai. Eu já terminei - Sorriu sem graça, e o beijou rapidamente no rosto.

Se virando para o irmão, ela o agarrou pelos braços, sacudindo algumas vezes, enquanto estreitava os olhos e dizia:

– Samuel, sua peste! Eu disse que já estava terminando. Não precisava ter ido chamar o papai!

Se soltando da irmã, o menino mostrou a língua numa clara provocação, e entrou no banheiro, rindo.

– Não posso fazer nada. Se vira Angela! - Fechou a porta, depois de fazer mais uma careta.

Angela se virou para Jane com uma expressão claramente envergonhada, e cruzou os braços, enquanto pensava no que dizer.

– Sinto muito, papai. Não queria que o Sam te acordasse - Se desculpou, com as bochechas vermelhas como tomates - Mas já que levantou, não quer tomar o café da manhã com a gente? - Seus olhos faíscaram de expectativa.

Jane fechou os olhos, por um segundo, sem entender o que estava acontecendo. Não conseguia reconhecer a casa, e muito menos as crianças; apesar de alguma coisa dizer que pertenciam a ele. O lar e os filhos.

– Eu não costumo fazer isso? - Perguntou, tocando um dos cachos loiros da menina, com um sorriso meio bobo.

– Na verdade, não. Aquele negócio de dormir pela liberdade, e tals. Mas nós sempre almoçamos juntos. Todos os dias - Ela sorriu, e depois que ele afastou a mão, prendeu os cabelos num rabo de cavalo, e alisou o uniforme - Estou bem?

Jane sorriu, meio fascinado com a garota, e a beijou na testa, recebendo um caloroso abraço como resposta.

– Está ótima! Vou me vestir e já desço - Respondeu, enquanto Sam saía do banheiro, já pronto, e parava na sua frente, com um sorriso ansioso.

– Eu legal, papai? - O garotinho mostrou o uniforme, impecável.

– Muito legal - Jane bagunçou o cabelo do filho, que abriu um enorme sorriso de satisfação.

Os dois desceram as escadas, implicando um com o outro, enquanto ele voltava para o quarto. Jane escolheu suas roupas, que estranhamente sabia onde estavam, se aprontou e foi para a cozinha encontrar os filhos.

Samuel estava reclamando o direito das últimas panquecas, enquanto Angela explicava pacientemente ao irmão que ele passaria mal, se fosse tão guloso. Jane resolveu o problema, pegando o prato para si, enquanto ouvia as reclamações do menino, que o chamava de injusto.

– Sam, se falar mais uma palavra, faço você comer panquecas até saírem pelas suas orelhas! - Jane se virou ao reconhecer a dona daquela voz. Teresa Lisbon, estava de pé na sua frente, com um enorme sorriso no rosto.

– Então, o nosso Belo Adormecido resolveu tomar café com sua família? Que milagre! - Sorriu divertida, e o beijou rapidamente na boca - Bom dia.

Jane arregalou os olhos surpreso com aquele gesto. Depois, a puxou para mais um beijo, dessa vez, faminto e demorado.

Eles se separaram sorrindo, quando as crianças soltaram um sonoro "ECA", e caíram na gargalhada.

– Estive pensando. Podemos comprar os móveis do quarto do bebê hoje à tarde. O que acha? - Lisbon perguntou, enquanto lhe servia uma xícara de chá.

– Bebê? Que bebê? - Jane franziu a testa.

– Madeleine, papai - Angela respondeu, confusa.

– É, papai. A Maddy, nossa irmãzinha. Não lembra mais dela, não? - Samuel completou, apontando para a barriga da mãe.

Mesmo sem entender nada do que estava acontecendo naquela manhã, Lisbon colocou a mão sobre o ventre, levemente volumoso. Com a surpresa do beijo de bom dia, e a fome do segundo beijo, Jane nem tinha reparado que ela estava grávida.

Quatro meses, no máximo, concluiu sorrindo.

– Você está bem? Está tão estranho hoje... - Lisbon o encarou, preocupada.

As crianças foram buscar suas coisas e ele puxou a esposa para mais perto. Precisava olhar mais um pouco para ela.

– Estou. Claro que estou. Acho que não dormi direito - Fascinado, ele colocou a mão sobre a barriga dela, onde seu bebê estava se formando.

– Achei que talvez pudesse levar as crianças na escola hoje. Não estou me sentindo muito bem... Coisas da gravidez - Lisbon completou com um sorriso, enquanto acariciava os cachos loiros, sentindo as mãos dele sobre seu ventre - Jane, está me ouvindo?

Aquilo era inacreditável. Ele estava casado com sua melhor amiga e tinha uma família maravilhosa.

Angela, Samuel e Madeleine. Com certeza, aqueles nomes tinham sido escolhidos por causa da importância dessas pessoas nas vidas dos dois.

– Jane? Jane? JANE! - Uma voz conhecida, o chamou impaciente.

Ele pulou no sofá, quando recebeu um chute violento nas pernas.

– Tudo bem, eu levo eles na escola! - Respondeu, ainda assustado.

– Do que você está falando, Jane? Está tudo bem? - Lisbon estava parada, na sua frente, com um olhar preocupado.

Na mesma hora, seus olhos desceram para sua barriga.

Reta, como uma tábua. Estranho, Lisbon não estava mais grávida? Pensou franzindo o cenho.

– Tudo bem? Você dormiu sentado - Ela perguntou desconfiada, ao ver a expressão dele.

Jane fechou os olhos por um momento e respirou fundo, entendendo o que tinha acontecido. Tudo não tinha passado de um sonho. Sua vida perfeita e maravilhosa, não tinha passado de um sonho.

– Rigsby, trouxe a pizza. Você não vai comer? - Lisbon, o encarou, ainda meio preocupada.

– Vou. Claro que vou - Ficou de pé, e arrumou as roupas, enquanto ela ia para seu lugar.

Ele respirou fundo, mais uma vez, e observou seus amigos. Cho reclamava do abacaxi em sua fatia de pizza, Van Pelt sorria com os flertes de Rigsby, e Lisbon olhava para ele. Com aqueles mesmos olhos cheios de carinho, preocupação e amor, que ele tinha visto em seu sonho.

– Com o que sonhou, Jane? - Ela perguntou, como se suspeitasse o que ele pensava.

– Depois eu te conto... - Sorriu galanteador, enquanto imaginava o que ela diria se contasse que tinha sonhado que estavam casados e com filhos.

Talvez não tivesse sido apenas um sonho. Talvez, tudo que seu inconsciente criara, não fosse a sua imaginação; e sim uma visão do que poderia, quem sabe, acontecer no futuro.

Um possível, feliz e maravilhoso futuro.



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