História Presságio - Capítulo 26


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Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Alan Ferreira, Felps, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Thiago Elias "Calango"
Tags Amor, Cellbit, Romance
Exibições 35
Palavras 839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Crazy


Fanfic / Fanfiction Presságio - Capítulo 26 - Crazy


— Você está bem? – Minha mãe perguntou.
—Tudo bem – falei – não precisa se preocupar.

 * Flashback*

— Deya - olhei-a sorrindo - O Rafael, ele, ele acordou.

  Corremos pelo corredor até o quarto, meu coração batia acelerado, eu estava em êxtase com o que acabava de presenciar. Entrei no quarto logo depois de Deya e pude vê-lo, não como da última vez mas deitado, com os aparelhos.
—Rafael? Meu filho? - ela o chamou sem resposta - Isabella, o que isso significa? Isso é algum tipo de brincadeira ? – Sua mãe gritava, completamente fora de si.
— Eu vi, ele estava acordado, eu falei com ele. - protestei envergonhada, a voz falha.
— Eu entendo que o queira mais do que ninguém, mas isso foi longe demais Isabella. – Thiago disse,me olhando frustrado.
— O que está acontecendo aqui? – o médico do Rafael disse, entrando na sala. — Isso é um hospital e não um lugar pra gritaria.
— Isabella. – Ouvi uma voz ao longe me chamando. – Você está bem? Isabella...

 * Flashback off*

— Isabella, minha filha, você tem que tomar os remédios. Abra a porta, por favor.
— Eu não quero essa porcaria! Posso lidar com o fato de que eu estou louca.
— Não fale isso, ok? Você não está louca.
— Mãe, pode me deixar sozinha? – pedi, encostada a porta. – Por favor.

   Ouvi seus passos ao longe e senti as lágrimas escorrerem sobre minhas bochechas, eu queria gritar, mas apenas peguei um travesseiro, abraçando-o apertado contra meu peito, escondendo meu rosto sobre o mesmo. Minha mãe, que nunca parava em casa agora vive em função de meus remédios e de checar minha sanidade mental. Por que? Por que isso tudo aconteceu comigo? O amor, a alegria, a separação, a dor e a loucura. Talvez seja tudo uma conseqüência do primeiro fato, o amor. 
— Ei – uma voz calma e baixa ecoou em minha cabeça. – Não quer me ver? 

    Levantei meu rosto e pude ver Rafael sentado em minha cama, do mesmo jeito inquieto e apressado,ele passou a língua nos lábios.
— Não quero, saia daqui. Você sabia que eles me consideram como louca?
— Shii, não diga isso boba. Você achou que o inteligente Rafael Lange não iria achar um jeito de se comunicar? Afinal somos dois loucos e nos entendemos perfeitamente.
— Você me deixou... – falei e sorri fraco. – Por que Rafa?

     Ele andou até onde estava no chão, sentando-se ao meu lado.
— Eu vou voltar, me prometa uma coisa Isa.
— O que? –perguntei brava.
— Que você vai me esperar.
— Eu não posso te garantir nada, por hora me deixe em paz.
— Teimosa. - ele disse sorrindo

      Acordei e estava deitada em minha cama, minha mãe acariciava meus cabelos e Thiago estava num canto do quarto.
— Mãe? E Thiago, o que você faz aqui?- perguntei confusa.
— Como você não abriu a porta eu tive que pedir a Joana uma chave reserva.
— Vim te visitar. – Thiago disse.
— E eu lá sou paciente para precisar de visita, mas aceito. – disse e ele sorriu. — Mãe, posso andar pelo jardim com meu amigo?
— Contanto que saia um pouco desse quarto, você não pode, deve.

   Ficamos apenas andando em silêncio quando eu resolvi começar a falar.
— Por que demorou tanto para vir me ver? – perguntei, sentando-me sobre o banco.
— Achei que não quisesse me ver.
— Mas como não? Seu bobo, eu fiquei com saudade. 
— Fico feliz em saber disso. - falou, aparentemente triste.
— Pensando bem, eu me lembrei de uma coisa hoje, você também acha que eu estou louca?Não é?
 —Você sempre foi Isabella - Thiago disse sorrindo e eu soquei seu ombro.
— E você sempre foi um palhaço. Mas falando sério, eu estou tão mal assim?
— Ai, essa doeu. Nada que não possa ser revertido com muito carinho.
— Não vejo ninguém disposto. – falei olhando ao redor. 
— Sua boba. – Thiago me abraçou, fazendo-me sorrir.
— Você ainda gosta de vídeo game? Podemos jogar se quiser...
— Nem se 100 anos passassem isso mudaria.
— Você ainda é o mesmo que eu conheço. – sorri. – Quem chegar por ultimo pega o controle que está falhando. – disse correndo. 

     Estavámos jogando quando eu perdi pela terceira vez, inteirando 3 a 1 para Thiago. Ele fez a dancinha da vitória e riu um pouco da minha cara, me fazendo querer soca-lo.
— Isabella, se eu te contar uma coisa você promete que não pira?
— O que? – perguntei curiosa.
— Prometa, primeiro.
— Ok, prometo, agora fala.
— Bom, é sobre... sobre o Rafa, como você sabe, já fazem meses que ele está no hospital e... e os médicos disseram que não á mais esperança, disseram isso a família, e eles querem deixa-lo descansar.
— Como? – perguntei incrédula.
— Você entendeu né?

    Thiago me abraçou forte, ele sabia que eu estava desabando com a notícia. Ele sabia que eu era lúcida o bastante para entender. Meu coração batia forte e queria sair do peito, minha garganta ardia e eu comecei a deixar as lágrimas caírem.
— Ma-mas, ele me disse que ia voltar. - gaguejei, falando sem pensar. Thiago me olhou assustado.
— Como ela está? Não deu pra chegar antes, meu amor como você está? - Clara disse entrando na sala.



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